Educar ou amestrar


Aqueles que educam ou promovem a educação em uma sociedade, estão a visar o futuro da nação. Sobretudo, das nações democráticas que pressentem o valor de possuírem uma sociedade civilizada e produtiva. Vários são os estudos das Nações Unidas, bem como de notáveis Universidades, que demonstram, de forma inequívoca, que a educação de uma sociedade não é um sonho, mas projeto inadiável e imprescindível a ser executado.

Entretanto, no outro extremo, à beira de precipícios, há os que desejam manipular contingentes de pessoas, amestrar o que chamam de “povo” ou “sociedade de massa”. Parecem crer que, somente pela dominação, organizarão o espaço que desejam para realizar “a minha gestão pública“, de preferência sem forças de oposição. Têm profundo ódio da educação, de debates e reflexões, pois vendem-se em palanques, a propalar ideologias a serem trilhadas, mas já extintas em passado longínquo. Afinal, ideologias não educam, no máximo amestram, dado que obrigam ao gado ideologizado trilhar atalhos entre penhascos escuros.

Ensaiando o gestual para o palanque

Ensaiando o gestual para o palanque

Por incrível que pareça, em pleno século 21, esses dois personagens coexistem, apesar de ocuparem posições opostas na sociedade.

Os educadores normalmente possuem elevado nível de formação e consistência em sua argumentação. São professores e pesquisadores que fazem das escolas um espaço de socialização do conhecimento e de experiências. Na área das ciências humanas permitem (e até esperam) que seus alunos divirjam dos “contextos estabelecidos”. Ensinam como participar de debates democráticos. Induzem-nos a pensar, a refletir e assim criar suas próprias convicções, com premissas justificáveis. Portanto, não adotam cartilhas ideológicas a serem perseguidas, apenas estimulam debates.

Os amestradores, no mais das vezes, são incultos, agressivos e arrogantes [1]. Até porque, de alguma maneira, um dia eles mesmos foram os amestrados. Seguem de forma obstinada as receitas de cartilhas ideológicas. Não admitem que um participante do culto de amestramento tenha qualquer dúvida ou divergência sobre o que dizem, embora mintam descaradamente e contem casos que nunca aconteceram. Têm pelo menos dois desejos ardentes: ocuparem cargos públicos nas altas esferas, de preferência como políticos de destaque para os amestrados, e, com “esquemas de corrupção“, ficarem milionários rapidamente.

Os cidadãos formados por esses atores da sociedade são rebatimentos dos processos por que passaram. Suas ações durante toda a vida são uma espécie de “força resultante” do que receberam com mais ênfase: educação ou amestramento. Os educados formam a sociedade, a nação. Ao contrário, os amestrados organizam quadrilhas de políticos para roubar a nação.

Não há dúvida que, vistos por esse prisma, educar e amestrar são dois processos muito distintos, que podem conduzir a cenários favoráveis de desenvolvimento ou a insustentáveis desgraças nacionais. A escolha é sua, senhora sociedade.


[1] Podem existir amestradores com formação e cultura. No entanto, não possuem diversidade de pensamento e seguem sempre a mesma cartilha, que sempre há de ser ideológica.

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