Os vagabundos invadem o Rio


Por Ricardo Kohn e Cláudia Reis, a quatro mãos.

Ontem, 1º de março de 2015, tivemos um bom domingo, até com temperatura amena. Coincidiu com mais um aniversário da cidade do Rio de Janeiro, que completou 450 anos. Parabéns à cidade que, por pura incompetência pública, vem sendo destruída [prostituída] por suas sucessivas prefeituras desde 1969, há 46 anos.

Porém, vamos direto ao assunto. Não sabemos por que a soberana veio ao Rio para as “festas da cidade“. Mas acreditamos que chegou cercada por carros blindados e escolta de policiais em motocicletas pesadas, com a sirene aberta. Tal como foi hábito de seu criador, o apedeuta.

Porém, em frente ao prédio onde moramos, foi estacionado um ônibus, com vidros negros e opacos. Era parte do pelotão municipal encarregado de dar segurança à matrona oficial. Seu motorista, com o veículo em ponto morto, pisava no acelerador sem parar, a roncar o motor, cada vez mais alto. Os ruídos infernais invadiram todos os prédios próximos.

Quartel da força de segurança, com "clima de montanha"

Quartel da força de segurança, com “clima de montanha”

Vários moradores dos prédios severamente impactados pelo barulho começaram a gritar para que o motorista deligasse o ônibus. Mas nada aconteceu. Durante cerca de 15 minutos os apartamentos foram invadidos por roncos alienígenas. O ônibus parecia uma nave intrusa estacionada, múmia marciana a bufar agressiva como delinquente ameaçadora.

Cláudia, que é uma pessoa calma e equilibrada, diante dessa agressão, ficou possessa com o ruído incessante na rua tranquila. Foi assim que decidiu enviar uma mensagem para a rede social de que participa o “esperto prefeito“. Todo esse desconforto, sentido por diversas famílias, era em troca da “segurança à soberana de republiqueta”, em visita ao Palácio da Cidade. Afinal, o quê a atemoriza tanto? Tem pavor de quem? Por quais motivos?

Para este artigo, redigi destaques em azul, acerca de como penso que deva ser tratado o desacreditado “esperto prefeito” e sua “proba soberana“. Dessa forma, segue a mensagem enviada por Cláudia:

Prefeito Eduardo Paes

“Nada contra as comemorações natalícias da cidade, na qual infelizmente nasci. Digo infelizmente, pois não aguento mais tanta anarquia e baderna na rua em que vivo, em função das festas que você realiza no Palácio da Cidade. Mais parece a boate em que se tornou a sua prefeitura! [Penso eu: uma provável casa de massagens negociais].

“Hoje, em especial, a prefeitura resolveu tomar a Rua da Matriz e, neste exato momento, há um ônibus lotado de guardas municipais. Sou obrigada a sentir o cheiro de óleo queimado e um barulho infernal. Na porta do meu prédio, de frente para as janelas do apartamento, o veículo está com motor ligado todo o tempo. Faz um ronco enorme para que esses “trabalhadores” descansem em ambiente fresco pelo ar condicionado. [Penso eu: Prefeito, uma pergunta rápida, até a sua guarda também gosta de frescura?].

“Já pedi com educação para desligarem o ônibus, mas não adiantou. Mandaram-me falar com o prefeito. Isso é total absurdo. Eu, na minha casa, pagando impostos, é que tenho que ficar com as janelas fechadas? [Penso eu: por que, caríssimo prefeito, você próprio não dirige esse ônibus de esterco para a frente do Batalhão de Polícia, que fica na porta de seu Palácio? Devo dizer-lhe, faz tempo que você esgotou a paciência da cidade!].

“Peço que você tome as devidas providências, imediatamente. O Rio em que nasci morreu há tempos, por força de tantos desmandos e pela total falta de respeito a seus cidadãos.

“Vivo em uma rua residencial, que já sofre bastante durante a semana com o movimento da Escola Britânica, para a qual nunca deveria ter sido autorizado o acesso por essa via. Hoje é domingo, prefeito [estúpido]. Idosos e crianças moram aqui. Cadê seu respeito à lei e seu mínimo instinto de civilidade?!

“A sua “Presidenta” não deveria causar transtornos aos moradores de Botafogo. [Penso eu: para ter uma garantia mais efetiva de sua já ameaçada segurança pessoal, após cumprir 4 anoscomo poste de seus apaniguados‘, a soberana somente deveria chegar ao Palácio de helicóptero, camuflado e blindado!].

“Vou continuar insistindo com você, prefeito [excelência de merda, penso eu]. Tire esse ônibus da frente de meu prédio ou mande trabalhar quem está no ar condicionado. Não existe outro espaço para esse povo ficar? Lugar de polícia municipal é na rua, a patrulhar, e não a se refrigerar dentro de ônibus. Ainda por cima, você está poluindo o ar que respiramos!

“Aliás, prefeito, por que sua guarda não “bicicleteia” pela cidade. Essa não é a sua campanha favorita? [Penso eu: pintar as mais equivocadas e estúpidas ciclovias do Brasil, sem respeito ao trânsito e aos idosos]. Vamos poluir menos, sem distúrbios sonoros e contaminação do ar! [Penso eu: afinal, somos ou não a tão proclamadacidade verde”?].

“Programar essa farsa [hipócrita e hedionda, penso eu], no dia do aniversário da cidade é uma lástima! Vê-se que o Rio encontra-se à mercê de políticos incompetentes e não da cultura de seus habitantes – como sempre foi em seus tempos áureos. Isso é muito triste; é apavorante ver nossa cidade invadida por ignorantes.”

Resultado

Após cerca de 20 minutos de tortura cidadã“, proporcionada pela emissão de gases e ruídos do ônibus, o motorista foi autorizado a desligar a máquina da segurança. Enquanto isso, por óbvio, o “poste soberano” era vaiado pelo povo na entrada do Palácio da Cidade: “Fora Dilma! Fora PT!”. Até quando este estado de coisas vai durar?…

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