Reforma Política já!


Brasília, Goiânia, Manaus, Belém, São Luiz, Teresina, João Pessoa, Natal, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, são as capitais onde ontem ocorreram novos protestos generalizados contra a forma imoral com que o país vem sendo governado.

A lembrar, protestos em Fortaleza aconteceram anteontem, iniciados na hora do jogo Brasil x México. Mesmo assim, reuniram cerca de 80 mil participantes, quem sabe fanáticos em futebol mas, decerto, a odiar o circo da super-corrupção, com lona montada e estaiada no país, há pelo menos dez anos.

Têm-se o informe de que eventos similares de repúdio ocorreram em mais 80 cidades, com destaque para Campinas e Ribeirão Preto. Contudo, as cidades do Rio e São Paulo são as principais caixas da ressonância política do país. Assim, no Rio foram estimados pela CNN mais de um milhão de manifestantes, enquanto em São Paulo, pouco mais de 100 mil. São números expressivos que notabilizam a atuação dos cidadãos brasileiros com maior consciência de seus direitos.

A maioria das passeatas foram concentradas e tiveram início normal, pelo que vimos na televisão. A visão de uma câmera aberta é mais ampla do que a da presença no chão. A única exceção parece ter ocorrido na cidade de Salvador, onde a política militar foi violenta, cruel e traiçoeira desde o início da passeata baiana. Talvez haja atuado seguindo estritamente as ordens do patrão, o governador da Bahia.

Área de concentração no Rio - Sérgio Borges, da Reuters

Área de concentração no Rio – Sérgio Borges, da Reuters

Na cidade do Rio foi bem diferente. Os manifestantes anunciaram antecipadamente por onde seguiria a passeata, bem quais os recados que desejavam dar aos políticos de forma pacífica. Ou seja, sair da Igreja da Candelária e seguir até o prédio da prefeitura, chamado de Piranhão desde que foi construído, para “conversar com Eduardo Paes”. Paes, decerto trancafiado e apavorado em sua “Sala de Situação”, assistiu à passeata em tempo real, no ar condicionado e imagens de alta resolução.

Somente dois canais de televisão estavam transmitindo o evento do Rio: a Globonews e a Record. Optamos pela Record, dado que o narrador do programa dava o exato nome aos bois: manifestantes apartidários, militantes radicais, vândalos e criminosos.

Boa parte dos militantes foi retirada pelos manifestantes, que não permitiam a ninguém carregar bandeiras de partidos políticos. No entanto, os primeiros a chegarem ao Piranhão, com um batalhão de choque perfilado nas escadarias da prefeitura, foram os vândalos e os criminosos. Apesar de serem relativamente poucos – não chegaram a “200 elementos” –, soltaram morteiros sobre os policiais militares e os agrediram com pedradas e pedaços de madeira. Fizeram diversas fogueiras na Avenida Presidente Vargas, destruíram pontos de ônibus, saquearam lojas comerciais, puseram fogo em cabine da PM e, por fim, saquearam e incendiaram um carro da imprensa.

Foi a partir daí que a passeata tornou-se uma violenta agressão policial, sem distinção das categorias dos manifestantes. Todo o aparato policialesco armado em defesa do prefeito, foi pessimamente organizado. E desandou a perseguir qualquer pessoa que participasse ou não das manifestações. Usando dois Caveirões fortemente armados, saíram do fim da Presidente Vargas e seguiram a cometer atrocidades até os bairros da Lapa, Flamengo e Laranjeiras.

Nosso filho mais novo, que jogava futebol no aterro do Flamengo com amigos, nos confirmou ao retornar para casa que “um Caveirão passava na Praia do Flamengo e lançava bombas de gás lacrimogênio de forma aleatória”. Mesmo que situados distantes destes quase homicidas mal treinados, sentiram ardência nos olhos, dificuldade de respirar e secura na garganta. Imaginem os que estavam na passeata como alvos destes animais!

Cremos só haver uma solução para conter a depredação do erário público, como ocorre em todo o país: completa Reforma Política! O Brasil só precisa de ter 10 Ministérios, nenhum cargo de confiança, nenhuma secretaria especial ou extraordinária, fim dos salários indiretos para os três poderes e espaço para que a iniciativa privada faça os investimentos que não cabem ao Estado.

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