A corrupção sonega a democracia


Corrupção pública é um brutal ato de terrorismo ditatorial.

Considerando apenas a segunda metade do século 20, vamos relembrar um pouco da história política do Brasil, sobretudo a que ocorreu principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Claro, sempre provida de ímpares regências mineiras. Pelo menos três acontecimentos foram decisivos para nossa busca pela democracia e a liberdade de pensar:

  • “A Passeata dos Cem Mil, que foi uma manifestação popular de protesto contra a ditadura militar no Brasil, ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968, ano do AI-5, organizada pelo movimento estudantil e que contou com a participação de setores civilizados da sociedade brasileira”.
Passeata dos Cem Mil - reprodução de O Globo

Passeata dos Cem Mil – reprodução de O Globo

  • “O movimento das Diretas Já, que foi realizado por líderes democráticos, durante os anos 1983-1984. Seu mais exuberante grito aconteceu no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. Foi conduzido por políticos de diversas tendências, como Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, André Franco Montoro, Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso, Roberto Freire, Dante de Oliveira, Brizola e Lula, dentre outros”. Irradiou-se por quase todos os estados brasileiros.
Comício para as Diretas Já

Comício das Diretas Já

  • “O eloquente movimento estudantil dos Cara-pintadas, que aconteceu durante o ano de 1992, novamente um protesto contra a corrupção pública instalada no Governo de Fernando Collor de Melo. Foi um processo crucial para seu impeachment como Presidente da República”. Da mesma forma, repercutiu de maneira estrondosa em muitas capitais.
Os Caras-pintadas - reprodução de Notícias R7

O movimento dos Caras-pintadas 

Houve outras passeatas e movimentos de menor escala; mas esses três – 1968, 1984 e 1992 – mudaram o caminhar da história brasileira contemporânea. Especialmente por um fato inquestionável: possuíam motivação específica e bem clara. Além disso, alcançaram suas finalidades de forma gloriosa, mesmo que algumas vezes dolorida. De toda a forma, valeram a pena e precisam ser repetidos sempre que necessário!

Entretanto, os conflitos de rua que vêm acontecendo nos últimos dias, tanto na cidade de São Paulo e como na do Rio, não nos parecem claros em suas motivações e finalidades. Decerto há jovens que estão reclamando do aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus. Porém, se há policiais infiltrados nos grupos dos reclamantes, conforme foi dito pela mídia, com a intensão de testar suas “inteligências amestradas”, cremos que há uma série de animais ideologizados que visam a criar um clima de baderna num movimento plenamente democrático

O que estimula o nosso entendimento foi a pronta-resposta do senador deletério, Romero Jucá, em propor, automaticamente, enquanto as passeatas de ontem ainda ocorriam, um projeto de lei que transforma movimentos democráticos contra as decisões dos governos em “atos de terrorismo com severas punições já especificadas”. Parece-nos lógico admitir que esse projeto já estava em alguma gaveta do Congresso esperando a hora de ser lançado como base para uma ditadura.

Um grande amigo já falecido com certeza diria que esse senador é “um abestado”, um ser endiabrado pela Besta do Apocalipse.

Opinião sobre os movimentos

O atual cenário político e econômico brasileiro nos parece grave. Contudo, não deriva de mais 20 centavos para passagens do transporte público. Com base em fatos há muito conhecidos, observam-se entidades clandestinas financiadas indiretamente pelo erário público com a finalidade aparente (mas às vezes ostensiva) de criar conflitos entre classes e etnias: agricultores x índios, negros x brancos, ambientalistas x desenvolvimentistas, patrões x empregados são alguns exemplos. As ações do MST são agressivas e nítidas a qualquer cidadão brasileiro. Aliás, qual é mesmo o CNPJ do MST? Alguém pode informar?

É maquiavélica a expressão “dividir para dominar”. Para tanto, criam-se conflitos das mais variadas naturezas, sempre escondendo seus verdadeiros autores e interessados por trás de entidades clandestinas. Contudo, a ameaçada classe média brasileira já dá sinais que ainda não foi apagada do mapa e pretende enfrentar as consequências da inflação crescente, do PIB precário, das ameaças de desemprego, do crescente déficit da balança comercial e, sobretudo, da abominável intervenção crescente do Estado em sua vida privada.

Toda a atenção é pouca para não sermos manipulados como meros joguetes nas mãos dos criadores de conflito.

Spray de pimenta no rosto do cinegrafista

Spray de pimenta no rosto do cinegrafista

Demonstração de paz

Demonstração de paz, vamos em frente!

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