Seu voto e as eleições nacionais


Não parece haver dúvida que eleições diretas, com base no voto popular, constituem elementos básicos para os regimes democráticos. O sistema eleitoral deve ser transparente para todos os eleitores e, segundo nossa opinião, possuir cinco características básicas:

  • O voto não é obrigatório, vota somente quem desejar;
  • O voto é distrital, isto é, o Estado é dividido em distritos e cada um elege os candidatos por maioria simples (50% dos votos mais um);
  • Não há suplência para qualquer cargo eletivo;
  • O eleitor seleciona candidatos, independente dos partidos políticos a que pertençam;
  • As representações dos entes federativos são proporcionais ao número de eleitores de cada estado.
"Cacareco", o rinoceronte eleito vereador em 1959

“Cacareco”, o rinoceronte eleito vereador do Rio em 1959, com 100 mil votos

Para as eleições de 2014, em números redondos, o eleitorado brasileiro está estimado em cerca de 150 milhões de pessoas. Com base em dados de fontes confiáveis, mantidos os índices dos que normalmente não comparecem às urnas, é possível prever que apenas 75% da população redefinirá os destinos do país!

A primeira consideração refere-se ao elevado número de analfabetos funcionais [1], que podem apresentar dificuldades para escolher candidatos que, de fato, os retirem dessa circunstância imoral de desigualdade.

Segundo dados do IBGE, através da Pnad – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios [2], o Brasil possuía, em 2011, cerca de 30,5 milhões de cidadãos a viver nesta condição sub-humana. Ou seja, quase o equivalente a 20% do seu eleitorado previsto para 2014 e que os transforma, aos olhos de alguns, em “massa manipulável.

Selecionar candidatos

Nas eleições do ano que vem deverão ser eleitos o novo Presidente da República e seu vice, Governadores (e vices), Senadores e Deputados Federais e Distritais. E a questão básica que cada eleitor terá de responder a si próprio será a seguinte:

─ Com base em quais critérios selecionarei meus candidatos?

Não seria sequer razoável que sugeríssemos qualquer critério. Afinal, cada cidadão de per si sempre “tem certeza de que já possui os melhores”, independentemente de quais serão os futuros candidatos nas eleições.

De toda a forma, por também termos critérios que consideramos universais, para qualquer eleição dedicada aos cargos públicos acima declarados, seguem três critérios que consideramos como crivos básicos:

  • Para a Presidência da República, ter a formação universitária comprovada e necessária a um Estadista;
  • Para os demais cargos, ter formação acadêmica de nível superior;
  • Para todos os cargos, não estar sendo processado civil ou criminalmente.

Qualquer candidato que passar por estes crivos sobe para a Caixa de Pandora e passa a ser devidamente pesquisado e criticamente analisado. A maioria, decerto, morre asfixiada dentro da nossa caixa…

Urna eletrônica brasileira

A urna eletrônica brasileira não é para ser hackeada!

Hackers dentro da urna eletrônica

Em novembro de 2012, no auditório da Searj – Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Rio de Janeiro, situada na Rua do Russel no 1, houve um seminário intitulado “A urna eletrônica é confiável?”. O mais grave é que ficou demonstrado que essas urnas não estão mais confiáveis, com eram no passado, quando, em 1996, o sistema eletrônico de eleição foi implantado em todo o país.

Acompanhado por um especialista em transmissão de dados e um delegado de polícia, um jovem hacker de 19 anos, identificado apenas como Rangel, mostrou como interceptou os dados alimentadores do sistema de totalização eleitoral e, após o retardo do envio desses dados aos computadores da Justiça Eleitoral, modificou resultados, beneficiando alguns candidatos em detrimento de outros, sem nada ser oficialmente detectado.

Sem dúvida, a exposição de Rangel foi, embora muito triste, o ponto alto do seminário. Para os interessados em obter informações mais detalhadas, basta acessar o link Voto eletrônico hackeado, onde encontramos essas notícias.

Caso o sistema e suas urnas eletrônicas não hajam sido tecnicamente atualizados, com garantia total de transparência e controle da sociedade brasileira, as eleições de 2014 poderão se transformar, mais uma vez, em trapaças partidárias e governamentais.


[1] Analfabeto funcional: indivíduo capaz de decodificar letras, frases, pequenos textos e números, mas sem condição de entender o teor do que lê e fazer operações matemáticas.

[2] Também de acordo com a Pnad de 2011, a taxa de analfabetismo funcional estava mais elevada na região Nordeste, abrangendo 30,9% de sua população. A região Norte vinha logo em seguida, com 25,3%. Na região Centro-Oeste, 18,2%. Nas regiões Sudeste e Sul, mesmo com mais escolas e de melhor qualidade relativa, as taxas foram de 14,9% e 15,7%, respectivamente.

3 pensamentos sobre “Seu voto e as eleições nacionais

  1. Infelizmente os links colocados para cancelamento do recebimento das atualizações deste blog não estão funcionando ou exigem uma série de procedimentos que me fazem perder tempo e acreditar que tenho alguma inteligência. Solicito que cancele, portanto, os emails de atualização deste blog. Não tenho mais interesse em receber o material divulgado nele, ou em outras redes sociais.

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