Vamos falar sério…


Por Zik Sênior, o eremita.

No Paleolítico ninguém acreditava no Neolítico– Millôr Fernandes.

Zik Sênior

Zik Sênior

Para começar, quero deixar bem clara minha posição política, escrita na forma mais amena, dedicada somente a todos os corruptos e ladrões que vivem do dinheiro público do Estado:

─ “Coxinhaé a ordinária que os pariu! O meu direito de expressão dá-me a certeza dessa suave resposta às agressões contínuas que já sofri. “Je suis Charlie!” Isto posto, sigo ao que, de fato, interessa a todo cidadão brasileiro honesto, com visão da política, e decente.

A política praticada na atualidade brasileira, a meu ver, é uma “paleo-política”. A mesma idealizada na Idade da Pedra Lascada, há cerca de 2,7 milhões de anos. Isto por que, na era pré-histórica já existiam súcias de homens disformes que matavam seus semelhantes a bater-lhes com pedras na cabeça. O foco inicial era roubar-lhes a comida e artefatos de uso nas cavernas.

Milhões de séculos mais tarde, já na Era Moderna, esse foco foi bem ampliado e acabou por mergulhar na mais alta sordidez política. Isso causou lutas intestinas em diversas nações ocidentais, com guerras civis, guerras pela independência e outros conflitos violentos.

Vale lembrar que, nos últimos 12 anos, no Brasil enfrenta-se contínuas e brutais extorsões do erário público e algumas mortes políticas nunca explicadas: foi latrocínio, foi acidente ou simples assassinatos programados?

Acredito que foram as corjas pré-históricas que fundaram as primeiras ditaduras comunistas na face do planeta. E é fácil entender essa ilação: não trabalhavam; reuniam-se em grupos de saque; nos ataques às suas vítimas, tinham a surpresa a seu favor; e criavam o terror em seus semelhantes, que, mesmo a discordar, por fim se ajoelhavam, incondicionais.

Dessa forma, no paleolítico era fácil para qualquer grupelho exercer o Poder Ditatorial nas cavernas que anunciava ter conquistado “por pura competência”. Na verdade, foram conquistadas pela força de muito sangue inocente derramado.

Talvez isso explique a cor vermelha adotada como padrão por partidos comunistas da Idade Contemporânea. Eles se creem a “fina-flor da governança pública” e ai de quem discorde deles. Ressalto as ditaduras da Coréia do Norte e de Cuba: são dois desastres capitais. Contudo, em outros países, ainda existem membros vivos escravizados a essa ideologia. Ambicionam tornarem-se vitoriosos ditadores comunistas.

Por serem mentirosos repetitivos e contumazes, de modo paradoxal, nas campanhas eleitorais chegam a “jurar pela Santa Hóstia” que são “democratas”, mas sempre a falar asnices em nome do povo, como se o povo houvesse pedido tal auxílio, fosse mudo e idiota. Afinal, ao que estão a chamar com o apelido de “povo brasileiro”?!

Cheguei até 2015, próximo de completar 107 anos. Tenho hoje vários “amigos” em redes sociais que duvidam que eu realmente ainda exista. Para mim, todos são velhos amigos, gosto muito deles, sobretudo, da dúvida que têm acerca de minha existência. Existo sim, sou um Número Natural, inteiro, mas finito.

Enfim, cheguei ao ano de 2015 e não esperava ver meu país sendo governado por quadrilhas de cleptocratas. Sequer poderia imaginar que um dia, num jornal de televisão, assistiria a um ex-deputado federal, ao ser perguntado sobre o que achava da qualidade dos ministros que foram “selecionados pelo Planalto”, que respondesse com arrogância e vaidade:

Acho bastante normal que os “partidos da base aliada” indiquem seus melhores quadros para serem Ministros de Estado. Afinal, não precisam conhecer nada acerca dos temas que administrarão, pois serão os “grandes negociadores” de suas pastas. Assim, basta que “montem um secretariado competente”.

Sem dúvida, trata-se da visão de um ex-político desocupado que, durante a madrugada, gosta de ver o videoteipe de sua boçalidade televisionada. Vamos falar sério! Seguem as questões da prova para o Mestrado em Ciência Política:

─ O que são os “melhores quadros de partidos da base aliada”? São os abutres que, pousados sobre a carcaça do Estado, planejam os esquemas para desvios do dinheiro público em todas as instituições e empresas do Estado.

─ O que Ministros de Estado “negociadores” fazem pela a sociedade? Absolutamente nada. Apenas negociam os orçamentos públicos de suas pastas, para serem rateados entre o Planalto, a chefia e os companheiros aliados.

─ Como um ignorante pode “montar um secretariado competente”? Da mesma forma que um projetista de bombas nucleares organiza uma Olimpíada no país.

Finalizo esta crônica com a “Derivada 1ª” da frase de Millôr Fernandes:

Desde o Paleolítico todos os sequazes já odiavam o Neolítico”.

2 pensamentos sobre “Vamos falar sério…

  1. A crônica nos leva a uma profunda reflexão dos nossos dias atuais, como
    podemos influenciar as atitudes políticas de uma parte da nossa sociedade,
    sociedade esta responsável pelas mudanças políticas necessárias para uma
    administração pública mais responsável.

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    • Muito grato por sua percepção de minha crônica, Gilmar.
      Na verdade, diria que melhor do que influenciar é educar parte da sociedade para que se torne responsável por mudanças políticas imprescindíveis.

      Receba meu forte abraço,

      Zik Sênior

      Curtir

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