Guerra Civil no Rio


Ricardo Kohn, atento à filosofia.

Contexto
Chamavam-se favelas os conjuntos de precárias moradias que eram construídos por todo o país, após findada a IIa Guerra Mundial. Suas populações eram formadas por cidadãos que viviam à beira da miséria, necessitavam de abrigo e de estarem próximos a locais de trabalho. Afinal, “favelados” também precisam trabalhar, como condição lógica para superar a pobreza. Pois, pergunto-lhe: ─ “Você era pobre ou miserável nos anos ‘50”? Se era, sabe do que estou a falar.

Na cidade do Rio, quando ainda capital federal [Estado da Guanabara], o número de favelas era relativamente reduzido. Após a transferência da capital para a região centro-oeste, ao iniciar a década de ‘60 foram realizadas importantes obras públicas[1] na cidade. Todavia, sem que os operários construíssem moradias temporárias. Afinal, bons urbanistas cariocas, como Lúcio Costa, Sérgio Bernardes e Affonso Reidy, possuíam visão estratégica, a impedir a formação de enclaves urbanos. Tanto é assim, que o número de favelas não cresceu nesse período [1961-1965]. Dezenas delas foram relocadas por meios de projetos habitacionais – favelas da Catacumba, do Esqueleto, do Pasmado e do Pinto, são exemplos.

Mais tarde, sob a égide da ditadura militar, num ato arbitrário do governo Geisel, cometido em 1975, o Estado da Guanabara foi fundido ao Estado do Rio. O novo ente federado passou a chamar-se Estado do Rio de Janeiro, o que demonstra a absoluta falta de imaginação no comando militar do governo federal. Por que não mantiveram Estado da Guanabara? Afinal, a cidade do Rio, sua capital, era bem mais conhecida que Niterói, capital do Estado do Rio. Mais rica, dotada de maior base cultural; por óbvio, com belíssimos espaços naturais e, definitivamente, uma cidade histórica: foi a capital do Estado Brasileiro durante 339 anos versus os infames 57 anos da “Ilha da Corrupção”, a maldita Brasília.

Tudo leva a crer que esta fusão de estados, em consequência de uma ponte, foi uma grossa asneira. De todo modo, beneficiou bastante a Niterói. Basta refletir, pois lá existem somente 5 favelas, enquanto a cidade do Rio ostenta 763 favelas – IBGE, censo de 2010.

Convivência em favelas

Desde cedo, convivi com jovens criados em duas favelas de Santa Teresa: a do Morro da Coroa e a do Morro dos Prazeres. A nobre Coroa e os inesquecíveis Prazeres, como indicam seus apelidos. O que tenho a dizer sobre eles? Simples; eram jovens iguais a mim, embora com muito mais experiência para lidar com incertezas. Ademais, assim como eu, demonstravam alegria e sonhavam com tempos melhores. Estudavam, trabalhavam, faziam festas e convidavam amigos. Eu fui um deles, dentre muitos. Nunca fui tratado como um “estrangeiro na favela”. Aliás, sempre me senti igual a eles, os dignos e honestos favelados.

Além dos morros em que se iniciou a favelização daquele bairro – Coroa e Prazeres –, hoje nele existem diversas favelas: Fallet, Fogueteiro, Escondidinho, Coroado, Pereira e Júlio Otoni.

Desde há cerca de duas décadas – ou próximo a isso –, a imprensa simplesmente conseguiu extinguir as favelas; sumiu do mapa com todas elas. Tal como num passe de mágica, passou a noticiar os fatos ocorridos no que denomina comunidades. Infiro que, neste caso, esta expressão é falsa. De fato, comunidade significa “conjunto de indivíduos [fauna, flora ou sapiens] que vivem juntos na mesma área e que, em geral, interagem e dependem uns dos outros; sociedade”. Ou seja, nada diz que explique o que cria todas as favelas do mundo: precariedade, pobreza e até miséria. A hipocrisia [ou cinismo] de certos “intelectuais” brasileiros atingiu a esse ponto: mudam o nome da miséria humana e estão solucionados os problemas. Plim! Plim!

A filosofia dos feudos do tráfico

Demógrafos estimam que, entre 160 a 180 mil pessoas, vivem na favela da Rocinha, a qual, por lei, foi tornada bairro urbano, com comércio pungente, sobretudo, a venda de drogas, em prol da facção dos criminosos que a “administra”. Justo por isso, seus milhares habitantes são obrigados, por força da filosofia dos fuzis, a pagar preços exorbitantes por vários produtos e serviços, tais como bujões de gás, garrafões de água, aluguéis, fornecimento de energia, televisão a cabo e internet. Há situações em que pagam caro para garantir, inclusive, a própria vida.

Diante desse cenário, é comum que analistas concluam haver um “governo paralelo” na Rocinha. Penso diferente. Em minha ótica, existe uma “ditadura instalada na Rocinha”, que opera livre das ações de qualquer governo. Afinal, a Rocinha tornou-se o mais importante feudo do tráfico no Brasil, o reino onde impera o poder do chefe dos traficantes. Com todos os itens que nela são comercializados, diária e impunemente, há de se convir, trata-se de um mercado local com 180 mil pessoas, dominado pela filosofia dos fuzis, com altíssima taxa de furto, na casa dos bilhões de Reais. É quase uma cidade média que exporta drogas para todo o país. Isso inflama a cobiça dos chefes de feudos, em pelo menos 350 favelas. Todos os seus chefes sonham em dominar o terreno da Rocinha.

Devo inferir que, pela lógica, sem qualquer racionalidade, choques armados mais violentos entre os feudos do tráfico devem ser aguardados no Rio. Pobre dos povos que neles vivem e não têm como sair. Está-se diante de uma guerra civil.

__________

[1] De 1961 a 1965, destaco as seguintes obras realizadas no Rio: nova adutora do Guandu; o aterro e início do Parque do Flamengo; 21 viadutos; Plano Diretor do Sistema de Esgotos Sanitários; construção de cerca de 700 km da Rede de Esgotos Sanitários; construção de outros tantos quilômetros da Rede de Abastecimento d’água; projeto e execução dos sete quilômetros iniciais do Interceptor Oceânico da Zona Sul; Túnel Rebouças; Túnel Major Vaz; conclusão do Túnel Santa Bárbara; aterro e ampliação da Marina da Glória; aterro e ampliação da praia do Flamengo; aterro e ampliação da praia de Botafogo; aterro e duplicação da praia de Copacabana; Parque Ari Barroso; retificação, alargamento e novo traçado do Rio Berquó, em Botafogo; retificação, alargamento e novo traçado do Rio Papa-Couve, no Catumbi; Avenida das Américas; prolongamento da Avenida Brasil; instalação de 18 (dezoito) chafarizes em vários pontos da cidade; nova via de tráfego ligando a praia de Botafogo à rua Humaitá; ampliação e modernização da elevatória de esgotos Saturnino de Brito; elevatória de esgotos André Azevedo; galeria geral de esgotos para Ipanema e Leblon; galeria geral de esgotos da Avenida Bartolomeu Mitre; ampliação e modernização da elevatória de esgotos da Rua Santa Clara; ampliação da estação de tratamento de esgotos da Penha; nova estação de recalque da elevatória subterrânea da Hípica; e a Avenida Novo Rio, que liga a Avenida Brasil à Avenida dos Democráticos.

Abuso da Imoralidade


Ricardo Kohn, Escritor.

Interrompo minha faina literária para abrir uma discussão sobre um fato que considero sórdido: o Congresso Nacional vota uma lei para permitir que parlamentares corruptos punam o que considerarem abuso da autoridade, incluídos nesse contexto promotores, procuradores e juízes federais.

Um dos fatos mais escabrosos desse “projeto de lei” consiste em permitir que réus julguem seus acusadores e juízes, os quais, de acordo com o Estado de Direito, tenham estabelecido suas penas. Outra canalhice parlamentar – não há expressão mais adequada – é punir procuradores e juízes pela interpretação que fizerem do texto legal. Chamam a isso crime de hermenêutica.

A forma com que aceleram no Congresso o projeto de lei do “abuso da autoridade” apenas demonstra que os políticos corruptos e seus apaniguados encontram-se desesperados, diante do sério risco de habitarem penitenciárias por um longo período de tempo. Em minha visão, espero que isso aconteça o mais rápido possível, pois provas da corrupção cometida não faltam.

Não vou me alongar nesse tema. Faço apenas uma proposta objetiva. Creio que já passou a hora de a sociedade brasileira criar um projeto de lei popular: a lei para conter e punir severamente o Abuso da Imoralidade.

Sessão de socos e pontapés no Congresso Nacional

Pelo momento em que se vive


Ricardo Kohn, Escritor.

O mundo está virado de ponta-cabeça. Decisões de mandatários ameaçam o cidadão médio de todas as nações democráticas. Três casos chamam a atenção: a insanidade bélica do líder imprevisível da Coréia do Norte; a máquina de corrupção instalada no Brasil; e a estupidez ofensiva do novo presidente norte-americano.

Sobre o comportamento da Coréia do Norte não há previsões. Seu líder delinquente, além de ter iniciativas próprias, é massa de manobra de países próximos. No entanto, há o que analisar no Brasil e nos Estados Unidos.

Casa Branca, inaugurada a 1º de novembro de 1800

Casa Branca, inaugurada em 1º de novembro de 1800

O norte-americano médio possui um perfil pessoal bem definido: é inocente, acredita no que lhe dizem, dedica-se a fazer o que sabe, é sempre teimoso e produtivo, mas poucas vezes é hábil nas análises que efetua. Entretanto, é ativo na defesa de seus princípios democráticos e libertários.

Acredito que essa imagem espelha bem milhões de americanos. Basta recordar que, em 4 de julho de 1776, durante a Guerra Revolucionária (1775-1781), seus habitantes declararam a independência do jugo britânico e, naquele mesmo instante, tornaram-se uma República Democrática.

O povo americano é pragmático e luta contra qualquer decisão pública que possa submete-lo a cenários de desastre. Ouso dizer que, pela estupidez sequencial de seus recentes atos executivos, Donald Trump não ficará sequer um ano no cargo.

O brasileiro médio também possui seu perfil delineado: é metido a esperto, mente por motivos mesquinhos, crê saber de tudo, é indolente e improdutivo, adora criticar a quem acaba de conhecer. Por isso, está sempre preocupado com a defesa de seus direitos particulares, mas esquece de seus deveres diante da sociedade.

É essa curiosa criatura, filha imberbe da Nova República, que elege os membros dos poderes executivo e legislativo. Creio que há uma estreita ligação com nossa origem colonial e o tempo que o Brasil gastou para tornar-se República Independente: embora “descoberto” em 1500, colonizado durante 389 anos, foi somente em 15 de novembro de 1889 que se tornou uma república: às vezes ditatorial, outras democráticas, mas muitas vezes enredado pelo populismo porco e a corrupção pública organizada.

Palácio do Planalto, inaugurado em 21 de abril de 1960

Palácio do Planalto, inaugurado em 21 de abril de 1960

A única Constituição dos EUA foi ratificada em julho de 1788. Há 229 anos que independência e democracia caminham sólidas e inabaláveis no Estado norte-americano. Por outro lado, a última Carta Magna brasileira foi promulgada em outubro de 1988, dois séculos depois. Nos 36 anos que se seguiram ela não parou de receber “retalhos”, dada a imensidão de seus títulos, artigos e parágrafos, que só promovem controvérsias e conflitos.

O momento em que se vive é muito delicado. Assim como os norte-americanos, precisamos colocar milhões de brasileiros nas ruas, a gritar: ─ Programa Penitenciária para TodosÉ uma ordem!

Penitenciárias de alta segurança


Os pensadores brasileiros encontram-se atormentados. O lamentável quadro de insegurança prisional no Brasil dá margem a indagações. Dado que as notícias que obtemos da imprensa não são seguras, temos imensas dúvidas sobre a possível segurança nacional.

A tal “guerra de facções” acontece em presídios de diversos estados. Nas cidades de Manaus (AM) e Nísia Floresta (RN), por exemplo, chacinas foram cometidas em presídios, nas barbas do poder público. Se considerarmos que existem cerca de 2.000 unidades carcerárias no país, de que crimes essas ditas “facções” serão capazes de cometer, se não forem contidas pelas Forças Armadas?!

Surge a primeira dúvida: ─ “O termo facção significava o quê”?

Concordamos que no passado era referido às facções em que se dividiam partidos políticos: as facções conservadoras, as extremistas, as populistas e as “em cima do muro”. Para grupos organizados de criminosos, preferimos usar o termo malta. Tanto serve para se referir a traficantes e assassinos, quanto para as maltas políticas que, descaradamente, assaltam o Erário.

Chamou-nos a atenção o fato que existem pelo menos 27 maltas de traficantes, presos em penitenciárias. Por outro lado, há 35 partidos políticos registrados no TSE, com parlamentares soltos no Congresso.

E tem-se outra dúvida: ─ “Quem chefia as maltas de traficantes”?

Iniciamos a pensar que ainda existem os super-traficantes. Mas logo verificamos que ou estão recolhidos em presídios ou foram executados pela polícia e por seus rivais. Ficamos com a nítida sensação que as maltas de traficantes são comandadas pela cúpula de certas maltas políticas! Elas nos parecem intimamente entrelaçadas.

A matança no presídio de Alcaçuz, Nísia Floresta

Considere que basta pegar o telefone ─ a beber uísque na piscina do hotel 5 estrelas ─ e dar ordens ao traficante encarcerado. Obediente, ele cometerá a barbárie solicitada. Dessa forma, desde 1º de janeiro temos assistido, ao vivo, a matança dentro de penitenciárias. Virou seriado de televisão.

Debatemos sobre os ditos “presídios de segurança máxima”. Óbvio que, se existem essas unidades, é por que também há os de segurança mínima! Uma penitenciária construída sobre dunas é piada de segurança. Para fazer túneis de fuga basta dispor de uma colher de plástico!

Adveio desse debate outra dúvida especial: ─ “Fazem projetos de arquitetura para presídios”?

Encontramos diversos presídios de alta segurança que tiveram projetos de arquitetura, a garantir sua eficiência, ou seja, manter os presidiários em “celas individuais com 6 a 7 m2” ou células solitárias controladas pela administração do presídio.

Chamou-nos atenção a penitenciária ADX Florence, construída no Colorado, Estados Unidos. É considerada a prisão mais segura do mundo. Os detentos chamam-na “Inferno na Terra”; mas é questão de ponto de vista…

Imagem aérea da ADX Florence

Vista aérea da penitenciária ADX Florence

A ADX Florence está situada em região montanhosa e sem vegetação. Essa é a estratégia adotada para manter os criminosos de alta periculosidade presos, “sadios” iguais aos do Brasil.

A penitenciária chega a brilhar por sua limpeza e manutenção permanente. Seus corredores chamam atenção pela qualidade de suas instalações e equipamentos de controle.

O corredor da ADX Florence

O corredor da ADX Florence

Até hoje não há notícia da fuga de prisioneiros ou de motins internos na ADX Florence. De fato, cada detento tem sua área individual de sol e lazer, onde pode permanecer até uma hora por dia, sem contato com os demais presidiários.

De certa forma, achamos essa medida simples e relativamente fácil de ser aplicada. Basta ter um bom projeto de arquitetura e uma região montanhosa para instalar a penitenciária, com suas celas, corredores, bem como sistema de varrição por câmeras de vídeo e detectores de movimento.

Presídio Central de Porto Alegre

Presídio Central de Porto Alegre

O Brasil  optou por “novas tecnologias” de segurança. Existem várias modalidades de presídios no país: o “Queijo-suíço”, onde os detentos fogem pelos furos que cavam; o “Mercado-árabe”, com detentos soltos no pátio, a vender panos, maconha e outras iguarias. Porém, são incontáveis os presídios “Peneira”, cercados por grandes paredões modernos, que já vem furados de fábrica.

Se nada mais há para ser tratado, consideramos encerrada esta condenação.

Alienígenas à solta


Ricardo Kohn, escritor.

E, por fim, foi comprovado: os alienígenas realmente existem e vivem no Brasil, instalados de norte a sul do país. Ao que se sabe, existem milhares deles à solta, a trafegar na escuridão com propósitos inconfessáveis, diria Hitchcock.

Segundo informe de um agente especial da inteligência britânica, Mr. Ian Weaver, a Scotland Yard, com suporte norte-americano – NSA, CIA e FBI –, montou uma força-tarefa dedicada a traçar o perfil nebuloso desses aliens e realizar ações higienizadoras. O pouco que me foi dito é fruto de árdua investigação, altamente confidencial, em curso há quase quinze anos.

Conversei com o agente Weaver no The World’s End, Hight Street, Edimburg. Isso esclarece os relatos que recebi: escoceses não se dão bem com ingleses. Sobretudo, após a 10ª dose de single malt, quando ingleses são vistos como inimigos figadais.

The World’s End – Histórico Pub Escocês

The World’s End – Histórico Pub Escocês

Comíamos saladas e carnes para guarnecer o estômago. Porém, em dado momento Weaver levantou-se e seguiu em direção ao banheiro. Ao retornar ouvi sua voz exaltada:
─ “Fuck The Scotland Yard! I’m not a boy scout!

Fiquei apreensivo, pois Ian Weaver é um ruivo com quase 2 metros de altura e pesa 120 quilos, sem gorduras. Porém, recuperado pela água gelada que jogara no rosto, falou sobriamente acerca das descobertas da força-tarefa: os principais traços do perfil ameaçador dos aliens do presente, que buscam ocupar e derrotar a nação brasileira. Fez uma espécie de taxonomia dos alienígenas à solta, a qual partilho com os leitores.

1. Aparência física: os aliens são feitos de pasta mole, de massa imoral de modelar. Assumem a fisionomia que mais lhes convier no momento, desde um juiz da alta corte, passando por molusco ordinário, até chegar a ladrão de galinhas ou mesmo a uma vagabunda brejeira.

2. Comunicação: em tese, os aliens são capazes de aprender todos os idiomas falados no planeta. No entanto, são precários na sintaxe e, sobretudo, na conexão lógica entre as frases. Assim, na comunicação com terceiros, sempre resultam parágrafos sem sentido, talvez pela possível redução de seus neurônios no ambiente da Terra.

3. Habitat: tudo indica que os aliens são capazes de viver em qualquer tipo de comunidade, em especial aquelas que possuam proximidade com as vítimas que estão selecionadas: pessoas, setor privado, empresas estatais e inúmeras instituições públicas. Weaver disse ser normal que possuam vários habitats no país. Contudo, o preferencial é Brasília.

4. Alimentação: os alimentos dos aliens são variados. Depende da aparência que assumirem no momento. Por exemplo, no mesmo dia, podem almoçar em um restaurante de luxo com políticos e empresários. Mais tarde, jantar na favela, pela “amizade de negócios” que estabeleceram com o chefe do tráfico.

No entanto, pelas experiências de laboratório feitas em aliens capturados, há pelo menos dois traços comuns a todos: (i) quando roubam grandes quantias de dinheiro público, ficam enfastiados e não necessitam de mais alimentos; e (ii) quando canibalizam seres humanos, tanto física, quanto monetariamente.

5. Reprodução: os aliens machos evitam acasalar com as fêmeas da sua espécie. O motivo é simples. Após a cópula, elas normalmente os devoram. Dessa forma, adaptaram-se para acasalar com fêmeas humanas. Segundo Weaver, tudo leva a crer que, durante a cópula, eles transmitem sua psicopatia aos filhotes humanos produzidos. Chamam a isso de “força do amor filial”. Não se sabe ainda a causa dessa transmissão, se é genética ou fruto da manipulação mental.

6. Interesse: em suma, o interesse original dos aliens é tomar o país de assalto. Todavia, como não possuem exército, buscam a conquista por meio da falência do Estado. Tentam quebrar as principais empresas estatais. Desviam dinheiro público, pagam propina aos companheiros e enriquecem a si próprios.

A propósito, o agente Ian Weaver tem uma tese que me pareceu possível:
─ “Eles roubam para implantar aDitadura Alienígena do Proletariadono Brasil”.

7. Vícios: mesmo com todas as cruéis habilidades que praticam nos brasileiros, os aliens não são perfeitos em suas ações imorais. Quero crer que no planeta desconhecido de onde provém, não existem bebidas como cerveja e cachaça. Pois bem, o agente especial disse-me que, a começar pelo “Comandante dos Alienistas” (o molusco ordinário), 90% deles viciou-se nessas bebidas. Muitos, sem carro e motorista, colapsam pelas sarjetas.

Segundo o agente Weaver, o gerente da força-tarefa obteve informes que retratavam uma situação patética: o assassinato sumário de um alien municipal por uma quadrilha de aliens federais, que se considerara roubada. Houve temor que essa prática se tornasse um vício, tal a cachaça. Muito embora haja ocorrido outros assassinatos políticos, em situações bizarras de fogo-amigo, o gerente decidiu não levar as investigações adiante.

O agente especial narrou outros vícios menores dos alienígenas. Mas disse-me que, por serem menos insidiosos – aliens malhando a mulher de outros aliens; aliens cuspidores; aliens pederastas; aliens predadores –, foram arquivados para eventuais investigações.

Despedi-me de Ian Weaver e deixei o pub – The World’s End – rumo ao aeroporto. Durante o voo de retorno ao Rio, integrei todas as anotações que fizera de nossa conversa. Fiquei circunspecto por dois motivos:

Como um investigador escocês sabe tanto acerca do Brasil, no século 21?
Acho de passei a crer nos alienígenas à solta!

Teoria Geral das Quadrilhas


Por Zik Sênior, o ermitão

Zik Sênior

Zik Sênior

Confesso que por décadas senti um pouco de inveja de Karl Ludwig von Bertalanffy, o biólogo austríaco que concebeu a Teoria Geral dos Sistemas (TGS), publicada em todo o mundo a partir da década de 1950. Depois que a estudei a fundo, admirado por sua simplicidade, tornou-se meu livro de cabeceira durante mais de 5 anos.

Acontece que Bertalanffy não comungava com a visão racionalista, “meio quadrada”, de René Descartes. Também não era dialético, como Georg Hegel. Sua formação era biótica, orgânica, evolutiva. Acreditava em teorias capazes de explicar todos os entes vivos e não-vivos do planeta, bem como as relações que mantêm entre si, sempre a promover a evolução dos conjuntos que formam (sistemas).

Contudo, seu objetivo principal era elucubrar uma teoria capaz de analisar e demonstrar como funcionavam as organizações criadas pelo homo sapiens. Li que Bertalanffy despendeu mais de 25 anos nesta árdua labuta.

Hoje, a tomar por base a teoria criada por Bertalanffy, assim como inúmeros cientistas, acredito que posso ensaiar a Introdução à Teoria Geral das Quadrilhas (TGQ). Afinal, cursei Ciência Política em Coimbra (turma de 1932) e consigo analisar os atos inescrupulosos cometidos por quadrilhas, que calcinaram a ética, a moral e a economia do Brasil.

─ Conceito básico

De início, é essencial dizer o que entendo por “quadrilha”, segundo a ótica da TGS:

Quadrilha é toda corja de ladrões organizados que interage para alcançar fins comuns, a construir o rolo compressor da corrupção. Ela obtém melhores resultados do que se todos os corruptos envolvidos roubassem individualmente. Assim, todo conjunto de ladrões, a agir de forma imoral, devassa e integrada, constitui uma Quadrilha. Toda sua corja tem uma única finalidade: desviar dinheiro público para negócios pessoais e, de forma abominável, quebrar bancos e empresas estatais, fundos de pensão, autarquias ministeriais e tudo mais de valor que encontrarem pela frente”.

Óbvio que se trata de um conceito pragmático. Até por que, em meus 108 anos de idade, nunca assisti a algo semelhante no Brasil ou mesmo no mundo! Nos últimos 13 anos, o Estado tornou-se presa submissa da matilha predatória de hienas esfaimadas e selvagens.

Ao aplicar a teoria de Bertalanffy, verifica-se que uma “boa quadrilha (!?)” precisa ser um sistema fechado. Caso contrário, seria defenestrada por ações da Polícia e penas de prisão aplicadas pela Justiça. No entanto, os sistemas fechados descem ladeiras sem freios, rumo à autodestruição, graças à sua entropia. São incapazes de trocar de energia e matéria entre seus elementos e de absorver novas fontes de informação.

Em outras palavras, para a quadrilha não existe a hipótese da troca de informação e dinheiro com canalhas que não pertençam às suas corjas. Assim, a quadrilha destrói-se com a perda gradativa de seu “melhores sequazes”. Seu poder de ladroagem decai continuamente, até tornar-se incapaz de atender à fúria alimentar das Hienas Selvagens

A fundação do Partido das Quadrilhas

Hienas Selvagens são aquelas que, durante os últimos 13 anos, deixaram-nos estarrecidos por um fato: devoraram a poupança do povo brasileiro, de forma sumária e descarada.

Entretanto, foram apenas três hienas que, após aplaudidas por poucos “idiotas da sociedade”, se reuniram para criar uma pequena “súcia”. A trinca visava a transforma-la numa quadrilha especial, poderosa para permanecer imune às práticas da extorsão sistemática do erário.

Em suma, esse foi o processo adotado na formação das súcias, hoje investigadas pela Polícia Federal, pelo FBI, pela Interpol e instituições internacionais que, para sobrevivência dos povos que protegem, sabem enclausurar as corjas organizadas de salteadores públicos.

Porém, importa salientar que o mesmo processo inescrupuloso das súcias foi aplicado na formação do Partido das Quadrilhas Políticas, mais tarde conhecido pela curiosa sigla PQP.

E nasceu a hiena líder

Na década de 1960, as súcias limitavam-se a promover greves e fazer badernas nas portas de fábricas. As hienas esfaimadas ainda eram bandos desorganizados, dispersos e reduzidos. Todavia, havia uma matilha profissional de hienas selvagens que vigiava os acontecimentos e decidiu aderir às badernas. Até por que, durante essa década, tentaria implantar no Brasil a ditadura do proletariado. Não entro em detalhes sobre este fato, mas, naquela ocasião, foi devidamente escorraçada pela nação brasileira. Afinal, as hienas selvagens formavam uma matilha de hienas terroristas, disposta a tudo!

Uma família de Hienas Terroristas ─ ano de 1968

Naquele processo entre greves e badernas, foi da escória de hienas esfaimadas que se deu a escolha doentia da hiena líder. Em minha opinião, tinha uma aparência degradante: era uma figura nanica, com cabelos hirsutos e sujos, orelhas de abano (felpudas), a pança cheia de vermes, sobre um par de pernas secas…

Não acredito que essa liderança haja sido motivada por alguma “habilidade especial” da hiena pançuda. Até por que, era preguiçoso, analfabeto, alcoólatra, imoral, mentiroso, populista, manipulador de idiotas, traidor, dedo-duro, vigarista e cafajeste. Um fenômeno da desgraça!

Ademais ─ diziam os mais interessados de sua corja ─, portava um hálito tenebroso e quase não tomava banho. Assim, num raio de 20 metros, a súcia era obrigada a inalar e agradecer seu fétido olor.

PQP assume o poder: o desastre!

A hiena pançuda – fundadora do Partido das Quadrilhas Políticas (PQP) – iniciou em 1980 a perseguição obstinada por um cargo que lhe desse “máximo poder público”. Em seus “sonhos delirantes”, via-se, de forma compulsiva, a desviar fabulosas somas de dinheiro público para “empresas fajutas de hienas selvagens”. E, claro, a embolsar significativa parcela dos vultosos roubos realizados.

─ “Porra, ninguém é de ferro…”, justificava-se, a andar sonâmbulo pelas madrugadas, no barraco em que se escondia.

Por isso, durante mais de 20 anos, a hiena pançuda azucrinou a vida política e econômica do país. Mas, mesmo assim, não conseguiu o tal cargo de “máximo poder público”. Todavia, de forma miraculosa, metamorfoseou-se: “de pobre proletário em ricaço boçal”.

Pouco após a virada para o século 21, o boçal começou a “botar as manguinhas de fora”. O PQP, que fora fundado e presidido por ele, enfim elegeu-o para a presidência da nação; deu-se início ao desastre político-econômico do país. Em minha visão, o camarada boçal confundiu tudo. Ao invés de ser um Chefe de Estado, tornou-se o “Rei do Quadrilhão”! E é evidente a explicação disso, sobretudo, à luz da teoria de Bertalanffy. Vejam.

Relembrem algumas “habilidades do boçal”, já citadas: mentiroso, populista, manipulador de idiotas, imoral, vigarista e cafajeste. Como alguém dotado dessas “virtudes” comandaria um Estado Nacional, sem destruí-lo?

Assim que, em seu primeiro ato no poder nomeou várias hienas selvagens para dezenas de ministérios amestrados; todas indicadas por seu “indefectível braço esquerdo[1]”, treinado em Cuba e na União Soviética. Vale lembrar que o “braço esquerdo” foi uma proeza de ladravaz e tornou-se o “Príncipe das Súcias do Quadrilhão”.

Bertalanffy diria que a invasão do Estado por uma gigantesca organização criminosa foi uma decisão de desesperados. Com as inúmeras súcias roubando em todas as áreas públicas, a socialização das quadrilhas não poderia dar certo em um sistema fechado.

Explico com a seguinte analogia: dispõe-se de um saco, com capacidade para receber um quilo de vermes, dedicados à tarefa de se alimentarem de um corpo morto; ao multiplicar a quantidade de vermes ou eles se tornarão antropofágicos, comendo a si próprios, ou o saco arrebentará. Nos dois cenários, a Festança do Quadrilhão de Vermes é desmascarada.

Perspectivas

Com o tempo que já vivi (108 anos) minhas perspectivas são sempre para amanhã. Não posso me dar ao luxo de formular cenários político-econômicos de médio e longo prazos. De toda sorte, guardo a certeza que, de uma forma ou de outra, com o preço que custar, a nação unida haverá de desratizar a política brasileira.

——

[1] Aliás, o indefectível hoje se encontra “guardado num presídio”, condenado por promover a ação de “súcias deletérias”, em processos contínuos de corrupção planejada, durante quase uma década.

Parar, congelar e retomar


Por Equipe deSobre o Ambiente.

Deve-se explicação aos leitores. “Sobre o Ambiente” permaneceu 15 dias parados (de 5/09 a 20/9), resultado da clonagem do cartão de crédito com que foi paga a anuidade do blog. Por óbvio, a empresa proprietária do cartão cancelou várias compras efetuadas pelos estelionatários, dentre elas o pagamento da anuidade do blog.

Viver em um país onde estelionato é tido como crime de pequena monta, “normal em qualquer sociedade”, como dizem, gera sentimentos de frustração, inapetência e ódio. Afinal, “Sobre o Ambiente” foi criado na noite de 28 de abril de 2013 e, desde então, somente viu crescer o interesse de visitantes. Hoje possui 1884 seguidores, com mais de 268 mil acessos.

Assim, há oito dias, fez-se uma reunião de pauta, com vistas a redefinir o Norte do blog. A questão posta sobre a mesa era a seguinte: ─ Deleta-se oSobre o Ambiente” ou retoma-se seu curso.

Na verdade, todos sentiam-se congelados com os efeitos nefastos de estelionatários: queda expressiva na visitação e perda de interesse na postagem de novos artigos[1]. Porém, Simão Macko, o pescador, reavivou a todos com ponderações factuais:

─ “Voto pela continuidade do blog e explico por quê. Sou português, pai de quatro filhos que vivem no Brasil, há muito. Deles tenho netos, bisnetos e um tataraneto, todos brasileiros. Posso afirmar que o país de vocês está parado diante do estelionato praticado, durante 13 anos, por ladrões da pátria. Eles não sabem e muito menos querem governar, apenas precisam roubar para si. O portento da criatura parida por ‘luizinácio’, o larápio, decerto está com os dias contados na presidência. De facto, a opção não é deletar o povo! Ao contrário, por menor que seja nossa contribuição, devemos ajuda-lo a higienizar a república. Portanto, a ser assim, inverto a opção: o quanto antes, é o povo brasileiro que precisa deletar esta canalha”!

Vestimenta nacionalDiante das evidências destacadas por Simão, notórias mundialmente, decidiu-se retomar “Sobre o Ambiente”. Sabe-se que demandará algum tempo para que se volte aos níveis de visitação alcançados ao longo de 2 anos e 9 meses. Porém, contamos com o apoio dos seguidores mais dedicados a estancar a hemorragia moral do governo brasileiro.

Assim, se não for pedir muito, sugere-se que doravante compartilhem nossas postagens nas redes sociais que participam.

……….

[1] Havia outra variável que prejudicava um pouco a decisão. Ricardo Kohn, na qualidade de coordenador do “Sobre o Ambiente”, está envolvido em palestras acadêmicas sobre seu novo livro. Seu tempo disponível para o blog tornou-se menor. Enfim, ou articula lançamentos em universidades ou dedica-se a redigir artigos.

Cultura livre ou retorno à caverna


Por Ricardo Kohn, Escritor.

Ricardo KohnCrê-se que o principal desafio da humanidade no século 21 é anular líderes que disseminam o ódio entre as pessoas, através da ação de grupos terroristas que dominam. “Podemos fazer isto juntos”, assim dizia a canção da esperança, we can work it out[1].

Não há por que deitar falação sobre o terrorismo invasor: o dito Estado Islâmico, o grupo Al-Qaeda, o Hamas, o Talibã e outros mais. As atrocidades que cometem em diversos países, a dizimar famílias indefesas e destruir patrimônios históricos, de há muito são sabidas e veiculadas pela imprensa mundial. Resta, porém, uma indagação:

Para onde esses abomináveis seres querem conduzir a Humanidade?

Acredita-se que desejam regredir milênios. Involuir até a época em que caçadores-coletores abandonaram seu hábito nômade e predador para fixaram-se com produção de alimentos, através do próprio trabalho. A sudeste da Turquia, em uma região chamada “Göbekli Tepe”, foram descobertos indícios da primeira área agrícola da história e a consequente fixação humana.

Registro de Göbekli Tepe, com datações de 9 a 12 mil anos passados

Registro de Göbekli Tepe, com datações de 9 a 12 mil anos passados

Ao admitir, com base no trabalho de arqueólogos alemães, que Göbekli Tepe foi o primeiro assentamento do homem, deduz-se que neste local ocorreu o “início da convivência humana”. Conviver é um processo civilizatório, que cria estreitas relações sociais, mútua aceitação entre as pessoas. Assim acreditava a comunidade de Göbekli Tepe, há doze milênios.

Infere-se que a partir dos hábitos adquiridos por essa convivência milenar, provieram todas as culturas hoje existentes. À exceção de uma: a cultura invasora de terroristas abomináveis, que hoje permeia o mundo no século 21, de forma quase global.

Não se tenta explicar as motivações desta cultura traiçoeira. Sabe-se apenas que possui profundas raízes religiosas, além de impor às comunidades vitimadas seus trastes sociais e ideológicos, a impedir que se compreenda qual é sua estratégia de dominação.

E no Brasil…

Por absoluta falta de expressão geopolítica, o Brasil ainda não foi alvo do interesse desses terroristas. Aqui ocorre apenas “a invasão cultural de trastes políticos”. Porém, com resultados éticos e morais não menos desastrosos: aprisionaram o povo e arrasaram com sua economia.

Entretanto, recorda-se que em meados do século 20, a nação brasileira possuía sólida cultura. Na cidade do Rio de Janeiro ficava sua empresa matriz. Nela nasceram a poesia e a música moderna brasileiras. Houve outros criadores, mas João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Milton Nascimento – que viveram no Rio ou se lançaram nessa cidade – foram os alicerces da cultura nacional naquele período. Aliás, com cultura livre e consolidada, um povo jamais se deixa oprimir.

Sem entrar no mérito da questão, a partir de 1964 instalou-se a ditadura militar no país. E foi na cidade do Rio que a crítica a esse regime foi mais incisiva. Reação espontânea, pautada pela cultura da liberdade democrática. Mesmo a ser uma crítica com fundo musical, irradiou-se pelo país inteiro.

De início, os universitários não sabiam que, ao saírem para os movimentos de rua do “pós-1964”, carregavam sobre os próprios ombros o peso de oportunistas infiltrados; bandos deles, todos mal-intencionados. De fato, já era o prenúncio da invasora cultura abominável. Não se tornaram terroristas, na acepção atual da palavra. Contudo, os mais pervertidos sentiam-se honrados ao serem reconhecidos como “guerrilheiros urbanos”.

Mais tarde, universitários, músicos, poetas e atores, todos mais sensatos, abandonaram essa modalidade de crítica, própria da cultura libertária. Nas ruas ficaram os desavisados, além dos apátridas, guerrilheiros urbanos. Formavam grupos pequenos, sem expressão.

Ao sentirem-se “traídos” pelas circunstâncias, mudaram a tática. Passaram a roubar bancos, sequestrar embaixadores e executar cidadãos. Diziam ser os condutores dos destinos da nação, os fazedores da revolução. Na verdade, foi a primeira demonstração explícita da cultura invasora de guerrilheiros, com ações hostis, carregadas de terror.

Notórios analistas políticos acreditam que a ditadura militar teria durado menos tempo, não fossem as ameaças desses guerrilheiros, que, segundo entrevista de Fernando Gabeira[2], queriam implantar a “ditadura do proletariado” no país. Essa análise parece ser bem razoável.

De fato, após 21 anos de ditadura militar, a cultura libertária carioca arrefeceu. A rebeldia dos poetas e músicos foi abrandada. Certos atores deixaram o país, alguns ficaram idosos, outros faleceram, e ainda há os que optaram pela conivência, em troca de dinheiro público. Não aconteceu a tão esperada reposição dos valores culturais. Por fim, de forma meritória, São Paulo tornou-se a capital cultural do Brasil. Assim se mantêm, a exportar cultura liberal e democrática para toda a América Latina.

Porém, sem dúvida, os governos Sarney e Collor foram o fecho de ouro do período ditatorial. Esses dignos crápulas endossaram a corrupção pública e derrotaram a economia nacional. Nesse período teve início “a invasão cultural de trastes políticos”. Mas foi interrompida durante o governo Itamar Franco, com o processo de criação do Plano Real, que se tornou a salvação do país, então à beira da banca rota, após a passagem dos “anjos” Sarney e Collor.

Coube à governança de Fernando Henrique Cardoso implantar o Real e ajustá-lo à realidade do comércio entre as nações. Ao fim do mandato, Cardoso e sua equipe concluíram que estavam diante de um grave impasse: ou aprovavam a reeleição presidencial ou o Real correria o risco de ser destruído por lixos políticos. Por óbvio, optaram pela reeleição. Ao fim, lograram deixar para o Estado Brasileiro vários legados republicanos, dentre eles a moeda forte, a credibilidade internacional e as instituições que as sustentavam.

Hoje, após 12 anos de violência da “cultura invasora de trastes políticos”, o país encontra-se novamente à beira da banca rota. O principal desafio brasileiro neste século é extirpar líderes que disseminam o ódio entre cidadãos, através da ação dos cleptocratas da caverna.

Podemos fazer isto juntos”, diz a cultura da liberdadeWe Can Work it Out!

……….

[1] Lançada pelos Beatles a meio século atrás, em 1965.

[2] O vídeo desta entrevista está publicado no artigo “Comichão da mentira”. Pesquise no blog.

Jonas, apenas uma amostra


Por Simão-pescador, da Praia das Maçãs.

Simão-pescador

Simão-pescador

Dizem que Jonas nasceu predestinado, se é que isso existe, um indivíduo fadado desde a nascença a sofrer de supetão. Nem o Brasil é predestinado. Decerto, o destino daquele país nunca esteve escrito em qualquer lugar. Porém, há 13 anos, é operado por súcias de ladrões, comandadas por um grupo criminoso de safados. Isto não é obra de destino, mas da estupidez de seus eleitores.

Diante deste facto, Jonas encontra-se angustiado. Pois, sem trabalho, sem expectativa de serviço, não é possível sobreviver. Por sorte, ou por menos azar, que sei eu, Jonas é solteiro e não arca com custos de uma família. Tornou-se um ermitão, tal Zik Sênior, embora não possua o humor e visão do velho diante de factos inoportunos que, inclusive, já o levaram à beira da miséria, duas vezes na vida.

Numa de minhas viagens ao Brasil – justo a que fiz em dezembro de 2002 –, conheci Jonas numa roda de amigos de meus filhos. De início, ele me pareceu ser afável, diria mesmo, sereno. Até o momento em que foi comentado o resultado das eleições gerais no país, com a vitória catastrófica do “molusco sebento”. Então, filmei com meus olhos a sequência do desastre humano:

─ A face de Jonas enrubesceu, o cenho franziu-se e seu corpo tremia; a taça de vinho tinto que levara à boca derramou-se sobre o elegante paletó inglês que trajava. Formou-se a mancha eterna, “não há sabão ou pó químico que a retire sem corroer o tecido”, pensei eu, com meus botões.

Naquela oportunidade, Jonas não profetizava. Apenas antevia, com precisão de empresário, o que a sociedade brasileira deveria aguardar, após a assunção de um ser ignóbil e devasso ao mais alto posto público do país. Um ano depois, em fins de 2003, Jonas perdeu tudo o que conseguira construir: sua empresa, dezenas de contratos de serviço, os gestores e funcionários, bem como a renda de todos.

Desde 2008 – ano damarolinha” –, aconselho a meus filhos sobre como atuar para manter as oito lojas comerciais que conseguiram abrir, no Rio de Janeiro. Todavia, os atos do “molusco nefasto” sempre foram minha grande preocupação. Afinal, com o molusco em permanente ação traiçoeira, de que servem meus conselhos?

Em janeiro passado, meu mais velho – o Simãozinho – viu-se obrigado a fechar duas lojas: sumiram os fregueses. Nas outras, não sem dor, teve que demitir funcionários dedicados. Em suma, é duro demitir chefes de família, sobretudo, os que trabalham irmanados com meus meninos, há mais de dez anos.

Revolta-me o facto de uma soberba nação – o Brasil – está a ser esbagaçada, por atos de corrupção escancarada. Revolta-me não existirem leis para extirpar “donos de fortunas ilícitas”.

Por outro lado, sinto muita dor por Jonas, apenas a amostra de um cidadão torturado por ladrões incompetentes. Encerro essa narrativa com a mórbida indagação: quantos milhões de Jonas o Brasil terá ao fim do ano de 2015?

A derrocada do Ensino Superior


Por Ricardo Kohn, Consultor em Gestão.

Ricardo KohnO cenário da educação no Brasil ficou assustador: escolas básicas e fundamentais, bem como universidades públicas de todo o país, foram jogadas às traças por intelectualoides. Decerto, são seres que não foram civilizados na tenra idade – como é essencial a todas as crianças –, de forma a se tornarem mais sociáveis a partir dos cinco primeiros anos de vida.

Todavia, a meu ver este cenário é um processo planejado de destruição ética e moral, cujos pilares vêm a ser erigidos há pelo menos três décadas. No entanto, é somente em 2015 que se torna mais nítido. Aliás, segundo a apologia desonesta “Brasil, Pátria Educadora”, foram subtraídos, de forma abominável, cerca de 7 bilhões de reais do orçamento da pasta da Educação.

É óbvio que se as instituições de ensino em geral já estavam em estado lastimável; se seus professores continuavam a ser muito mal remunerados; se as matérias dos cursos são as mesmas – excessivas, estanques, superficiais e até mesmo desqualificadas –, um corte desta envergadura na educação, proporcionou a derrota final do ensino na dita “Pátria Educadora”.

Causa-me perplexidade, bem como ameaça a qualquer cidadão. Até mesmo àqueles já vacinados contra “analfabetite” (um tipo de degeneração do cérebro, infecciosa e transmissível, bastante comum no atual “Brasil político“).

Contudo, vou me ater apenas ao ensino superior, pois há um excelente artigo assinado por Cláudio de Moura Castro em que ele narra, segundo minha ótica, a asnice cometida contra o aprendizado normal de alunos do ensino médio brasileiro. Em suma, o Prof. Cláudio esgota o assunto em uma página de revista (recém-publicado em edição da revista Veja[1]).

Ensino universitário a desmoronar

A imprensa tem apresentado reportagens e notícias acerca do quadro em que se encontram inúmeras universidades públicas, tanto federais quanto estaduais. Em diversos estados há professores em greve (17), alunos revoltados com a situação, reitorias invadidas, faculdades fechadas, aulas suspensas, além de salas, corredores e banheiros imundos, sem serviços de limpeza.

A Universidade de São Paulo e a Universidade Federal do Rio de Janeiro parecem ser os mais graves problemas da gestão pública neste setor. Universitários e professores tornaram-se vítimas anômicas da mesma incompetência governamental. Dessa forma, é triste, diria mesmo, repugnante, ver o cenário vigente de calamidade educacional, com clara tendência a se agravar.

Confronto na Universidade Federal de Santa Catarina: parada e sem aulas

Confronto na Universidade Federal de Santa Catarina: parada e sem aulas

Ademais, esse quadro também atinge as universidades particulares. O governo federal criou uma série de mecanismos e “siglas paranormais” que servem para financiar estudos superiores nessas instituições: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) e Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC). Contudo, para complicar um pouco o estamento burocrático, foi criado o SisFIES, que deve ser o sistema para cadastro no FIES.

Ocorre que em 2015 toda essa parafernália não funcionou. Ficaram de fora do FIES cerca de 178.000 universitários. Simplesmente, não conseguiram se recadastrar pelo SisFIES. Dessa forma, sem o financiamento contratado, os que não puderam pagar do próprio bolso, trancaram matrícula nas faculdades que cursavam.

Um conselho de político velhaco

Afinal, meus jovens, resignem-se: o prejuízo poderia ser maiorSó lhes resta aguardar o dia em que o repasse do governo federal acontecerá. Contudo, agradeçam ajoelhados e de mãos postas. Trata-se da benção dos céus economicamente corrompidos.”

Reflexão universitária

Tenho amigos de longa data que são docentes e pesquisadores em diversas universidades brasileiras e instituições de pesquisa, públicas e particulares. Temos conversado muito sobre o temporal acadêmico que está a se formar sobre a cabeça de certos governantes velhacos.

Cada um de nós tem motivo específico para manter essa conversa. No entanto, sem interferência ideológica ou partidária, fomos unânimes nas seguintes posições:

  • A qualidade do setor da Educação é o principal fundamento para o desenvolvimento de qualquer nação do mundo.
  • O tenebroso balanço auditado da Petrobras 2014, aprovado por seu Conselho de Administração, demonstrou que, pelo menos, houve desvios ilegais de dinheiro público da ordem de R$ 50 bilhões: 6 bilhões pela corrupção oficial e 44 bilhões na “reavaliação de ativos”. De fato, esta “reavaliação” significa “ativos sobre avaliados que desapareceram no ar”, ou seja, por força dos mecanismos engendrados para a corrupção subliminar.
  • Teve-se quase certeza que a corrupção descarada na Petrobras, durante 10 anos, foi maior do que seu último balanço oficial demonstra. Por baixo, estimou-se que foi da ordem de R$ 90 bilhões.
  • Teve-se quase certeza que a cleptocracia entranhada no Estado desviou dinheiro de bancos públicos, de empréstimos internacionais do BNDES, de fundos de pensão, da Receita Federal, das obras do setor de energia elétrica, das obras do PAC, das obras da Copa do Mundo, do corredor de passagem da Ferrovia Norte-Sul, das obras da Transposição do Rio São Francisco e das obras do DNIT, Infraero e outras instituições públicas de infraestrutura. O montante desta extorsão criminosa é impensável.

Mas, por fim, restou-nos a indagação: ─ “Por quais motivos no Brasil a evolução das ciências, das pesquisas, das universidades e do ensino superior está a sofrer a mais catastrófica decadência de sua história?”

……….

[1] O título do artigo é “O pior ensino médio do mundo?” Observo que Cláudio de Moura Castro é Doutor em Educação, pela Cornell University, USA. Caso tenha interesse em ler seu artigo, encontra-se publicado na edição 2424 da Veja, referente a 6 de maio de 2015.

O Reino da Deprimência


Por Zik Sênior, o eremita.

Zik Sênior

Zik Sênior

É tal como assistir a chuvas de meteoro durante a noite. Vê-se as centenas de ciscos de luz, verdadeiros traços afiados que cortam a atmosfera quase na velocidade da luz. O observador fica estupefato. Ao fim, talvez ele reflita: “Aonde caíram essas coisas”? “Algo foi destruído”? “Alguém morreu“?

De forma similar, o povo brasileiro assiste submisso ao bárbaro tsunami da corrupção. Rasga os espaços do país com navalhas de bilhões de dólares, desviados do tesouro público. Olhe para o céu à noite e, inerme, verá seus tributos a voar, feitos ciscos, para as contas bancárias dos mesmos quadrilheiros da década. Este tem sido o único “fenômeno espacial brasileiro”, que já dura mais de 12 anos.

É fácil entender por que o povo está a caminho da depressão generalizada. Em meu entender, as ações da luta contra a corrupção ainda são poucas e não trouxeram efeitos concretos. Na imprensa, os jornalistas mais críticos são a “mesma dúzia de sempre”, com raras variações. Além disso, de que valem as enormes mobilizações de rua realizadas, se no máximo duram 8 horas de um dia, por mês?

De fato, diante dos milhões de brasileiros nas ruas, mesmo que só mensalmente, os políticos-chefe das quadrilhas guardam-se em silêncio para recontar a bilionária extorsão cometida nos cofres públicos. Decerto, aguardam o cansaço das vaias e das críticas. Têm certeza de sua eterna impunidade; aliás, um sinal que também deprime aos cidadãos comuns, aqueles sem qualquer interesse em extorquir o próximo.

Há um esforço da Polícia Federal para apurar os crimes cometidos no Petrolão. Da mesma forma atua a Justiça Federal do Paraná, com a prisão preventiva de empreiteiros, corruptores comprovados. No entanto, a suprema corte do país acaba de criar a “operação Solta a Jato”: por três votos a dois, decidiu libertar nove deles para cumprirem a reclusão em casa.

É um fato lastimável, mas foi assim que deixaram as jaulas da Polícia Federal no Paraná, onde deveriam permanecer justamente encarcerados, e seguiram faceiros para o aconchego do lar. Temo, mas creio que as ditas delações premiadas foram banidas por três juízes militantes da suprema corte.

Essa desfaçatez aparelhada entre os três poderes, culminando com as decisões finais do Supremo Tribunal Federal, é deplorável, um comportamento que causa a “Suprema Deprimência” na impotente sociedade civil brasileira.

O desemprego continua a crescer em todo o país. Após os mais de 50 mil casos ocorridos em 2014, a quantidade de latrocínios e assassinatos aumenta sem parar. Esta é a pena de morte brasileira que, embora não seja aceita pelo Estado, representa a omissão e incompetência do governo, sobretudo o federal que não protege nossas fronteiras do tráfico de drogas e armas. Acho mesmo que devem haver alguns interessados nos lucros dessa prática hedionda.

Escrever este artigo me deprime bastante, desgasta minha fluência verbal. Porém, ficar sem redigi-lo seria ainda mais sacrificante. Concluo que o cenário político-econômico que o PT e seus asseclas construíram no Brasil, tornou-o Reino da Deprimência.

Muito embora haja cientistas políticos brasileiros que afirmam ser a corrupção instalada uma consequência secundária, na escola de Coimbra em que conclui meu mestrado, sem dúvida é a causa principal desta depravação nacional.

O que é a ‘corrupção brasileira’


Por Ricardo Kohn, Escritor.

Ricardo KohnEm breve, a descoberta da corrupção articulada na Petrobras, realizada pelas investigações da Operação Lava Jato, fará seu primeiro ano de idade. Muito embora, a corrupção já estivesse em operação contínua e sistemática há cerca de 10 anos, contando com quadrilhas bem treinadas, a partir de 2004.

Dessa forma, a 4ª petroleira do mundo, que fora um orgulho brasileiro, tornou-se cassino de cartas marcadas, de roletas viciadas. Os resultados disso foram óbvios: somente ganhou a banca e os apostadores em suas ações, aterrorizados, perderam bilhões de dólares, dentro e fora do Brasil.

Como efeito imediato desse hediondo crime internacional, o substantivo “corrupção[1] (nota de rodapé) ganhou mais “eloquência”, tornou-se nítido para o povo a partir dos governos petistas que se sucederam nos últimos 12 anos.

A corrupção não é obra de classe social (rico ou pobre), de etnias (índio, branco ou negro), do sistema econômico de governo (livre mercado ou comunismo) ou do sistema político de Estado (democracia ou ditadura). Por si só, esses aspectos não fazem corrupção. Entretanto, de forma empírica, é possível ver, com certa clareza, a correlação positiva entre corrupção e ditadoresque se dizemcomunistas.

Em suma, o ato de corromper não é fruto de capitalismo e proletariado, pois são “artes pré-moldadas por um filósofo burguês do século 19, que se acreditava economista revolucionário”. Por sinal, suas “artes” foram demolidas várias vezes pela realidade factual do mundo. É falta de argumento quem inventa esta falácia, em pleno século 21!

Em minha opinião, a “corrupção moderna”, que humilha gravemente a nação brasileira, é um processo realizado por matilhas de indivíduos espertos, devassos e moralmente degradados. Digo ser fruto de pessoas que se organizam com foco exclusivo em enriquecerem às custas do dinheiro público; seja qual for o preço e crimes paralelos que acharem necessário cometer – torturas, assassinatos, tráfico de drogas, que mais posso imaginar…

Afinal, após quase 12 anos de suborno sistemático e distribuição de propinas, embora com o país à beira da bancarrota, com milhões de miseráveis, de cidadãos que sobrevivem à míngua, seus líderes, infiltrados na máquina do Estado, estão biliardários e, em tese, não precisariam extorquir mais nada.

Desconheço meios educados para acabar com a sangria dos cofres públicos. Porém, sem dúvida, uma profunda reforma estrutural dos Três Poderes é passo fundamental e inadiável. Mas não sem antes, com extrema eficiência, varrer da face da Terra os pulhas que ainda lideram este grande assalto ao Brasil.

Em tempo: Não se esqueçam de recuperar o patrimônio que roubaram, incluindo o de seus familiares. Esse patrimônio é do povo brasileiro!

……….

[1] Segundo dicionários da língua portuguesa, o substantivo feminino “Corrupção”, do latim, corruptione, para a área política, significa 1. Ação de corromper ou de se corromper. 2. Efeito de corromper ou de se corromper. 3. Depravação, devassidão. 4. Suborno. 5. Desonestidade, fraudulência. 6. Degradação moral. 7. Perversão. 8. Adulteração, falsificação.

O ‘novo’ pacote anticorrupção


Por Zik Sênior, o eremita.

Zik Sênior

Zik Sênior

Em minha opinião, louco é todo cidadão que, aos olhos dos passantes, parece estar vivo, mas abandonou a vida, de fato. Só enxerga a si próprio e a seus interesses particulares, ainda assim, de forma bem transtornada. Acha-se rei (ou rainha), mas não passa de demente vagabundo.

Há inúmeros exemplos desses loucos a atuar no Brasil, visando à mudança do sistema político e econômico: desejam tornar o país em uma ditadura comunista, com alguns deles a coçar o saco para dar segurança aos pretensos donos do poder.

Seguidos por bandos de ovelhas pagas, autodenominam-se “líderes de movimentos sociais”. Nesse caso, destaco o MST e o MTST, que parecem estar financiados por propina pública. Na verdade, são raivosas hordas de baderneiros, dementes capazes de cometer as maiores atrocidades, sempre em “defesa da ideologia” que seus líderes juram acreditar.

De acordo com o que diz a mídia, João Pedro Stédile e Guilherme Boulos, líderes do MST e do MTST, respectivamente, são milionários que comandam miseráveis. Vejo somente uma fórmula para que essa versão seja verdadeira:

  • Recebem a propina pública para realizar turbas; oferecem tubaína e sanduíche de mortadela para que vândalos atuem na destruição de propriedades privadas e públicas; ao fim, embolsam o grosso da propina, recebida para comandar badernas. Dessa forma, vivem engalfinhados nas tetas do desgoverno petista.

Assisto bastante a programas de televisão que tenham bons mediadores, onde posso acompanhar a opinião de analistas sobre o atual cenário político e econômico brasileiro. Alguns, não tenho dúvida, são notórios especialistas nesta matéria. Cientistas sociais bem formados, com larga experiência em trabalhos analíticos para o diagnóstico do cenário atual brasileiro e a posterior formulação de seu cenário futuro.

Todavia, observo que poucos são o que analisam a cleptocracia institucionalizada nos três poderes. Há sujeitos que chegam a afirmar que a corrupção é uma questão de somenos importância, secundária. Ave César, ave ladrões!

Pois, penso bem ao contrário e argumento. Basta verificar a absurda quantidade de escândalos e roubos públicos que se sucederam nos governos do PT com “seus partidos alugados”. Por serem muitos e sistemáticos, chegaram a atingir ao incrível “nível de qualidade corruptiva” alcançado no Petrolão, quase impossível de ser desvendado.

Não fora a ação eficaz do FBI brasileiro, completada pela justiça dos “Estados Unidos do Paraná”, e a nação brasileira decerto assistiria a Petrobras, antes a 4ª maior petroleira no mundo, tornar-se, em apenas 8 anos, uma caveira de burro: inútil, depauperada, seca para fazer face aos investimentos futuros e sem governança corporativa.

Mas, em verdade, ninguém sabe ao certo em que estado de decomposição ela se encontra hoje, sobretudo com um “pau-mandado” em sua presidência, completo idiota em matéria de óleo e gás. Até mesmo eu sei bem mais do que este subserviente. Mas vejam o que o espera.

A imprensa divulgou que o Plano de Negócios e Gestão da Petrobras tem investimento para o período 2014-1018 previsto em US$ 206,5 bilhões, um montante maior que o da Exxon Mobil, a maior petroleira do mundo. Esse valor tenebroso ainda hoje consta do site da Petrobras e o idiota acredita que consegue realizar.

Fiquei a pensar e me pergunto: esse investimento, em obras paquidérmicas, não teria sido “inventado” para que a “quadrilha do PT” pudesse corromper, roubar e distribuir muito mais? Fica esta questão, que me dá coceiras para especular. Mas lamento o estado da gigantesca cadeia de fornecedores que talvez atendesse a Petrobras de forma honesta, sem os ditos 3% para o PT.

Finalizo. A presidente, claro que com a permissão de seus ‘superiores‘, comunicou, em “cadeia de vaia nacional”, que encaminhará outro “pacote anticorrupção” ao Congresso. Igual ao que o apedeuta Lula enviou em 2005 e fez grassar o sistema corruptivo em toda a máquina do Estado. Tudo isso virou a Comédia da Imoralidade.

Que audácia, a de um “corrupto-extorquidor”, afirmar, nas minhas barbas, que vai acabar com a corrupção que ele próprio comete?!

O ocaso do martírio naval


Por Ricardo Kohn, Consultor em Gestão.

Sem dúvida, nada entendo de navios, sejam particulares, mercantes, científicos ou de guerra. Apenas sei que são pesados, possuem cascos possantes, um deque principal, e podem ter vários deques secundários, em parte submersos, abaixo da linha do mar.

No início do século 21, tive a oportunidade de conhecer um moderno navio francês, destinado à aquisição de dados sísmicos (foto abaixo). Embora estivesse a trabalho para a empresa que o utilizava na costa brasileira, guiado por dois tripulantes, fui apresentado à tecnologia de ponta instalada nos 6 deques submersos.

Moderno navio para levantamento de dados sísmicos off shore

Moderno navio para levantamento de dados sísmicos off shore

Ao fim, houve uma comemoração a bordo: pães, frios, queijos , vinhoschampanhe francês. Recebi, como prêmio por serviços prestados – o que agradeço até hoje –, uma medalha prateada, com a imagem gravada deste navio: é pesada como uma âncora.

Através desta experiência, é lógico deduzir que se um navio estiver aportado em um cais, é por que suas âncoras foram lançadas. Navios de maior porte podem exigir várias âncoras, todas presas a eles por pesadas correntes de aço.

O binômio “âncora e correntes” possui seu peso calculado de forma precisa por engenheiros navais. E esse peso é específico para cada navio, de forma a mantê-lo firme junto ao porto ou fundeado, a flutuar sobre as águas, como na foto. Entretanto, é evidente que este peso não pode fazê-lo adernar, muito menos naufragá-lo.

Atualmente, esse cálculo é bem simples e preciso. Há muito tempo que a engenharia naval criou critérios, parâmetros e fórmulas para fornecer o peso da “âncora e correntes” de forma automática.

Porém, pensem nisso: ─ Mas se este cálculo fosse feito por uma quadrilha de ladrões navais? Será que saberiam balancear o peso das âncoras e correntes requeridas por um grande navio?

O ‘navio’ chamado Petrobras

O investimento no aumento da produtividade de uma empresa petroleira é o que a faz manter-se no disputado mercado internacional de óleo e gás. Pode-se fazer uma analogia: investir de forma produtiva, significa garantir o crescimento gradual do casco e dos deques da petroleira, bem como, sobretudo, de suas “âncoras e correntes”, para que aporte com destaque em qualquer cais do furioso mercado competitivo mundial.

O que foi descoberto na Petrobras, através da operação Lava Jato, é que houve investimento pesado no casco da empresa, não há dúvida. Porém, bilhões do dinheiro público que eram para ser investidos em “deques submersos, âncoras e correntes”, invisíveis aos olhos do povo brasileiro, foram desviados de forma organizada e criminosa por uma quadrilha de ladrões navais“.

O cenário atual da Petrobras mostra que ela se encontra à deriva nas águas do mercado internacional, sem condições de aportar em qualquer cais do mundo. Pode estar em linha de choque com rochedos. Pobre de sua tripulação e da multidão de seus fornecedores. Afinal, seus deques submersos, âncoras e correntes foram surrupiados e transformados em propriedade particular: fazendas, milhares de cabeças de gado, aviões, caras obras de arte, residências e apartamentos de luxo, carros importadosinvestimentos em lavanderias off shore e, decerto, coisas bem leves como punhados de diamantes.

Uma lista, uma análise e uma pergunta: Cadê o Poder Executivo?


Da Veja on line, por Reinaldo Azevedo.

Ah, que delícia! O segredo de aborrecer é mesmo dizer tudo, né? Quando se diz antes, então, tanto melhor. Ontem — sim, nesta quinta! —, escrevi aqui um post em que expressava, com certa ironia (para bons leitores), a minha curiosidade sobre quantas pessoas da “Lista de Janot” seriam ligadas ao Poder Executivo, este que é chefiado por Dilma Rousseff.

Voltem à lista no post anterior. Só há dois nomes ali que tiveram função relevante no Executivo: Edison Lobão e Gleisi Hoffmann. E apenas ele foi ministro do governo Lula, que é quando o circo de horrores prosperou na Petrobras pra valer.

Assim, vejam que coisa fantástica. Por enquanto ao menos — vamos ver o que mais virá, se vier —, o escândalo do petrolão teria sido, então, uma maquinação de empreiteiros e de funcionários corruptos da empresa para beneficiar parlamentares, na sua maioria, do PP, que, como sabemos, é o partido que comanda os destinos da República, né???

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Matricule-se na UFCor!


Por Simão-pescador, da Praia das Maçãs.

Simão-pescador

Simão-pescador

Escrevi para o blog uma sátira intitulada “Ministério da Corrupção”. Zik Sênior, por sua vez, redigiu de forma brilhante a crônica “Ladrão-Geral da República”. Mas não é que recebi um convite do Brasil, a oferecer matrícula gratuita em uma Universidade Federal, a UFCor?

Abri o envelope da missiva ansioso e entusiasmado. Afinal, por que motivo, aos 96 anos, um português receberia um convite d’além mar para cursar uma universidade noutro continente?

Tudo me levava a crer que se tratava dos tais “cursos à distância”. Entrementes, pude ler que era um curso presencial, com três anos de duração. Por ser intensivo, com aulas teóricas e práticas, tinha 10 horas de dedicação diária. Diz a propaganda do curso que, ao fim, promove seus alunos ao título de Ph.D. em Corrupção! Formidável a autêntica brasilidade vigente no país…

Recostei na poltrona e devaneei, a observar as antigas estantes de livro. Obras que ganhei de velhos amigos ou adquiri com meu trabalho de pescador. De facto, dentre as mais de 4 mil obras que reúno na biblioteca, não há sequer uma que ensine a como ser um “corrupto de qualidade”, que dirá um Ph.D. na matéria.

Aos poucos entendi como pode um cidadão brasileiro, experto em analfabetismo funcional, receber “de forma heroica” 27 diplomas de Doutor Honoris Causa, sem ter concluído o 1º Grau.

Dizem por aqui que a UFCor já existe no Brasil há décadas, mas a ementa de seu curso de doutorado profissionalizante vem a ser aperfeiçoada desde 2003. Hoje possui cadeiras que sempre foram negligenciadas, tais como: “aprenda a formar quadrilhas públicas”, “saiba fidelizar seus quadrilheiros“, “como instalar e operar empresas de fachada”, “como negociar em paraísos fiscais”, “saiba extorquir empresas privadas”, “a lavagem de dinheiro para profissionais”, etc.

No convite que recebi encontra-se a “Lista de notórios Acadêmicos” que ministram o curso. Sem dúvida são “especiais”, procurados pela polícia de diversos países. Lembra a tal da “Lista do Janot“.

Porém, a propósito, UFCor é a sigla de Universidade Federal da Corrupção. Mas me responda uma coisa: quem é o seu Reitor Vitalício, o paraninfo obrigatório de todas as turmas, o Decano da Corrupção?

Notas ‘fiquei a saber…’


Por Ricardo Kohn.

Hoje fiquei a saber do seguinte boato: a lista dos “fregueses denunciados (54)” pelo juiz federal Sérgio Moro, enviada para a Ricardo KohnProcuradoria-geral da República, é bem mais completa do que a “listinha para investigações (28)” que acaba de ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal pelo excelentíssimo procurador-geral, Rodrigo Janot.

Isso leva-me a crer que a lista dos futuros “investigados” (nunca serão denunciados) antes teria sido “filtrada” com maestria por uma “insinuante comissão de asseclas”, extraída da nata da quadrilha do Petrolão. Somente a partir disso, a lista foi rubricada e assinada pelo procurador-geral. Aliás, disse ele que “passou um pente fino”, mas nada encontrou contra o “casal de morubixabas”. E ainda se felicitou por isso! É um acinte às esperanças do pobre cidadão brasileiro.

Hoje também fiquei a saber que existe no Chile um furioso estrato-vulcão, o Llullaillaco, com cratera a 6.740 metros de altitude. Segundo uma lenda atribuída aos índios mapuche[1], “es un volcán que expele mierda caliente y limpia”. Porém, pelo que conheci e pesquisei, os mapuche respeitam como deuses do fogo os 28 vulcões que emergem dos solos chilenos. Acho que parte desta história deve ser outro boato.

    O amanhecer de Llullaillaco, por Lion Hirth

O amanhecer de Llullaillaco, por Lion Hirth

Por fim, fiquei a saber hoje que no Brasil há um pequeno monte que emite ruídos desagradáveis e cheiro pungente de enxofre, o Llullapatranha. Tem a garganta profunda situada a 1,5 metro de altitude e suas explosões derramam-se sobre seu sopé, mesmo quando usa megafone.

Segundo a lenda inventada por seus patéticos adoradores, está prestes a entrar na grande erupção final. Mas, ao contrário do que nos querem fazer acreditar, vai diluir-se em filetes de “mierda caliente”, que se desvanecerão pelas fétidas redes de esgoto do país.

Não deixará vestígio de sua existência. Essa é uma história de notável predição.

……….

[1] Mapuche ou “gente da terra” são o povo indígena que ainda habita nos Andes chilenos.

Ladrão-Geral da República


Por Zik Sênior, o eremita.

Zik Sênior

Zik Sênior

Acredito que liceus, universidades e bibliotecas são as principais instituições responsáveis pela Educação da Humanidade. Contudo, não basta que um país as possua em abundância.

É essencial que as crianças cheguem já aos liceus já “civilizadas de casa“, de preferência por seus pais. Falo baseado em minha própria história de vida, filho de pais pobres mas educados.

Digo que a “civilização infantil” deve ocorrer até os 5 anos de idade. Dela resultam a curiosidade pelo conhecimento, interesse por descobertas e capacidade de memória. Caso a civilização seja bem feita, haverá maior chance de as crianças, ao chegarem à adolescência, concluírem os cursos que selecionarem – da graduação ao doutorado, se assim for seu desejo.

A partir de então, resta-lhes adquirir cultura para a vida, através de vários expedientes. Porém, sem parar de usar as boas e gratuitas bibliotecas públicas [1]. A preguiça e o desinteresse pela leitura geram graves desvios cerebrais que, em minha opinião, são próprios de adultos que não foram civilizados na infância.

Creio que a assertiva sobre “desvios cerebrais”, associados à falta de leitura e da “civilização na infância”, deva ser estudada com mais afinco pelas ciências envolvidas. Tenho como tese que os cérebros da maioria dos indivíduos que não viveram esses processos também funcionam, porém, com fins degenerados e, não raro, também delinquentes. Enfim, tornam-se as flores do mal, mundialmente conhecidas.

Há inúmeros cenários de guerra no mundo, passados e presentes, que justificam essa especulação. Associo-os a atores degenerados e delinquentes como Saddam Hussein, George W. Bush, Muammar Kadhafi, Ali Khamenei, Mahmoud Ahmadinejad, Bashar Al Assad, os irmãos Castro, Hugo Chávez, Maduro-podre, o casal Kirchner, Wladimir Putin, o atual líder da Coréia do Norte (não escrevo o nome da besta!) e o brasileiro “desconhecido”, que tem como cognome Ladrão-Geral da República.

Aposto que a ameaça à integridade do Procurador-geral da República, caso haja sido factual, foi feita pelo Ladrão-Geral da República. Para não correr o risco de ser descoberto, claro que usou sociopatas de sua quadrilha. Alguém duvida disso?!

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[1] A Biblioteca do Congresso Nacional norte-americano, inaugurada há 215 anos, é tida como a maior biblioteca do mundo. Situada em Washington, D.C., oferece mais de 115 milhões de obras literárias, afora cerca de 63 milhões de manuscritos, para pesquisas em áreas de interesse ao conhecimento humano. Sua frequência diária é intensa e variada: professores, alunos, intelectuais, empreendedores, inventores e até mesmo políticos sempre estão bisbilhotando suas estantes.

Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos

Já no Brasil, a maior delas é a Biblioteca Nacional, instalada há 205 anos, na atual cidade do Rio de Janeiro. Oferece, aproximadamente, 9 milhões de obras, o que não é pouco. Por isso, está entre as 10 maiores do mundo, embora jogada às traças. Sua frequência de visita é baixa, no mais das vezes, os mesmos “ratos de biblioteca” que há décadas, desiludidos, tiram pó das suas estantes e bancadas.

Tapada


Por Simão-pescador, da Praia das Maçãs.

Simão-pescador

Simão-pescador

Estive no mar por quase três semanas. A primeira pesca do ano foi produtiva, o novo barco ficou lotado. Após desembarcar no cais próximo de casa, salguei e pus no gelo alguns robalos e linguados. Depois, segui direto ao porto para comerciar o restante da pesca – cavalas, ruivos, bodiões, douradas, robalos e um merote (pequeno mero) de 125 kg.

Tive muita sorte, pois os grandes chefes de cozinha que sempre nos visitam, haviam acabado de chegar. E eles pagam ótimos preços por peixes frescos de qualidade. Ao chegar em casa à noite vi que, com meu trabalho no mar, arrecadara cerca de €$ 8 mil; uma fortuna para nós, pescadores. Podemos viver bem durante mais de um semestre com esse dinheiro.

Confesso que até hoje não sei narrar a sensação que sentimos ao peito, quando realizamos essa troca de confiança: peixe fresco de qualidade por moeda justahonesta por ambas as partes.

De volta à casa de pescador

Pela manhã, descansado, preparei meu café bem preto e fui ler os jornais empilhados. Mas as manchetes eram tão arrebatadoras, que me roubaram o equilíbrio físico; senti tonturas:

Afinal de contas, o que está a acontecer no Brasil? Enlouqueceram todos? Danaram-se?!

Sei que faço uma comparação estapafúrdia, mas, em setembro passado, o corrupto daqui foi direto para trás das grades. Isto, o janota do Sócrates, ex-Primeiro Ministro português, foi preso com a acusação de ter cometido “fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro[1]“. Aqui o resultado é, simplesmente, cadeia.

Mas, segundo a imprensa internacional, junto com a patética “troca de tronos” nos ministérios, o Estado brasileiro encontra-se acéfalo e, por força da ação de “quadrilhas partidárias”, tornou-se o caso prioritário da Polícia Federal. Sei que é confuso, mas explico, à minha moda, o que pude ler.

Quase todos sabem que a “Soberana Tapada[2]” é surda e despótica. Sem consultar nada nem ninguém, manteve seus 39 ministérios. Mas, à exceção das pastas da economia e agricultura, nomeou incompetentes “agentes e asseclas” de partidos políticos, alguns desconhecidos do povo brasileiro e inimigos entre si.

A considerar seu desgoverno passado, creio que seria um grave erro político dar oportunidade a notórios gestores públicos. Afinal, como ficariam os planos da quadrilha política para o futuro e o resultado de seus homéricos “negócios públicos”?

No entanto, a “Tapada” parece que passa por um período de, digamos, severa solidão mental. Sem conectar sequer dois neurônios, tomou decisões arbitrárias e deixou quebrada a “formação original da quadrilha”. Muitos parlamentares da tal “base aliada” estão a debandar. Até mesmo alguns idólatras tapados de seu próprio partido já lhe negaram apoio.

Diante deste quadro, após permanecer durante semanas em “estado de isolamento”, sem dar entrevistas ou satisfações à sociedade, a imprensa acaba de divulgar que, um tanto em desespero, a Tapada foi pedir conselhos a seu “Tapado Criador”. Fico perplexo com isto: um asno a aconselhar uma besta quadrada.

Poucos jornalistas comentaram, mas a Tapada também teria pedido a seu 40º ministro, o titular da pasta de “Mentira miraculosa”, a nova propaganda leviana que usará em futura retórica de asnices, a vomitar mais outra vez na cara repugnante de seu “povo amestrado”.

Por sinal, uma raça de povo que se reduz dia a dia, de forma expressiva. Segundo recente pesquisa publicada, os amestrados não chegam a 25% da população brasileira.

Finalizo

Os fantasmas da Sexta 13

Os fantasmas da Sexta 13

Muito embora a Polícia Federal ainda não haja atingido o clímax das investigações criminais, creio que o ocaso da petroleira já se encontra declarado pelo mercado financeiro internacional.

O mercado haverá de guardar por longo tempo o facto que a 4ª petroleira do mundo, Petrobras SA, foi retalhada sem piedade por artimanhas de quadrilheiros políticos.

Na qualidade de avô, bisavô e tataravô de brasileiros, peço licença a meus leitores para fazer uma sugestão a esta cambada de marginais, sobretudo, a seus líderes:

Porcos proxenetas! Enquanto ainda há tempo, peguem suas coisas, suas crias imundas, suas meretrizes, seus machos e sumam do planeta!

Nesta sexta-feira 13, pressinto que existe cheiro de sangue nas mãos de muitos brasileiros…

……….

[1] Pelo que sei, aqui em Portugal a instituição da prisão preventiva é usada para impedir que safados “apaguem provas” dos desvios cometidos e fujam do país. E este “filósofo da corrupção” parece possuir um apartamento em Paris, onde residiu durante o curso de Ciência Política que diz ter feito por lá. Porém, segundo as más línguas, o apartamento é propriedade do farsante e, por baixo, “vale €$ 3 milhões”! Como conseguiu adquiri-lo, ninguém quer explicar. Aí no Brasil há muitos casos de safados proprietários sem explicação.

[2] Não sei explicar por que, mas no passado, quando eu era criança, mulher tapada significava meretriz. Estranho pois, pelo que me consta, todas eram “destapadas”. A ser assim, quero deixar claro que uso adjetivo “tapada” para evidenciar, mormente, uma pessoa idiota.

Três espécies da raça humana


O Racional, o Otimista e o Pessimista.

Inicia o mês de fevereiro de 2015, com o Brasil sob o comando do dito “novo governo”. Mas o país não para de sofrer fortes terremotos econômicos e políticos, com intensidade e frequência crescentes. Por sinal, há muito que eram bem nítidos, mais claros do que evidências especulativas.

Em 2008, por força da “estratégia” de um governante idiota, diante da violenta crise mundial que então se iniciava, tratou-a de “marolinha” e conduziu-a segundo a ideologia particular de seu grupo. Boa parte da população ficou assustada com a maneira escolhida para tratar uma grave crise econômico-financeira mundial.

Hoje está provado que esse grupo, já então constituía uma exímia “quadrilha política”. Porém, o mesmo tratamento da “marolinha” continuou a ser adotado até 2014, conforme determina a ideologia da patranha.

Em outras palavras, a nação sofreu seis anos com efeitos maléficos das sucessivas asneiras cometidas pelo governo de quadrilheiros. Se assumir-se como base de cálculo o PIB de 2009, a economia do Brasil entrou em recessão desde 2010 e permanece até hoje a ser torturada pela mesma ideologia da quadrilha.

Investigações policiais

Todavia, em 2014 a Polícia Federal descobriu que, de fato, pela primeira vez na história do país (!), uma corrupção avassaladora invadira as vísceras da máquina do Estado, desde 2003. Concluiu que as asneiras federais foram apenas uma cortina de fumaça para ocupar a imprensa. Visavam, na verdade, a impedi-la de estimar o tamanho da corrupção bilionária – em dólares – ou, quem sabe, trilionária, em moeda brasileira.

Refinaria de Pasadena: “eu tenho a força!”

Refinaria de Pasadena: “Eu tenho a força!”

As reações a esse presépio de canalhices são curiosas, sobretudo, as publicadas em redes sociais. Pode-se classificar três gêneros de pessoas que comentam sobre o derretimento da economia brasileira: os racionais, que representam uma população pequena; os pessimistas, que causam desespero em quem os lê; e os otimistas, que não enxergam um palmo à frente do nariz, falam absurdos sem conexão com fatos e fazem ameaças genéricas, fruto do desespero.

Diante das decisões econômicas que entraram recentemente em vigor no país – aumento de tributos, elevação de tarifas públicas, arrocho nos programas sociais para idosos, etc. –, segue um trecho de publicação encontrada num pasquim:

─ “Medidas tributárias do ‘novo ministro’, com a finalidade de ‘reforçar os cofres do governo’, não significam, obrigatoriamente, o aumento da ‘vazão do propinoduto’, destinado a regar a conta bancária de companheiros corruptos[1]”.

Diante desse texto estranho, as reações da raça humana são variadas.

Reação do Racional

“O cenário político-econômico do país encontra-se bem abalado”, diz o racional. “É óbvio que me baseio na lógica dos números obtidos pelo governo e na ausência da razão na tomada de decisões públicas, decerto pensadas por esquizofrênicos”. Resultado, “a base de apoio ao governo encontra-se ‘desaliada’ e trará mais efeitos danosos para a sociedade civil. Contudo, os inúmeros erros cometidos ainda podem ser amenizados; em alguns casos, até mesmo saneados”.

E prossegue nas ponderações: “A questão essencial é que as medidas econômicas estão corretas. Porém, faltaram medidas políticas urgentes, com vistas a reduzir despesas absurdas com a monumental máquina do governo: 39 ministérios e milhares de cargos comissionados, afora o empreguismo nas estatais. Com a efetiva redução dessas despesas desnecessárias, a população brasileira sofreria ‘apenas’ durante o ano de 2015”.

Reação do Otimista

Tem-se impressão que o otimista gosta do governo por locupletar-se com os “esquemas da quadrilha organizada”. Afinal, suas reações são patéticas, confusas ou fora de contexto. Com certeza, são militantes ideológicos a serviço da quadrilha. Vejam algumas frases “cerebrais” do otimista:

  • Vocês fala’ [sic] muito sem ‘conhecê’ [sic] nada; nunca houve uma ‘presidenta’ [sic] do Brasil ‘que nem que ela’ [sic].
  • Vai lá’ [sic] no governo Fernando Henrique ‘pra vê’ [sic] a roubalheira ‘que foi’ [sic] na Petrobras.
  • Vocês não sabem do que somos capazes!”. Ah! E como sabemos, há 12 anos…

Reação do Pessimista

Por fim, tem-se o pessimista, que deita falações acerca dos efeitos nefastos sobre a sociedade civil. No entanto, sempre a concluir com frases que provam sua completa omissão ou falta de visão. Mas, inevitavelmente, a causar revolta no cérebro dos racionais que ainda sobrevivem:

  • Não tem jeito mesmo, o cidadão brasileiro é um animal covarde por cruza.
  • Duvido que alguém se mexa para mudar qualquer coisa, esse povinho é corrupto mesmo.
  • Viu, quem mandou votar neles?!
  • Pode falar o que quiser, mas não vai conseguir mudar nada.
  • Não adianta reclamar, sempre foi assim.

Há cidadão brasileiros que, diante desse cenário de degradação ética, moral e cultural, acreditam que está a nascer uma quarta categoria da raça humana no Brasil: o revolucionário racional.

……….

[1] Mesmo com a ideologia instalada no governo – “ajude-nos a roubar muito; nós o premiaremos” –, realizar desvio de tributos diretamente da Receita Federal é quase impossível. No entanto, dizem que é tramado por meio de processos complexos. Pelos informes colhidos na imprensa, as atividades básicas seriam as seguintes: (1) criar e organizar uma grande quadrilha, bem treinada para esse fim; (2) semear no setor público inúmeros quadrilheiros especializados; (3) realizar muitas obras e serviços inúteis, mas sempre com preço final superfaturado e sem prazo para acabar; (4) montar uma cadeia de empresas fantasmas, on-shore e off-shore; e, por fim, (5) ter doleiros e amantes de total confiança. A propósito, corre o boato da existência de pelo menos um partido político brasileiro que produz, em larga escala, expertos internacionais nesta prática.

A ‘privataria’ no Parque do Flamengo


Por Ricardo Kohn, Gestor do Ambiente.

Breve histórico

O Parque do Flamengo, que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico NacionalIphan, em 1965 – e, mais tarde, também pelo governo do município, através de lei de 1995. Mas, desde de julho de 2012, é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. Vejam a cópia da planta oficial de tombamento feita pelo Iphan.

Perímetro de tombamento do Parque do Flamengo

Perímetro de tombamento do Parque do Flamengo

A questão básica é a seguinte: ─ “Por quais motivos esse equipamento urbano foi tombado e premiado pela Unesco com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade?”

Para responder a essa questão é necessário entender a magnitude do problema urbano que existia na cidade e, sobretudo, no bairro do Flamengo, ao fim da década de 1950. A população se avolumara pelo intenso fluxo de migração interna para a então capital federal. No entanto, seu sistema viário e seu saneamento básico, eram extremamente precários. Esgotos in natura eram lançados na orla marítima da cidade, criando as chamadas “valas negras” em suas praias.

Vista da Praia do Flamengo, com o aeroporto Santos Dumont ao fundo

Vista da Praia do Flamengo, com o aeroporto Santos Dumont ao fundo

Várias áreas da cidade foram aterradas desde cedo. A começar pela região do porto, fundo da Baía da Guanabara. O próprio aeroporto Santos Dumont foi construído sobre área de aterro. Boa parte da praia do Flamengo também sofreu o mesmo processo, mas foi em vão.

Somente em 1961, o governador do Estado da Guanabara, jornalista Carlos Lacerda, e seu Secretário de Viação e Obras, engenheiro sanitarista Enaldo Cravo Peixoto, receberam proposta da paisagista Lotha de Macedo Soares, que visava a criar um parque na praia do Flamengo. A proposta foi aprovada.

Para fazer frente a esse extremo desafio, foi criado um grupo de trabalho visando a planejar, projetar e gerir a construção e plantação da flora nativa no Parque do Flamengo. Notórios profissionais participaram deste grupo [1], que teve a frente o arquiteto Affonso Eduardo Reidy e a própria paisagista, Lotha de Macedo Soares.

Conforme projetado e finalizado, o Parque do Flamengo diferencia-se das belezas cênicas do Rio, todas elas herdadas da natureza, mero acaso das relações mantidas entre os sistemas ecológicos que nela se formaram, à revelia do ser humano.

Na verdade, o Parque do Flamengo a elas se integra sem perder suas funções urbanísticas vitais – mobilidade urbana, acessibilidade a pessoas com deficiência, educação, esportes, bem estar, laser, recreação e, acima de tudo, manter permanente seu enlace com os ecossistemas terrestres e marítimos da região.

Na visão de Reidy, obstinado pela equidade na ocupação do espaço urbano, o Parque do Flamengo, ao tornar-se um bem público, já justificava sua restrição plena como área non aedificandi. Infelizmente, Affonso Reidy faleceu jovem (54 anos, em 1964) e não acompanhou o processo de tombamento do Parque a que tanto se dedicou.

Vista aérea do Parque do Flamengo e suas vizinhanças

Vista aérea do Parque do Flamengo e suas vizinhanças

Manutenção do Parque

Desde quando foi inaugurado, nas festividades dos 400 anos da cidade, o Parque do Flamengo teve sua primeira manutenção realizada em 1999, feita pelo escritório do paisagista Roberto Burle Marx. Esses trabalhos envolveram o replantio da flora afetada, assim como a inspeção e eventuais obras civis nas passarelas do parque.

A poda de árvores e os cortes dos gramados sempre foram atividades sistemáticas realizadas por um órgão público chamado Parques e Jardins. No entanto, a prefeitura passou esta responsabilidade para a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). É evidente que esta empresa não é habilitada para realizar podas e replantios de vegetação, muito menos obras civis.

O descaso do atual prefeito com relação ao Parque do Flamengo é de tal ordem que, a pensar nas verbas para as obras destinadas aos Jogos Olímpicos de 2016, o Parque foi esquecido em estado lamentável.

Este é o estado das passarelas do Parque do Flamengo

Este é o estado das passarelas do Parque do Flamengo, ferragens aparentes…

Por sinal, caro Eduardo Paes, como andam as obras olímpicas nas cinco regiões de jogos que foram pactuadas com o Comitê Olímpico Internacional? Prometidas pela trinca de falcatruas: Lula, Sérgio Cabral e Paes, o inventor do tal “Porto Maravilha“.

Obra na enseada da Glória

Mas eis que surge uma “parceria público-privada”, obcecada em desconstruir um bem público, finalizado e tombado há 50 anos. Marqueteiros aliados ao poder público tiveram a desfaçatez de chama-la “Revitalização da Marina da Glória”.

Aos olhos do povo do Rio, com plena consciência de seus direitos humanos e legais, trata-se de “descarada negociata”. Tudo indica que sua realização conta com o conluio de instituições públicas – Iphan e prefeitura do Rio –, dado que permite a execução de um projeto ilegal, antes já rejeitado pelo próprio Iphan!

Um grupo de cidadãos brasileiros iniciou um movimento popular – clique em “Ocupa Marina da Glória” – visando a impedir a deformação urbanística do Parque do Flamengo. A finalidade desse movimento é simples: conservar um bem público tombado como área non aedificandi e impedir o desmatamento sumário da vegetação ocorrente na enseada da Glória, local da dita “revitalização da Marina”. Segundo informações públicas, cerca de 300 pés de árvores já foram decepados na área do canteiro de obras e suas imediações.

Signo do crime ambiental cometido pela Prefeitura do Rio

Signo do crime ambiental cometido pela Prefeitura do Rio

No entanto, a Secretaria Municipal de Ordem Pública, através de ameaças violentas por parte da Guarda Municipal, determinou a retirada de barracas, faixas e pessoas que protestam contra a invasão de seus direitos. Ressalta-se que esta violência já foi realizada contra os que participam do movimento “Ocupa o Golfe”, que ocorre na Barra da Tijuca.

É patético, mas na Barra pessoas foram agredidas e presas hoje, por expressarem seus direitos de cidadão e, sobretudo, seu dever de proteção da cidade do Rio de Janeiro. Afinal, a cidade, o estado e o país são nossa propriedade. Fomos nós que delegamos a prefeitos governadores e presidentes a obrigação de geri-los da forma como definirmos. Precisa-se, com urgência, de um “recall de políticos“!

Eduardo Paes, espera-se que a “privataria” do Parque do Flamengo já o haja “beneficiado” bastante. Até por que, no Rio de Janeiro você jamais chefiará qualquer instituição pública, sequer uma equipe de safados da sua laia.

……….

[1] Membros do Grupo de Trabalho: Affonso Eduardo Reidy e Lotha de Macedo Soares (direção); Sérgio Wladimir Bernardes, Jorge Machado Moreira, Hélio Mamede, Maria Hanna Siedlikowski, Juan Derlis Scarpellini Ortega e Carlos Werneck de Carvalho (arquitetos); Berta Leitchic (engenheira); Luiz Emygdio de Mello Filho, Magú Costa Ribeiro e Flávio de Britto Pereira (botânicos); Ethel Bauzer Medeiros (especialista em recreação); Alexandre Wollner (programação visual); Roberto Burle Marx & Arquitetos Associados, com Fernando Tábora, John Stoddart, Júlio César Pessolani e Maurício Monte (paisagistas).

Lorota


Por Ricardo Kohn, Escritor.

Mentira” talvez seja o verbete da língua portuguesa que tenha o maior número de sinônimos. Como se não bastassem, possui expressões com o mesmo significado e diversos adjetivos derivados. Esse fato gramatical decerto é motivado pela enorme população de mentirosos vivos no planeta.

Vale dizer, não seria “conversa fiada” admitir que “patranheiros” se reproduzem tal como ratos, pois sua taxa de natalidade é bem superior à dos seres humanos íntegros. Há quem explique esse quadro através de ditos estudos estatísticos, que teriam comprovado ser mais fácil encontrar “casais de peteiros” do que de probos. Esses estudos não passam de “mentirolas”; porém, a ilação final dos difusores desta “lorota”, é verdadeira. Um paradoxo.

Em suma, não existem as tais pesquisas ou estudos sobre esse assunto. Afirmar que algum dia foram feitos é uma “peta” sarnenta. No entanto, “casais de patranhas” são incontáveis e tem-se milhares deles acocorados nos poleiros políticos do país, a comer o dinheiro público e obrar sobre a cabeça do povo, indistintamente, nas classes rica, média e pobre.

Essa ação sistemática virou uma espécie de solenidade pública, que em breve completará 13 anos. Um número que é tido por alguns como traiçoeiro, capaz de atrair azares e desgraças [1]. Resta pensar a quem se vai dedicar, “com afeto”, esses agouros…

Todavia, a “lorota exponencial” foi inventada exatamente nos poleiros mais altos do galinheiro nacional. Para debochar dos incautos, deram-lhe um título profissional: “marketing político”.

José Saramago e a Mentira Universal

José Saramago e a Mentira Universal

No Brasil, tem-se notícia de poucos “peteiros” especializados, capazes de engendrar “patranhas” rocambolescas, num lapso de tempo mínimo, e conseguir enganar a milhões de cidadãos omissos, durante mais de uma década. Que se saiba, tal nível de produtividade da patranha nunca foi alcançado no mundo.

A mentira universal, tão bem identificada por José Saramago, chega a ser bisonha perto da “lorota exponencial”, que, uma vez deixada nos braços da mídia impura, propaga-se e destrói cérebros baldios. No Brasil, esse cenário aterrador foi endêmico até 2014. Atenção! A sociedade civil tem meios lícitos para mudá-lo em 2015!

Indicadores e tendências

Para a mídia em geral, mas, sobretudo, para a imprensa independente, o Brasil está acéfalo há cerca de 40 dias. Somente hoje acontece a primeira reunião ministerial do novo mandato. Os 39 ministros, nomeados no loteamento ministerial, estarão presentes para ouvirem. Talvez o ministro da Fazenda fale acerca das medidas de arrocho que está a implantar. Salvo duas ou três exceções, os demais, sem qualquer competência técnica para tratar de seus “lotes partidários”, nem celulares terão nos bolsos, que dirá abrirão a boca para falar.

Por outro lado, é sabido que abastecimento de água e de eletricidade estão ameaçados de extinção. O racionamento nacional de ambos deverá ocorrer em breve. A geração de vagas de trabalho tem sido ínfima e degradante. O desemprego é crescente, numa economia com tendência recessiva. A indústria segue a demitir funcionários. A inflação estoura a meta de 6,5% ao ano e continua renitente. Deverá ultrapassar o topo ainda neste primeiro trimestre. Os preços dos alimentos estão nos píncaros. O PIB é antártico!

Em síntese, o Brasil torna-se a terceira calamidade política, econômica e social da América do Sul, a seguir na mesma trilha de seus excelentes parceiros ideológicos e nada comerciais: Venezuela e Argentina, são nações quebradas por sucessivos governos incompetentes e corruptos. A ser assim, pergunta-se:

Como esta quadrilha de apátridas pensa que vai manter-se no poder? Vai armar mais lorotas exponenciais“?!

“Quero ver quem tem ‘bolas de macho‘ para enfrentar o povo brasileiro aborrecido”.

……….

[1] Não está considerada a interpretação cabalista do número 13, pelo fato de não se professar qualquer crença, mística ou religião. Professa-se apenas a lógica da realidade e a razão necessária para lidar-se com ela.

PIB da corrupção em 2014


Também chamado de PIC – Produto Interno da Corrupção.

A pergunta que se faz é simples. Leia e, se quiser, arrisque-se a responde-la:

─ “Se o Produto Interno Bruto brasileiro de 2014 alcançar a casa dos R$ 4,8 trilhões, igual ao de 2013, qual terá sido sua parcela extorquida pela súcia governista? De forma mais objetiva, o Produto Interno da Corrupção terá sido próximo de 3% ou de 25% do PIB de 2014? [1]

Concorda-se, a resposta é difícil e muito complexa de ser contabilizada. Afinal, não há contrato assinado “entre as partes”, nem nota fiscal emitida por “empresas fantasmas”.

Grande parte do PIB nos bolsos da Corrupção

Grande parte do PIB nos bolsos da Corrupção

Observe somente o escândalo do Arrastão na Petrobras: a empresa que foi brutalizada pela súcia sequer consegue fechar seu balanço de 2014! Não existe a conta “Fundo para Conluio e Corrupção”, o que torna infactível elaborar uma simples “Demonstração de Lucros e Roubos”.

A própria Polícia Federal encontra-se um pouco prejudicada em uma das “ene” etapas dessa investigação. Não tem certeza de quantas outras precisará realizar e do tempo necessário. Além disso, é muito provável – quase uma garantia – que, além do setor de Óleo & Gás, outros setores da economia estatizada também hajam sido brutalizados. Dentre eles destacam-se o Elétrico, Rodoviário, Ferroviário, Aeroviário e Portuário, dado seus maiores orçamentos. Decerto, receberão atenção especial da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

A prever com muito otimismo um futuro mais honesto e decente para o Brasil; a acreditar nas instituições nacionais de controle, sugere-se um apelido para esta investigação de grande abrangência: OperaçãoSoda Cáustica”. Por sinal, aguardada pela maioria da população brasileira, como medida definitiva de higiene moral.

……….

[1] É inimaginável que a extorsão do PIB de 2014 possa ter variado entre R$ 144 bilhões e R$ 1,2 trilhão, mas há evidências e fatos que apontam nesta direção. Os mais nítidos são enriquecimentos inexplicáveis de certos cidadãos, membros da família de asseclas da súcia governista. Até agora, que se saiba, nenhum deles foi investigado.

─ ‘Não há uma prova sequer’


Em nações civilizadas, quando é descoberto um crime, tem início a sua investigação. A finalidade é óbvia: identificar quem o cometeu.Kohn - Sobre o Ambiente Mas o investigador precisa seguir um padrão lógico, tanto de raciocínio, quanto de ação, qual seja: identificar o que motivou o criminoso, com quais oportunidades ele se estimulou, e, por fim, como se beneficiou dos resultados que obteve. Desde há 400 anos, qualquer “xerife do Velho Oeste” já sabia fazer isso.

No escândalo do “Arrastão da Petrobras”, à primeira vista, os procedimentos da Polícia Federal, na histórica “Operação Lava Jato”, parecem manter essa mesma lógica. Apenas contam com o suporte de leis mais modernas e facilidades tecnológicas inexistentes no “Velho Oeste”.

Porém, vale destacar a atuação de instituições públicas autônomas, encarregadas de fazer a Justiça [1]. Embora seja a expressão do dever estabelecido, merece o agradecimento do cidadão brasileiro. Assim, até agora os resultados obtidos pelas investigações do “Arrastão da Petrobras” demonstram eficiência, sobretudo, graças à dedicação de agentes da Polícia Federal e à qualidade de juízes do Ministério Público Federal.

Há envolvidos neste “esquema” que já se encontram trancafiados: dois ex-diretores da Petrobras, diretores de grandes empreiteiras, um doleiro e um “carregador de mala”. São uma pequena amostra de dezenas de ladrões que ainda permanecem soltos.

Acontece que a Polícia Federal está no início da sua “operação de lavagem”; sequer entrou na etapa da centrifugação. No entanto, pelo que informa a imprensa livre, há indícios que, muito em breve, iniciará a bela “centrifugação de políticos imundos e respectivos partidos”, todos livres e impunes.

Todavia, já se escutam comentários de futuros centrifugáveis que confirmam a iminência dessa centrifugação. O fato mais aberrante foi a frase do Ministro-chefe da Secretaria Geral da República, ao deixar o cargo neste início de ano:

─ “Nós não somos ladrões”.

Declaração gratuita, tão esdrúxula quanto esta, é incomum na atual política brasileira. De fato, o ex-ministro entregou à boca do povo, na bandeja, “a essência do jogo sujo de sua equipe”.

Mas sempre há um outro emérito ladrão, que arma a defesa antecipada de seu “parceiro de negócios”. Imaginando livrar-se de possíveis conjecturas danosas, solta a frase lapidar:

─ “Não há uma prova sequer contra ele”.

Não precisa ser filósofo ou psiquiatra para entender o que subjaz a essa frase asquerosa. Afinal, dizer que não há prova de alguém haver cometido um crime, não nega ou prova que ele não o haja perpetrado. Trata-se sim, de prática prepotente e arrogante, que somente visa à blindagem de políticos ladrões.

Na última década assistiu-se a notórias quadrilhas de políticos contratando caríssimas bancas de advocacia. Era como se fossem enfrentar julgamentos passíveis da pena capital! Mas pasmem, só queriam inocentar seus membros pela corrupção frenética cometida. Uma vez liberados da justiça, a intenção sempre foi seguir pelo mesmo atalho. Afinal, o que sabem fazer na vida, além de desviar e distribuir dinheiro público para fortalecer sua camarilha?

A parcela do erário público roubada nos últimos 12 anos foi de tal ordem, que há incríveis milionários, verdadeiros nababos, a investir em fazendas, milhares de cabeças de gado, realizar de grandiosas construções, comprar apartamentos, lanchas e jatinhos de luxo. Investimentos que, definitivamente, nunca poderiam realizar com suas condições primitivas de trabalho.

Mas sempre haverá um “pentelho da camarilha” que se atreverá a afirmar que não há nenhuma prova contra eles. E será preciso mais o quê, diacho?! Na verdade, nada. Basta passar um pente fino nos fatos mundialmente conhecidos, confirmar a hierarquia das quadrilhas, enquadrá-los na lei e recolher seus membros à penitenciária mais segura.

……….

[1] Antes o xerife fazia tudo: investigava, produzia leis, aplicava-as e executava a justiça (na forca). No Brasil atual só há uma instituição que procede como xerife do Velho Oeste: o Tribunal Superior Eleitoral; sem a forca, é óbvio.