Concessões públicas ‘definitivas’


Empresa privada e economia de livre mercado são termos inadmissíveis para o “altruísmo” de líderes socialistas e comunistas. São expressões insuportáveis para ideólogos cubanos, norte-coreanos, venezuelanos e russos, que impõem a seus povos, se necessário pela força das armas, o que ainda chamam “ditadura do proletariado”!

Em nenhuma hipótese, admitem que grupos de pessoas tenham liberdade para se organizar, produzir e comercializar os produtos de seu trabalho. Segundo eles, essa prática precisa ser erradicada da face da Terra. Somente o Estado possui esse direito, inalienável e intransferível. Por óbvio, sob seu poder centralizado, todo o povo deve sentir-se feliz por ser operário do Estado.

A sociedade organizada a trabalhar com liberdade

A sociedade organizada a trabalhar com liberdade

Contudo, mesmo submisso a essa filosofia de escravização, há exceções. É o caso da Rússia, onde existem os imperadores do petróleo, único produto que exporta, além dos armamentos bélicos produzidos pelo Estado.

Observa-se que as poucas nações comunistas, que conseguiram sobreviver à consolidação mundial da economia de livre mercado, encontram-se em processo de decadência ou até mesmo de autodestruição – Venezuela, Coreia do Norte e Cuba.

Mesmo assim, há líderes do 3º mundo que, embora “governem” democracias capitalistas, têm pretensões ditatoriais e, se houver espaço, de implantar o comunismo, ainda que travestido de “populismo interventor”. Argentina e Brasil são dois exemplos que se destacam pelo triste estágio de decadência moral, política e econômica a que já chegaram.

Ocaso brasileiro

O aumento de tributos, tarifas públicas e cortes orçamentários recém realizados, demonstram que a economia encontra-se “quebrada”, em forte recessão. Em síntese, o desgoverno federal precisa “fazer caixa” com a máxima urgência.

Porém, não se crê que as medidas econômicas adotadas sejam suficientes para esse fim, uma vez que a oferta e consumo de bens e serviços encontram-se em queda vertiginosa. A única ação inteligente é retirar das patas do governo as empresas estatais e bancos públicos.

É fácil justificar essa posição. Em 2014, o déficit primário brasileiro foi da ordem de US$ 18,5 bilhões. A compara-lo apenas com o escândalo da Petrobras, se a “superavaliação de ativos” da estatal foi da ordem de US$ 88 bilhões[1], quantos bilhões terão sido pagos de propina às quadrilhas do planalto central?

Agora, imagine quais serão os efeitos para o crédito internacional do Brasil com o escândalo que decorrerá da soma do Petrolão com eventuais propinas das obras realizadas nos setores elétrico, rodoviário, ferroviário, aeroviário, esportivo e do paquidérmico PAC.

Não é necessário sequer pensar em “malfeitos” que tenham sido cometidos através da Caixa Econômica e Banco do Brasil. Basta apenas não esquecer que sua gestão é pública e ambos pertencem ao mesmo desgoverno interventor.

Concessões públicas definitivas

Essa é a escolha que se faz com relação a empresas estatais e bancos públicos: licitar suas “concessões definitivas” para investidores privados. Na linguagem da economia do livre mercado, privatizar tudo o que não é propriedade adequada de um Estado nacional decente, muito menos do Estado-corrupção brasileiro.

Os frutos econômicos desta privatização “ampla, geral e irrestrita” trará vários benefícios ao país, mas destacam-se dois: (i) cobrir com folga o “rombo de caixa” existente; (ii) eliminar sumariamente os processos de corrupção continuada que assolam empresas e bancos “dominados” pelo governo.

Dessa forma, o Estado fica tão-somente com os encargos da governança pública, tais como: relações com a sociedade, estratégia pública, planejamento, saúde, segurança, macroeconomia, relações internacionais, defesa e, acima de tudo, educação de primeira qualidade. Caso contrário, manter as quadrilhas no poder, será como permitir que se instale uma doença maligna na “Evolução das Espécies”:

─ “Os bebês ao nascerem baterão a carteirado obstetra”.

……….

[1] Nota: para ler mais detalhes clique aqui.

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