A difícil arte da fotografia


Os que sabem como fotografar coisas de qualquer gênero dizem ser um trabalho complexo de ser realizado, em especial quando utilizam as antigas ferramentas analógicas. Contudo, fotógrafos profissionais, mesmo os já adaptados às modernas máquinas digitais, quase sempre as usam com controle manual, como se fossem iguais a seus “velhos equipamentos mecânicos” da década de 1970.

Os desafios das configurações manuais são realizar em poucos segundos os seguintes aspectos básicos: (i) manusear o aparato tecnológico digital com sabedoria, (ii) ajustar a velocidade do obturador, (iii) definir a abertura do diafragma e (iv) estimar a profundidade de foco desejada, antes de dar o disparo no objeto de interesse. Justo por isso, muitas vezes fotógrafos amadores exclamam:

─ “Ih! O cara sumiu!” …

Pois é, mas essa é apenas a parte trivial da fotografia. Muito além dela, antes de realizar os ajustes na máquina, é essencial verificar a incidência e a quantidade de luz no local ou no espaço a ser fotografado, a posição da lente em relação à luz e, durante a tomada fotográfica, ajustar o melhor “corte” possível para o registro que se deseja memorizar.

Se alguém nos perguntar se respondendo a todas essas medidas seremos capazes de fazer fotos espetaculares, a resposta é única:

─ “Não, nunca! Continuarão a fotografar com telefones celulares ‘inteligentes’, como se fossem magos ancestrais, e reproduzindo porcarias”.

Enfim, sendo objetivos, apresentamos uma pequena sequência de fotos que exprime o que deve ser o produto de um fotógrafo profissional de primeira classe. Não há retoques nas fotos. Os registros que se seguem são propriedade de Ronaldo Kohn (com página no Facebook).

Belos contrastes panorâmicos

Belos contrastes panorâmicos com foco infinito

Newton Ricardo em primeiro plano, contraste e profundidade

Newton Ricardo fotografando em primeiro plano, contraste, foco e profundidade – Foto histórica

A imagem da incomum luz dourada no fim de tarde

A imagem da incomum da luz dourada no fim da tarde 

Luz no primeiro plano e nuvens difusas ao fundo

Luz no primeiro plano e nuvens difusas ao fundo, céu azul e forte contraste

Diante do que pudemos constatar, concluímos que enfrentar todos os desafios para ser um bom fotógrafo, em busca de uma remuneração honesta, é bem melhor do que viver em um país que sofre da irremediável crise de corrupto-neurastenia política, a qual em breve será fatal para a “classe dos políticos que se acham superiores”.

E, assim sendo, nada mais havendo a tratar, fixados nas densas nuvens postadas, lembramos das angústias do Mestre da Fotografia, Henri Cartier-Bresson:

─ “A gente olha e pensa: quando disparo? agora? agora? agora? … Entende? A emoção vai subindo e, de repente, pronto. É como um orgasmo, tem uma hora que eclode. Ou temos o instante certo ou o perdemos…e não há como recomeçar…”.