O populismo é selvagem


PorEquipe do Sobre o Ambiente’.

Todo líder populista é mentiroso e sórdido. De cima dos palanques, ajoelha-se e jura à nação que, caso eleito, satisfará a todos os direitos do cidadão. Às vezes, até consegue demonstrar à plateia amestrada várias falácias. Diz ele, a gritar com gestos largos: “educação, saúde e segurança são os direitos básicos domeu povo”; no meu governo, essas coisas vão ser as melhores em toda a história deste país!

Calhorda! Estas são necessidades primárias e essenciais de qualquer cidadão, em todas as nações civilizadas do ocidente. Tratam-se, portanto, de dever do Estado Democrata atende-las com máxima universalidade. Caso contrário, não havendo justas explicações públicas, os dirigentes precisam ser alijados do poder de forma sumária, posto que, ou são incompetentes ou líderes da baderna instalada no governo.

O único direito adquirido pelo povo carente: ser pedinte.

O único direito adquirido pelo povo carente: ser pedinte.

Direitos inalienáveis do cidadão são a própria vida, a liberdade e a propriedade que consegue construir, através de seu trabalho. Estes são os três pilares básicos a que o Estado Democrata precisa garantir de forma objetiva, sem apologia populista.

Populismo latino-americano

Na história recente das repúblicas latino-americanas, o populismo floresceu no Brasil, durante a década de 1930. Teve como pai o advogado Getúlio Dornelles Vargas, durante a primeira fase dos seus primeiros 15 anos de governo[1], de 1934 a 1937. Vale frisar que, sob acusações de corrupção, provindas da imprensa e de parte da sociedade, suicidou-se em 1954, segundo conta a história divulgada pela claque dominante.

Por outro lado, houve um espelho político de Getúlio na Argentina, com imagens nítidas nos 11 anos dos governos de Juan Domingo Perón e de seus lastimáveis imitadores. Pela ordem: Isabelita Perón, Carlos Menem, Néstor Kirchner e, por fim, a inconsequente Cristina Kirchner, que até hoje arrasa o país que diz governar.

Têm-se a sensação de que líderes populistas, que nunca aderem a qualquer ideologia (para eles tanto faz), são primos-irmãos de ditadores. Seus sonhos na vida pública consistem na janela que abrem para fazer “doações de agrados ao povo”. Querem ser reeleitos pela eternidade e adquirir o controle total de todos os poderes do Estado.

De certa forma, Fidel Castro, em Cuba, é um caso clássico de tirano ditador, com fortes veias populistas: exímio mentiroso, assassino contumaz e sórdido corrupto.

No passado, Fidel foi entrevistado por um dito frei brasileiro, justo para mostrar ao continente americano a “paixão que o povo cubano” possuía pelo líder da ditadura comunista, instalada na ilha desde 1959.

Inclusive, há um filme que foi gravado para eternizar essa entrevista, onde o dito frei, decerto louvado por seu deus, esqueceu-se de mostrar fuzilamentos e torturas cometidas pelas forças castristas contra parte de seu povo. Mas, sem dúvida, houve genocídio em Cuba. Se muitas centenas de cidadãos cubanos foram executados, milhares deles fugiram aterrorizados da ilha, em canoas improvisadas, rumo aos EUA.

Ao fim, graças ao “sucesso de Fidel Castro e seus ilibados terroristas vermelhos”, na cabeça de certos políticos da América Central acenderam-se centelhas do poder. Todos queriam ser “revolucionários como Fidel“: donos da força, líderes do partido único; e, obviamente, trocar a distribuição de alguma “bolsa-esmola para miserável” pelo próprio direito a levar vida de nababo, com a produção de filmes biográficos e estátuas. Várias nações centro-americanas sofreram com esse delírio. Destacam-se a Nicarágua, o Panamá e a Guatemala.

O criminoso fenômeno castrista também se irradiou pela América do Sul. Teve a liderança de populistas chilenos, venezuelanos, equatorianos, bolivianos e brasileiros, dentre outros. Em especial, na Venezuela, Equador, Bolívia e Brasil o “terrorismo revolucionário” sobrevive. Ora sob a forma da agressão ditatorial ao povo (Hugo Chávez e Maduro), ora através da ação de descarada de governantes analfabetos (os líderes desses países, à exceção do Equador, que tem no comando um alucinado temerário, sem norte).

Populismo brasileiro

Há cientistas políticos que teorizam o populismo como “o conjunto de práticas ordinárias, no mais das vezes expressas pelo discurso apátrida, que deseja estabelecer relações diretas entre o líder e a massa popular“. Visa assim a obter apoio às suas iniciativas políticas, sem ser intermediado por instituições públicas, partidos ou sindicatos.

Na prática brasileira, essa teoria é assim objetivada: “líder populista é o vigarista carismático que consegue imprimir suas mentiras na mente dos que julga serem seu povo”.

No Brasil eles foram e são muitos[2]. Não querem a democracia representativa, a menos que seja apenas a de seu único partido político. A ideia que tiveram e têm em comum é implantar a falaciosa “democracia participativa”, pois, além de liderarem “organizações de impostores sociais”, sempre se acreditam capazes de manipular importantes lideranças da sociedade. Não se tem dúvida, na verdade, trata-se de implantar a “democracia de quadrilhas companheiras”.

O alvo tático dos populistas brasileiros pode ser assim formulado: ou se tornam os ditadores da nação ou serão seus interventores. Em ambos os casos, enquanto receberem apupos do povo, promovem o desmanche das instituições públicas e da economia nacional.

Muito embora seja uma tática de alto risco, até mesmo nos “eternos países do futuro” – Brasil e seus pares interventores sul-americanos –, os líderes populistas mais arrogantes lutam para implanta-la a todo custo. E o que os motiva é factual: corromper ad infinitum as instituições públicas e derramar o erário público nas próprias contas bancárias.

Este é o cenário de torpeza e imundície política a que o Brasil está submetido. Chegou-se a um nível tão baixo, que cidadãos comuns sentem asco e náuseas. De toda forma – se possível dentro da lei – precisa ser logo erradicado da nação, pois se encontra em estágio avançado, rumo a rupturas federativas. Que se saiba, nenhum brasileiro quer rachar a nação em “dois Brasis”. Sobretudo, se um deles reúna os atributos para ser completamente vil e corruto!

Impactos do populismo

Sabe-se que a corrupção é considerada comum no Brasil, desde a Proclamação da República (15 de novembro de 1889). Porém, o fato de ser comum não significa que seja natural e aceitável, ao contrário. Precisa ser eliminada, senão totalmente, pelo menos no setor público, que lidera os maiores investimentos dos brasileiros.

No entanto, após mais de um século de Brasil República – 126 anos –, verifica-se que esse torpe fenômeno social tem evoluído, com mais destaque nos governos de “populistas”. Violam direitos primários dos cidadãos e não atendem suas necessidades básicas, tal como juraram pelos palanques do Brasil afora, para serem eleitos e reeleitos.

Porém, foram além, organizaram uma espécie de Ministério da Corrupção, um instituto partidário no lugar do Estado. A nação teve até bem pouco um sistema corruptivo sistemático e permanente, que operou a pleno vapor por cerca de uma década.

Em trova, hoje o povo não possui acesso a uma estrutura de saúde pública decente, por que ela sequer existe. Dezenas de milhares de pessoas são assassinadas anualmente no país, sobretudo, pela ausência da segurança pública. Porém, mais grave que tudo, é a falta de qualidade na educação pública oferecida em escolas e universidades.

A ser assim, o povo doente, deseducado e sob risco de morte, simplesmente não sabe como votar. Sem adquirir competência para trabalhar, torna-se um escravo anômico das bateladas de bolsa-esmola distribuídas pelo governo.

E é disso que mais se aproveitam os governantes populistas! Enquanto uma parcela expressiva da população brasileira luta para sobreviver com as esmolas recebidas, sem qualquer ideia de como será sua própria vida amanhã, líderes populistas dão-se os direitos de enriquecerem com a corrupção que coordenam, levarem a boa vida de vagabundos ricos, possuírem segurança treinada, terem liberdade para propalar asneiras e acumularem volumosas riquezas com a propina desviada dos cofres públicos.

Diante deste quadro, recomenda-se que sigam à risca as ordens dos protestos civis de milhões de brasileiros: Fora PT! Fora Dilma! Fora Lula!

Isso mesmo, extingam-se com rapidez para não serem extintos pela razão das ruas. Decerto, será menos doloroso para todos.

……….

[1] O primeiro período do governo Getúlio Vargas foi de 15 anos, de 1930 até 1945. Dividiu-se em 3 etapas: (i) de 1930 a 1934, como chefe do “Governo Provisório“; (ii) de 1934 a 1937, como presidente da república do “Governo Constitucional”, tendo sido eleito presidente da república por uma Assembleia Nacional Constituinte; e, por fim, (iii) de 1937 a 1945, como ditador brasileiro, no que ficou chamado de “Estado Novo”, implantado após um golpe de Estado. No segundo período, em que pela primeira vez foi eleito pelo voto direto, Getúlio governou o Brasil por 3 anos e meio: de janeiro de 1951 a agosto de 1954, quando se suicidou (?). Foi “vítima de calúnias da oposição”, segundo as facções armadas que o protegiam.

[2] Após o caudilho Getúlio Vargas, os populistas mais expressivos foram Jânio Quadros e Leonel Brizola, todos já falecidos; porém, têm-se ainda os “vivos” José Sarney, Fernando Collor, Luís Inácio da Silva e Dilma Rousseff, no gozo de relativa saúde física. Mental, bem…, têm-se dúvidas.

Aguarde nossa resposta...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s