Choque frontal com o Ambiente


Ricardo Kohn, Gestor do Ambiente.

A finalidade deste artigo é demonstrar a importância do ambiente estabilizado para todos os seres vivos do planeta, inclusive os humanos; do ambiente  estável versus os impactos que sofre com as atividades que nele são implantadas, as quais tentam ser explicadas como “a adaptação e evolução do homo sapiens face à dinâmica deste espaço”. Bela retórica, porém, falsa como rocha líquida. Inicia-se o artigo com a desmistificação da expressão “meio ambiente”.

1. Introdução

O vocábulo “meio” possui diversos significados, os quais variam em função de seu uso: como adjetivo, substantivo ou advérbio. Por exemplo, como adjetivo pode significar “metade”; como substantivo, “lugar onde se vive” = “ambiente”; como advérbio, “mais ou menos”. A fonte usada é o Dicionário Priberam[1], onde se encontram outros significados para este mesmo vocábulo.

Na expressão “meio ambiente”, o vocábulo meio pode ser entendido como adjetivo, substantivo ou advérbio. Ou seja, faz com que a expressão signifique coisas esdrúxulas: metade do ambiente, ambiente ambiente e mais ou menos ambiente.

Não há dúvida que essas expressões trazem um erro trivial da gramática (o pleonasmo ambiente ambiente) e dois deboches com as ciências do ambiente (metade do ambiente e mais ou menos ambiente). Além de deixar evidente a pouca formação de seu criador e respectivos repetidores, destaca-se.

2. A expressão “meio ambiente”

A origem temporal de “meio ambiente” é bem discutível. Sobretudo, quando se visa a acentuar a relevância de entender o que é o ambiente diante das práticas de trabalho em consultoria, foco principal desse artigo.

No entanto, provém da academia uma pesquisa exaustiva que pretende justificar que o termo a ser usado pode ser meio ambiente[2], quando consideradas as óticas das ciências naturais e ciências humanas. Segundo o texto, da ecologia e da educação ambiental. Essa pesquisa remete-se à Idade Média e considera que o ambiente (meio ambiente) deva ser visto, analisado e trabalhado através da visão antropogênica.

Discorda-se frontalmente dessa afirmação. As ditas ciências humanas não se prestam para entender o que é o ambiente, dado que são mais discursivas, opinativas, simples retórica. Há que se buscar ciências que o detalham “como se fossem o próprio ambiente a esclarecer seu comportamento, as relações que nele se estabelecem, bem como suas funcionalidades”.

Afinal, educação ambiental não constitui ciência, apenas uma técnica ainda rudimentar. Além disso, seu título é um pleonasmo (toda a educação é ambiental), tal como Saneamento Ambiental. Por acaso existe um sistema de tratamento de esgotos que não seja oportuno para a qualidade do ambiente?!

As ciências do ambiente[3] que se destacam são ecologia, meteorologia, hidrologia, geologia, pedologia e a biologia. É através da aplicação delas que se pode trabalhar impune no ambiente.

Porém, enfatiza-se que a explicação das atividades antropogênicas precisa ser efetuada através dos processos da ecologia. Há décadas que notórios ecólogos mundiais demonstram que o ser humano é parte dos ecossistemas, embora neles cause rupturas ambientais que os degradam.

3. Como são conceituados meio ambiente e ambiente

Os conceitos abaixo, bem como suas análises de conteúdo, demonstram que há um severo choque frontal entre a desinformação de legisladores e juristas versus a visão de consultores especializados, cientistas e acadêmicos.

3.1. Conceito brasileiro de meio ambiente

Segundo a Lei no 6.938[4], em vigor até hoje, meio ambiente é “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

O conteúdo deste texto, tido como oficial, cria severas dúvidas ao leitor medianamente atento. Destacam-se algumas:

  • Qual o significado de “condições, leis, influências e interações” no contexto do ambiente?
  • Quais são as entidades do ambiente que promovem “influências e interações”?
  • Como “condições e leis” podem “permitir, abrigar e reger a vida em todas as suas formas”, senão apenas no papel?
  • As ditas “influências” significam o quê, provém de onde, de que fatos?
  • As “interações” seriam similares às relações ambientais ou ecológicas?
  • Ainda assim, seriam somente as “interações” de ordem física, química e biológica?
  • Delas resultariam o quê, currais ou ecossistemas limpos?!

Trata-se do conceito “sopa de pedra”. Nele cabe de tudo. Mas, afora colocar a pedra no meio do prato, nada esclarece. É um mero jogo de palavras que não conseguem se conectar. Por isso mesmo, com significado difuso, ambíguo, genérico, confuso. Em suma, é uma piada oficial sem qualquer significação.

3.2. Conceito profissional de ambiente

Segundo especialistas em gestão do ambiente e ecologia, ambiente é qualquer porção da biosfera que resulta de relações físicas, químicas, biológicas, sociais, econômicas e culturais, catalisadas pela energia solar, mantidas pelos fatores ambientais que a constituem. Essas porções detêm distintos ecossistemas, que podem ser aéreos, aquáticos e terrestres, e são analisáveis através do desempenho de seus fatores físicos [ar, água e solo], bióticos [flora e fauna] e antropogênicos [homem e suas atividades].

A visão estável do ambiente

Engenharia inteligente, ambiente estabilizado

Segue a análise de conteúdo deste conceito:

  • Biosfera é a camada da Terra integrada à litosfera – que lhe serve de substrato –, onde ocorrem todos os seres vivos do planeta. A atmosfera e a hidrosfera são partes essenciais à biosfera e dela não são desvinculáveis. A ser assim, biosfera, litosfera, hidrosfera e atmosfera conformam o ambiente integrado do planeta.
  • Fatores ambientais ou fatores ambientais básicos são os componentes dos sistemas ecológicos da Terra. Estão presentes em qualquer porção que se delimite em sua biosfera. Estes fatores são associados aos espaços ambientais que lhes são afetos, pela ordem: espaço físico [o ar, a água e o solo]; espaço biótico [a flora e a fauna]; e espaço antropogênico [o homem e suas atividades].
  • As relações mantidas entre fatores ambientais são realizadas através de trocas de matéria e energia, que são dinâmicas, interativas e espontâneas. Isto garante a estabilidade e a evolução dos sistemas ecológicos que conformam. Denominam-se relações ambientais.
  • Importante destacar o que deveria ser evidente: as relações ambientais, que ocorrem há milênios, são energizadas pela luz solar, e possuem naturezas física, química, biológica, social, econômica e cultural.

Por existirem o ar, a água, o solo, a flora e a fauna no mesmo cadinho da evolução da vida, a raça humana, embora considerada sábia, é, se tanto, a 6ª parte do ambiente da Terra. Mas nem todos têm sã consciência desse fato.

Em tempo, sugere-se não esquecer: “o ambiente é ilegal“, pois não funciona conforme determinam as leis e os responsáveis por sua produção. De fato, estes não possuem o devido domínio das ciências do ambiente. Além disso, que soe como uma ameaça: a lei da gravidade nunca será abolida por qualquer decreto-lei.

4. Considerações do autor

Atuo há 31 anos em Planejamento e Gestão do Ambiente. Exatamente, desde janeiro/1986. Confesso que, naquela ocasião, chamava de “meio ambiente” o objeto dos planos que elaborava. Contudo, pela carência de literatura em português, pude recorrer a livros e artigos em inglês para estudar o tema. Neles, sempre li apenas “environment[5], pois não existe o vocábulo “meio” a agredir a gramática e os estudantes.

Intitulei este artigo “Choque frontal com o Ambiente” por achar uma covardia, cometida pelos que possuem plateias, repisarem esse erro crasso sobre a ciência do ambiente. Refiro-me, sobretudo, a professores universitários, que mais parecem jornalistas televisivos, a estrelarem em Shows de Espalha Ignorância e enganarem covardemente àqueles que os assistem de forma passiva.

Deixo para reflexão dos leitores uma breve observação acerca do conceito de ambiente: o ser humano precisa ter muito cuidado com as artes de sua engenharia, pois “qualquer porção da biosfera” é apenas o planeta Terra inteiro. Minha única fé é no ambiente estável!

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Clique no título do e-book “PRINCÍPIOS DA FILOSOFIA DO AMBIENTE – Como o Ambiente vê o Sapiens“.

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[1] Confira em: https://www.priberam.pt/dlpo/Meio.

[2] Um trabalho intitulado “Um olhar epistemológico sobre o vocábulo ambiente: algumas contribuições para pensarmos a ecologia e a educação ambiental”, realizado por dois profissionais na UNESP, Rio Claro, SP. Chega a considerações finais um tanto insípidas, muito embora constem da tese de doutorado em Educação para a Ciência, de Job Antônio Garcia Ribeiro, hoje professor da UNESP.

[3] Nota: não se usa o termo Ciências Naturais, pois implicaria admitir que existam Ciências Artificiais.

[4] Datada de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a “Política Nacional do Meio Ambiente”.

[5] Em países mais civilizados o vocábulo equivalente a “meio ambiente” é environment (Grã-Bretanha e EUA); environnement (França); umwelt (Alemanha); ambiente (Itália).

CEA: 25 anos de evolução


Por Ricardo Kohn, Consultor em Gestão e Escritor.

Este editorial é um depoimento externo à UnespUniversidade Estadual Paulista e seu Centro de Estudos Ambientais (CEA). Constitui a visão de um especialista em gestão, nascido no Paraná, criado e residente no Rio de Janeiro, e agradecido a instituições acadêmicas e professores de São Paulo. Creio que esses fatos comprovam a imparcialidade do texto que se segue.

Em 1991, na qualidade de “palestrante alienígena”, participei do 1º Simpósio Nacional para Análise Ambiental, realizado pela Unesp, em seu campus de Rio Claro. Fora indicado pelo Professor Dr. Miguel Petrere Jr. e aceito pelos organizadores, dentre os quais se destacava uma docente pesquisadora: a Dra. Sâmia Maria Tauk-Tornisielo.

Unesp, Campus Rio Claro

Unesp, Campus Rio Claro

A palestra que proferi intitulava-se “A importância da Avaliação Ambiental”. Fiz dois papers para deixar na universidade, aos cuidados da Professora Sâmia. Narravam os equívocos comumente cometidos por essa prática e propunha um novo modelo para realiza-la com mais robustez, o qual ficou conhecido por MAGIA – Modelo de Avaliação e Gestão de Impactos Ambientais (1986-1989).

Saliento que, naquela ocasião, o CEA – Centro de Estudos Ambientais era uma instituição recém-nascida: um ano de idade. Ainda assim, os professores Sâmia Maria Tauk-Tornisielo, Nivar Gobbi e Harold Gordon Fowler, reuniram e depuraram os papers dos palestrantes para publicar o livro “Análise Ambiental: Uma Visão Multidisciplinar”. Por sinal, esta obra recebeu, em 1992, o Prêmio Jabuti, como o Melhor Livro de Ciências!

As capacidades ecológicas da auto-organização e da coevolução já estavam no DNA do CEA e das relações ambientais mantidas entre os membros de sua notável equipe. Tanto é assim que, em 1994, a Unesp de Rio Claro realizou o 1º Congresso Brasileiro de Análise Ambiental.

Desta feita, fui convidado a proferir uma conferência, que intitulei “Metodologias para a Sustentabilidade Ambiental”. Mas preciso salientar que, por fatos imprevistos, passei a noite em claro, à procura de médicos e hospitais e, pela manhã, minha conferência foi um fracasso. Bem distinta da palestra que fizera em 1991.

Todavia, em 1995, de novo foi publicado o livro do evento – “Análise Ambiental: Estratégias e Ações” – organizado por Sâmia Maria Tauk-Tornisielo et alli. Assim, também tive um capítulo publicado, com o texto da conferência.

Como o congresso teve duração de 5 cinco dias, foi nos jardins da Unesp que lancei meu primeiro livro solo: “Gestão Ambiental – Os Instrumentos Básicos para a Gestão Ambiental de Territórios e de Unidades Produtivas” (1994)[1]. Essa obra foi editada pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), com sede na cidade do Rio de Janeiro. Mas, afinal, lancei-a em Rio Claro, São Paulo!

Devo dizer que, até então, desconhecia um fato muito expressivo: a primeira Faculdade de Ecologia do Brasil fora criada na Unesp, campus Rio Claro, em 1976. Dessa forma, os primeiros ecólogos graduados no país têm hoje 39 anos de formados. Sem dúvida, um importante mérito para o ensino superior brasileiro.

Mesmo não sendo Ecólogo, entendo o que diz o axioma: “tudo o que acontece no Ambiente se dá por necessidade e acaso”. Explico. Desde criança sentia uma imensa vontade de escrever. Aos poucos, essa vontade tornou-se imperativa. Aos 22 anos ganhei um concurso nacional de contos, somente para estudantes universitários. Aos 32 anos, lancei um livro de contos, intitulado “O Lapidador”. Sentia a necessidade de ser escritor. Mas foi por obra do acaso que encontrei Petrere, Sâmia e a Unesp na cidade de Rio Claro. Tornei-me escritor de livros técnicos e acadêmicos dedicados ao setor ambiental.

Mais tarde, em dezembro de 2003, lancei o segundo livro solo, intitulado SLAN – Sistema de Licenciamento Ambiental Nacional: é possível. Foi prefaciado pelo Professor Emérito de Ecologia na USP, Dr. Paulo Nogueira-Neto. Simplesmente, ele foi o fundador do Setor Ambiental Brasileiro, o qual geriu durante cerca de 12 anos, dirigindo a Sema – Secretária Especial do ‘Meio Ambiente’. Foi esse o órgão público, criado em 1973, que organizou o Conama. Depois a Sema foi transformada no Ibama e, mais tarde, de forma indireta, deu à luz ao próprio Ministério doMeio Ambiente’.

Parabéns, Paulo Nogueira-Neto! O senhor é um guerreiro, pois criou o mercado da consultoria ambiental no Brasil, abriu vagas de trabalho para milhares ou até milhões de brasileiros, ansiosos para atuar em prol da estabilidade do ambiente nacional. Porém, sobretudo, criou espaço para o surgimento de novas faculdades e cursos superiores em todos os estados do país!

É nesse contexto que me sinto honrado pelo convite da Dra. Sâmia Tauk-Tornisielo para redigir este editorial, a ser publicado em breve na Revista Holos Environment. A qualidade e aplicabilidade prática de seus inúmeros artigos científicos, sempre elaborados por notórios especialistas nas Ciências do Ambiente, dá sustentação à ideia que a gestão adequada do ambiente é cada vez mais um fato inadiável para a Humanidade.

Por fim, como não poderia deixar de ser, comunico o lançamento de meu terceiro livro: “Ambiente e Sustentabilidade – Metodologias para Gestão”. Esta obra tem previsão para estar pronta em 30 de junho de 2015, impressa e em formato digital. Tenho certeza que poderei fazer palestras sobre os inúmeros temas da Gestão do Ambiente. Aguardo receber convite da Unesp e retornar ao seu campus de Rio Claro.

……….

[1] Tenho orgulho deste trabalho; afinal, dentre outras coisas mais relevantes, creio que fui um dos pioneiros no uso do termo “Gestão Ambiental”, ao invés do anglicismo “Gerenciamento Ambiental”.

+ de 200.000 visitas!


PorEquipe do Sobre o Ambiente”.

Foi em dezembro de 2011 que se decidiu criar um blog para cobrir os temas Ambiente, Política e Literatura. Já se possuía algum material escrito, o que facilitou um pouco. No entanto, era necessário descobrir qual seria o provedor mais adequado para receber o website e tentar organizá-lo da melhor forma, de modo a “criar leitores”. Afinal, tinha-se nenhum…

Assim, gastou-se cerca de 4 meses somente para descobrir como “formatar um blog”. Afinal, éramos principiantes. Além disso, trocar ideias de possíveis soluções para o blog era muito complicado, pois Zik morava no interior de Santa Catarina, Brasil; Simão, na Praia das Maçãs, Portugal; Claudia e Ricardo, no Rio de Janeiro.

Por fim, para piorar o cenário, os centenários – Zik e Simão – ainda não tinham a menor noção de como era possível “fazer um interfone” pela internet. Mas seguiu-se em frente e eles aprenderam na marra, sem dor.

Assim, aos trancos e barrancos, no fim da noite de 28 de abril de 2012, foram publicados os primeiros artigos no blog, intitulado “Sobre o Ambiente”.

Ícone do Blog, em foto cedida por Claudio Lopes

Ícone do Blog, em foto cedida por Cláudio Lopes

De acordo com as estatísticas oferecidas pela própria empresa provedora, nos 2 anos e 9 meses de existência do Sobre o Ambiente, aconteceu essa visitação:

Sobre o Ambiente – Estatísticas [1]

Ano

Publicações Visitantes Visitas a publicações

2012 (8 meses)

438

3.523

49.008

2013

200

41.594

66.474

2014

150

48.236

79.316

2015 (janeiro)

10

3.006

6.535

Total 798 96.359

201.333

Análise de resultados do Sobre o Ambiente

O desempenho ou resultados de um website é aferido pelo número de visitantes e das visitas que fazem nas publicações disponíveis, em um intervalo de tempo. É evidente que a qualidade das publicações é essencial ao website, ou seja, textos e imagens que estimulam a visitação.

Observa-se na tabela acima que a quantidade de publicações decresceu, de 2012 para 2014. Contudo, o número de visitantes teve um bom crescimento, da mesma forma que as visitas às publicações. Isso se deveu à maior seleção dos textos publicados. O ano de 2015 ainda é uma incógnita, sobretudo, diante da incógnita social e econômica dos próximos 11 meses.

Outra variável a considerar é a quantidade de Seguidores Fixos do website. Ou seja, aqueles visitantes que assinaram o blog para receberem e-mail a cada nova publicação postada. Sobre o Ambiente possui hoje 1.618 seguidores, provindos de 109 países [2]. Espera-se, com a intensificação do trabalho redacional, ampliar esse grupo de seguidores.

Neste último fim de semana, como já se havia previsto, Sobre o Ambiente ultrapassou as 200 mil visitas: 201.333 visitas. Não seria um número expressivo para o tempo de existência do blog, não fosse o fato que seus redatores são desconhecidos do grande público da internet. De outro modo, não são jornalistas ou notórios escritores. Apenas estudiosos de temas relevantes.

Para finalizar este relatório de trabalho voluntário, em respeito sincero àqueles que nos acompanham, a equipe deseja agradecer aos que têm lido e comentado nossos textos. Forte abraço a todos, mas destacam-se aqueles que assinarem gratuitamente o Sobre o Ambiente. Sem esses, a tendência evidente será congelar o website.

……….

[1] A quantidade de visitantes e de visitas a publicações do blog são dinâmicas e referem-se ao horário em que este texto foi postado no blog.

[2] Seus leitores mais assíduos são do Brasil, EUA, Portugal, França e Alemanha.

Tirando o conhecimento da gaveta


Distribuir conhecimento contribui com a educação profissional.

O principal foco deste site é manter a qualidade do ambiente e beneficiar a qualidade de vida de toda a sua biota, da qual fazem parte a Flora, a Fauna, o Ser Humano e outros organismos.

Um dos fatores de máxima importância nesse foco refere-se às licenças ambientais de novos projetos produtivos, em todos os setores da economia. As determinações legais de estudos ambientais específicos para as licenças estão corretas, sem a menor dúvida. No entanto, sua forma de aplicação é desgastante e dispendiosa. Por ser muitos mal gerida, afugenta importantes investidores privados.

Outro aspecto é a chamada “compra de licenças ambientais”. Dado que a União, Estados e Municípios podem ter seu próprio órgão público licenciador, são antigos e notórios os casos de corrupção nas relações entre investidor x funcionários públicos. Alguns criam dificuldades para “vender facilidades”.

Por fim, é comum a ocorrência de “guerras políticas” entre instâncias do poder. Um município diz que cabe a ele a concessão das licenças, mas o Estado a que pertence afirma que ele, o município, não possui competência delegada para tanto.

Acredita-se que enquanto o sistema de licenças ambientais não for considerado “uma genialidade da inteligência brasileira“, isto é, ser informatizado para operar na internet e ter as mesmas características e processos na União, Estados e Municípios, esses “vícios da burocracia” permanecerão a existir e quem pagará a conta dos desperdícios públicos será, como sempre, o bendito cidadão comum.

O lançamento do SLAN

Na noite de 17 de dezembro de 2003, foi lançado o livro “SLAN – Sistema de Licenciamento Ambiental Nacional: é possível” [1], com vistas a oferecer uma proposta objetiva para integrar e unificar os processos públicos do licenciamento ambiental no Brasil. Para tanto, foi realizado um evento na sede da Fundação Getulio Vargas, cidade do Rio de Janeiro.

Capa do SLAN

Coube ao Professor Dr. Paulo Nogueira-Neto [2], reconhecido e notório fundador do setor ambiental público no Brasil, redigir a abertura do livro, onde fez diversas considerações acerca de seu teor. Sobretudo, duas delas se destacam:

-– Foi com muita admiração e interesse que li o livro de Ricardo Kohn de Macedo, sobre ‘SLAN – Sistema de Licenciamento Ambiental Nacional: é possível’. Trata-se de um trabalho notável, verdadeiramente raro no seu gênero”.

-– Em resumo, a meu ver, este livro será uma importante fonte de sugestões e de inspiração, sobretudo para os Estados. O autor aliás prevê um ‘Estado-piloto’, no qual as propostas seriam primeiro implantadas. Além disso, haverá uma Rede Nacional para a Gestão Ambiental – RNGA, onde as informações ambientais estariam disponíveis via internet”.

Este esforço de integração e transparência pública permanece a ser necessário no país. Por esse motivo, decidiu-se ofertar aos interessados no tema os últimos exemplares do livro (cerca de 350), em condições especiais.

Estrutura do SLAN

De forma concisa, o conteúdo do Sistema de Licenciamento Ambiental Nacional, encontra-se assim detalhado no livro:

  • A definição do problema a enfrentar;
  • Os atores envolvidos com o problema;
  • Discussão de nove questões básicas decorrentes do sistema vigente;
  • Enunciado da solução do problema enfrentado;
  • Conteúdo detalhado da Etapas do SLAN: Licença Ambiental Preliminar; Licença Ambiental de Obras: Licença de Gestão Ambiental; Licença Ambiental de Operação; e Renovação da Licença Ambiental de Operação;
  • Relatórios Anuais de Gestão Ambiental;
  • Implantação e operacionalização do SLAN;
  • Discussão das mesmas noves questões decorrentes do SLAN.

Há dez anos, quando este livro foi lançado, seu autor tinha interesse em pelo menos pagar os custos da edição, o que conseguiu com uma pequena margem. Todavia, com a certeza de que a sociedade brasileira atual possui capacidade para trabalhar em conjunto, a partilhar experiências e conhecimentos adquiridos em décadas, oferece este trabalho (um pouco revolucionário para países emergentes) a preço de custo. Afinal, o setor ambiental brasileiro já possui mais de dois milhões de acadêmicos e profissionais atuantes nas Ciências do Ambiente.

Como adquirir o SLAN

O livro somente teve uma edição, a qual se encontra esgotada nas livrarias técnicas que o comercializaram. Os exemplares restantes encontram-se de posse do autor, mas podem ser adquiridos.

  • Cada exemplar do SLAN é adquirível por seu valor de custo: R$ 15,00 (quinze reais), acrescido das despesas da remessa pelos Correios.
  • O peso estimado do livro é de até 300 gramas, com medidas de 23 cm x 16 cm x 1,5 cm.
  • O Serviço de Correio para entrega do livro poderá ser por meio de Encomenda Comum (PAC) ou qualquer tipo de SEDEX, à escolha do adquirente.
  • Para calcular o valor da remessa acesse Correios e use como CEP de Origem “22050-012”.
  • O adquirente pode solicitar quantos livros desejar.
  • Através desse mesmo e-mail serão trocadas todas as informações necessárias à aquisição do Livro.

Para finalizar

Espera-se que, pela própria abordagem crítica adotada pelo autor do SLAN, tanto leigos, quanto especialistas, atuem socialmente para melhorar a si próprios e possam elucidar a terceiros acerca de técnicas, modelos e metodologias ambientais, que já são o fundamento do desenvolvimento estável de qualquer nação civilizada.

Outrossim, permanecer a repetir manchetes jornalísticas, muitas vezes duvidosas, equivale a anular a própria capacidade de reflexão crítica.


[1] MACEDO, R. K. “SLAN – Sistema de Licenciamento Ambiental Nacional: é possível”, editado por Kohän-Saagoyen. Rio de Janeiro, RJ. 207 p. 2003.

[2] Para obter informações sobre a história acadêmica e profissional do Professor Dr. Paulo Nogueira-Neto acesse “As florestas e os três profissionais de biodiversidade”.