Desastres e tragédias


Resta saber como, por que e quando…

Faz pouco tempo que clima, flora e fauna tiveram sua existência descoberta pelo homem e ganharam destaque em canais a cabo internacionais. Alguns transmitem bons documentários, trazendo imagens de campo com forte apelo científico. Dentre eles, destacam-se os que têm bons narradores, que conhecem bem a matéria e convidam experts para explicar como podem se comportar esses fatores ambientais.

Embora com menor frequência, há ainda canais a cabo que trazem entrevistas com notórios cientistas. A diferença é que tudo acontece dentro de uma sala refrigerada, típica do habitat humano. Dessa forma, há debates que iluminam as ideias daqueles que as assistem, desde que o mediador fale menos do que os cientistas. E isto nem sempre ocorre.

Recentemente assisti a uma entrevista em um canal a cabo nacional. Dois especialistas foram convidados e, apesar de não simpatizar com o mediador – um incômodo grilo falante –, assisti às explanações dos cientistas até o fim.

O pano de fundo da entrevista foi, outra vez, desmatamento no Brasil, aquecimento global antropogênico (aquele causado pelas atividades humanas) e desastres naturais.

Sobre desmatamento e aquecimento global creio que já falei bastante neste blog. No entanto, sobre desastres e tragédias naturais ainda não me detive o suficiente. Considero-os um grave desvio conceitual e, sobretudo, um erro crasso na análise entre causa e efeito. Por isso, dou-lhes “zero, nota zero!”, pois desconhecem o Postulado da Causalidade.

Desastre humano com tragédias

Desastre humano com tragédias

Explico

Todos os presentes afirmaram com clareza que ocorrem desastres e tragédias naturais, como se a dinâmica do espaço natural (ou Ambiente, ou Natureza) fosse a causadora da destruição de casas, prédios, vias urbanas, cidades e causasse a morte de pessoas.

Para o Postulado da Causalidade é necessário que existam e sejam explicados os processos de causalidade entre os eventos da dinâmica ambiental. Assim sendo, alguns requisitos são importantes para seu entendimento pela visão científica:

  • Eventos causais originais – identificar as causas da transformação ambiental.
  • Correlação entre os eventos – as causas precisam se correlacionar com efeitos ocorrentes e previstos.
  • Variáveis intervenientes – identificar e avaliar os processos ou decisões que possam aumentar ou reduzir a correlação entre os eventos considerados.
  • Ordem dos eventos – as causas precedem no tempo os efeitos ocorrentes e previstos.

Aplicando essa lógica, não é difícil compreender o elevado risco a que se submetem pessoas que moram em casas, ruas e cidades próximas a vulcões. Não temos esse risco graças à nossa origem geológica. No Brasil todos parecem estar extintos.

O mesmo acontece com aqueles que habitam em vales, entre encostas por onde as chuvas são drenadas. Em casos de grandes tempestades, sem dúvida, a água “lavará a tudo e a todos”, decerto com prejuízos e mortes. Da mesma forma, os que habitam áreas íngremes de vertentes, onde se encontra a maioria das favelas do Rio. Os riscos são os mesmos. Hei! Autoridades, vocês nunca se mancam?!

Assim, vê-se que a natureza não promove desastres ou tragédias. Apenas o Ambiente do planeta, pré-existente ao Homem, vez por outra apenas dá “sacudidelas de acomodação”, sem se preocupar com o que está em cima dele, o que é normal há milênios.

Dessa forma, o que ocorre realmente são desastres humanos seguidos de tragédias, posto que são causados pela pretensão do homem em ignorar o poder da transformação espontânea do Ambiente do Planeta. Segundo estudiosos, essa transformação sistemática acontece há pelo menos 4,54 bilhões de anos.

Sendo assim, recomendo “um pequeno Big Bang de atenção” para os que desejarem um imóvel bem localizado e, sobretudo, seguro de eventos ambientais elementares.

3 pensamentos sobre “Desastres e tragédias

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