Os inovadores parecem sem pilha


Invenções, ainda renegadas, podem mudar o mundo.

Recebemos um arquivo-relatório traduzido e organizado por Paulo César Fiuza Lima – morador de São José, Santa Catarina – contendo alternativas para motores de combustão interna, hoje ainda movidos por derivados de petróleo: são os motores elétricos ou movidos a hidrogênio. Repassamos aos leitores do blog o teor técnico desse trabalho.

O problema

Especialmente nas grandes áreas urbanas todos já sentiram os efeitos da contaminação do ar, causada por motores a explosão. Em cidades como México, Moscou, Pequim e São Paulo, dentre outras, os meios de comunicação sempre alertam sobre as graves ameaças à saúde de seus cidadãos:

  • Atenção, hoje o nível de poluição está alto,
  • Idosos e crianças não devem sair de casa,
  • Quem pratica esportes, não deve fazê-lo hoje,
  • Os asmáticos devem usar cilindros portáteis de oxigênio,
  • As demais pessoas precisam usar máscaras.

Um dos grandes responsáveis por essa calamidade, senão o principal, é o motor a gasolina ou a diesel que move milhares de veículos diariamente nos grandes centros urbanos.

Possíveis soluções

É óbvio que a extrema poluição do ar tornou-se uma excelente oportunidade de negócios para os melhores inventores. E várias soluções foram projetadas e executadas para resolver esse cenário de ameaça social generalizada.

Em 1996, a General Motors lançou seu primeiro modelo de carro elétrico – o EV1, Eletric Vehicle 1 – que, segundo o relatório, formou uma grande frota a circular pelo estado da Califórnia, durante cerca de 10 anos.

Este foi o orimeiro carro elétrico da GM

Este foi o primeiro carro elétrico da GM – EV1

Eram carros silenciosos e potentes, alcançando 100 km/h em 9 segundos, do jeito que norte-americano gosta. Não geravam poluição e sequer tinham tubo de escapamento. Podiam ser facilmente recarregados na garagem da casa de seu usuário.

No entanto, havia uma diferença na comercialização destes carros: não eram vendidos pela GM, mas apenas alugados aos seus usuários. E, sem explicar os motivos, um dia a montadora simplesmente não renovou os contratos de aluguel. Todos foram devolvidos ou recolhidos e sumiram das ruas californianas.

E qual foi o seu destino? Foram todos destruídos pela GM e empilhados num aterro!

Toda a frota de EV1 destruída pela GM

Toda a frota de EV1 destruída pela GM

Em 1997,  a Nissan apresentou no salão de Tóquio seu modelo elétrico, o Hypermini. Logo a prefeitura da cidade de Pasadena (Califórnia) adaptou o carro como veículo profissional para seus funcionários.

O Hypermini estacionado em Pasadena

O Hypermini estacionado em Pasadena

Os veículos da Nissan foram muito apreciados por seus usuários, sobretudo por sua facilidade de manobras e estacionamento. Circularam na cidade até agosto de 2006, quando o contrato de aluguel com a Nissan se expirou. Então o município propôs a aquisição de toda a frota de elétricos, mas a Nissan negou-se a vendê-los.

Tal como a GM, a Nissan recolheu todos os Hypermini e os destruiu de forma sumária, sem qualquer explicação.

Da mesma maneira, em 2003 a Toyota decidiu interromper a produção de seu veículo elétrico, o RAV4-EV 4×4 [1]. Começara a produzi-lo em 1997 e era uma verdadeira joia em tecnologias embarcadas. Basta lembrar um único indicador de desempenho: a carga completa da bateria custava próximo de R$ 6,00.

Este é o potente e renovado RAV4-EV, em 2012

Este é o potente e renovado RAV4-EV, em 2012-2013

A quantidade de aluguéis do RAV4 foi muito acima do que era esperado. No entanto, em 2005 os contratos de aluguel dos usuários do veículo com a Toyota expiraram. E o que ela tentou fazer? Apressou-se em recuperar todos os veículos para destruí-los!

Entretanto, desta feita a montadora se deu mal. Os usuários do veículo criaram uma associação para pressionar a Toyota – a “Don’t Crash” – e abriga-la a vender os RAV4. A pressão teve sucesso e, após três meses, em 2005, a Toyota concordou em vende-los, mas retirou-os da sua linha de produção.

Porém, ainda em 2005, o golpe final sobre os “toyoteiros vitoriosos” ocorreu sem misericórdia. Executivos que comandaram a fusão comercial entre a Chevron e a Texaco, compraram por US$ 30 milhões a patente da bateria do RAV4 e mandaram desmontar sua fábrica.

O lobbie das grandes petrolíferas não quer que veículos elétricos sobrevivam e assim seguem a auxiliar nas guerras do Oriente Médio por força do petróleo;  a matar pessoas em  todo o mundo, especialmente com os níveis da poluição criada pelo combustível fóssil.

De qualquer forma, as duas décadas de pesquisas e de trabalhos das grandes montadoras não foram jogados no lixo. Não há lobbie com força suficiente para cala-las em seus modos de produção e inovação.

Outras tecnologias limpas

O ex-governador da Califórnia dirige um SUV – Veículo Utilitário Esportivo – da General Motors, o Hummer H2H que, desde 2005, é movido a hidrogênio. Por sua vez, a BMW e a Honda já possuem veículos protótipos movidos a hidrogênio.

Hummer H2H, movido a hidrogênio

Hummer H2H, movido a hidrogênio

Em suma, montadoras do porte da Mercedes-Benz, BMW, Volkswagen, Ford, General Motors, Honda, Toyota, Nissan, Hyundai e Kia retomaram seus projetos e já preveem a data entre 2015 e 2018 como início da viabilização do carro movido a célula de combustível a hidrogênio.


[1] O modelo 2012-2013 do Toyota RAV4-EV tem motor elétrico de 155 cavalos, baterias de lítio desenvolvidas pela Tesla. Possui autonomia para 160 km. A recarga das baterias em 240 V demora em média seis horas. Para sair de 0 a 100 km/h gasta 7 segundos. Sua velocidade máxima é de 160 km/h. Sua capacidade de poluição é igual a zero.

Aguarde nossa resposta...

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s