Estou assustado, você não?


Por Zik-Sênior, o eremita.

Zik Sênior

Zik Sênior

Cá estou eu trancado na caverna, de volta à origem. Claro que por iniciativa própria, ninguém me trancou aqui. Não, não tem nada a ver com útero materno, porra!

Eu é que, após viver 105 anos com relativa lucidez, vi-me obrigado a trancafiar-me com pavor da gestão do país. Preciso proteger meu couro e os poucos pertences que me restaram.

Não quero mais ver jornais. Já li todos os periódicos do mundo. Foram úteis no passado. Na pobreza, inclusive, dormi com Amália debaixo deles. Mas na riqueza, pouco me importei com seus recados. Com franqueza, hoje de nada me servem!

Tudo o que amedronta é simples questão de ponto de vista. Se você é “sócio da ameaça”, a usufruir de suas sujas benesses, ou se está fora dela, sofrendo com as ignomínias cometidas. Dado que lutei por mais de um século e consegui vencer – afinal, não fui engolido –, por quê agora deveria agir diferente?

O problema não é da economia, mas da ideologia política imposta aos cidadãos brasileiros. Economia é até simples de ser gerida: ─ “Se o dono da quitanda gasta mais do que recebe, a quitanda fecha”. Isso é verdade em qualquer organização ou país.

O Estado interventor faz a miséria do país, que é uma quitanda governada por 39 ministérios. Em sua maioria, ministros incompetentes nos temas de suas pastas. Outros, além de leigos, são apólogos da impossível “igualdade social”. Odeiam profundamente o que chamam de “classe média” e “elite dominante”. Gostam muito de manipular o que denominam “lumpemproletariado“, ou seja, os que levam vida miserável.

Dito isto, gostaria que me respondessem a poucas perguntas:

─ “Quando no Brasil os bancos privados obtiveram lucros iguais aos que têm hoje”?

─ “Por que a indústria brasileira está incapacitada de atender à demanda interna de produtos manufaturados”?

─ “Por que existem associações de políticos com facções criminosas, doleiros e lobistas”?

Quando olho os resultados dessas infâmias, vejo os escândalos da Petrobras, da Eletrobras, bem como os programas eternamente inacabados e superfaturados – “Transposição do São Francisco”, “Ferrovia Transnordestina”, “Refinaria Abreu e Lima”, “Minha Casa, Minha Vida”, sem falar no fantasmagórico Trem-Bala, que sequer saiu do papel, tal como a Refinaria de Bacabeira, no Maranhão, que torrou R$ 1,5 bilhão para nada. Sumiu na poeira, nem um tijolo inaugural foi plantado.

Por outro lado, vamos em frente: Saúde zero, Educação zero, Segurança zero, aeroportos, portos e rodovias iguais a zero! Em alta apenas a inflação decorrente e uma dúzia de Arenas para a Copa!

Mas também vejo, às vésperas das eleições presidenciais, farta distribuição de máquinas e equipamentos para municípios, as deslavadas mentiras de palanque e, sobretudo, as vaias que a candidata da situação recebe quando “comete discursos de promessas” em espaços públicos. Pela primeira vez assisti, pasmem, vídeos não manipulados, onde prédios, condomínios e até cidades vaiavam-na. Quero ver o que acontecerá na Copa. Acho que a senhora vai fazer comprinhas em Portugal

O cenário brasileiro, no percurso dos últimos doze anos, é de assustar a qualquer um. Eu estou muito assustado, você não?

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