Abuso da Imoralidade


Ricardo Kohn, Escritor.

Interrompo minha faina literária para abrir uma discussão sobre um fato que considero sórdido: o Congresso Nacional vota uma lei para permitir que parlamentares corruptos punam o que considerarem abuso da autoridade, incluídos nesse contexto promotores, procuradores e juízes federais.

Um dos fatos mais escabrosos desse “projeto de lei” consiste em permitir que réus julguem seus acusadores e juízes, os quais, de acordo com o Estado de Direito, tenham estabelecido suas penas. Outra canalhice parlamentar – não há expressão mais adequada – é punir procuradores e juízes pela interpretação que fizerem do texto legal. Chamam a isso crime de hermenêutica.

A forma com que aceleram no Congresso o projeto de lei do “abuso da autoridade” apenas demonstra que os políticos corruptos e seus apaniguados encontram-se desesperados, diante do sério risco de habitarem penitenciárias por um longo período de tempo. Em minha visão, espero que isso aconteça o mais rápido possível, pois provas da corrupção cometida não faltam.

Não vou me alongar nesse tema. Faço apenas uma proposta objetiva. Creio que já passou a hora de a sociedade brasileira criar um projeto de lei popular: a lei para conter e punir severamente o Abuso da Imoralidade.

Sessão de socos e pontapés no Congresso Nacional

Pelo momento em que se vive


Ricardo Kohn, Escritor.

O mundo está virado de ponta-cabeça. Decisões de mandatários ameaçam o cidadão médio de todas as nações democráticas. Três casos chamam a atenção: a insanidade bélica do líder imprevisível da Coréia do Norte; a máquina de corrupção instalada no Brasil; e a estupidez ofensiva do novo presidente norte-americano.

Sobre o comportamento da Coréia do Norte não há previsões. Seu líder delinquente, além de ter iniciativas próprias, é massa de manobra de países próximos. No entanto, há o que analisar no Brasil e nos Estados Unidos.

Casa Branca, inaugurada a 1º de novembro de 1800

Casa Branca, inaugurada em 1º de novembro de 1800

O norte-americano médio possui um perfil pessoal bem definido: é inocente, acredita no que lhe dizem, dedica-se a fazer o que sabe, é sempre teimoso e produtivo, mas poucas vezes é hábil nas análises que efetua. Entretanto, é ativo na defesa de seus princípios democráticos e libertários.

Acredito que essa imagem espelha bem milhões de americanos. Basta recordar que, em 4 de julho de 1776, durante a Guerra Revolucionária (1775-1781), seus habitantes declararam a independência do jugo britânico e, naquele mesmo instante, tornaram-se uma República Democrática.

O povo americano é pragmático e luta contra qualquer decisão pública que possa submete-lo a cenários de desastre. Ouso dizer que, pela estupidez sequencial de seus recentes atos executivos, Donald Trump não ficará sequer um ano no cargo.

O brasileiro médio também possui seu perfil delineado: é metido a esperto, mente por motivos mesquinhos, crê saber de tudo, é indolente e improdutivo, adora criticar a quem acaba de conhecer. Por isso, está sempre preocupado com a defesa de seus direitos particulares, mas esquece de seus deveres diante da sociedade.

É essa curiosa criatura, filha imberbe da Nova República, que elege os membros dos poderes executivo e legislativo. Creio que há uma estreita ligação com nossa origem colonial e o tempo que o Brasil gastou para tornar-se República Independente: embora “descoberto” em 1500, colonizado durante 389 anos, foi somente em 15 de novembro de 1889 que se tornou uma república: às vezes ditatorial, outras democráticas, mas muitas vezes enredado pelo populismo porco e a corrupção pública organizada.

Palácio do Planalto, inaugurado em 21 de abril de 1960

Palácio do Planalto, inaugurado em 21 de abril de 1960

A única Constituição dos EUA foi ratificada em julho de 1788. Há 229 anos que independência e democracia caminham sólidas e inabaláveis no Estado norte-americano. Por outro lado, a última Carta Magna brasileira foi promulgada em outubro de 1988, dois séculos depois. Nos 36 anos que se seguiram ela não parou de receber “retalhos”, dada a imensidão de seus títulos, artigos e parágrafos, que só promovem controvérsias e conflitos.

O momento em que se vive é muito delicado. Assim como os norte-americanos, precisamos colocar milhões de brasileiros nas ruas, a gritar: ─ Programa Penitenciária para TodosÉ uma ordem!

Alienígenas à solta


Ricardo Kohn, escritor.

E, por fim, foi comprovado: os alienígenas realmente existem e vivem no Brasil, instalados de norte a sul do país. Ao que se sabe, existem milhares deles à solta, a trafegar na escuridão com propósitos inconfessáveis, diria Hitchcock.

Segundo informe de um agente especial da inteligência britânica, Mr. Ian Weaver, a Scotland Yard, com suporte norte-americano – NSA, CIA e FBI –, montou uma força-tarefa dedicada a traçar o perfil nebuloso desses aliens e realizar ações higienizadoras. O pouco que me foi dito é fruto de árdua investigação, altamente confidencial, em curso há quase quinze anos.

Conversei com o agente Weaver no The World’s End, Hight Street, Edimburg. Isso esclarece os relatos que recebi: escoceses não se dão bem com ingleses. Sobretudo, após a 10ª dose de single malt, quando ingleses são vistos como inimigos figadais.

The World’s End – Histórico Pub Escocês

The World’s End – Histórico Pub Escocês

Comíamos saladas e carnes para guarnecer o estômago. Porém, em dado momento Weaver levantou-se e seguiu em direção ao banheiro. Ao retornar ouvi sua voz exaltada:
─ “Fuck The Scotland Yard! I’m not a boy scout!

Fiquei apreensivo, pois Ian Weaver é um ruivo com quase 2 metros de altura e pesa 120 quilos, sem gorduras. Porém, recuperado pela água gelada que jogara no rosto, falou sobriamente acerca das descobertas da força-tarefa: os principais traços do perfil ameaçador dos aliens do presente, que buscam ocupar e derrotar a nação brasileira. Fez uma espécie de taxonomia dos alienígenas à solta, a qual partilho com os leitores.

1. Aparência física: os aliens são feitos de pasta mole, de massa imoral de modelar. Assumem a fisionomia que mais lhes convier no momento, desde um juiz da alta corte, passando por molusco ordinário, até chegar a ladrão de galinhas ou mesmo a uma vagabunda brejeira.

2. Comunicação: em tese, os aliens são capazes de aprender todos os idiomas falados no planeta. No entanto, são precários na sintaxe e, sobretudo, na conexão lógica entre as frases. Assim, na comunicação com terceiros, sempre resultam parágrafos sem sentido, talvez pela possível redução de seus neurônios no ambiente da Terra.

3. Habitat: tudo indica que os aliens são capazes de viver em qualquer tipo de comunidade, em especial aquelas que possuam proximidade com as vítimas que estão selecionadas: pessoas, setor privado, empresas estatais e inúmeras instituições públicas. Weaver disse ser normal que possuam vários habitats no país. Contudo, o preferencial é Brasília.

4. Alimentação: os alimentos dos aliens são variados. Depende da aparência que assumirem no momento. Por exemplo, no mesmo dia, podem almoçar em um restaurante de luxo com políticos e empresários. Mais tarde, jantar na favela, pela “amizade de negócios” que estabeleceram com o chefe do tráfico.

No entanto, pelas experiências de laboratório feitas em aliens capturados, há pelo menos dois traços comuns a todos: (i) quando roubam grandes quantias de dinheiro público, ficam enfastiados e não necessitam de mais alimentos; e (ii) quando canibalizam seres humanos, tanto física, quanto monetariamente.

5. Reprodução: os aliens machos evitam acasalar com as fêmeas da sua espécie. O motivo é simples. Após a cópula, elas normalmente os devoram. Dessa forma, adaptaram-se para acasalar com fêmeas humanas. Segundo Weaver, tudo leva a crer que, durante a cópula, eles transmitem sua psicopatia aos filhotes humanos produzidos. Chamam a isso de “força do amor filial”. Não se sabe ainda a causa dessa transmissão, se é genética ou fruto da manipulação mental.

6. Interesse: em suma, o interesse original dos aliens é tomar o país de assalto. Todavia, como não possuem exército, buscam a conquista por meio da falência do Estado. Tentam quebrar as principais empresas estatais. Desviam dinheiro público, pagam propina aos companheiros e enriquecem a si próprios.

A propósito, o agente Ian Weaver tem uma tese que me pareceu possível:
─ “Eles roubam para implantar aDitadura Alienígena do Proletariadono Brasil”.

7. Vícios: mesmo com todas as cruéis habilidades que praticam nos brasileiros, os aliens não são perfeitos em suas ações imorais. Quero crer que no planeta desconhecido de onde provém, não existem bebidas como cerveja e cachaça. Pois bem, o agente especial disse-me que, a começar pelo “Comandante dos Alienistas” (o molusco ordinário), 90% deles viciou-se nessas bebidas. Muitos, sem carro e motorista, colapsam pelas sarjetas.

Segundo o agente Weaver, o gerente da força-tarefa obteve informes que retratavam uma situação patética: o assassinato sumário de um alien municipal por uma quadrilha de aliens federais, que se considerara roubada. Houve temor que essa prática se tornasse um vício, tal a cachaça. Muito embora haja ocorrido outros assassinatos políticos, em situações bizarras de fogo-amigo, o gerente decidiu não levar as investigações adiante.

O agente especial narrou outros vícios menores dos alienígenas. Mas disse-me que, por serem menos insidiosos – aliens malhando a mulher de outros aliens; aliens cuspidores; aliens pederastas; aliens predadores –, foram arquivados para eventuais investigações.

Despedi-me de Ian Weaver e deixei o pub – The World’s End – rumo ao aeroporto. Durante o voo de retorno ao Rio, integrei todas as anotações que fizera de nossa conversa. Fiquei circunspecto por dois motivos:

Como um investigador escocês sabe tanto acerca do Brasil, no século 21?
Acho de passei a crer nos alienígenas à solta!

Teoria Geral das Quadrilhas


Por Zik Sênior, o ermitão

Zik Sênior

Zik Sênior

Confesso que por décadas senti um pouco de inveja de Karl Ludwig von Bertalanffy, o biólogo austríaco que concebeu a Teoria Geral dos Sistemas (TGS), publicada em todo o mundo a partir da década de 1950. Depois que a estudei a fundo, admirado por sua simplicidade, tornou-se meu livro de cabeceira durante mais de 5 anos.

Acontece que Bertalanffy não comungava com a visão racionalista, “meio quadrada”, de René Descartes. Também não era dialético, como Georg Hegel. Sua formação era biótica, orgânica, evolutiva. Acreditava em teorias capazes de explicar todos os entes vivos e não-vivos do planeta, bem como as relações que mantêm entre si, sempre a promover a evolução dos conjuntos que formam (sistemas).

Contudo, seu objetivo principal era elucubrar uma teoria capaz de analisar e demonstrar como funcionavam as organizações criadas pelo homo sapiens. Li que Bertalanffy despendeu mais de 25 anos nesta árdua labuta.

Hoje, a tomar por base a teoria criada por Bertalanffy, assim como inúmeros cientistas, acredito que posso ensaiar a Introdução à Teoria Geral das Quadrilhas (TGQ). Afinal, cursei Ciência Política em Coimbra (turma de 1932) e consigo analisar os atos inescrupulosos cometidos por quadrilhas, que calcinaram a ética, a moral e a economia do Brasil.

─ Conceito básico

De início, é essencial dizer o que entendo por “quadrilha”, segundo a ótica da TGS:

Quadrilha é toda corja de ladrões organizados que interage para alcançar fins comuns, a construir o rolo compressor da corrupção. Ela obtém melhores resultados do que se todos os corruptos envolvidos roubassem individualmente. Assim, todo conjunto de ladrões, a agir de forma imoral, devassa e integrada, constitui uma Quadrilha. Toda sua corja tem uma única finalidade: desviar dinheiro público para negócios pessoais e, de forma abominável, quebrar bancos e empresas estatais, fundos de pensão, autarquias ministeriais e tudo mais de valor que encontrarem pela frente”.

Óbvio que se trata de um conceito pragmático. Até por que, em meus 108 anos de idade, nunca assisti a algo semelhante no Brasil ou mesmo no mundo! Nos últimos 13 anos, o Estado tornou-se presa submissa da matilha predatória de hienas esfaimadas e selvagens.

Ao aplicar a teoria de Bertalanffy, verifica-se que uma “boa quadrilha (!?)” precisa ser um sistema fechado. Caso contrário, seria defenestrada por ações da Polícia e penas de prisão aplicadas pela Justiça. No entanto, os sistemas fechados descem ladeiras sem freios, rumo à autodestruição, graças à sua entropia. São incapazes de trocar de energia e matéria entre seus elementos e de absorver novas fontes de informação.

Em outras palavras, para a quadrilha não existe a hipótese da troca de informação e dinheiro com canalhas que não pertençam às suas corjas. Assim, a quadrilha destrói-se com a perda gradativa de seu “melhores sequazes”. Seu poder de ladroagem decai continuamente, até tornar-se incapaz de atender à fúria alimentar das Hienas Selvagens

A fundação do Partido das Quadrilhas

Hienas Selvagens são aquelas que, durante os últimos 13 anos, deixaram-nos estarrecidos por um fato: devoraram a poupança do povo brasileiro, de forma sumária e descarada.

Entretanto, foram apenas três hienas que, após aplaudidas por poucos “idiotas da sociedade”, se reuniram para criar uma pequena “súcia”. A trinca visava a transforma-la numa quadrilha especial, poderosa para permanecer imune às práticas da extorsão sistemática do erário.

Em suma, esse foi o processo adotado na formação das súcias, hoje investigadas pela Polícia Federal, pelo FBI, pela Interpol e instituições internacionais que, para sobrevivência dos povos que protegem, sabem enclausurar as corjas organizadas de salteadores públicos.

Porém, importa salientar que o mesmo processo inescrupuloso das súcias foi aplicado na formação do Partido das Quadrilhas Políticas, mais tarde conhecido pela curiosa sigla PQP.

E nasceu a hiena líder

Na década de 1960, as súcias limitavam-se a promover greves e fazer badernas nas portas de fábricas. As hienas esfaimadas ainda eram bandos desorganizados, dispersos e reduzidos. Todavia, havia uma matilha profissional de hienas selvagens que vigiava os acontecimentos e decidiu aderir às badernas. Até por que, durante essa década, tentaria implantar no Brasil a ditadura do proletariado. Não entro em detalhes sobre este fato, mas, naquela ocasião, foi devidamente escorraçada pela nação brasileira. Afinal, as hienas selvagens formavam uma matilha de hienas terroristas, disposta a tudo!

Uma família de Hienas Terroristas ─ ano de 1968

Naquele processo entre greves e badernas, foi da escória de hienas esfaimadas que se deu a escolha doentia da hiena líder. Em minha opinião, tinha uma aparência degradante: era uma figura nanica, com cabelos hirsutos e sujos, orelhas de abano (felpudas), a pança cheia de vermes, sobre um par de pernas secas…

Não acredito que essa liderança haja sido motivada por alguma “habilidade especial” da hiena pançuda. Até por que, era preguiçoso, analfabeto, alcoólatra, imoral, mentiroso, populista, manipulador de idiotas, traidor, dedo-duro, vigarista e cafajeste. Um fenômeno da desgraça!

Ademais ─ diziam os mais interessados de sua corja ─, portava um hálito tenebroso e quase não tomava banho. Assim, num raio de 20 metros, a súcia era obrigada a inalar e agradecer seu fétido olor.

PQP assume o poder: o desastre!

A hiena pançuda – fundadora do Partido das Quadrilhas Políticas (PQP) – iniciou em 1980 a perseguição obstinada por um cargo que lhe desse “máximo poder público”. Em seus “sonhos delirantes”, via-se, de forma compulsiva, a desviar fabulosas somas de dinheiro público para “empresas fajutas de hienas selvagens”. E, claro, a embolsar significativa parcela dos vultosos roubos realizados.

─ “Porra, ninguém é de ferro…”, justificava-se, a andar sonâmbulo pelas madrugadas, no barraco em que se escondia.

Por isso, durante mais de 20 anos, a hiena pançuda azucrinou a vida política e econômica do país. Mas, mesmo assim, não conseguiu o tal cargo de “máximo poder público”. Todavia, de forma miraculosa, metamorfoseou-se: “de pobre proletário em ricaço boçal”.

Pouco após a virada para o século 21, o boçal começou a “botar as manguinhas de fora”. O PQP, que fora fundado e presidido por ele, enfim elegeu-o para a presidência da nação; deu-se início ao desastre político-econômico do país. Em minha visão, o camarada boçal confundiu tudo. Ao invés de ser um Chefe de Estado, tornou-se o “Rei do Quadrilhão”! E é evidente a explicação disso, sobretudo, à luz da teoria de Bertalanffy. Vejam.

Relembrem algumas “habilidades do boçal”, já citadas: mentiroso, populista, manipulador de idiotas, imoral, vigarista e cafajeste. Como alguém dotado dessas “virtudes” comandaria um Estado Nacional, sem destruí-lo?

Assim que, em seu primeiro ato no poder nomeou várias hienas selvagens para dezenas de ministérios amestrados; todas indicadas por seu “indefectível braço esquerdo[1]”, treinado em Cuba e na União Soviética. Vale lembrar que o “braço esquerdo” foi uma proeza de ladravaz e tornou-se o “Príncipe das Súcias do Quadrilhão”.

Bertalanffy diria que a invasão do Estado por uma gigantesca organização criminosa foi uma decisão de desesperados. Com as inúmeras súcias roubando em todas as áreas públicas, a socialização das quadrilhas não poderia dar certo em um sistema fechado.

Explico com a seguinte analogia: dispõe-se de um saco, com capacidade para receber um quilo de vermes, dedicados à tarefa de se alimentarem de um corpo morto; ao multiplicar a quantidade de vermes ou eles se tornarão antropofágicos, comendo a si próprios, ou o saco arrebentará. Nos dois cenários, a Festança do Quadrilhão de Vermes é desmascarada.

Perspectivas

Com o tempo que já vivi (108 anos) minhas perspectivas são sempre para amanhã. Não posso me dar ao luxo de formular cenários político-econômicos de médio e longo prazos. De toda sorte, guardo a certeza que, de uma forma ou de outra, com o preço que custar, a nação unida haverá de desratizar a política brasileira.

——

[1] Aliás, o indefectível hoje se encontra “guardado num presídio”, condenado por promover a ação de “súcias deletérias”, em processos contínuos de corrupção planejada, durante quase uma década.

Crime e penalidade


Por Zik Sênior, o eremita.

Zik Sênior

Zik Sênior

Trato neste artigo de temas relacionados bastante polêmicos: crime, penalidade e maioridade penal. Por ter opinião formada sobre eles, apresento meus argumentos. Em síntese, mostro que as penas da justiça nada devem ter a ver com a idade do criminoso, mas com a gravidade do crime cometido.

Crimes hediondos – aqueles que requerem do autor alta perversidade e demência – não são cometidos por crianças.  “Menino de 3 anos estrupa vizinha após degolá-la” não é manchete que se leia em jornal. Nem mesmo nos países sem qualquer arremedo de segurança pública, como o Brasil.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instituído no governo Collor (o demente) – Lei No 8069, de 13 de junho de 1990 – clama por ser desmontado e reconfigurado com rigor. É um fato que mistura no mesmo caldeirão de fogo dois grupos muito distintos, tanto em atitude, quanto na conduta. Crianças são inofensivas e, como se assiste diariamente, adolescentes têm-se mostrado sanguinários.

ECA é uma sigla infeliz. Não faz muito tempo que se exclamava “eca” quando se via ou tocava em coisa nojenta; era gíria de meleca. E esse estatuto retrógrado tornou-se nojento, “eca!”, nocivo à sociedade brasileira. Embora haja certos governantes e políticos sórdidos, que o manipulam de forma sistemática, a confundir os reais direitos humanos com a obrigação do cumprimento de penas adequadas.

Afinal, criminoso no Brasil recebe “bolsa-presidiário”, em média maior que o salário-mínimo do trabalhador. Isto sem esquecer do dito ex-ministro que recebeu 39 milhões de reais (em propina), por “consultoria internacional prestada de dentro da penitenciária”. No meu entender, esse sim, é um crime bárbaro, estupro da sociedade.

─ “Tudo pelos direitos humanos! Então, como fica o direito das vítimas, calhordas populistas”?

Não concordo que haja maioridade penal para qualquer crime cometido. A meu ver, as penas precisam ser as mesmas para todos, sem depender da idade do autor. Todavia, repito: crianças com até 12 anos são inofensivas, não cometem crimes hediondos por iniciativa própria, nem devem ser penalizáveis pela justiça. Precisam receber educação gratuita de qualidade.

Conflito entre licenças ambientais


Por Ricardo Kohn, Consultor em Gestão.

A legislação brasileira é muito extensa, complexa, falha, por vezes redundante, contraditória e inaplicável. Um indicador dessa “impressão leiga” são as toneladas de processos atolados na burocracia da justiça, há décadas. Não há como contestar esse fato e o elevado custo que a sociedade brasileira é obrigada a pagar.

Pede-se desculpas aos bons juristas e advogados – eles ainda existem –, mas a causa dessa proeza se assenta na extrema ignorância de legisladores mal assessorados. Dessa forma, o Congresso Nacional tornou-se obtuso e continua a aprovar outras novas normas, muitas delas sem qualquer necessidade.

Observe-se o absurdo da chamada Lei da Palmada! Porém, dentre os 181 mil diplomas legais existentes no país, há outros que ressaltam a estupidez de seus proponentes, do plenário que as aprovou e do presidente que as sancionou. Isto sem considerar as normas legais que se encontram em tramitação, como a que institui o “Dia Internacional do Direito à Verdade[1]. Afinal, será que a população do planeta só tem direito a saber da verdade num dia por ano?!

Entretanto, o foco desse artigo é a legislação ambiental brasileira. Nesse setor específico tem-se uma profusão de instituições públicas a “regular o Ambiente do país”: Ministério, Conama, Ibama, órgãos ambientais estaduais e órgãos ambientais municipais. Afora organizações que criam regras ambientais particulares, como Iphan, Eletrobras, Petrobras e CNEN, dentre outras.

Não bastassem os escuros labirintos da burocracia nacional, para complicar ainda mais o cenário de investidores, que, por óbvio, desejam seus projetos licenciados, existem “Ong” com a missão de azucrinar o processo das licenças estabelecido como regra geral: licenças prévia, de instalação e de operação.

Em alguns casos, estas organizações têm excelentes motivos para denunciar o investidor. No entanto, dispendem tempo e capital para esclarecer à nação “impactos ou até crimes”, os quais batizam de “socioambientais[2], todos não controlados. Ao agirem de acordo com a regra ambiental vigente, não consideram que o problema se encontra justamente no próprio texto da lei que querem ver atendida. Mas, na visão deste blog, é impossível atende-la!

Para explicar melhor, analisa-se o caso factual da usina hidrelétrica de Belo Monte. Trata-se do “embate político” entre a estatal que paga a obra e é a proprietária da futura usina (Norte Energia[3]) e o Instituto Socioambiental (ISA), uma notória Oscip brasileira.

Vista da usina de Belo Monte ainda na etapa de construção

Vista da usina de Belo Monte ainda na etapa de construção

Em junho de 2015, o ISA divulgou um documento de sua autoria, com mais de 260 páginas, intitulado Dossiê Belo Monte – Não há condições para a licença de operação. Do ponto de vista técnico e científico, concorda-se com essa afirmação. Porém, por fatos bem diversos, muito anteriores aos narrados no dossiê.

Com base no levantamento das pendências ambientais remanescentes da Norte Energia e de impactos adversos não controlados (físicos, bióticos e antropogênicos) sobre a região afetada, ao afirmar que a usina não tem condições de operar, infere-se que os técnicos do ISA concordam que foram corretas as demais etapas do ciclo de vida da usina. Ou seja, que seus projetos de engenharia e sua obra foram legal e devidamente licenciadas.

Neste ponto, defende-se uma posição contrária: no rio Xingu, sobretudo naquela região, qualquer projeto de engenharia com a envergadura de uma hidrelétrica, simplesmente nunca receberia a Licença Prévia. Assim, é evidente que não aconteceria sua construção, nem os impactos negativos decorrentes da violenta cirurgia intrusiva em áreas primitivas da Amazônia.

Para solucionar o impasse, que é típico nesses conflitos de interesses, propõe-se algumas medidas administrativas, baseadas na lógica do ambiente:

  • Criar a Licença de Localização, que demandará um estudo preliminar de viabilidade ambiental (EPVA). Os EPVA, por possuírem caracterizações objetivas dos espaços físico, biótico e antropogênico, podem ser elaborados de forma mais rápida que os EIA e são conclusivos quanto à localização ou não do empreendimento na região desejada pelo investidor. Este não precisa possuir um projeto básico ou executivo de engenharia do empreendimento, bastam os traços e as dimensões de um projeto conceitual.
  • Objetivar o EIA, tornando-o estudo complementar do EPVA realizado, dotado de um processo detalhado de avaliação parametrizada de impactos, bem como de um Plano Executivo de Gestão (PEG) das relações promovidas pelas obras do empreendimento com sua área de impactos potenciais. O PEG deve ser estruturado com objetivos, metas, programas e projetos ambientais que visem à manutenção da qualidade ambiental da região afetada. Após a aprovação do EIA pelo órgão competente, é emitida a Licença de Construção.
  • Criar a Licença de Gestão Ambiental de Obras, que demandará do investidor e da empresa construtora firmarem o compromisso formal de implantar o Plano Executivo de Gestão das obras, com equipe não vinculada à empreiteira e com gerência própria. O gestor ambiental das obras emitirá relatórios ambientais periódicos para o órgão ambiental competente. Este, por sua vez, pode efetuar auditorias ambientais das obras para aferir a qualidade ambiental existente, apresentada nos relatórios. Uma vez finalizadas as obras, tendo sido aprovado o relatório ambiental consolidado da obra, será emitida a Licença de Operação.

Dois fatos são nítidos neste processo de licenciamento ambiental: (i) é menos burocrático, mais rápido e menos oneroso do que o existente; (ii) possui as ferramentas necessárias para garantir a qualidade do desempenho ambiental do projeto e de suas obras, bem como, manter ou, em certos casos, até mesmo beneficiar os níveis de sustentabilidade do ambiente afetado.

É claro que essa proposta de licenciamento objetivo, não romanceado, precisa ser detalhada. Todavia, por uma equipe que possua visão de futuro, com notória competência na gestão do ambiente e, sobretudo, liberta das amarras burocráticas brasileiras.

……….

[1] O parlamentar que propõe um projeto de lei desta natureza devia trajar camisa-de-força, isolado num sanatório para dementes.

[2] A expressão “socioambiental” é redundante por dois motivos. Primeiro, por que o segmento social é parte do Ambiente e, portanto, não precisa ser ressaltado, a não ser que haja “interesse político”. Segundo, bastaria dizer que os impactos ou crimes são “antropogênicos”, pois também são parte do Ambiente vitimado.

[3] Acionistas da Norte EnergiaEmpresas públicas: Eletronorte, Eletrobras, Chesf, Cemig, Light; Fundos de pensão da Petrobras e da Caixa Econômica, detendo 79,75% do capital social. Empresas privadas: Vale, Neoenergia, Sinobras e outras, com somente 20,25% do capital social.

Uma lista, uma análise e uma pergunta: Cadê o Poder Executivo?


Da Veja on line, por Reinaldo Azevedo.

Ah, que delícia! O segredo de aborrecer é mesmo dizer tudo, né? Quando se diz antes, então, tanto melhor. Ontem — sim, nesta quinta! —, escrevi aqui um post em que expressava, com certa ironia (para bons leitores), a minha curiosidade sobre quantas pessoas da “Lista de Janot” seriam ligadas ao Poder Executivo, este que é chefiado por Dilma Rousseff.

Voltem à lista no post anterior. Só há dois nomes ali que tiveram função relevante no Executivo: Edison Lobão e Gleisi Hoffmann. E apenas ele foi ministro do governo Lula, que é quando o circo de horrores prosperou na Petrobras pra valer.

Assim, vejam que coisa fantástica. Por enquanto ao menos — vamos ver o que mais virá, se vier —, o escândalo do petrolão teria sido, então, uma maquinação de empreiteiros e de funcionários corruptos da empresa para beneficiar parlamentares, na sua maioria, do PP, que, como sabemos, é o partido que comanda os destinos da República, né???

Continuar leitura na Veja

A ‘privataria’ no Parque do Flamengo


Por Ricardo Kohn, Gestor do Ambiente.

Breve histórico

O Parque do Flamengo, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico NacionalIphan, em 1965 – e, mais tarde, também pelo governo do município, através de lei de 1995. Mas, desde de julho de 2012, é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. Vejam a cópia da planta oficial de tombamento feita pelo Iphan.

Perímetro de tombamento do Parque do Flamengo

Perímetro de tombamento do Parque do Flamengo

A questão básica é a seguinte: ─ “Por quais motivos esse equipamento urbano foi tombado e premiado pela Unesco com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade?”

Para responder a essa questão é necessário entender a magnitude do problema urbano que existia na cidade e, sobretudo, no bairro do Flamengo, ao fim da década de 1950. A população se avolumara pelo intenso fluxo de migração interna para a então capital federal. No entanto, seu sistema viário e seu saneamento básico, eram extremamente precários. Esgotos in natura eram lançados na orla marítima da cidade, criando as chamadas “valas negras” em suas praias.

Vista da Praia do Flamengo, com o aeroporto Santos Dumont ao fundo

Vista da Praia do Flamengo, com o aeroporto Santos Dumont ao fundo

Várias áreas da cidade foram aterradas desde cedo. A começar pela região do porto, fundo da Baía da Guanabara. O próprio aeroporto Santos Dumont foi construído sobre área de aterro. Boa parte da praia do Flamengo também sofreu o mesmo processo, mas foi em vão.

Somente em 1961, o governador do Estado da Guanabara, jornalista Carlos Lacerda, e seu Secretário de Viação e Obras, engenheiro sanitarista Enaldo Cravo Peixoto, receberam proposta da paisagista Lotha de Macedo Soares, que visava a criar um parque na praia do Flamengo. A proposta foi aprovada.

Para fazer frente a esse extremo desafio, foi criado um grupo de trabalho visando a planejar, projetar e gerir a construção e plantação da flora nativa no Parque do Flamengo. Notórios profissionais participaram deste grupo [1], que teve a frente o arquiteto Affonso Eduardo Reidy e a própria paisagista, Lotha de Macedo Soares.

Conforme projetado e finalizado, o Parque do Flamengo diferencia-se das belezas cênicas do Rio, todas elas herdadas da natureza, mero acaso das relações mantidas entre os sistemas ecológicos que nela se formaram, à revelia do ser humano.

Na verdade, o Parque do Flamengo a elas se integra sem perder suas funções urbanísticas vitais – mobilidade urbana, acessibilidade a pessoas com deficiência, educação, esportes, bem estar, laser, recreação e, acima de tudo, manter permanente seu enlace com os ecossistemas terrestres e marítimos da região.

Na visão de Reidy, obstinado pela equidade na ocupação do espaço urbano, o Parque do Flamengo, ao tornar-se um bem público, já justificava sua restrição plena como área non aedificandi. Infelizmente, Affonso Reidy faleceu jovem (54 anos, em 1964) e não acompanhou o processo de tombamento do Parque a que tanto se dedicou.

Vista aérea do Parque do Flamengo e suas vizinhanças

Vista aérea do Parque do Flamengo e suas vizinhanças

Manutenção do Parque

Desde quando foi inaugurado, nas festividades dos 400 anos da cidade, o Parque do Flamengo teve sua primeira manutenção realizada em 1999, feita pelo escritório do paisagista Roberto Burle Marx. Esses trabalhos envolveram o replantio da flora afetada, assim como a inspeção e eventuais obras civis nas passarelas do parque.

A poda de árvores e os cortes dos gramados sempre foram atividades sistemáticas realizadas por um órgão público chamado Parques e Jardins. No entanto, a prefeitura passou esta responsabilidade para a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). É evidente que esta empresa não é habilitada para realizar podas e replantios de vegetação, muito menos obras civis.

O descaso do atual prefeito com relação ao Parque do Flamengo é de tal ordem que, a pensar nas verbas para as obras destinadas aos Jogos Olímpicos de 2016, o Parque foi esquecido em estado lamentável.

Este é o estado das passarelas do Parque do Flamengo

Este é o estado das passarelas do Parque do Flamengo, ferragens aparentes…

Por sinal, caro Eduardo Paes, como andam as obras olímpicas nas cinco regiões de jogos que foram pactuadas com o Comitê Olímpico Internacional? Prometidas pela trinca de falcatruas: Lula, Sérgio Cabral e Paes, o inventor do tal “Porto Maravilha“.

Obra na enseada da Glória

Mas eis que surge uma “parceria público-privada”, obcecada em desconstruir um bem público, finalizado e tombado há 50 anos. Marqueteiros aliados ao poder público tiveram a desfaçatez de chama-la “Revitalização da Marina da Glória”.

Aos olhos do povo do Rio, com plena consciência de seus direitos humanos e legais, trata-se de “descarada negociata”. Tudo indica que sua realização conta com o conluio de instituições públicas – Iphan e prefeitura do Rio –, dado que permite a execução de um projeto ilegal, antes já rejeitado pelo próprio Iphan!

Um grupo de cidadãos brasileiros iniciou um movimento popular – clique em “Ocupa Marina da Glória” – visando a impedir a deformação urbanística do Parque do Flamengo. A finalidade desse movimento é simples: conservar um bem público tombado como área non aedificandi e impedir o desmatamento sumário da vegetação ocorrente na enseada da Glória, local da dita “revitalização da Marina”. Segundo informações públicas, cerca de 300 pés de árvores já foram decepados na área do canteiro de obras e suas imediações.

Signo do crime ambiental cometido pela Prefeitura do Rio

Signo do crime ambiental cometido pela Prefeitura do Rio

No entanto, a Secretaria Municipal de Ordem Pública, através de ameaças violentas por parte da Guarda Municipal, determinou a retirada de barracas, faixas e pessoas que protestam contra a invasão de seus direitos. Ressalta-se que esta violência já foi realizada contra os que participam do movimento “Ocupa o Golfe”, que ocorre na Barra da Tijuca.

É patético, mas na Barra pessoas foram agredidas e presas hoje, por expressarem seus direitos de cidadão e, sobretudo, seu dever de proteção da cidade do Rio de Janeiro. Afinal, a cidade, o estado e o país são nossa propriedade. Fomos nós que delegamos a prefeitos governadores e presidentes a obrigação de geri-los da forma como definirmos. Precisa-se, com urgência, de um “recall de políticos“!

Eduardo Paes, espera-se que a “privataria” do Parque do Flamengo já o haja “beneficiado” bastante. Até por que, no Rio de Janeiro você jamais chefiará qualquer instituição pública, sequer uma equipe de safados da sua laia.

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[1] Membros do Grupo de Trabalho: Affonso Eduardo Reidy e Lotha de Macedo Soares (direção); Sérgio Wladimir Bernardes, Jorge Machado Moreira, Hélio Mamede, Maria Hanna Siedlikowski, Juan Derlis Scarpellini Ortega e Carlos Werneck de Carvalho (arquitetos); Berta Leitchic (engenheira); Luiz Emygdio de Mello Filho, Magú Costa Ribeiro e Flávio de Britto Pereira (botânicos); Ethel Bauzer Medeiros (especialista em recreação); Alexandre Wollner (programação visual); Roberto Burle Marx & Arquitetos Associados, com Fernando Tábora, John Stoddart, Júlio César Pessolani e Maurício Monte (paisagistas).

Lorota


Por Ricardo Kohn, Escritor.

Mentira” talvez seja o verbete da língua portuguesa que tenha o maior número de sinônimos. Como se não bastassem, possui expressões com o mesmo significado e diversos adjetivos derivados. Esse fato gramatical decerto é motivado pela enorme população de mentirosos vivos no planeta.

Vale dizer, não seria “conversa fiada” admitir que “patranheiros” se reproduzem tal como ratos, pois sua taxa de natalidade é bem superior à dos seres humanos íntegros. Há quem explique esse quadro através de ditos estudos estatísticos, que teriam comprovado ser mais fácil encontrar “casais de peteiros” do que de probos. Esses estudos não passam de “mentirolas”; porém, a ilação final dos difusores desta “lorota”, é verdadeira. Um paradoxo.

Em suma, não existem as tais pesquisas ou estudos sobre esse assunto. Afirmar que algum dia foram feitos é uma “peta” sarnenta. No entanto, “casais de patranhas” são incontáveis e tem-se milhares deles acocorados nos poleiros políticos do país, a comer o dinheiro público e obrar sobre a cabeça do povo, indistintamente, nas classes rica, média e pobre.

Essa ação sistemática virou uma espécie de solenidade pública, que em breve completará 13 anos. Um número que é tido por alguns como traiçoeiro, capaz de atrair azares e desgraças [1]. Resta pensar a quem se vai dedicar, “com afeto”, esses agouros…

Todavia, a “lorota exponencial” foi inventada exatamente nos poleiros mais altos do galinheiro nacional. Para debochar dos incautos, deram-lhe um título profissional: “marketing político”.

José Saramago e a Mentira Universal

José Saramago e a Mentira Universal

No Brasil, tem-se notícia de poucos “peteiros” especializados, capazes de engendrar “patranhas” rocambolescas, num lapso de tempo mínimo, e conseguir enganar a milhões de cidadãos omissos, durante mais de uma década. Que se saiba, tal nível de produtividade da patranha nunca foi alcançado no mundo.

A mentira universal, tão bem identificada por José Saramago, chega a ser bisonha perto da “lorota exponencial”, que, uma vez deixada nos braços da mídia impura, propaga-se e destrói cérebros baldios. No Brasil, esse cenário aterrador foi endêmico até 2014. Atenção! A sociedade civil tem meios lícitos para mudá-lo em 2015!

Indicadores e tendências

Para a mídia em geral, mas, sobretudo, para a imprensa independente, o Brasil está acéfalo há cerca de 40 dias. Somente hoje acontece a primeira reunião ministerial do novo mandato. Os 39 ministros, nomeados no loteamento ministerial, estarão presentes para ouvirem. Talvez o ministro da Fazenda fale acerca das medidas de arrocho que está a implantar. Salvo duas ou três exceções, os demais, sem qualquer competência técnica para tratar de seus “lotes partidários”, nem celulares terão nos bolsos, que dirá abrirão a boca para falar.

Por outro lado, é sabido que abastecimento de água e de eletricidade estão ameaçados de extinção. O racionamento nacional de ambos deverá ocorrer em breve. A geração de vagas de trabalho tem sido ínfima e degradante. O desemprego é crescente, numa economia com tendência recessiva. A indústria segue a demitir funcionários. A inflação estoura a meta de 6,5% ao ano e continua renitente. Deverá ultrapassar o topo ainda neste primeiro trimestre. Os preços dos alimentos estão nos píncaros. O PIB é antártico!

Em síntese, o Brasil torna-se a terceira calamidade política, econômica e social da América do Sul, a seguir na mesma trilha de seus excelentes parceiros ideológicos e nada comerciais: Venezuela e Argentina, são nações quebradas por sucessivos governos incompetentes e corruptos. A ser assim, pergunta-se:

Como esta quadrilha de apátridas pensa que vai manter-se no poder? Vai armar mais lorotas exponenciais“?!

“Quero ver quem tem ‘bolas de macho‘ para enfrentar o povo brasileiro aborrecido”.

……….

[1] Não está considerada a interpretação cabalista do número 13, pelo fato de não se professar qualquer crença, mística ou religião. Professa-se apenas a lógica da realidade e a razão necessária para lidar-se com ela.

PIB da corrupção em 2014


Também chamado de PIC – Produto Interno da Corrupção.

A pergunta que se faz é simples. Leia e, se quiser, arrisque-se a responde-la:

─ “Se o Produto Interno Bruto brasileiro de 2014 alcançar a casa dos R$ 4,8 trilhões, igual ao de 2013, qual terá sido sua parcela extorquida pela súcia governista? De forma mais objetiva, o Produto Interno da Corrupção terá sido próximo de 3% ou de 25% do PIB de 2014? [1]

Concorda-se, a resposta é difícil e muito complexa de ser contabilizada. Afinal, não há contrato assinado “entre as partes”, nem nota fiscal emitida por “empresas fantasmas”.

Grande parte do PIB nos bolsos da Corrupção

Grande parte do PIB nos bolsos da Corrupção

Observe somente o escândalo do Arrastão na Petrobras: a empresa que foi brutalizada pela súcia sequer consegue fechar seu balanço de 2014! Não existe a conta “Fundo para Conluio e Corrupção”, o que torna infactível elaborar uma simples “Demonstração de Lucros e Roubos”.

A própria Polícia Federal encontra-se um pouco prejudicada em uma das “ene” etapas dessa investigação. Não tem certeza de quantas outras precisará realizar e do tempo necessário. Além disso, é muito provável – quase uma garantia – que, além do setor de Óleo & Gás, outros setores da economia estatizada também hajam sido brutalizados. Dentre eles destacam-se o Elétrico, Rodoviário, Ferroviário, Aeroviário e Portuário, dado seus maiores orçamentos. Decerto, receberão atenção especial da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

A prever com muito otimismo um futuro mais honesto e decente para o Brasil; a acreditar nas instituições nacionais de controle, sugere-se um apelido para esta investigação de grande abrangência: OperaçãoSoda Cáustica”. Por sinal, aguardada pela maioria da população brasileira, como medida definitiva de higiene moral.

……….

[1] É inimaginável que a extorsão do PIB de 2014 possa ter variado entre R$ 144 bilhões e R$ 1,2 trilhão, mas há evidências e fatos que apontam nesta direção. Os mais nítidos são enriquecimentos inexplicáveis de certos cidadãos, membros da família de asseclas da súcia governista. Até agora, que se saiba, nenhum deles foi investigado.

─ ‘Não há uma prova sequer’


Em nações civilizadas, quando é descoberto um crime, tem início a sua investigação. A finalidade é óbvia: identificar quem o cometeu.Kohn - Sobre o Ambiente Mas o investigador precisa seguir um padrão lógico, tanto de raciocínio, quanto de ação, qual seja: identificar o que motivou o criminoso, com quais oportunidades ele se estimulou, e, por fim, como se beneficiou dos resultados que obteve. Desde há 400 anos, qualquer “xerife do Velho Oeste” já sabia fazer isso.

No escândalo do “Arrastão da Petrobras”, à primeira vista, os procedimentos da Polícia Federal, na histórica “Operação Lava Jato”, parecem manter essa mesma lógica. Apenas contam com o suporte de leis mais modernas e facilidades tecnológicas inexistentes no “Velho Oeste”.

Porém, vale destacar a atuação de instituições públicas autônomas, encarregadas de fazer a Justiça [1]. Embora seja a expressão do dever estabelecido, merece o agradecimento do cidadão brasileiro. Assim, até agora os resultados obtidos pelas investigações do “Arrastão da Petrobras” demonstram eficiência, sobretudo, graças à dedicação de agentes da Polícia Federal e à qualidade de juízes do Ministério Público Federal.

Há envolvidos neste “esquema” que já se encontram trancafiados: dois ex-diretores da Petrobras, diretores de grandes empreiteiras, um doleiro e um “carregador de mala”. São uma pequena amostra de dezenas de ladrões que ainda permanecem soltos.

Acontece que a Polícia Federal está no início da sua “operação de lavagem”; sequer entrou na etapa da centrifugação. No entanto, pelo que informa a imprensa livre, há indícios que, muito em breve, iniciará a bela “centrifugação de políticos imundos e respectivos partidos”, todos livres e impunes.

Todavia, já se escutam comentários de futuros centrifugáveis que confirmam a iminência dessa centrifugação. O fato mais aberrante foi a frase do Ministro-chefe da Secretaria Geral da República, ao deixar o cargo neste início de ano:

─ “Nós não somos ladrões”.

Declaração gratuita, tão esdrúxula quanto esta, é incomum na atual política brasileira. De fato, o ex-ministro entregou à boca do povo, na bandeja, “a essência do jogo sujo de sua equipe”.

Mas sempre há um outro emérito ladrão, que arma a defesa antecipada de seu “parceiro de negócios”. Imaginando livrar-se de possíveis conjecturas danosas, solta a frase lapidar:

─ “Não há uma prova sequer contra ele”.

Não precisa ser filósofo ou psiquiatra para entender o que subjaz a essa frase asquerosa. Afinal, dizer que não há prova de alguém haver cometido um crime, não nega ou prova que ele não o haja perpetrado. Trata-se sim, de prática prepotente e arrogante, que somente visa à blindagem de políticos ladrões.

Na última década assistiu-se a notórias quadrilhas de políticos contratando caríssimas bancas de advocacia. Era como se fossem enfrentar julgamentos passíveis da pena capital! Mas pasmem, só queriam inocentar seus membros pela corrupção frenética cometida. Uma vez liberados da justiça, a intenção sempre foi seguir pelo mesmo atalho. Afinal, o que sabem fazer na vida, além de desviar e distribuir dinheiro público para fortalecer sua camarilha?

A parcela do erário público roubada nos últimos 12 anos foi de tal ordem, que há incríveis milionários, verdadeiros nababos, a investir em fazendas, milhares de cabeças de gado, realizar de grandiosas construções, comprar apartamentos, lanchas e jatinhos de luxo. Investimentos que, definitivamente, nunca poderiam realizar com suas condições primitivas de trabalho.

Mas sempre haverá um “pentelho da camarilha” que se atreverá a afirmar que não há nenhuma prova contra eles. E será preciso mais o quê, diacho?! Na verdade, nada. Basta passar um pente fino nos fatos mundialmente conhecidos, confirmar a hierarquia das quadrilhas, enquadrá-los na lei e recolher seus membros à penitenciária mais segura.

……….

[1] Antes o xerife fazia tudo: investigava, produzia leis, aplicava-as e executava a justiça (na forca). No Brasil atual só há uma instituição que procede como xerife do Velho Oeste: o Tribunal Superior Eleitoral; sem a forca, é óbvio.

Há limite para comandar!


Por Simão-pescador, da Praia das Maçãs.

Simão-pescador

Simão-pescador

Quando jovem, de 1935 a 1939 estudei numa escola de Administração Pública. Vem daí minha afinidade com Ricardo Kohn. Não pensava em me tornar pescador, pois queria seguir rumo a Lisboa, trabalhar em uma Instituição do Estado. Para isso, fui aluno dedicado e, como diziam no Brasil, de facto um “cu-de-ferro”. Aliás, expressão curiosa, essa dos brasileiros.

Aprendi com o Professor Reis Vieira [1], do qual guardo os ótimos ensinamentos recebidos, que a direção de uma organização complexa deve ser descentralizada. Significa dizer que o diretor presidente da organização precisa delegar sua autoridade formal para os diretores que comanda. É prioritário que ele trabalhe nas relações externas da organização, mas deixe a cargo dos demais diretores a gestão interna dos processos, imprescindíveis para alcançar sua missão social.

Por que falo em processos imprescindíveis? Por óbvio, uma Instituição de Estado precisa ser econômica no gasto dos tributos pagos pelos cidadãos. Afinal, eles são seus sócios exclusivos. Assim, a estrutura organizacional há que ser seca e limpa ou, como chamam alhures, há que ser “enxuta”. Este é primeiro fator (critério) para que o número de diretores de qualquer Instituição de Estado seja reduzido a um mínimo.

Mas há outro fator essencial. Trata-se da capacidade física do gestor em dirigir seus subordinados. A experiência demonstra que o limite de comando é de, no máximo, 8 subordinados. Mais do que isso e o gestor precisaria de dias com 30 horas. Somente a gerir até oito comandados ele terá meios para garantir eficiência, efetividade e eficácia [2] dos processos imprescindíveis.

Também aprendi com Reis Vieira que o terceiro fator é a competência intelectual e técnica do gestor que dirige a instituição pública. Por analogia, só comando meu barco por que sei navegar, conheço bem as correntes marítimas, as variações dos ventos, as posições da vela, as espécies de peixe, aonde encontra-las e quais artes devo utilizar – rede, caniço, linha e anzol, linha longa com anzóis, etc. Consigo isso por que até hoje, aos 96 anos, estudo os processos da profissão que exerço: pescador artesanal.

Agora, para variar, sigo para o Brasil e seu aberrante “novo governo”. Pela quarta vez a nação brasileira vai sofrer o desgoverno do mesmo partido político que se apossou do Estado. O povo que se dane, é inimigo infeliz, tem que pagar tributos, precisa permanecer submisso e calado.

Mais de 60 dias após reeleita, a “gestora soberana” mal consegue escolher seus ministros. Mas há um motivo bem razoável para isso: serão 39 ou mais, quase todos políticos incompetentes!

Delegar autoridade formal para um bando de políticos, além de impossível, é surreal. Não há como dirigir aloprados ativos. Na verdade, são os partidos da “base incrustada no poder” que escolhem as pastas ministeriais desejadas e quais políticos irão ocupa-las, sempre em função de seu doce orçamento. Assim diz a imprensa, por meio de certos “analistas políticos”, que contam ao povo como se dá este processo, considerado absolutamente normal: “todos os estadistas do mundo fazem assim“…

Não tenho dúvida que isso não é a decisão de um estadista a “formar sua equipe”. Até porque há um elevado risco de a “eminente soberana” estar nomeando, na qualidade de Ministros de Estado, novamente, vários “chefes de quadrilha”.

……….

[1] Professor Reis Vieira, Ph.D. em Administração Pública, com tese defendida na Universidade do Sul da Califórnia. Sinto, mas não recordo seu prenome.

[2] Eficiência = fazer bem feito; Efetividade = fazer bem feito, conforme o planejado; Eficácia = fazer bem feito, conforme o planejado, e com baixos custos.

A canalhice triplex


Por Simão-pescador, da Praia das Maçãs.

Fui convidado por amigos noruegueses a apreciar os métodos da pesca do Gadus, gênero de peixe do qual é feito o famoso prato de bacalhau. É um assunto que interessa somente à curiosidade de velhos pescadores, como eu próprio.

Assim, segui para Oslo, onde fiquei alojado numa vila de pescadores. A temperatura esteve próxima de zero graus, mas não me causou incômodo algum: havia calefação a funcionar.

Vila de pescadores, nos arredores de Oslo

Vila de pescadores, nos arredores de Oslo

Não vou entrar nos detalhes do que me foi mostrado: barcos, redes de cerco, pesca à linha e outras artes empregadas até hoje. De toda forma, como preparo um ótimo prato de bacalhau, consegui registros fotográficos do bicho, tanto em plena atividade, quanto já pescado. Guardo-os como recordações das tradições norueguesas da pesca.

Esse é o Gadus Morhua em ação

Esse é o Gadus Morhua em ação

Um par de Gadus numa praia norueguesa

Um par de Gadus numa praia norueguesa

A ser assim, fiquei cerca de um mês afastado do noticiário mundial e, mais especificamente, do brasileiro. Lembro-me que o último texto que publiquei foi ‘Arrastão na Petrobras’, quando o noticiário já mostrava a operação de limpeza da corrupção generalizada, intitulada “Lava-Jato”. Por sinal, um título muito aderente aos factos.

Quando retornava às Maçãs, já próximo ao porto, parei para rever velhos amigos. As notícias que recebi me assustaram. De chofre, tomei conhecimento que, através do que os brasileiros chamam de ‘delação premiada’, um ex-diretor da Petrobras, quando interrogado por um juiz federal honesto, confessara os crimes de que participara e, em auxílio à justiça, contou detalhes do roubo de cerca US$ 28 bilhões da estatal. Falou o nome da coleção de comparsas, de dentro e de fora da companhia. Disse até mesmo quais eram suas funções no “esquema“, montado para roubar dinheiro do povo brasileiro.

Assim fiquei a saber do escândalo de Petrolão. Despedi-me dos amigos e segui para casa, preocupado com meus filhos e suas famílias: esposas, netos, bisnetos e tataraneto brasileiros. Eles têm negócios próprios no Brasil, mas podem sofrer graves adversidades com quedas do mercado consumidor.

Especulações

Precisava confirmar o que me fora dito, queria obter comprovações factuais. Porém, só obtive informações da imprensa. Creio que os inquéritos estão a ocorrer sob sigilo. Gastei mais de 8 horas seguidas a vasculhar a internet, a ler blogs, colunas e notícias desde um mês atrás. Ao fim, selecionara poucos jornalistas que eram congruentes entre si.

Vejo que o quadro político brasileiro tornou-se o Inferno de Dante! Nele há luxúria, ganância, gula, ira, violência, fraude e traição. Além de outros atos infernais, a saber: ação de quadrilhas públicas organizadas, a corromper outros setores produtivos; conluio das quadrilhas com as maiores empreiteiras do país; três partidos políticos a entubar dinheiro público durante anos, através de doleiros e atravessadores; farta distribuição de propina para 28 políticos. Quer dizer, 28 até agora, mas devem ser bem mais.

O Inferno, visto por Dante Alighieri

O Inferno, visto por Dante Alighieri

Por outro lado, de facto há um quadro econômico arrasador para o Brasil: déficit recorde em conta corrente; um ano de inflação renitente no topo da meta; fechamento de vagas de emprego na indústria, na agricultura e na construção civil; dólar a escalar as alturas; aumento dos preços de energia, de combustível e de alimentos; calote governamental de bilhões de reais em obras de infraestrutura; alto risco do aumento da tributação; e, segundo as estatísticas de um órgão oficial, em 2013, ainda havia 10,45 milhões de brasileiros a viver em extrema pobreza.

Confesso que me é difícil entender a reeleição da “soberana”, ainda mais que teve como seu principal militante o “apedeuta”. Alguém deve ser responsável pela implantação do “socialismo da corrupção” no país. O Brasil está a viver um cenário de caos político-econômico!

Decerto, apedeuta e soberana no mínimo devem pagar pelo crime da omissão pública. No Brasil chamam “crime de prevaricação”.

Acho curioso toda a população saber de um casal de notórios queprevaricaem público e dá em nada. Mas existe uma doutrina jurídica muito boa de ser aplicada a este caso: a do “Domínio do Facto“, como foi feito com êxito no paupérrimo escândalo do Mensalão.

Censura sistemática


Dicionários em geral oferecem variados significados para o verbete “Censura”. Dentre outros, citam-se os seguintes:

─ “Ato de censurar. Cargo e funções de um censor. Exame crítico de obras literárias ou artísticas. Corporação ou tribunal encarregado de censurar livros, filmes, etc. Instituição, sistema ou prática de censurar obras literárias e notícias escritas. Condenação eclesiástica de certas obras. Crítica visando a corrigir. Admoestação, repreensão. C. Prévia: ato de rever e julgar em instituição competente uma obra antes de ser publicada.”

Como é possível ver, a Censura pode ser uma instituição, um indivíduo (o censor), um ato formal, uma condenação dogmática e fruto de uma análise crítica. De toda forma, em nenhuma hipótese significa perseguição, proibição, açoite, prisão ou aniquilação do cidadão a ser censurado.

No entanto, em certos períodos da história republicana brasileira, o conceito da Censura foi deformado ao gosto da ditadura instalada. Seu uso, “legalizado a ferro e fogo” serviu a fins nefastos. Não se entra no mérito das causas de então, mas censurar no Brasil já foi sinônimo de raptar, prender, torturar e assassinar. E esses atos foram cometidos por ambas as partes em litígio, apenas com vistas à troca de ditadores. Ninguém lutava em favor da Democracia. Os que hoje afirmam isso são patranheiros, peteiros e mentirosos.

Censura e mentira, nada mais

Censura e mentira, nada mais

Mesmo com o significado correto, a Censura é tida por muitos como uma proposta descabida e perigosa em si mesma, a máquina oficial ceifadora da crítica necessária às ideias e projetos de que o país necessita para erguer-se do atoleiro. Porém, o que se dirá do “uso legalizado” da Censura, imposta por um governo que, ao que tudo indica, ambiciona se tornar uma ditadura socialista?

Ressalte-se, governo que por hora parece encontrar-se em estágio final de equilíbrio instável. Forjado em mentiras sem censura que promove por todo o país, através de práticas populistas que aplica sobre o povo desguarnecido. Não se trata de uma brincadeira, pois são quase doze anos com o povo a suportar mentiras e blindagens oficiais. Doze anos gastos para amestrar a prática da autocensura com o tal do “politicamente correto”. Esse tipo de ato descarado – Censura – é usado em tudo e de forma sistemática.

Algumas reflexões

A Censura imposta por força de desgoverno possui diversos meios para eliminar a liberdade cidadã. Um deles é a própria lei e suas “medidas provisórias”; outro, a ameaça de plebiscito para processos complexos que são, na falta de outro termo, “impebliscitáveis”. E juram que é melhor assim, com a sociedade civil a “participar das decisões do governo”. Participar uma ova, submeter-se calada, gostando ou não!

Somente hoje a imprensa conseguiu divulgar informações macroeconômicas que o Planalto manteve trancafiadas por longo período. Segue parte da notícia veiculada pelo economista Rodrigo Constantino:

─ “O Tesouro Nacional informou hoje que o Governo Central registrou um déficit primário de R$ 20,399 bilhões no mês de setembro; é o pior resultado da série histórica, quinto resultado mensal negativo consecutivo em 2014”.

De fato, essa notícia não poderia ser pública antes da votação do 2º turno. Fora censurada. Os motivos do atraso na divulgação dos dados no período eleitoral envolviam a omissão eleitoreira e a blindagem da informação macroeconômica, que todo brasileiro possui o direito de saber, no exato período em que ocorre. Sem essa informações não há como gerir empresas e negócios legais.

O estágio de equilíbrio instável de um governo pode acarretar decisões insanas por parte dos governantes. Sugere-se que adotem decisão similar à da “cobra peçonhenta”. Ao cabo de um ano, é possível que não lhes restem alternativas.

Dúvida que persiste


A reeleição de Dilma Rousseff para Presidente da República é um fato consumado. Valeram os esforços em contrário e a favor. Afinal, vive-se em um Estado Democrático. Está um pouco aleijado, bastante interventor, mas ainda é tido como uma democracia. Acrescente-se, mambembe.

Se alguém não compreendeu os resultados desta eleição, deverá se acostumar. Pelo menos durante quatro anos há de conviver com a mesma coisa. Ao que tudo indica, com as “velhas engrenagens partidárias”, que se entendem proprietárias o Estado, a atuar de maneira autoritária, arrogante e ostensiva.

Todavia, para mais da metade dos eleitores brasileiros, conscientes disso ou não, resta uma dúvida acerca do processo eleitoral:

─ “Alguém se recorda de qualquer ‘eleição eletrônica’ em que o Tribunal Superior Eleitoral apenas informou a votação dos candidatos a presidente nos últimos momentos da apuração, quando já não havia mais qualquer chance para a oposição?”

Ou seja, “o que justificaria a falta de transparência do TSE na apuração presidencial?” Não se tem essa informação e parece que na ‘memória eleitoral eletrônica’ ela também não existe.

Urna rejeitada em mais de 60 países democráticos

Urna rejeitada em mais de 60 países democráticos

E ficará sem existir, até que, num ato verdadeiramente democrático, o TSE, sem juízes partidários, troque as urnas eletrônicas existentes. Coloque em seu lugar urnas de 3ª geração, que facilitam auditorias de segurança. Somente dessa forma o eleitor brasileiro terá mais garantia de que o voto que deu a um candidato foi realmente contabilizado para ele.

Fomos bloqueados


Desde ontem, a partir do início do combate entre os dois candidatos à presidência, os PC de nossa rede perderam o acesso às redes sociais, ao Google, G.Mail, Chrome e alguns sites com ferramentas da internet.

Só conseguimos acessar este blog, dado que reside em provedor estrangeiro. Dessa forma, tornamo-nos uma ilha deserta. A sensação é muito ruim, é como ser malogrado por desconhecidos.

Mas o tráfego já começou a “menos piorar”. Agora, pela manhã, acessamos alguns veículos da imprensa. G1 e O Globo, nem pensar, sem nenhum acesso. No entanto, a Folha de São Paulo e o Estadão estão pândegos. Mais ocupados em informar os enganos cometidos pelos candidatos em sua fala. Chamam de “exageros e imprecisões”. São educados, afinal.

Entretanto, aos olhos de eleitores com menor escolaridade, essa prática os nivela por baixo em termos de argumentos, conhecimento da informação e, sobretudo, motivação para discursar mentiras. Parece que os dois veículos de informação acreditam que ambos os candidatos são patranheiros. Será que isso seria obra da “dita imparcialidade”?

Na falta de outra imagem, veja o crescente desmatamento da Amazônia

Na falta de outra imagem, veja o crescente desmatamento da Amazônia

Sobre o debate dos candidatos, teríamos muito de dizer durante seu curso. Contudo, como fomos bloqueados por defeito na transmissão da internet, fazemos uma breve síntese do que pudemos perceber:

  • Aécio e Dilma estavam relativamente calmos, se comparados aos debates anteriores. Não houve tantas agressões falaciosas da candidata.
  • Dilma não respondeu a nenhuma pergunta efetuada por Aécio. Em resposta, limitou-se a incendiar com patranhas o governo do PSDB, ocorrido no século passado.
  • Porém, a candidata se esqueceu que, antes de seu governo, houve 8 anos de PT que, com a “política da marolinha”, iniciou a destruição da economia brasileira.
  • Dilma continuou a afirmar que ela, ao invés do Estado, irá construir uma série de promessas, iguais as feitas por ela mesma a quatro anos atrás. Incrível como se acha poderosa…
  • Sobre a corrupção instalada no sistema público, envolvendo o aparelhamento de ministérios, agências nacionais, empresas estatais, bancos públicos, Aécio finalizou uma pergunta de eleitor indeciso a dizer que uma “medida está acima de todas e não depende do Congresso Nacional: vamos tirar o PT do governo!

Haveria muitas coisas a serem ditas, mas ficamos com estas para não cansar os leitores. Dessa forma, encerramos esta análise de bloqueado com uma resposta de Dilma a um indeciso, que queria saber acerca da política da previdência social que pretende fazer.

Para perplexidade de toda população brasileira, disse que mudará a idade mínima para a aposentadoria de trabalhadores, propondo 85 anos para mulheres e 95 para homens que trabalham.

Perguntamos: Em qual nação vive essa senhora? Na nossa ou no Brasil Maravilha que sua propaganda instila impiedosamente?

Afinal, prezados leitores, quem terá saúde para ser pedreiro, pintor de parede, eletricista ou chumbador de ferragens aos 95 anos?

É urgente tirar o governo do PT!

Propaganda medíocre


Faz tempo, decerto mais de um decênio, que a qualidade da publicidade brasileira vem decaindo de forma insofismável no Brasil. Isso torna-se mais nítido, sobretudo na televisão. No intervalo dos jornais, por exemplo, ou coloca-se o aparelho mudo ou se é obrigado a ouvir um enxame de barbaridades publicitárias, que não trazem “criação” ou qualquer conexão para a inteligência humana.

Segundo os que conhecem esta matéria, um dos traços da boa campanha publicitária é fazer com que o teor de cada “anúncio” permaneça na mente do potencial comprador por um bom prazo. Para isso, é óbvio, deve causar-lhe prazer, interesse e até admiração. Em sequência, poderá criar nele o desejo de adquirir.

Contudo, não há dúvida de que há empresas difíceis de serem publicitadas de forma mais criativa. Bons exemplos são os “supermercados”. Todavia, a responsável pela publicidade não é obrigada a contratar um “pateta esfuziante”, que anuncia os preços mais baixos para inúmeros produtos dum tal “Armazém S/A”.

Em suma, anúncios com duração de 30 segundos, além da rápida sequência de imagens ser atordoante às pessoas, é natural que quem os assista não fixe coisa alguma. Um minuto após, é muito provável que nem mais recorde do “nome do maldito armazém”, que dirá das informações de venda veiculadas, não raro enganosas.

No meio da primavera o clima da região mais produtiva do país começa a esquentar. É hora de serem lançados produtos como geladeiras, ar-condicionado, ventiladores e vidros de janela que refratam o calor, dentre outros. Basicamente, são destinados a escritórios, apartamentos e residências.

Porém, há outros produtos que são pessoais, talvez supérfluos, mas que vendem bem quando a temperatura do ambiente se eleva. Por exemplo, “cremes especiais de banho”, “xampus-maravilha” e “perfumes sustentáveis”, são alguns de uma infinidade de similares que falam com a alma dos consumistas (bem como, da “elite neocomunista”). São caros, finamente embalados, e oferecidos como “exclusivos para seu corpo”. Constituem novidades, “criadas para resfriar a sua pele” ou coisa que o valha.

Para suprirem à demanda que previram, indústrias e lojas do varejo necessitam de mais publicidade. Aquelas que ainda não fecharam suas portas, contratam empresas que elaboram e produzem suas campanhas. Usam, desde outdoors obtusos, a emporcalhar vias urbanas e prédios, até campanhas televisivas, compradas para serem divulgadas no chamado “horário nobre”.

Retorna-se à premissa dessa análise: a perda de criatividade na publicidade brasileira. É louvável que seja elaborada visando a atingir os segmentos do mercado que estão mais propensos ao consumo. Porém, certos governantes dizem que sua política de inclusão social criou uma classe média emergente e, exageram nos números, a dizer que esta classe possui cerca de “50 milhões de brasileiros que estavam fora do mercado“. Acredita-se que ainda continuam de fora.

Mas parece ser óbvio que, apenas com base na “política de bolsas-mil”, não lhes é possível consumir “cremes especiais de banho”, “xampus-maravilha” e “perfumes sustentáveis”. Suas prioridades ainda são as básicas: ter moradia, alimentarem-se diariamente e vestir roupas ao invés de andrajos. É dolorosa essa conclusão, mas  infelizmente parece ser correta.

Como é possível não auxiliar a quem chega a esse estado?

Como é possível não auxiliar a quem chega a esse estado?!

A mediocridade de campanhas publicitárias não decorre desse triste cenário. Até porque, o segmento de higiene e perfumaria apresenta produções sofisticadas. Apenas são todas iguais, com jovens modelos femininos, cheias da cor dourada, trajando vestidos de seda sobre a pele, realces virtuais em detalhes, a invadir mentes com sugestões de potência e felicidade.

O profissional de marketing encontra-se diante de um impasse. Em síntese, foi formado para “vender serviços e produtos” em um ambiente civilizado. Ocorre, porém, que a educação do Brasil não civiliza, não ensina o cidadão a pensar, a desenvolver seu raciocínio. Não o conduz à reflexão. Isto somente ocorre por iniciativa do próprio educando.

A questão é: ─ “Como desenvolver uma campanha publicitária que não contenha artifícios tidos como falsos se o alvo são pessoas que não foram ensinadas a pensar”?

Na segunda metade do século passado, assistiu-se a publicidades mentirosas, especialmente as dedicadas a vender produtos do tabaco. Mas aos poucos, contando a proibição do governo federal, os cidadãos as negaram de forma democrática e explícita.

No entanto, hoje o uso de certa falsidade acabou por ficar implícito em muitas das publicidades veiculadas. Crê-se que isso se deve à típica “propaganda totalitária do governo”, a qual visa a impor ao povo a obrigação de aceitar medidas e decisões baseadas na doutrina da mentira.

Enciclopédia de baixarias


As armadilhas estão prontas e armadas para o 2º turno das eleições de 2014. Com o suporte da máquina pública aparelhada, às custas do dinheiro público, todas foram distribuídas para militantes do partido; alguns deles desempregados, mas escravos ideológicos, repetidores de mentiras e agressões espúrias.

Até ministros de Estado largaram de mão suas pastas para se tornarem bedéis do partido no poder. O país está realmente desgovernado, a rolar ladeira abaixo. É um cenário patético e alarmante, assistir a vigaristas lutando para continuarem sem produzir qualquer coisa de útil para a nação e seu povo. O que interessa mesmo é o “plano de negócios” que cada um precisa realizar, visando a seus interesses particulares.

Nos bastidores, dentro da fábrica de produção de patranhas, para a permanência no governo no poder, encontram-se as equipes de um dito “publicitário”, tentando criar uma imagem pública palatável para a “soberana”. Talvez seja o trabalho mais escuso para essa eleição. Mas ficou muito difícil de controlar, dado que o “poste” atrapalha toda vez que escancara a dentuça e afirma asnices.

Foi assim que o “marqueteiro de plantão” decidiu montar a “enciclopédia de baixarias”, engendrada pela cúpula do partido. Ficou emocionado com sua esperteza dogmática. A “soberana” deverá ater-se às palavras da enciclopédia, nada mais, pelo amor da égua!

A enciclopédia, com 13 volumes escritos à mão, tem mentiras e baixarias para todos os setores, públicos e privados. As mentiras são as armas de fogo disponíveis para defesa de seu “governo desenvolvimentista”. Defendem-no com mentiras para saúde, para educação, segurança, infraestrutura e empréstimos a Cuba, Bolívia, Venezuela, dentre outros. Mas contam com as infalíveis previsões econômicas do senhor “manteiga”, com incontáveis merrecas sociais, farta distribuição de bolsas, além do “Petrolhão” e do “Mensalão”, que nunca existiram.

Por outro lado, as baixarias são feitas sob medida para arrasar a conduta e a moral de seu oponente. O partido acredita nisso, pois possui larga experiência em criar dossiês fajutos e produzir vídeos ofensivos de efeitos especiais. São armas de ataque violento, para destruição sumária de quem ameaçar seu domínio do governo. Essa é a patranha orientada pelo “comandante do partido”, hoje em descanso noturno na penitenciária da Papuda.

Munida desta enciclopédia, uma verdadeira biblioteca ambulante, a “soberana” enfrentará seu oponente em todos os debates, desde que compareça. Pensa que conseguirá construir um bunker com 13 volumes pútridos e, escondida em seu conteúdo, soltará saraivadas de baixarias e mentiras para todos os lados.

O mais paradoxal desta história, própria do Brasil no século 21, é o fato de que, na falta de algo mais coerente com uma visão de Estado, a “enciclopédia de asneiras do marqueteiro” virou “programa de governo” do partido.

Na falta de uma baixaria, lave os olhos e veja Genipabú

Na falta de uma baixaria, lave os olhos e veja Genipabú

Institutos de pesquisa eleitoral


Quem possui certeza que os resultados das pesquisas de intenção de voto estão corretos? Esta é a questão básica que a nação precisa responder com rapidez.

Mas, por opção pessoal, crê-se que ninguém. É tão grande a teia de percentuais díspares a que chegam os institutos, que se torna impossível todos estarem próximos da realidade final, a ser concluída somente em 5 de outubro.

Pesquisa da corrupção

Até parece que se especializaram em “torturar levantamentos de opinião”. E a tortura de dados é conhecida no país há tempos, até mesmo por leigos em pesquisas e suas ferramentas. Os dados chegam ao ponto de “confessarem” o que o “companheiro” precisa que seja publicado.

Por outro lado, o número de empresas-instituto que atuam no Brasil é muito maior do que se imagina. Os mais conhecidos são Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi. Mas há outros que sequer têm seus resultados divulgados pela imprensa – BrVox, Data Vox, Exata, IPBR, IPMN, MDA, Veritas e Zaytec são alguns exemplos.

Embora a Ciência da Estatística seja uma só, suas metodologias e técnicas podem variar. A começar pela definição da amostra do universo com que pretendem trabalhar. Mas a imprensa não as divulga, pois as empresas-instituto não pagam por isso. Apenas diz o número de entrevistados, a margem de erro bem explicadinha e que a pesquisa encontra-se registrada no TSE. E é com base nesse “nada de informação” que tagarelas desandam a distribuir suas certezas pelo mundo.

Conclui-se que o emaranhado de dúvidas que resulta para o público, e constitui a certeza de certos companheiros, serve apenas para manipular o voto nacional ao gosto do freguês. Assim sendo, em tempo, faz-se uma sugestão: eleição não é “briga de galo“. Nunca aposte na “barbada“.

Guarde sua emoção para o final


Vive-se em um país democrático, pelo menos até agora. Na sociedade, a cada minuto veem-se fatos que mostram seu desejo na continuidade dessa forma de governo. Por exemplo, quando alguns amigos de uma rede social tentam demonstrar que o candidato em que vão votar será, sem dúvida, o melhor Presidente para a República Federativa do Brasil, é um caso típico de democracia.

A aurora da democracia em 1º de janeiro de 2015

A aurora da democracia em 1º de janeiro de 2015

Sabe-se que isso é uma pequeníssima parte dela, mas, convenha-se, para um país não muito civilizado, constitui uma demonstração bem-vinda, uma sólida prática democrática.

Porém, é incrível, mas, segundo as pesquisas, todos os onze candidatos para outubro de 2014 têm intenção de voto, com argumentos que, mal ou bem, visam a justifica-lo. Esse fato exprime uma das certezas da democracia: o direito inalienável que cada cidadão possui para externar sua opinião e defende-la com educação, quando for necessário e possível.

Contudo, na sociedade brasileira, o respeito com que se pode antecipar um voto político, às vezes torna-se agressão aos demais votantes, por força da emoção exacerbada e dos termos com que certos indivíduos declaram em quem irão votar. Se não houver lucidez e razão na mente dos que possuem outra visão, é iniciada a pancadaria radical.

Acredita-se que a principal questão, hoje posta sobre a mesa dos brasileiros, não é a escolha do melhor candidato à presidência do Brasil. A pergunta que se precisa responder, com base na razão, é “qual dos candidatos poderá ser melhor para o povo brasileiro, na qualidade de eficiente gestor público?” E isso é bem distinto de ser apenas um “melhor presidente” qualquer. Melhor para quem?!

Tem-se quase certeza de que o país se encontra politicamente dividido; rachado ao meio, como dizem. A depender dos resultados finais das eleições, a demência homérica de certos partidos jihadistas pode conduzir a nação a quadros de graves conflitos civis e sociais. Já se viu esse filme em 1968.

Ameaças nesse sentido já foram declaradas, pública e agressivamente, por “líderes de ditos movimentos sociais”, os quais o atual governo permite que existam. Inclusive há informes que, com o uso do dinheiro público, financia sua permanência no cenário nacional. Se isso for verdade, é um ato deprimente de desgoverno. Afinal, esses líderes são repulsivos e seus movimentos, badernas sociais de delinquentes pagos.

Opinião

Nos últimos dias tem corrido pela internet a seguinte mensagem: ─ “A atenção de todos! Não teclem 13 na urna eletrônica! Trata-se de um vírus que corromperá o futuro da nação! É o mais destrutivo de toda a História do Brasil”.

Evidente que o brasileiro é cômico, a fazer piada até com a própria desgraça. Mas também é claro que essa mensagem não terá efeitos sobre os resultados da votação de 5 de outubro. Mesmo que as redes hoje constituam uma das principais artérias da comunicação bilateral entre os brasileiros.

No entanto, a piada acima revela uma verdade que, para declara-la, se ousa parafrasear o “sumo pontífice” da imbecilidade: “Nunca na história desse país houve tantus crime cometido (sic) pur tantus agentes público (sic)”.

A imprensa informa parte do que alguns corruptos presos disseram em interrogatório, através da delação premiada. Vários colunistas informam que o volume monetário da corrupção, realizada nos últimos 12 anos, é assustador. Atinge à casa de dezenas de bilhões de reais. Ou de dólares, tanto faz.

Aguarda-se com ansiedade que duas coisas aconteçam: que a justiça brasileira aceite a delação premiada, prevista em lei; e que ela seja rápida, com resposta antes das eleições. Caso contrário…

Acredita-se que seus partícipes, ativos ou por omissão, serão punidos pelo menos nas urnas. Dessa forma, aposta-se que não haverá reeleição. Ao contrário, o segundo turno será, enfim, dedicado ao debate franco e aberto de dois candidatos da oposição. Sem agressões e emoções cretinas.

─ Que vença a razão!

Um político, três discursos


O palanque eleitoral é o habitat do primeiro discurso. Nele, sob sol a pino, o político fala para as massas de suas qualidades perfeitas para o cargo que deseja ocupar. Gesticula, berra, agride aos demais candidatos, coça os testículos, sua a camisa como se fora um insuperável lutador.

Faz promessas descontroladas para “seu povo”, as quais não se recordará logo após descer daquele estrado elevado. Sorridente e fedendo, está sempre cercado por sua camarilha e brutamontes que fazem sua segurança. Por sinal, facilmente confundidos com milícias locais.

No caminho para os próximos palanques, passeia pelas ruas da cidade, faz corpo-a-corpo, abraça pessoas e beija crianças, come carne de sol com moscas e bebe cachaça, enquanto faz pose para a televisão. E segue aturdido para os sucessivos espaços que o aguardam, cada vez mais bêbado e sujo, a garantir mentiras e inventar promessas cada vez maiores.

Ao fim da tarde, pega o jatinho “emprestado” e parte com sua “assessoria especial” para outro estado. Lá, reproduz as mesmas mágicas públicas, mas agora com carro de som, carreata, banda de música e bandos de militantes. Só que em novos palanques, novas ruas, novos bares e novas moscas apetitosas.

Após realizar esse espetáculo durante meses, sua assessoria esta obcecada em como obter as “notas fiscais” necessárias para justificar os estupendos gastos do partido perante a justiça eleitoral. Mas isso não é problema, um “doleiro amigo” sempre resolve essa questão.

Porém, é a massa quem decide, e o político é eleito pela primeira vez! E fica muito emocionado, não consegue acreditar em sua vitória. Chora na entrevista da televisão, tal é a descrença em si mesmo como governante. “Não era possível, concordo, mas venci!”, pensa o austero tratante.

Então, muda o discurso. Sua equipe de “intelectuais” já está montada e ele agora é o chefe. Em pouco tempo troca de roupa (ternos importados), de sapatos, gravatas, relógios, canetas e bares. Não existem mais as moscas que o acompanharam durante a vida. Porém, a imprensa logo o questiona, a cobrar as promessas de campanha. Mas ele mal fala o português, só diz asneiras, e tem coisas mais importantes a fazer, todas pessoais.

Decide que vai aproveitar a riqueza de um mundo comprador para, enfim, criar o Brasil. E até descobri-lo novamente, a tomar o lugar de Cabral, o descobridor. Assim, compra seu jato de 1ª classe e o transforma em escritório voador, ao custo de milhões de dólares.

Viaja todo o tempo e começa a realmente conhecer o mundo, pensando ser um estadista. Porém, de fato, é um escapista. Tem horror à imprensa que o obriga a falar, mesmo estando no exterior. Surgem vontades de silenciá-la, mas as adia. Está bem mais interessado em fazer alguns “negócios” no exterior.

Os únicos países que acolhem suas ofertas são sul-americanos, africanos e o sonho de sua vida, a grande Cuba. Como gosta de correr riscos, pretende ir além: quer ensinar relações internacionais para dirigentes da Palestina e Israel, em eterna crise. Obviamente, quebra a cara, mas continua gastando o combustível, trepado em seu escritório voador.

Seus assessores íntimos chamam-lhe a atenção por viajar muito e esquecer de “seu povo”. Mas, para acalmá-lo, diz o político que inventou uma série de “bolsas” a que apelida por “política nacional de distribuição de renda”. Assim, torna-se megalômano desenfreado e seu discurso sempre demonstra, de forma cabal, essa autoestima de boteco.

Mas, como era de se esperar, seu mandato chega ao fim. Contudo, ele ordenou que sua assessoria amestrasse um sucessor, por ele determinado. A escolha da criatura sucessora não pode ser pior, mesmo que o político se encontre sem opções. Afinal, os “sócios do partido”, que considera “melhor equipados” para sucede-lo na missão, estão “a descansar” na penitenciária.

Por fim, o político chega ao terceiro discurso. É um novo tempo e ele faz a campanha de sua criatura sucessora que, por precaução, permanece calada para não fazer mixórdia com as promessas alardeadas, incríveis patranhas. Então, mais cansado, torna a subir em vários palanques pelo país, trajando andrajos para comover “seu povo” e também portando sua máxima cara-de-pau, agora ampliada pelos “negócios” que fez no exterior.

Contudo, nada comenta sobre sua potencial criatura sucessora, até por que, dela não há feitos para serem contados. Por outro lado, diz que “a criatura será a minha continuidade, tem muitos planos para o Brasil” e o resto é blá-blá-blá. Ninguém que o ouve sabe o que isto quer dizer de concreto.

O político está bem envelhecido, traz aparência de enfermo e, dizem, urina nas pernas. Mas, para ajudar sua criatura sucessora, fala bastante “das minhas obras públicas”, todas desnecessárias, com custos crescentes e descomunais, nunca concluídas. De algo mais, ninguém sabe, ninguém vê, além de empréstimos dedicados aos irmãos Castro.

Mesmo assim, para perplexidade mundial, consegue eleger sua criatura sucessora. Nunca diz nada sobre seu passado, seu perfil ideológico, qual seu nível ético, nem sequer um pouquinho de seu programa de governo.

A criatura sucessora tenta renovar seu mandato, nas eleições de 2014. Mas, sem dúvida, é a continuidade perfeita do político. A todo momento “inaugura” as mesmas obras, mas não conclui nenhuma. Seus custos sobem, mas as estruturas são erodidas pela ação do tempo.

Porém, há outras continuidades do político que precisam ser lembradas, tais como: os escândalos de corrupção durante seu governo; a insatisfação com a prisão de ladrões do partido; o uso permanente de doleiros amigos; o “nunca escutei falar disso”; o linguajar ininteligível; e, sobretudo, a “proficiência” em relações internacionais, demonstrada em recente Assembleia Geral da ONU, defendendo o diálogo com assassinos do Estado Islâmico!

A vanguarda destruidora do Estado Islâmico

A vanguarda destruidora do Estado Islâmico

A comichão da mentira


Ricardo Kohn, Escritor.

Em tese, o discurso do exagero não constitui a mentira, mas apenas uma fala desmedida. Diria-se mesmo, pode ser um ato quase poético de empolgação na narrativa. Enfim, resulta do carisma da pessoa que discursa. Mas há que se ter cuidado com os exageros cometidos no discurso. E é simples contorna-los, embora o mentiroso permaneça no DNA do Pinóquio.

Diante de uma plateia de 400 alunos universitários, por exemplo, um conferencista com menor experiência ficará assustado. Mesmo que possua carisma e conhecimento sobre assunto que irá tratar, decerto sentirá uma vertigem intelectual, que pode emudece-lo por instantes.

Assim, recomenda-se nesses casos que se apresente a todos de forma objetiva e honesta, diga quem é e o que faz, mas sem exageros para dourar sua existência profissional. Após respirar bem fundo por vezes, a vertigem terá cedido espaço à eloquência do jovem conferencista. Isso é garantido!

Imagem para o conferencista que soube respirar

Imagem para o conferencista que soube respirar

Situação bem distinta acontece com o político, seja ele um velhaco traquejado ou estreante na área. Não faz diferença. Como o político sempre pensa que se dirige a milhares ou milhões de imbecis como ele próprio, sente seu corpo inteiro reverberar e arder com a “coceira da mentira”. A comichão é tanta que a vontade de exagerar e mentir torna-se incontrolável. Então, desanda a se coçar até ver brotar o próprio sangue e, logo em seguida, vencido pelo Pinóquio que mora nele, comete mentiras palanqueiras, a enganar aos que chama de “meu povo”.

A história política do Brasil República traz à luz milhares dessas ratazanas e suas tocas, sempre a cometer patranhas desbragadas, a roubar o pouco pão que ainda resta na mesa do povo, o qual juram que algum dia haverão de tirar da miséria. Porém, enquanto fazem promessas de salvação, aproveitam o tempo para se tornarem mi ou bilionários, à custa de esquemas sórdidos, como os das quadrilhas recém descobertas, cravadas na testa da Petrobras. Enfim, tomaram de assalto recursos econômicos da estatal.

A ação dessa horda é de tal ordem, tão molesta, que cria em certas pessoas a certeza de que o país tem órgãos públicos e empresas estatais aparelhadas por catervas políticas, há cerca de um decênio, pelo menos. Assaltam a nação no mínimo há dez anos. Mas, estariam elas enganadas? Acredita-se que não. A única verdade é que permanecem impunes e gastadores.

Analisando por outro ângulo, deve-se convir o seguinte: é incabível existirem lotes de milionários públicos brasileiros a passear pelo mundo instalados em jatos particulares. Salvos aqueles que herdaram e multiplicaram a fortuna de suas famílias. Contudo, estes normalmente não se envolvem com a famosa “política de ordenhar os cofres públicos”.

Destaca-se que essa política de governo, desde 2003 é uma prática vulgar no Brasil. Ocorre à revelia das expectativas da sociedade civil. “Mensalão” e “Petrolão” são duas evidências claras. Profissionais da imprensa investigativa mundial estimam que bilhões de dólares hajam sido tomados da população brasileira nesse período (2003-2014). E mais, que estejam muito bem guardados em bancos de paraísos fiscais, através da ação de doleiros contratados por “ordenhadores de cofres”.

Por sua vez, o povo mais carente, em troca do seu total apoio e silêncio, recebe a esmola da atual “Bolsa Eleição”. Em verdade, deveria receber educação pública com conteúdo prático, para que pudesse ter alguma chance de obter trabalho honesto, produtivo e com remuneração digna para levar uma vida decente.

Trata-se de questão básica da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948): uma vida decente, com direito ao trabalho, mas desde que sem as “esmolas apaziguadoras” que visam a silencia-los. Que visam a “comprar” seus votos.

A ausência da verdade tornou-se explícita em 2012, com a instalação de um ente público, a “Comissão Nacional da Verdade“. Sem entrar no mérito desta manipulação política, parece um paradoxo, uma afronta à inteligência. Criaram esta instituição que, segundo membros do próprio governo, estaria fundamentada nos Direitos Humanos. Porém, se esqueceram de esclarecer que o país é governado por mentirosos, que dizem haver lutado contra a ditadura pela democracia no país. Mas, na verdade, querem a vingança contra aqueles que não permitiram que ocorresse a desgraça nacional que pretendiam.

Afirmou Fernando Gabeira, em entrevista televisionada:

─ “O programa político que nos movia naquele momento era voltado para a ditadura do proletariado”.

Resta aos eleitores 2018, impedir, pelo voto, que isso torne a ameaçar o país. Na falta de um sistema de governo melhor, fica-se em a bosta da Democracia

 

2015: Ano da Guerra


Por Zik Sênior, o eremita.

Zik Sênior, o eremita

Zik Sênior, o eremita

Tenho acompanhado a evolução dos candidatos que desejam a Presidência da República. Mas, como tenho 106 anos e não preciso votar, sinto-me à vontade para opinar sobre o que pressinto que pode acontecer em breve.

Até o momento, tudo aponta para, finalmente, a desejada derrota do PT nessa disputa. Um sinal evidente dessa tendência está explícito na fala de petistas boçais, mais extremados. Ameaçam criar sucessivos empecilhos para que o candidato eleito não consiga governar o país, e o povo que se dane! Ameaçam, até mesmo, com o uso da violência.

Um tal de João Stédile, que se diz líder de um “Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra” (o que é um enigma para mim, pois, se não possuem terra, não são trabalhadores rurais), em entrevista concedida a Rodrigo Viana, da Revista Fórum, afirmou a seguinte pérola:

─ “A questão agrária no Brasil só virá num futuro próximo (sic) quando houver a retomada das manifestações de massa, que vão pautar um projeto de país. […] Ganhe quem ganhe (sic) continuará tudo igual. Só espero que não ganhe o Aécio, porque aí seria uma guerra (sic). […]” [1].

Em minha completa ignorância acerca desse tipo de babaca, deduzo que se trata de um gajo agressivo, mal alfabetizado, presunçoso e ainda a querer instalar o comunismo no Brasil. De forma bem pejorativa, trata-se de um estafermo avariado, um terrorista de calcinhas bordadas. Contudo, ainda que tente cumprir o que prometeu, “dará com os burros n’água“. Quer dizer, “vai nadar muito e morrer na praia”.

Que haverá uma grande guerra, não tenho dúvida. Mas será bem outra. Não importa se o novo presidente venha a ser o Aécio ou a Marina, que são as únicas opções que ainda existem. Qualquer um deles terá de higienizar a máquina pública, o que demandará um esforço descomunal de sua equipe de governo.

Sanear ministérios, secretarias, empresas estatais e agências públicas da sujeira humana instalada pelo PT e sua “base ‘de corrupção’ aliada”, não tem preço! Será guerra para durar um mandato inteiro e ainda vai deixar bastante fumaça tóxica na atmosfera do planeta.

A ser assim, o novo governo será acusado pelo IPCC de ser o maior contribuinte de gases para o aquecimento global. Deverá ser severamente punido na ONU, pela queima descontrolada de elementos orgânicos, nocivos e perigosos. Meno male, será sinal que a limpeza obteve algum sucesso!

Grato pela atenção e até a próxima…

……….

[1] Fonte: Folha Política. Na matéria intitulada “Líder do MST promete ‘guerra’ se Aécio ganhar”.

Horário eleitoral gratuito


Recebemos um texto para campanha política de um candidato às eleições de 2014. Ele pede que o publiquemos no blog, função do tal do “horário do político gratuito” ou qualquer coisa que o valha. Seu advogado disse-nos, por sinal de forma um tanto grosseira, que essas publicações são obrigatórias e precisam ser gratuitas. Afirmou ainda que todos os veículos de comunicação do país têm a obrigação de divulgá-las, querendo ou não, pois consta da lei.

Após algumas discussões internas de nossa equipe, decidimos postar a “marquetagem” para nos livrarmos de eventuais vendetas. Nunca se sabe quais podem ser as consequências das ações desses prodígios. Mas, mesmo assim, ainda insistimos em pensamento:

─ “Trata-se de uma coisa muito estranha, uma propaganda política refogada com lixo”.

De toda forma, conforme determina a lei, segue o ‘comício eleitoral’ do político Geisonilsuam da Silva, o Fiofó.

……….

Comício público de Geisonilsuam ‘Fiofó’ da Silva

─ Atenção meu povo, vamos à luta para vencer! Para presidente, vote 00, vote no Fiofó!

─ Tudo o que Fiofó promete, Fiofó faz com exatidão. Afinal, se Fiofó dá tudo por você, então não perca seu Fiofó de graça.

─ Para presidente, crave seu voto no Fiofó! Faça negócios e ganhe muito dinheiro com Fiofó. Realize “relações eleitorais” com o seu Fiofó!

─ Mas saiba de um fato que nos multiplica: nosso Fiofó será todo seu, assim como o seu Fiofó será todo nosso. Vamos, juntos, compartilhar o Fiofó!

─ Meu povo, nestas eleições para presidente, vote em Fiofó! Crave 00 no Fiofó!

O analfabeto político do século 21 - Fiofó da Silva

O analfabeto político do século 21 – Fiofó da Silva

A urna eletrônica brasileira deve auxiliar bastante a eleição de milhares de Fiofós. Vota-se no Tonico Trombeta e um Fiofó, devidamente programado, recebe o voto! Na qualidade de eleitores, temos de nos sujeitar a isso. Não existe escapatória, sobretudo da maneira como essa vergonha está legalizada pelo voto obrigatório. Desculpem, mas desse jeito, obrigatório, trata-se de uma violação grave, não de uma “cantada”.

São milhares, talvez milhões de Fiofós, zanzando pelas ruas e escritórios do país, sobretudo durante as milionárias campanhas políticas que realizam. Nunca se sabe o que pensam, o que planejam, de onde vieram e em que lugar desejam se aboletar no futuro próximo.

Não há qualquer dúvida que querem ser políticos, mas, com certeza, não é pelo salário mais as benesses que percebem. Até porquê, tudo indica que gastam muito mais do que ganham para fazer muito pouco ou fazer nada.

Há quem diga que o Fiofó acima transcrito ficou milionário com “restos de campanha”. Haja restos. É como ser um minguado faquir desde a origem e, num dia, com restos de comida colhidos nas lixeiras, engordar rápido para, logo em seguida, sagrar-se campeão mundial de sumô. Há algo inexplicável nessa trama.

Quem assiste aos programas políticos, televisionados duas vezes por dia, ou procura ocupar o tempo com comicidades ou está prestes a enlouquecer. Confessamos que, por curiosidade de ver se o nível havia melhorado, assistimos ao primeiro programa desse ano. Claro que nem todos os Fiofós estavam presentes, pois não há tempo disponível para tantos. Mas o que vimos e ouvimos foi dantesco. A menos de um único candidato, para todos os cargos eletivos destas eleições só compareceram Fiofós!

Assim, considerando o cenário trágico em que fomos enrolados nestes últimos anos, ficamos a pensar como ficará o país com a nova geração de Fiofó que vai invadir aos coices o Congresso Nacional e as Câmaras estaduais.

E mais lamentável ainda, quais são os riscos que a sociedade brasileira correrá se o Palácio do Planalto for dominado por mais um Fiofó, a comandar sua tropa de “ditadores democráticos”.