Todo mundo a resolver o Brasil


É inacreditável, mas parece que até mesmo o governo federal tenciona reverter o caminho do sistema político brasileiro, o qual segue, intrépido e faceiro, rumo ao caos. Apenas não faz a menor ideia por onde deve começar e, muito menos, o que precisa fazer com racionalidade para estabelecer quais são as prioridades.

Levou muito tempo para o governo falar em cadeia nacional sobre as multidões nas ruas brasileiras, a protestar contra políticos corruptos, contra a inflação crescente,  a máquina pública e seu corpinho de bilhões de toneladas,  contra propostas mortíferas para a nação e, perdido lá no fim da fila, o tal do aumento de 20 centavos nos transportes.

O impacto imprevisto e leal das multidões

O impacto imprevisto e leal das multidões

Todos os ouvintes, ao final do discurso para a nação, ficaram sabendo que haviam acabado de perder 10 minutos de suas vidas, com a falação frouxa sobre “o meu governo”. De positivo, ouviu-se nada, além de mais “promessas da vigária”. E de “conto do vigário” os brasileiros já estão cansados há 10 anos.

Os farsantes continuam os mesmos , organizados no “formato de base alugada”, continuam a fazer promessas hipócritas e vazias:

─ “Ouvindo as vozes das ruas, vamos fazer uma reforma política, uma assembleia constituinte específica, um plebiscito, um referendo popular e o diabo a quatro”.

Lê-se diariamente artigos, editoriais e colunas de uma série de “especialistas” a propor suas próprias soluções para o Brasil. Contudo, esqueceram de que não há dinheiro público para remendar mais nada. Poucos foram os sensatos que tocaram no cerne do problema, nas causas do aumento dos gastos públicos: o tamanho ingovernável da máquina pública brasileira e os inúmeros partidos políticos que dela se alimentam, em “troca de cargos públicos para vender favores ao partido no poder”.

Ações prioritárias e inadiáveis

Na visão de alguns brasileiros, a Presidência da República e seus 40 ministérios – já incluído o Ministério da Mercandagem – serão obrigados a pensar em três linhas básicas de ação:

1. Reduzir o número de ministérios e secretarias para no máximo 12 ministérios, com as seguintes medidas complementares.

  • Exoneração completa de “cargos comissionados federais“, incluindo os comparsas nas empresas estatais.
  • Redução expressiva do quadro de funcionários públicos nos ministérios restantes.

2. Tornar o Congresso Nacional em parlamento unicameral, mantendo apenas o Senado, com as seguintes restrições:

  • Cada senador receberá somente um salário de trabalho, sem direito a qualquer “auxílio e ajuda monetária“.
  • O número de senadores não ultrapassará a 90 parlamentares, sendo calculado proporcionalmente à população de cada ente federativo.
  • Extinção de partidos políticos não representados no Senado.
  • Permitir candidatura de cidadãos comuns, sem associação a qualquer partido político.
  • Extinção definitiva da “coligação partidária“.

3. Fortalecer a Lei de Responsabilidade Fiscal, aplicando-a com pente fino” na União, Estados e Municípios.

Decerto há outras linhas de ação tão importantes que deverão ser pensadas com cuidado. Não pelo partido que se apossou do governo, mas por comissões de verdadeiros especialistas em governança pública. Por sinal, que considerem os acenos de mão e palavras de ordem das multidões que lotam as ruas e praças brasileiras.

Será através desses “ajustes morais“, que reduzem a corrupção e despesas públicas em centenas de bilhões de reais, que o Governo poderá oferecer serviços públicos de qualidade ao povo brasileiro.

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