Nós, o Povo


Por Ricardo Kohn, Escritor.

Seguir “do Caos à Ordem” é a visão oposta à de uma organização secreta secular, fundada na Europa pré-renascentista. Seus crentes beócios eram atemorizados por “sábios ancestrais” para crer, piamente, que o Universo caminhava “da Ordem ao Caos”. Em outras palavras, sempre rumo ao holocausto.

Para imprimir esta “filosofia” no cérebro baldio de seus seguidores, a entidade secreta realizava frequentes sessões retóricas, onde discorria sobre o alto risco de retorno à “idade das trevas” e a volta da “peste negra”. Seus castelos e templos ficavam lotados de beócios que, embora divididos em estratos sociais, carregavam a esperança de, algum dia, ouvirem os “segredos da salvação”. Mas isso nunca aconteceu.

A peste negra

Entretanto, os crentes apresentavam um traço psicológico comum: ansiavam tanto para serem aterrorizados que, ou pagavam quantias exorbitantes para receber as palavras dos “sábios oradores”, ou tornavam-se submissos àquela entidade secreta.

De fato, tornavam-se nobres escravos, pois doavam seus bens, as próprias economias e, sob as ordens de “áulicos sedentos”, erigiam grandes construções desnecessárias, sem receber em troca qualquer pagamento.

Poucos analistas de antanho deixaram à posteridade escritos sobre esse satânico fenômeno social. Por sinal, foram quase unânimes em concluir que se tratava do domínio opressivo da Igreja, um mero efeito da religiosidade italiana.

Embora não se tenha meios e documentos formais para duvidar de quem viveu àquela época, é importante ver seu cenário por outro prisma. Por exemplo, dizer que a causa do domínio do povo era um “efeito da religiosidade italiana” parece ser uma grave heresia.

Dominar um povo, sobretudo, analfabeto e ignorante, através de “práticas satânicas” do medo, era causado, sim, pela ganância e poder de soberanos. É célebre a frase atribuída a Luís XIV, o Rei Sol da França, “L’État c’est moi“. Após o período da Inquisição, a Igreja, para se manter rica e não vulnerável, ficou encarregada apenas do asqueroso “Teatro de Ameaça e Medo”. Era o “politicamente correto” da época.

Na era contemporânea, há evidências que o vírus das práticas satânicas e do L’État c’est moi evoluiu bastante e tornou-se uma ameaça pandêmica. Afinal, não parece haver dúvida que o Brasil está a viver na “idade da treva política” e bem enfraquecido, a sofrer “derrames cerebrais” por força da “peste negra da corrupção” que tem elegido.

Precisa-se fundar com urgência uma “fraternidade aberta”, a que se propõe chamar “Nós, o Povo”, mas sem qualquer participação de crentes e igrejas. Sua meta é um desafio: enfrentar a treva, a peste, além de extirpar o Caos implantado na nação brasileira, ainda em 2015.

Somente assim haverá chances de elevar o Brasil a um estágio de Ordem palpável, que seja visível a todos os cidadãos brasileiros. Portanto, o grito desta fraternidade, será uníssono e revolucionário: “Do Caos à Ordem!”.

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