O cartel de drogas


Zik-Sênior, o Ermitão.

Zik Sênior, o eremita

Zik Sênior

Cazzo, afinal acabou a primeira reunião anual da Organização Nacional de Quadrilhas e, graças à sorte, ainda estou aqui, vivo e inteiro. Como planejado, ‘Dra. Dementowa’ esteve no comando dos 40 quadrilheiros da ONQ, alguns deles inexperientes, novinhos em folha”.

Dois dias antes do evento, o diretor da empresa fantasma que “patrocinara” a reunião, o Taveira, chamou-me a seu escritório para uma conversa. Não sei como me descobriu. Mas, ao fim do monólogo, e a olhar bem firme em meus olhos, disse-me, em tom grave e clandestino:

─ “Carlos, você vai trabalhar numa reunião especial que organizei. Além de entrar mudo e sair calado, sua função é somente mostrar essas placas para que a Dra. Dementowa cumpra com sua retórica usual. Faça assim, olhe aqui, veja bem, sobre este tripé ponha cada placa, nesta exata sequência. Por esse dia de trabalho vou te pagar ‘8 mil dólares cash’, sem nota. Entendeu?”

Temi um pouco em dar uma resposta imediata, mas como não queria perder a chance de ganhar ‘aqueles dólares’, em 4 horas de trabalho, arrisquei:

─ “Sim, seu Taveira, entendi bem. Sou engenheiro e, embora desempregado, já fiz uns bicos na televisão do governo. Lá eles chamam essas placas de tele-prompts”.

Preparação

Foi assim que aceitei o dito trabalho, com eventuais riscos que então desconhecia. Mas, pelo fato de receber tanto dinheiro para trabalhar tão pouco, precisava obter alguns detalhes: qual o motivo da reunião, que apito tocava a tal Dementowa e quem seriam seus ouvintes. Em suma, precisava saber quais os resultados esperados da dita reunião secreta – “entrar mudo e sair calado”, dissera-me Taveira.

Como tenho amigos no FBI brasileiro, recorri a um deles para  informar-me. E foi bem mais fácil do que eu pensava. “Estela Nirvana Dementowa” tinha uma longa ficha corrida nas polícias do mundo civilizado.

Não possuía qualquer título de doutora, porém, há mais de 15 anos é “testa-de-ferro” do cartel de drogas boliviano, o mais poderoso produtor de cocaína da América Latina. Por sinal, chamam-na de “Dra” para que, perante o público, aparente ser a dona do poder operacional no cartel, em terras brasileiras. Uma questão, digamos, de “marketing político“. E ela adora isso.

Na verdade, Dementowa é uma simples executora das ações do cartel dentro do território brasileiro e talvez sequer saiba quem são os estrategistas. Todavia, com suporte técnico de uma agência internacional de segurança, é monitorada 24 horas por dia. É possível, penso eu, que em breve todos acabem presos e julgados ou, de preferência, extintos da face da Terra.

Sobre os ouvintes de Dementowa – os 40 quadrilheiros – recebi poucos informes. Apenas que são indicados por delinquentes importantes na hierarquia do cartel. Ela apenas os aceita conforme chegam e pendura cada um na “organização”, como lhe é determinado.

O dia do ‘trabalho’

Cedo pela manhã, uma camionete negra, blindada, pegou-me na esquina combinada. Viajei no banco central, ladeado por dois jagunços grandes e mal encarados. O motorista seguiu em direção à zona oeste. No caminho fui avisado que, por questão de segurança, estavam a colocar um capuz sobre minha cabeça. Que fazer?, recostei na poltrona e fechei os olhos.

Sonhava com as 80 notas de US$ 100, quando a camionete estacionou e tiraram-me o capuz. Estava no estacionamento de um ambiente “das zelite de olhos azuis”. Parecia um sofisticado clube de golfe, com lagos, caixas de areia, situado no centro de uma grande mata de restinga. A considerar seu prédio principal, as piscinas, saunas e bares, fora fechado para o evento a um custo na casa de milhão de dólares.

Clube de Golfe "daselite de olhos azuis"

Porém, duas coisas chamaram minha atenção: o cheiro intenso da maresia, a indicar a proximidade do mar, e a quantidade de jagunços espalhados pelo terreno, a portar fuzis AK-47, de forma ostensiva. Feito débeis, apontavam aquelas armas de repetição para todos os lados, sem parar.

Enfim, os informes que recebera estavam corretos: tráfico de cocaína pura faz boa rima com AK-47 e jagunço delinquente. E assim foi em todos os ambientes por que passei: jagunços enfurecidos e muito bem armados.

Mas consegui mostrar naturalidade, como se estivesse habituado àquele ambiente de guerra iminente. Por fim, fui conduzido ao anfiteatro, já preparado para a reunião. Os novos quadrilheiros encontravam-se no recinto, feito maricas. Resmungavam em voz baixa, mas a saborear o sistema de ar condicionado ligado na potência máxima.

De minha parte, senti frio com a camiseta que vestia sobre a pele, mas arrumava o material para o trabalho – tripé, tele-prompts e meu inseparável minigravador digital. Foi quando escutei um leve burburinho nos corredores do prédio. Era Dementowa que chegava, protegida por sua ostensiva segurança particular, e acompanhada dos quadrilheiros da velha facção. Era um partido deles! Arrogantes, ruidosos e, sobretudo, fétidos com o intenso verão.

Após a segurança conseguir instalar o silêncio no recinto, a matrona Dementowa assumiu seu lugar no púlpito. Teve início o sermão da missa da cocaína. Para sinalizar, apontou-me um dedo em riste e, qual boneco descerebrado, com dificuldade, fez a leitura do tele-prompt. Houve uma passagem que considero patética:

Nunca permitam que a verdade apareça, porque ela se alastra rapidamente. Isso será fatal para qualquer um de vocês, entenderam?! Mintam com absoluta certeza e arrogância, mas sorriam plenos de hipocrisia. Sejam implacáveis em suas ações, surpreendam as estúpidas vítimas. Reajam com extrema violência contra qualquer indício de acusação. Se necessário, abram fogo cerrado. Criatividade, meus quadrilheiros, inventem esquemas! Pagarei bem melhor aos que morrerem pela nossa causa. Somente assim nossa poderosa quadrilha tomará o poder na América do Sul.”

PS.: Não me chamo Carlos. Ele é obra da ficção – Zik-Sênior.

Lorota


Por Ricardo Kohn, Escritor.

Mentira” talvez seja o verbete da língua portuguesa que tenha o maior número de sinônimos. Como se não bastassem, possui expressões com o mesmo significado e diversos adjetivos derivados. Esse fato gramatical decerto é motivado pela enorme população de mentirosos vivos no planeta.

Vale dizer, não seria “conversa fiada” admitir que “patranheiros” se reproduzem tal como ratos, pois sua taxa de natalidade é bem superior à dos seres humanos íntegros. Há quem explique esse quadro através de ditos estudos estatísticos, que teriam comprovado ser mais fácil encontrar “casais de peteiros” do que de probos. Esses estudos não passam de “mentirolas”; porém, a ilação final dos difusores desta “lorota”, é verdadeira. Um paradoxo.

Em suma, não existem as tais pesquisas ou estudos sobre esse assunto. Afirmar que algum dia foram feitos é uma “peta” sarnenta. No entanto, “casais de patranhas” são incontáveis e tem-se milhares deles acocorados nos poleiros políticos do país, a comer o dinheiro público e obrar sobre a cabeça do povo, indistintamente, nas classes rica, média e pobre.

Essa ação sistemática virou uma espécie de solenidade pública, que em breve completará 13 anos. Um número que é tido por alguns como traiçoeiro, capaz de atrair azares e desgraças [1]. Resta pensar a quem se vai dedicar, “com afeto”, esses agouros…

Todavia, a “lorota exponencial” foi inventada exatamente nos poleiros mais altos do galinheiro nacional. Para debochar dos incautos, deram-lhe um título profissional: “marketing político”.

José Saramago e a Mentira Universal

José Saramago e a Mentira Universal

No Brasil, tem-se notícia de poucos “peteiros” especializados, capazes de engendrar “patranhas” rocambolescas, num lapso de tempo mínimo, e conseguir enganar a milhões de cidadãos omissos, durante mais de uma década. Que se saiba, tal nível de produtividade da patranha nunca foi alcançado no mundo.

A mentira universal, tão bem identificada por José Saramago, chega a ser bisonha perto da “lorota exponencial”, que, uma vez deixada nos braços da mídia impura, propaga-se e destrói cérebros baldios. No Brasil, esse cenário aterrador foi endêmico até 2014. Atenção! A sociedade civil tem meios lícitos para mudá-lo em 2015!

Indicadores e tendências

Para a mídia em geral, mas, sobretudo, para a imprensa independente, o Brasil está acéfalo há cerca de 40 dias. Somente hoje acontece a primeira reunião ministerial do novo mandato. Os 39 ministros, nomeados no loteamento ministerial, estarão presentes para ouvirem. Talvez o ministro da Fazenda fale acerca das medidas de arrocho que está a implantar. Salvo duas ou três exceções, os demais, sem qualquer competência técnica para tratar de seus “lotes partidários”, nem celulares terão nos bolsos, que dirá abrirão a boca para falar.

Por outro lado, é sabido que abastecimento de água e de eletricidade estão ameaçados de extinção. O racionamento nacional de ambos deverá ocorrer em breve. A geração de vagas de trabalho tem sido ínfima e degradante. O desemprego é crescente, numa economia com tendência recessiva. A indústria segue a demitir funcionários. A inflação estoura a meta de 6,5% ao ano e continua renitente. Deverá ultrapassar o topo ainda neste primeiro trimestre. Os preços dos alimentos estão nos píncaros. O PIB é antártico!

Em síntese, o Brasil torna-se a terceira calamidade política, econômica e social da América do Sul, a seguir na mesma trilha de seus excelentes parceiros ideológicos e nada comerciais: Venezuela e Argentina, são nações quebradas por sucessivos governos incompetentes e corruptos. A ser assim, pergunta-se:

Como esta quadrilha de apátridas pensa que vai manter-se no poder? Vai armar mais lorotas exponenciais“?!

“Quero ver quem tem ‘bolas de macho‘ para enfrentar o povo brasileiro aborrecido”.

……….

[1] Não está considerada a interpretação cabalista do número 13, pelo fato de não se professar qualquer crença, mística ou religião. Professa-se apenas a lógica da realidade e a razão necessária para lidar-se com ela.

+ de 200.000 visitas!


PorEquipe do Sobre o Ambiente”.

Foi em dezembro de 2011 que se decidiu criar um blog para cobrir os temas Ambiente, Política e Literatura. Já se possuía algum material escrito, o que facilitou um pouco. No entanto, era necessário descobrir qual seria o provedor mais adequado para receber o website e tentar organizá-lo da melhor forma, de modo a “criar leitores”. Afinal, tinha-se nenhum…

Assim, gastou-se cerca de 4 meses somente para descobrir como “formatar um blog”. Afinal, éramos principiantes. Além disso, trocar ideias de possíveis soluções para o blog era muito complicado, pois Zik morava no interior de Santa Catarina, Brasil; Simão, na Praia das Maçãs, Portugal; Claudia e Ricardo, no Rio de Janeiro.

Por fim, para piorar o cenário, os centenários – Zik e Simão – ainda não tinham a menor noção de como era possível “fazer um interfone” pela internet. Mas seguiu-se em frente e eles aprenderam na marra, sem dor.

Assim, aos trancos e barrancos, no fim da noite de 28 de abril de 2012, foram publicados os primeiros artigos no blog, intitulado “Sobre o Ambiente”.

Ícone do Blog, em foto cedida por Claudio Lopes

Ícone do Blog, em foto cedida por Cláudio Lopes

De acordo com as estatísticas oferecidas pela própria empresa provedora, nos 2 anos e 9 meses de existência do Sobre o Ambiente, aconteceu essa visitação:

Sobre o Ambiente – Estatísticas [1]

Ano

Publicações Visitantes Visitas a publicações

2012 (8 meses)

438

3.523

49.008

2013

200

41.594

66.474

2014

150

48.236

79.316

2015 (janeiro)

10

3.006

6.535

Total 798 96.359

201.333

Análise de resultados do Sobre o Ambiente

O desempenho ou resultados de um website é aferido pelo número de visitantes e das visitas que fazem nas publicações disponíveis, em um intervalo de tempo. É evidente que a qualidade das publicações é essencial ao website, ou seja, textos e imagens que estimulam a visitação.

Observa-se na tabela acima que a quantidade de publicações decresceu, de 2012 para 2014. Contudo, o número de visitantes teve um bom crescimento, da mesma forma que as visitas às publicações. Isso se deveu à maior seleção dos textos publicados. O ano de 2015 ainda é uma incógnita, sobretudo, diante da incógnita social e econômica dos próximos 11 meses.

Outra variável a considerar é a quantidade de Seguidores Fixos do website. Ou seja, aqueles visitantes que assinaram o blog para receberem e-mail a cada nova publicação postada. Sobre o Ambiente possui hoje 1.618 seguidores, provindos de 109 países [2]. Espera-se, com a intensificação do trabalho redacional, ampliar esse grupo de seguidores.

Neste último fim de semana, como já se havia previsto, Sobre o Ambiente ultrapassou as 200 mil visitas: 201.333 visitas. Não seria um número expressivo para o tempo de existência do blog, não fosse o fato que seus redatores são desconhecidos do grande público da internet. De outro modo, não são jornalistas ou notórios escritores. Apenas estudiosos de temas relevantes.

Para finalizar este relatório de trabalho voluntário, em respeito sincero àqueles que nos acompanham, a equipe deseja agradecer aos que têm lido e comentado nossos textos. Forte abraço a todos, mas destacam-se aqueles que assinarem gratuitamente o Sobre o Ambiente. Sem esses, a tendência evidente será congelar o website.

……….

[1] A quantidade de visitantes e de visitas a publicações do blog são dinâmicas e referem-se ao horário em que este texto foi postado no blog.

[2] Seus leitores mais assíduos são do Brasil, EUA, Portugal, França e Alemanha.

Matriz de energias alienígenas


Por Cláudia Reis, Gestora Ambiental.

Estou encafifada desde ontem, após assistir a um debate entre três notórios especialistas em água e energia. Todos super-conceituados, inclusive com título de doutores.

Muito foi falado sobre o uso de diversas tecnologias para a transformação de esgoto em água potável, investimento em obras de novas usinas, educação da população, necessidade de aumentar o preço, tanto da energia, quanto da água, e ainda colocaram a culpa da crise atual (catástrofe?) no licenciamento ambiental e em ambientalistas xiitas.

O que muito me impressionou em todo o debate, foi não ter havido qualquer menção à necessidade da diversificação da nossa matriz energética (sem água, de nada adianta ter hidroelétricas), e muito menos da necessidade do “desmatamento zero“, sobretudo, em áreas de nascentes. Por óbvio, é daí que vem a falta d’água! Essa é sua principal causa.

Reflorestamento, sequer foi cogitado. Pelo contrário, fiquei com a impressão que a ideia é aumentar as “ilhas de calor” em que se transformaram nossas cidades, recheadas de concreto, com cobertura de asfalto. Falta a visão macro do problema, e que aliás não é só de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Assim, não verifiquei entre os interlocutores a imprescindível visão estratégica para agir de forma sistêmica sobre as causas da falta de água e energia.  O que é proposto, são medidas pontuais, que sequer resolvem problemas de curto prazo, como execução de obras, de mais usinas hidroelétricas, termoelétricas e, quem sabe, nucleares.

Linhas de transmissão, para atender aos parques eólicos já implantados, e o uso de energia solar domiciliar, em um país onde Sol é o que não falta, parece ser ainda visto, em pleno século 21, como algo extraterrestre, alienígena.

Energias alienígenas

Energias alienígenas

Estupefação generalizada


Contra o nazismo que destruiu boa parte da Arte Expressionista“.

O cenário brasileiro encontra-se desequilibrado, à beira de um penhasco abissal. Da borda, o povo mais humilde já enxerga o caos socioeconômico preparado para 2015. Isto se confirma dado que o “desgoverno reeleito” repetiu as mesmas atrocidades políticas de sempre, em especial na nomeação de seus ministros e de “autoridades mais íntimas”.

O ministério executivo que resultou dessa farsa é uma “salada de frutas apodrecidas no pé”, com dois belos morangos amargos plantados ao centro. Repete a mesma conduta que culminou na sanha descarada do Mensalão e no enorme arrastão promovido na Petrobras. Que não para de ser desnudado pela Polícia Federal e seus coadjuvantes nacionais e internacionais.

O Grito, de Edward Munch - Expressionismo Alemão

O Grito, de Edward Munch – Expressionismo Alemão

A mesma forma de agir continua a comandar o cérebro inerme da Desprovida, a quem cabe tomar decisões nacionais que entende como “progressistas”. Uma verdadeira lástima. Decide manter os mesmos descaminhos, escolhe as trilhas arrasadas, usa as mesmas almas vendidas e jura que assim vai descobrir o Eldorado!

Por sinal, há quase um mês que a reeleita não dá as caras para o povo brasileiro. A última notícia que se teve foi sua presença na tri-posse do cocaleiro presidente da Bolívia.

Enquanto isso, segue o pacotaço econômico, o remédio necessário que mata o enfermo, caso aplicado em doses exageradas (cavalares) [1]; segue e aumenta o apagão do setor elétrico; prossegue a falência absoluta da educação pública, com mais de 500 mil notas zero em prova de redação para ingresso na Universidade; o número de assassinatos diários no país é absurdo, superior ao de muitas guerras. Decorre de uma política nacional de segurança que sequer foi elaborada.

Por fim, mas não por último, no Estado Laico Brasil, desgraçadamente é anunciada a união entre o digno Esporte Nacional e a corrupta igreja dita evangélica, fórmula mágica que, segundo o pastor-ministro dos esportes, irá reduzir o consumo de drogas no país. É simplesmente patético!

Bem, esse é o flash instantâneo que se faz do país: perplexidade e estupefação da maioria absoluta dos cidadãos brasileiros.

……….

[1] A Macro Brasil, que diz ser uma agência especializada, prevê, neste janeiro, um crescimento de -0,5% para o PIB de 2015.

PIB da Corrupção


Também chamado PIC – Produto Interno da Corrupção.

A pergunta que se faz é simples. Leia e, se quiser, arrisque-se a responde-la:

─ “Se o Produto Interno Bruto brasileiro de 2014 alcançar a casa dos R$ 4,8 trilhões, igual ao de 2013, qual terá sido sua parcela extorquida pela súcia governista? De forma mais objetiva, o Produto Interno da Corrupção terá sido próximo de 25% do PIB de 2014? [1]”.

Concorda-se, a resposta é difícil e muito complexa de ser contabilizada. Afinal, não há contrato assinado “entre as partes”, nem nota fiscal emitida por “empresas fantasmas”.

Grande parte do PIB nos bolsos da Corrupção

Grande parte do PIB nos bolsos da Corrupção

Observe somente o escândalo do Arrastão na Petrobras: a empresa que foi brutalizada pela corja sequer consegue fechar seu balanço de 2014! Não existe a conta “Fundo para Conluio e Corrupção”, o que torna infactível elaborar uma simples “Demonstração de Lucros e Roubos”.

Até então, a própria Polícia Federal encontra-se prejudicada em uma das “ene” etapas dessa investigação. Não tem certeza de quantas outras precisará realizar e do tempo necessário. Além disso, é muito provável – quase uma garantia – que, além do setor de Óleo & Gás, outros setores da economia estatizada também hajam sido brutalizados. Dentre eles destacam-se o Elétrico, Rodoviário, Ferroviário, Aeroviário e Portuário, dado seus maiores orçamentos. Decerto, receberão atenção especial da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Com a operação Lava-Jato, no entanto, o PIB da Corrupção alcançou a marca de R$ 8 trilhões, a superar o PIB do Brasil, que foi R$ 5,9 trilhões, em 2015.

A prever com muito otimismo um futuro mais honesto e decente para o Brasil; a acreditar nas instituições nacionais de controle, sugere-se um apelido para esta investigação de grande abrangência: OperaçãoSoda Cáustica”. Por sinal, aguardada pela maioria da população brasileira, como medida definitiva de higiene moral.

……….

[1] É inimaginável que a extorsão do PIB de 2014 possa ter variado entre R$ 144 bilhões e R$ 1,2 trilhão, mas há evidências e fatos que apontam nesta direção. Os mais nítidos são enriquecimentos inexplicáveis de certos cidadãos, membros da família de asseclas da súcia governista. Até agora, que se saiba, nenhum deles foi investigado.

Discurso estarrecedor…


Simão-pescador, Praia das Maçãs.

Simão-pescador

Simão-pescador

Estava eu na biblioteca de casa, ocupado a arrumar antigos documentos de diversas origens e finalidades: lista de compras para o barco, notas fiscais, cartas que ainda recebo, certidões, atestados e outros. Foi quando descobri que guardara impresso um e-mail que me chegou do Brasil, em fevereiro de 2014. Encontrei-o num envelope pardo que eu mesmo intitulara “Discurso”.

O texto fora transcrito de uma gravação feita por amigas de duas de minhas noras brasileiras. Ao final, tento explicar o que ocorreu. Mas antes, leia o tal discurso.

Em tempo, tomei a liberdade de colocar um [sic] após cada escorregão gramatical e sintático cometido. Achei mais de quarenta deles, sem considerar as “licenças poéticas”, que abri mão por gentileza. Mas vamos ao bruto:

Companheiras e companheiros, camaradas e camarados [sic], estou muito feliz de estar com vocês por aqui hoje [sic] para fazer um comunicado pro meu futuro governo [sic]. Quero que vocês saibam de muita coisa sobre o futuro que eu vou construir de novo pra vocês” [sic].

No meu próximo governo, que eu quero deixar bem claro, que vai começar em 2015 [sic], eu vou mudar muita coisa, quer dizer, eu vou mudar tudo, tudo o que precisa ser mudado [sic]. Entenderam?! Farei as mudanças que vocês que sempre que me imploraram [sic] e que eu nunca tive tempo nem saco de fazer” [sic].

Que eu vou acabar com as polícias, com todas as polícias do meu país. Mas que eu vou criar novas polícias pra substituir as polícias que eu acabei de acabar [sic], fui clara?! Vou contratar policiais mais insinuantes [sic], selecionados nas milícias do MST, MTST, dos Black Blocs e do PCC, todos agora são nossos parceiros sociais nessa empreitada” [sic].

Que eu vou integrar ao corpo, quer dizer, ao do meu executivo [sic], os Mídia Ninja, que são muito úteis para a intensa comunicação do meu novo governo com o mesmo povo de sempre [sic]. Aquele ninja beiçola [sic], com cara idiota e do cabelo enrolado [sic], é esperto e vai ser meu ministro das comunicações. Não há ninguém mais adequado para…, pra…, pra entender o povo” [sic].

Aliás, decidi de uma vez por todas demitir do cargo o careca idiotista [sic], que há de catar coquinhos na seca árida [sic], pelas entranhas do nordeste [sic]. O castigo dele é que ele vai vaquejar nas costas do jumento [sic], sobre o sol inclemente” [sic].

Que sempre saibam vocês todos que eu sou uma competente revolucionária [sic], faço de tudo que se for preciso [sic], como sempre fiz! Me entenderam bem?! Vocês não imaginam do que sou capaz, só que eu não faço ameaças [sic], que eu só cumpro o que faço [sic]. Tenho certeza que vocês me compreendem a importância [sic] das minhas ideias rejuv… re-ju-ves-ce-ni-da… das minhas novas ideias, porra [sic]!”

Que eu não vou permitir de forma alguma, ouviram, nenhuma mesmo [sic], que ninguém sabote essa minha proposta democrática de governo [sic], só se me matando [sic]. Mas isso não vai nunca acontecer [sic]. Afinal, eu tenho as minhas forças pessoais, bem aparelhadas como as da KGB e da Gestapo [sic], que me garantem minha integritude” [sic].

Para finalizar eu quero comunicar a vocês que vou abençoa-los em 2015, com minha grande paz de espírito e de governo [sic]. Para continuar o desenvolvimento do país, que eu iniciei sozinha [sic], vou criar mais outros 40 ministérios; isso mesmo, vou ter mais quarenta ministros eloquentes [sic] e suas equipes. Saibam que, a partir de hoje, todos vocês estão empregados com cargos de chefia nesses aparelhos, analfabetos ou não” [sic].

Mas determino a todos que tragam seus familiares e companheiros confiáveis para que uma das minhas assessorias monte um aparelho pra cada um administrar [sic]. Mas não me incomodem com mais chatices. Fiquem em casa ouvindo rádio, vão passear por aí [sic], esbanjem seus salários, comprem televisão, geladeira e bicicletas, sim, muitas bicicletas de pedalar [sic], pois vou implantar a Política Nacional da Bicicleta 100% Brasileira, e só me apareçam pela frente de novo em 2015” [sic].

Sintam-se à vontade para me bater muitas palmas [sic] de forma ordeira. Atenção, que eu exijo ordem [sic]! Sei que eu me mereço a mim [sic] para ser a Soberana de vocês” [sic].

Considerações sobre o Discurso

Minhas duas noras e amigas estavam a bebericar na Cervejaria Ramiro, uma boa casa de Lisboa, que serve ótimos pratos de peixe e frutos do mar. Uma delas pediu licença, saiu da mesa e, em seguida, retornou a dizer, constrangida: ─ “Há uma senhora trancada ao banheiro, a fazer um discurso cheio de empáfia para alguém”.

Prato de ostras, Cervejaria Ramiro

Prato de ostras, Cervejaria Ramiro

Realmente, quando as meninas chegaram junto ao banheiro, com a porta trancada por dentro, ouviram uma voz feminina a dizer para alguém: ─ “Presta atenção, vou discursar de novo!

Foi então que fizeram silêncio e começaram a gravar pelo I-Phone. O discurso não durou três minutos, até elas ouvirem a fechadura da porta ranger. Saiu então uma senhora de baixa estatura, corpo com formato de losango, a trajar uma roupa espetaculosa. Vestido de fundo negro com lascas de tecido prateados e dourados. Ela usava muitas joias e os grandes brincos circulares emergiam da cabeleira hirsuta escovada. Essas foram as palavras das meninas e eu não discuto com elas.

Porém, me disseram mais: que a senhora saiu do banheiro muito arrogante, a ostentar no frontispício o impávido colosso de sua grave burrice fundamentalista. Sequer olhou ou cumprimentou as meninas aflitas.

Discursara asneiras à si própria, diante de um espelho opaco. Qual seria sua intenção?… Treinamento?… Gatunagem?…

─ Não há uma prova sequer!


Em nações civilizadas, quando é descoberto um crime, tem início a sua investigação. A finalidade é óbvia: identificar quem o cometeu.Kohn - Sobre o Ambiente Mas o investigador precisa seguir um padrão lógico, tanto de raciocínio, quanto de ação, qual seja: identificar o que motivou o criminoso, com quais oportunidades ele se estimulou, e, por fim, como se beneficiou dos resultados que obteve. Desde há 400 anos, qualquer “xerife do Velho Oeste” já sabia fazer isso.

No escândalo do “Arrastão da Petrobras”, à primeira vista, os procedimentos da Polícia Federal, na histórica “Operação Lava Jato”, parecem manter essa mesma lógica. Apenas contam com o suporte de leis mais modernas e facilidades tecnológicas inexistentes no “Velho Oeste”.

Porém, vale destacar a atuação de instituições públicas autônomas, encarregadas de fazer a Justiça [1]. Embora seja a expressão do dever estabelecido, merece o agradecimento do cidadão brasileiro. Assim, até agora os resultados obtidos pelas investigações do “Arrastão da Petrobras” demonstram eficiência, sobretudo, graças à dedicação de agentes da Polícia Federal e à qualidade de juízes do Ministério Público Federal.

Há envolvidos neste “esquema” que já se encontram trancafiados: dois ex-diretores da Petrobras, diretores de grandes empreiteiras, um doleiro e um “carregador de mala”. São uma pequena amostra de dezenas de ladrões que ainda permanecem soltos.

Acontece que a Polícia Federal está no início da sua “operação de lavagem”; sequer entrou na etapa da centrifugação. No entanto, pelo que informa a imprensa livre, há indícios que, muito em breve, iniciará a bela “centrifugação de políticos imundos e respectivos partidos”, todos livres e impunes.

Todavia, já se escutam comentários de futuros centrifugáveis que confirmam a iminência dessa centrifugação. O fato mais aberrante foi a frase do Ministro-chefe da Secretaria Geral da República, ao deixar o cargo neste início de ano:

─ “Nós não somos ladrões”.

Declaração gratuita, tão esdrúxula quanto esta, é incomum na atual política brasileira. De fato, o ex-ministro entregou à boca do povo, na bandeja, “a essência do jogo sujo de sua equipe”.

Mas sempre há um outro emérito ladrão, que arma a defesa antecipada de seu “parceiro de negócios”. Imaginando livrar-se de possíveis conjecturas danosas, solta a frase lapidar:

─ “Não há uma prova sequer contra ele”.

Não precisa ser filósofo ou psiquiatra para entender o que subjaz a essa frase asquerosa. Afinal, dizer que não há prova de alguém haver cometido um crime, não nega ou prova que ele não o haja perpetrado. Trata-se sim, de prática prepotente e arrogante, que somente visa à blindagem de políticos ladrões.

Na última década assistiu-se a notórias quadrilhas de políticos contratando caríssimas bancas de advocacia. Era como se fossem enfrentar julgamentos passíveis da pena capital! Mas pasmem, só queriam inocentar seus membros pela corrupção frenética cometida. Uma vez liberados da justiça, a intenção sempre foi seguir pelo mesmo atalho. Afinal, o que sabem fazer na vida, além de desviar e distribuir dinheiro público para fortalecer sua camarilha?

A parcela do erário público roubada nos últimos 12 anos foi de tal ordem, que há incríveis milionários, verdadeiros nababos, a investir em fazendas, milhares de cabeças de gado, realizar de grandiosas construções, comprar apartamentos, lanchas e jatinhos de luxo. Investimentos que, definitivamente, nunca poderiam realizar com suas condições primitivas de trabalho.

Mas sempre haverá um “pentelho da camarilha” que se atreverá a afirmar que não há nenhuma prova contra eles. E será preciso mais o quê, diacho?! Na verdade, nada. Basta passar um pente fino nos fatos mundialmente conhecidos, confirmar a hierarquia das quadrilhas, enquadrá-los na lei e recolher seus membros à penitenciária mais segura.

……….

[1] Antes o xerife fazia tudo: investigava, produzia leis, aplicava-as e executava a justiça (na forca). No Brasil atual só há uma instituição que procede como xerife do Velho Oeste: o Tribunal Superior Eleitoral; sem a forca, é óbvio.

O Risco de Rotular


Simão-pescador, Praia das Maçãs.

Simão-pescador

Simão-pescador

Para que entendam o que chamo “risco de rotular”, vou tomar como exemplo o trabalho de notórios cientistas que estudaram a Geologia da Terra. Em algum momento reuniram-se no campo para descobrir como, quando e por quê ocorreram mudanças significativas nas feições físicas do planeta: seus mesoclimas, suas rochas, seus solos e suas águas abundantes.

Após milhares de pesquisas de campo e incontáveis análises laboratoriais, concluíram que deviam classificar as variações periódicas sofridas pela geologia do planeta em quatro intervalos de tempo geológico, do mais amplo ao mais específico: Éon, Era, Período e Época foram os rótulos escolhidos para localizar no tempo a mudança geológica do planeta, ocorrida desde sua formação, estimada em 4,5, bilhões de anos passados, até a atualidade.

Por acaso encontrei um relógio que marca a História Geológica da Terra, o que facilitou-me a compreensão sobre o processo da Transformação do Ambiente Planetário. Sugiro que, para melhorar o entendimento, entrem neste link: Escala de Tempo Geológico. Diria ser necessário a leigos na matéria, tal como eu.

A ser assim, vive-se na Era Cenozoica, Período Neogênico, Época Holocênica. Até agora, o principal evento planetário ocorrido durante o atual Holoceno, também rotulado por Quaternário, foi o degelo da Terra (rotulado “fim da Era do Gelo”) e a expansão da dita civilização humana. Foi aí que se deu o maior perigo: a invasão dos sapiens. Porém, não se trata de “perigo geológico”. Significa “perigo de apedeutismo”, pois a maioria da população mundial ainda sequer foi civilizada, que dirá educada.

Há “cientistas”, que presumo salientes, a dizer que já se vive no Antropoceno, época em que as transformações planetárias seriam proporcionadas pelo “Homo sapiens”. Dizem que teria iniciado no século XVIII, com a Revolução Industrial, ocorrida na Grã-Bretanha.

Discordo frontalmente que o dito Antropoceno seja uma Época Geológica, que tenha no sapiens o único ou principal responsável. Afinal, que eu saiba, o Homem não é um ente geológico, a erupcionar, emitir trilhões de toneladas de gases de enxofre, calcinar a atmosfera, destruir rochas, mover continentes e oceanos.

Sem o auxílio considerável das Forças do Ambiente parece-me incapaz de “mudar as feições físicas do planeta”. Por enquanto, na minha lógica, o Antropoceno não passa de um rótulo arriscado, mera retórica de alarmistas.

Os “defensores do Antropoceno”, insuflados por jornalistas, defendem-no pelos impactos que dizem ocorrer na Terra, onde destacam o tal Global Warming. Por sinal, pela ignorância predominante, tornou-se o aterrador Aquecimento Global Antropogênico.

Com o medo crescente do dito aquecimento dos oceanos, a morte de peixes em caldeirões marítimos fervilhantes tornou-se o roteiro cinematográfico de meus pesadelos sistemáticos. Não conseguia dormir e passei várias madrugadas a andar na praia. Meu mais velho, preocupado com minha saúde, avisou-me que haveria um encontro de cientistas no Brasil para esclarecer esse “danoso boato“. Disse-me que eu deveria ir.

Assim fiz. Arrumei a maleta e segui para Recife. Consegui hospedagem num pequeno casebre na Praia de Porto de Galinhas. Um ambiente maravilhoso que, de chofre, anulou-me a insônia. Assisti a várias palestras sobre a hipótese da mudança climática. O “fim do mundo num buraco quente“, como rotulado de forma intempestiva por Al Gore, o Presidente do Global Warming. De clima o gajo nada entendia, porém, como artista do cinema mudo, até que não foi tão ruim.

Mas uma palestra pareceu-me precisa. Foi feita pelo Professor Dr. Luiz Carlos B. Molion, do Instituto de Ciências Atmosféricas. Em síntese, sobre o aquecimento global, disse ao plenário da academia, a comparar dados meteorológicos de 2013 e de tempos longínquos [1]:

“… as temperaturas da Terra já estiveram mais altas, com concentrações de CO2 inferiores às atuais. Portanto, não é possível afirmar que esteja a ocorrer um aquecimento global sem precedentes, como querem alguns. Muito menos que esse aquecimento seja provocado pelo aumento da concentração de CO2, decorrente da queima de combustíveis fósseis pelo Homem. Ao contrário, demonstro em meu trabalho que o CO2 não controla o clima global e que haverá um ligeiro resfriamento global nos próximos 20 anos”.

A farsa do aquecimento global

A farsa do aquecimento global

Ao retornar à praia das Maçãs fui direto molhar-me no mar. Meu inconsciente ficou tranquilo com a gelidez das águas. Agora, quase ao meio do dia, o termômetro de casa marca 5 0C. Durante a madrugada, -1 0C. Normal para início de inverno.

Que bosta dePátria Educadora“! Três Vivas ao Holoceno! Chega de rótulos safados!

……….

[1] Ele se referia a dados meteorológicos obtidos por pesquisadores de campo, há 320 mil anos, entre os últimos períodos interglaciares do planeta, “quando as temperaturas estavam de 6 a 10 0C mais elevadas do que as atuais”. Interessante, não acham?

Previsões e ‘profecias’ para 2015


Por Dr. Andrey, Psiquiatra e Vidente.

Um psiquiatra espanhol, de nome Andrey Porra y Porra, enviou para o blog suas previsões e “profecias” para o ano de 2015. Após ler-se o texto com curiosidade, durante dois dias revirou-se a internet à procura deste profissional. Mas nada se encontrou, sequer seu nome. Somente mais tarde, por obra do acaso, soube-se através de um amigo catalão que ele existe.

Por contingências da vida – que não se conseguiu obter detalhes –, Dr. Andrey abandonou a psiquiatria há mais de 40 anos. Desde então, dedicou-se a aprimorar suas habilidades de vidência. Por fim, tornou-se notório, respeitado internacionalmente.

Soube-se que Dr. Andrey é recatado e muito cuidadoso com sua “delicada” profissão. Não atende a clientes em clínicas ou consultórioOs fantasmas da Sexta 13 particular. Somente trabalha nas residências dos clientes. Segundo consta, cobra 1.200 euros por “hora de vidência”, fora transporte e estadia. Até por que, dizem que faz previsões nos cinco continentes, embora para o Brasil, dada nossa estranha verve política, somente faça “profecias”. Contudo, com amplo índice de sucesso, segundo comentam à sorrelfa grandes empresários e xeiques que o consultam.

É curioso, mas hoje em dia Dr. Andrey só aceita novos clientes se forem indicados por clientes antigos, com mais de “20 anos de vidência” com ele. Ele faz previsões sobre qualquer assunto: resultados eleitorais, falecimentos, julgamentos criminais, prisões, empresas fantasmas, novos contratos, receitas futuras, taxa de câmbio, oscilação dos juros básicos, aplicações financeiras e bolsas de valores são suas maiores especialidades.

Entretanto, segundo informes, tem evoluído bastante, pois já se encontra apto a prever quem recebe propinas no serviço público de países africanos e latino-americanos.

A partir daí, fez-se uma reunião editorial e, por consenso, decidiu-se publicar as “2015 Previsões e Profecias de Porra y Porra”, recebidas em 31/12/2014.

Previsões para 2015 – Internacionais

  • Variáveis críticas externas, manipuladas por atores violentos, criarão ameaças radicais para povos da Europa, mas servirão para unir e fortalecer as nações deste continente.
  • Cidades norte-americanas serão alvo de fundamentalistas isolados, os quais serão sumariamente mortos pela polícia local e o FBI, sem causar maiores danos pessoais e patrimoniais. Porém, a violência permanecerá a ocorrer, através de “cyber-ataques” a bases de informações secretas.
  • Grupos fundamentalistas, antes concentrados em certas áreas do planeta, foram desmembrados por força da ação militar. No entanto, alguns de seus remanescentes cometerão brutais ataques terroristas, com inesperadas vítimas fatais, em capitais da Europa Ocidental. Ainda estão na casa do milhão os fundamentalistas remanescentes, sem considerar os jovens que se encontram em treinamento.
  • Crescerão no mundo ocidental violentas fobias políticas, econômicas, culturais e religiosas, mas China, Índia e Japão não serão afetados, nem sequer participarão de respostas que serão tentadas por outros países. Todas sem o devido sucesso.
  • Com a total inversão de valores ocidentais, em países africanos as ações criminosas de grupos fundamentalistas, desencadeará a morte de milhares de civis inocentes, inclusive idosos e crianças.
  • Acontecerá a falência de inúmeras empresas sul-americanas, com ênfase nas dos “países baixos” – Argentina, Brasil e Venezuela. A Bolívia sobreviverá, por força do crescimento de seu PIB, beneficiado pela exportação da cocaína.
  • A Rússia entrará num período de franca decadência econômica, política e moral, a agravar suas relações com a Ucrânia, países do oeste europeu e os Estados Unidos. No entanto, num comportamento suicida, seu líder tornar-se-á ainda mais beligerante.

“Profecias” para 2015 – Brasil

  • O governo não superará as graves dificuldades para conciliar a “manada de ministros de baixa governança” que nomeou. Surgirão conflitos frontais de espaço entre os “donos de pastas”, que serão irremediáveis. Os “interesses difusos” de cada um, quando sobrepostos, não caberão na “área de pasto” que lhes foi concedida. Haverá choques sucessivos e desgastes fatais na governança pública, ampliados pela total incompetência de certos titulares.

A pancada do Azar

  • Em todos os escalões de certos ministérios acontecerá “a marcha da insanidade”, com a nomeação para cargos públicos de perigosos agentes que representam a esquerda radical: têm a missão de implantar a ditadura comunista no país. Tal como foram os desejos de seus ancestrais políticos, nas décadas de 1960 e 1970.
  • Após um decênio de escândalos da corrupção pública, divulgados com precisão pela imprensa mundial, sob a pressão do “FBI Brasileiro” e certos órgãos de controle, será ouvida a estrondosa erupção dos “escândalos subterrâneos”. Assim, serão aclaradas as relações escusas mantidas em instituições, bancos públicos e empresas de setores econômicos que permanecem estatizados no país. O grande tsunami da “extorsão organizada”, da “corrupção no atacado“, causará enorme depressão nas lideranças mundiais.
  • Não serão recuperadas as centenas de bilhões de dólares “afanadas” do setor público. Até porque, poucos serão aqueles que devolverão parte do dinheiro público roubado.
  • Será realizada a “Auditoria das Eleições de 2014”, por força das graves dúvidas de manipulação eletrônica do pleito. Para os auditores ficará comprovado que houve o desvio criminoso de milhões de votos. Porém, a instituição que detém o poder eleitoral sagrará a eleição como perfeita e arquivará o processo.
  • Serão “extintos partidos políticos” que possuem assento no Parlamento, por força da condenação e prisão de muitos de seus líderes e membros eleitos. Movimentos populares pedirão a queda do governo federal e o fechamento temporário do poder legislativo, com vistas a higienizar os quadros de corrupção e a falta de “conduta ética e moral”, estabelecida nesses poderes.
  • O Brasil sofrerá aguda crise social, política e econômica. Sua cambaleante liderança na América do Sul será definitivamente anulada, dando espaço a que potencias mundiais assumam o domínio produtivo e comercial neste continente. Assim nascerão a “América do Sul Made In China” e a América do Sul Made In USA”.

E Dr. Andrey concluiu seu relatório de “previsões e profecias” com três observações:

“Não uso bola de cristal e não sou presunçoso de afirmar que minhas previsões têm 100% de probabilidade de ocorrer. No entanto, Quadro de Pablo Picasso
trabalho num sólido “Banco da Dados e Informações Mundiais” de minha propriedade, que levei 40 anos para consolidar, de forma meticulosa. Atualizo-o diariamente”.

“As ferramentas de trabalho que utilizo são a Psiquiatria e o ‘Modelo Estocástico de Previsões Sócio-Políticas e Econômicas‘ que arduamente consegui desenvolver”.

“Enviei gratuitamente este relatório para vocês – Sobre o Ambiente – pelo fato de seguir seu trabalho e haver notado que já fizeram previsões no passado, embora a título de deboche. O que, por sinal, considero um direito do cidadão. Amanhã, 2 de janeiro, seguirei para os Alpes Suíços para descansar um pouco. Mas saibam, quando quiserem meu pequeno chalé encontra-se aberto para vocês. Aproveitem enquanto eu existo.

Bom trabalho e Felicidades a todos”.

Vamos falar sério…


Zik-Sênior, o Ermitão.

No Paleolítico ninguém acreditava no Neolítico” – Millôr Fernandes.

Zik Sênior

Zik Sênior

De início quero deixar clara minha posição política, escrita na forma mais amena, dedicada somente a todos os corruptos e ladrões que vivem do dinheiro público:

─ “Coxinhaé a ordinária que os pariu! O meu direito de expressão dá-me a certeza dessa resposta às agressões contínuas que já sofri. “Je suis Charlie!” Isto posto, sigo ao que, de fato, interessa a todo cidadão brasileiro honesto, com visão adequada da política e, sobretudo, decente.

A política praticada na atualidade brasileira, a meu ver, é a “paleo-política”. A mesma idealizada na Idade da Pedra Lascada, há cerca de 2,7 milhões de anos. Isto por que, na era pré-histórica já existiam as súcias de homens disformes que matavam seus semelhantes a bater-lhes com pedras na cabeça. O foco era roubar-lhes a comida e os artefatos de uso nas cavernas.

Milhares de séculos mais tarde, já na Era Moderna, esse foco foi ampliado e acabou por mergulhar na mais alta sordidez política. Isso causou lutas intestinas em diversas nações ocidentais, com guerras civis, guerras pela independência e outros conflitos violentos.

Vale lembrar que, nos últimos 12 anos, no Brasil enfrenta-se contínuas e brutais extorsões do erário público e algumas mortes políticas nunca foram investigadas: foi latrocínio, foi acidente ou simples assassinato programado?

Acredito que foram as corjas pré-históricas que fundaram as primeiras ditaduras comunistas na face do planeta. E é fácil entender essa ilação: não trabalhavam; reuniam-se em grupos de saque; nos ataques às suas vítimas, tinham a surpresa a seu favor; e criavam o terror em seus semelhantes, que, mesmo a discordar, por fim se ajoelhavam, incondicionais.

Dessa forma, no paleolítico era fácil para qualquer grupelho exercer o Poder Ditatorial nas cavernas que anunciava ter conquistado “por pura competência”. Na verdade, foram conquistadas pela força de muito sangue inocente derramado.

Talvez isso explique a cor vermelha adotada como padrão por partidos comunistas da Idade Contemporânea. Eles se creem a “fina-flor da governança pública” e ai de quem discorde deles. Ressalto as ditaduras da Coréia do Norte e de Cuba: são dois desastres capitais. Contudo, em outros países, ainda existem membros vivos escravizados a essa ideologia. Ambicionam tornarem-se vitoriosos ditadores comunistas.

Por serem mentirosos repetitivos e contumazes, de modo paradoxal, nas campanhas eleitorais chegam a “jurar pela Santa Hóstia” que são “democratas”, mas sempre a falar asnices em nome do povo, como se o povo houvesse pedido tal auxílio, fosse mudo e idiota. Afinal, ao que estão a chamar com o apelido de “povo brasileiro”?!

Cheguei até 2015, próximo de completar 107 anos. Tenho hoje vários “amigos” em redes sociais que duvidam que eu realmente ainda exista. Para mim, todos são velhos amigos, gosto muito deles, sobretudo, da dúvida que têm acerca de minha existência. Existo sim, sou um número natural, inteiro, mas finito.

Enfim, cheguei ao ano de 2015 e não esperava ver meu país sendo governado por quadrilhas de cleptocratas. Sequer poderia imaginar que um dia, num jornal de televisão, assistiria a um ex-deputado federal, ao ser perguntado sobre o que achava da qualidade dos ministros que foram “selecionados pelo Planalto”, que respondesse com arrogância e vaidade:

Acho bastante normal que os “partidos da base aliada” indiquem seus melhores quadros para serem Ministros de Estado. Afinal, não precisam conhecer nada acerca dos temas que administrarão, pois serão os “grandes negociadores” de suas pastas. Assim, basta que “montem um secretariado competente”.

Sem dúvida, trata-se da visão de um ex-político desocupado que, durante a madrugada, gosta de ver o videoteipe de sua boçalidade televisionada. Vamos falar sério! Seguem as questões para uma prova de Mestrado em Ciência Política:

─ O que são os “melhores quadros de partidos da base aliada”? São os abutres que, pousados sobre a carcaça do Estado, planejam os esquemas para desvios do dinheiro público em todas as instituições e empresas públicas.

─ O que Ministros de Estado “negociadores” fazem pela a sociedade? Absolutamente nada. Apenas negociam os orçamentos públicos de suas pastas, para serem rateados entre o Planalto, a chefia e os companheiros aliados.

─ Como um ignorante pode “montar um secretariado competente”? Da mesma forma que um projetista de bombas nucleares organiza uma Olimpíada no país.

Finalizo esta crônica com a ‘derivada 1ª‘ da frase de Millôr Fernandes: ─  “Desde o Paleolítico todos os sequazes já odiavam o Neolítico”.

Il settimo spiraglio : sulla Vita e sull’Amore


A alegria italiana é contagiante…

SpiragliDiLuce

Un saluto di cuore e bentornati, mi auguro che abbiate passato delle buone feste e che l’anno sia iniziato nel migliore dei modi.

Innanzitutto mi scuso per questa assenza di due settimane. Prima di scrivere cerco sempre di ricordare per non lasciare indietro nulla : guardo le foto, ascolto le canzoni, poi metto tutto da parte e chiudo gli occhi. Con gli occhi chiusi cerco di riportarmi là, rivivendo persino le sensazioni più intime, i desideri, il vento sulla pelle, faccio qualcosa di simile a quella che Stanislavskij chiamava riviviscenza, per far sì che nessun dettaglio vada perduto. Stavolta gli eventi erano così numerosi, densi e aggrovigliati nella mia testa che il tentativo di sbrogliarli ha richiesto ben due settimane. Ma quel che importa, mi auguro, è che ora siamo quaquindi via col racconto!

Santa Marta è una città di mezzo milione di abitanti che si affaccia sul Mar…

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