“Us zimbargu in free-gente!”


“Us zimbargu in free-gente!” foi a frase proferida por um notável idiota internacional.

A expressão “embargo infringente” é, digamos, um tanto tormentosa. De forma sumária, trata-se da tentativa de “ameaçar ameaças”. Na condição de leigos é assim que a deduzimos pela lógica:

  • Embargar significa “impedir, conter, reprimir”.
  • Infringir é o mesmo que “transgredir, violar, desrespeitar”.
  • Assim, do ponto de vista jurídico, embargo infringente talvez seja a tentativa de impedir a execução de uma sentença julgada que, na opinião do réu, transgrida seu “direito à liberdade”.

Estamos a presenciar a fase final do julgamento da ação penal 470 que, no linguajar vulgar, chama-se Mensalão, com seus respectivos mensaleiros, a correr feito tartaruga gigante dentro da justiça brasileira.

Dr. Joaquim Barbosa, Ministro e Presidente do Supremo

Dr. Joaquim Barbosa, Ministro e Presidente da Suprema Corte

O objetivo dos mensaleiros

Desde de 2003, algumas altas autoridades públicas tinham a necessidade de garantir que as decisões do Poder Executivo recém empossado seriam confirmadas pelos parlamentares alugados, quer dizer, aliados. E foi na velocidade de um trem-bala que, conforme ficou comprovado pela ação penal 470, foram realizados desvios anômalos do erário público em favor de algumas lideranças partidárias. Algo como homenagear os companheiros com “nós paga e vocês vota calado”. Resultado: extinção silenciosa da democracia.

O foco desses senhores decerto era o domínio ditatorial do Estado: ─ “Esta é minha propriedade e aqui mando eu”! Em acordo com a doutrina jurídica estabelecida isso foi considerado crime de esquemas desvairados, organizados sob a forma de quadrilhas de falsários políticos.

O que é e como se encontra o Mensalão

Mensalão foi o nome criado pela imprensa para esses “esquemas organizados” por políticos, comparsas e empresários. Esquemas tais que levaram 5 anos para serem destrinchados e, até o momento, cerca de 7 anos para serem condenados e penalizados.

Por fim, chegamos à etapa onde a Suprema Corte analisa a lógica jurídica dos embargos formais, requeridos pelos advogados de defesa dos réus condenados: vinte e cinco deles que, segundo a posição de notórios juristas, formavam uma grande quadrilha internacional.

Porém, as questões que não se calam são as seguintes: ─ Formavam ou ainda formam as mesmas quadrilhas? Até quando deixaremos que permaneçam “enquadrilhados” e impunes?

Em qualquer país civilizado esses 25 condenados aguardariam sob custódia da polícia (em prisões públicas) o julgamento de seus recursos (embargos!) perante a Suprema Corte.

Para onde seguem os Mensaleiros

Embora os crimes cometidos pelos réus condenados hajam envolvido pelo menos “desvio de dinheiro público, corrupção ativa, corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e, sobretudo, formação de quadrilha”, ainda parece existir uma esperança facciosa de que os condenados sejam santos e profetas.

Esse tipo de atitude alinha-se com a das seitas e facções terroristas do Oriente Médio. Trata-se de uma espécie de Irmandade Corruptora, com hábitos nômades, dedicados à caça e coleta desenfreada do dinheiro público.

Acreditamos que ainda há uma boa chance de vermos os membros desta Irmandade reclusos por algum tempo em penitenciárias, e a contar, inclusive, com o idiota milionário que clama, a portas fechadas, pelos “resultados companheiros” dos “zimbargu in free-gente!”.

Par de vasos na primeira comunhão

Par de vasos na primeira comunhão

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