Contaminação


O desenvolvimento contínuo e acelerado de um país precisa ser muito bem planejado para o médio e longo prazos, tanto por parte do governo, quanto por investidores. É usual que as engenharias requeridas sejam previstas e aplicadas, para responderem às demandas desse processo.

Entretanto, a Gestão do Ambiente, onde são implantados novos negócios, não recebe o mesmo tratamento. Daí resultam elevados custos ambientais, a gerar ameaças e desastres para sua população, bem como retroimpactar de forma adversa e violenta a economia do país, e os próprios empreendimentos em operação.

Esse é o caso da contaminação do espaço físico na China atual – ar, água e solo –, conforme mostram as imagens publicadas neste artigo. Até o guarda de trânsito parece pedir socorro.

Reprodução de O Globo

Reprodução de O Globo

O solo e a água constituem o substrato do planeta, ou seja, do macrossistema ambiental que ele detém. Em conjunto com o ar [e seu oxigênio], foram os fatores básicos para a criação e evolução da biota – flora, fauna e homem, nesta ordem.

Porém, se foram necessários bilhões de anos para que o planeta apresentasse os sistemas ecológicos que hoje possui, o mesmo tempo não será requerido para destruí-los. Basta retirar as propriedades originais do ar. Basta intoxicá-lo.

A alarmante poluição do ar na China

A alarmante poluição do ar na China

Não há como escapar a esse ataque “pseudo-desenvolvimentista”, pois as plumas de gases tóxicos chegarão à água e ao solo, contaminando-os gravemente de variadas formas.

A brutal contaminação das águas

A brutal contaminação das águas

Os agentes químicos da poluição industrial

Os agentes químicos da poluição industrial

A contaminação do solo e a perda de milhões de hectares de terra

A contaminação do solo e a perda de milhões de hectares de terra

O resultado desse cenário chama-se “depravação do ambiente”. É provocada pela falta de planificação do desenvolvimento. É inexorável e ruma para a eliminação de toda a biota chinesa, com o bicho homem incluído.

De forma simplificada pode-se dizer que, sem água em quantidade e qualidade, a flora morre e apodrece (é oxidada). Dessa forma, reduz-se o ciclo da fotossíntese e o oxigênio essencial é mal consumido, atingindo a concentrações muito baixas, insuficientes para a vida, sobretudo em ambientes aquáticos.

Por fim, com a vegetação já em declínio acelerado, o espaço domiciliar da fauna fica cada vez mais reduzido – áreas de dessedentação, alimentação, reprodução, proteção e descanso –, levando ao desaparecimento das espécies sensíveis que, em nenhuma hipótese, conseguem sobreviver no ambiente humano.

Por algum tempo, somente permanecem as espécies que vivem na casa do homem, as espécies com hábitos peridomiciliares – ratos, aranhas, escorpiões, cobras, mosquitos, baratas e outros insetos. A partir daí há uma alta probabilidade de ocorrência de zoonoses, endemias, epidemias e pandemias, além de acidentes com animais peçonhentos que, por uma cretinice, o homem trouxe para dentro de seu próprio quintal, enquanto acreditava que “desenvolvia o país”.

E agora, há de fazer o quê?

Primeiro, compreender que um PIB espantoso de cerca de 14 trilhões de dólares é medida de crescimento, nunca do desenvolvimento de uma nação. Sobretudo, quando possui população próxima a 1,4 bilhão de habitantes, que vive desde 1949 sob regime unipartidário, imposto pelo Partido Comunista Chinês.

Depois, ter certeza que para desenvolver uma nação, de forma estrategicamente planejada, é necessário que o Estado seja o servidor da Sociedade, um reflexo da educação e civilidade de ambos. E a atuação do Estado Chinês encontra-se muito aquém disto.

Por fim, antes de pensar em como aumentar seu PIB, deve debruçar-se sobre seu amplo território, conhece-lo profundamente, identificar em detalhes suas sensibilidades ambientais, de forma a executar somente projetos que garantam a sustentabilidade de seu vasto Ambiente.

Com certeza, o custo dos recursos ambientais de que a China se apropria para produzir será mais reduzido, em especial as fontes de energia, a água e os milhões de chineses treinados.

E no Brasil do Século 21?

O PIB brasileiro é inferior ao norte-americano (17 trilhões) e ao chinês (14 trilhões). Alcançou a 2,4 trilhões de dólares. Sobretudo, com uma população estimada em cerca de 200 milhões de habitantes, que vive sob o império de incertezas políticas, criado por uma oligarquia que pode estar à beira da falência eleitoral.

O Estado Brasileiro desconhece o significado da palavra Nação. Usa a Sociedade como uma servidora silenciosa aos interesses particulares de seus líderes políticos. Esse cenário requer sua rápida inversão democrática, pois, do contrário, a sociedade sofrerá consequências ainda mais desastrosas a partir de 2015.

Por fim, o Estado deveria conhecer em detalhes o Ambiente de seu vasto território e nele implantar somente projetos compatíveis com sua sustentabilidade. Porém, tem feito justamente o contrário. Seus dirigentes são mitomaníacos, fazem promessas que nunca realizam e deixam chagas abertas no território brasileiro, criadas por obras interrompidas e atrasadas.

Um dos inúmeros exemplos é o projeto da faraônica Ferrovia Transnordestina, com canteiros de obras parados, desde o Piauí até Pernambuco. Os impactos decorrentes sobre o Ambiente se avolumam, afetando de forma nefasta e significativa o Ar, a Água, o Solo, a Flora, a Fauna e o Homem. As perdas e danos desse cenário ambiental são inimagináveis, no mínimo para a região coberta pelo projeto.

Obra parada da Ferrovia Transnordestina - Piauí

Obra parada da Ferrovia Transnordestina – Piauí

Mas esse é o argumento do partido que governa o Brasil há 12 anos: “O ‘meio ambiente’, sem dúvida nenhuma, é uma ameaça para o desenvolvimento sustentável”.

Essa indecência foi verbalizada por uma ministra brasileira, durante evento internacional promovido pela ONU, em dezembro de 2009, para tratar do tema “Mudanças Climáticas”, realizado em Copenhague, DNK.