Dúvidas sobre o “Global Warming”


Mesmo que alimentada pela histeria da imprensa”.

As maiores variações do clima na Terra são função de dois fenômenos naturais: (i) os ciclos solares, decorrentes das suas emissões de radiações ultravioletas (UV), e (ii) a presença de partículas vulcânicas na atmosfera do planeta. O Homem não possui meios para controlar esses processos, mesmo com as pretensões de arrefecer o clima por meio de seus “projetos de geoengenharia”.

Os ciclos solares normais têm duração média de 22 anos e representam as variações das radiações de UV de “mínima atividade solar” até “máxima atividade solar”.

Não há dúvida científica de que o calor emitido pelo Sol é bem mais poderoso do que os efeitos das emissões de gases do efeito estufa antropogênico [1] – vapor d’água, dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e clorofluorcarbonos (CFC).

Vista do Sol em “máxima atividade solar”

Vista do Sol em máxima atividade solar

Por sua vez, as partículas vulcânicas da atmosfera dependem da quantidade de sismos que ocorrem diariamente no planeta. São estimados, em média, de 30 a 80 sismos diários. Não temos dados confiáveis para calcular o volume de gases do efeito estufa lançados na atmosfera pelos vulcões ativos na Terra. No entanto, é provável que, em comparação com as emissões provindas das atividades humanas, ainda seja maior.

Porém, há uma questão que não está devidamente respondida:

― Quantos bilhões de toneladas de CO2 são próprios e naturais da Terra (efeito estufa) e quantos decorrem das atividades humanas?

Partilhamos a opinião abalizada de diversos cientistas do clima que o efeito estufa causado pelo homem ainda é inexpressivo na variação da temperatura da Terra. Vide artigos em anexo.

O “Global Warming” e a geração de empregos

A hipótese do aquecimento global rende muitos dividendos para organizações e pessoas em quase todo o mundo. Mantê-la e divulga-la é essencial para diversas universidades, ONG, instituições internacionais (ONU, IPCC, OMM, etc.), indústrias, empresas de consultoria e órgãos da imprensa em geral.

Ao contrário, provar que o Prêmio Nobel concedido ao senhor Al-Gore fez parte de uma farsa política e econômica neocolonialista, poderia causar um desastre em termos da oferta de empregos em quase todo o mundo desenvolvido.

Mas basta acontecer uma nova reunião do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que a audaciosa hipótese do aquecimento global é realimentada.

As ilhas de calor da Terra

Vários são os fatores que alimentam os oscilações climáticas planetárias. Além dos ciclos solares e do vulcanismo, os próprios movimentos de rotação e translação da Terra também, sem qualquer interferência humana, afetam suas temperaturas.

Mas é patente que o crescimento de grandes megalópoles de concreto, vidro e asfalto têm de ser considerados, muito embora em âmbito local, microrregional. México, São Paulo e Tóquio são bons exemplos de ilhas de calor.

Nota-se, no entanto, que pelo menos na ilha de calor do Rio de Janeiro as temperaturas têm sido declinantes na última década. Não ouvimos mais notícias dos “bairros quentes” nas décadas de 1960 e 70, quando chegaram a 45 oC à sombra.

Na verdade, hoje tagarelas especialistas da imprensa divulgam, com histeria climática, que em Bangu a temperatura alcançou o recorde de 35 oC! Só se for a máxima do dia e não a “de nunca na história desse país”.

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[1] A ideia simplificada do efeito de estufa é a de que a atmosfera é transparente à radiação solar (ressalvada a interferência muito significativa da refletividade das nuvens e da superfície), a qual aquece a superfície da Terra. A superfície compensa este aquecimento com contra-radiação infravermelha. Essa radiação aumenta com a temperatura crescente da superfície, e a temperatura ajusta-se até alcançar o equilíbrio. Se a atmosfera também fosse transparente à radiação infravermelha, a contra-radiação induzida por uma temperatura média de superfície de menos dezoito graus Celsius equilibraria a radiação solar entrada. Mas a atmosfera não é transparente ao infravermelho. Desta forma a Terra aquece um pouco mais pela devolução à superfície terrestre da radiação do espaço (gases naturais do efeito de estufa) do fluxo de radiação infravermelha. Isso é o que é chamado de efeito estufa natural. O efeito estufa antropogênico é similar, embora causado por atividades humanas.