Os ataques mortais da Lula de Humboldt


Lula Colossal, Lula Gigante e Lula de Humboldt: três mistérios para a ciência.

Apesar da grande variedade de espécies de lula já identificadas nos mares do planeta, restringimo-nos apenas a três delas, que provavelmente constituem o maior desafio para as ciências do mar e de seus habitantes: a Colossal, a Gigante e a de Humboldt.

A Lula Colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni) é a maior espécie de lula conhecida e única espécie do gênero Mesonychoteuthis. Até agora é o maior invertebrado conhecido do planeta, podendo chegar a 25 metros de comprimento, segundo estimativas de pesquisadores e cientistas que a estudam desde 1925. As lulas colossais vivem em águas geladas e especialistas estimam que habitam na coluna d’água a mais de 2.000 metros de profundidade.

Lula Colossal

Lula Colossal na bancada para análise de cientistas

A lula colossal é predada por cachalotes, mas deixam marcas profundas no predador, através das garras contidas em seus tentáculos e de seus bicos demolidores.

Tem-se conhecimento de apenas quatro ocorrências – em 1925, 1970, 2003 e 2007. Em todos os casos a Colossal morreu ao ser capturada ou já estava morta. A lula capturada por acaso no ano de 2007, por pescadores neozelandeses, foi digna de recorde: pesava cerca de uma tonelada e meia.

A Lula Gigante (Architeuthis spp.) é um cefalópode da ordem Teuthida, sendo o segundo maior invertebrado existente na Terra. As oito espécies do gênero Architeuthis habitam as profundezas dos oceanos e podem atingir comprimentos de 10 metros para os machos e 13 metros para as fêmeas, medido desde a barbatana caudal à ponta dos tentáculos.

Lula Gigante um tanto retotocada

Lula Gigante (um tanto retocada)

A sua existência foi considerada um mito por muito tempo, mas a descoberta de corpos e juvenis no estado larval veio mostrar que a lula gigante existe. Somente em setembro de 2004, a equipe do pesquisador japonês, Tsunemi Kubodera, do Museu Nacional Científico de Tóquio, e Kyoichi Mori, da Associação de Observação das Baleias Ogasawara, conseguiu fotografar pela primeira vez na história um exemplar vivo no Pacífico norte, perto das ilhas Ogasawara. O animal de oito metros de comprimento agarrou-se a uma isca, presa a um cabo lançado a 900 metros de profundidade. O espécime lutou por quatro horas para se libertar, amputando um dos tentáculos. O tentáculo media cerca de 5,5 metros e foi resgatado pelos cientistas, ainda se movendo. As centenas de fotos obtidas foram divulgadas apenas um ano depois, em uma revista científica.

Oito anos após, em julho de 2012, cientistas japoneses filmaram pela primeira vez uma lula gigante viva no seu habitat, a centenas de metros de profundidade, num projeto de parceria entre o Discovery Channel e o Museu Nacional da Ciência e Natureza do Japão. O espécime foi localizado a 630 metros de profundidade, a partir de um submersível com três tripulantes, ao largo da ilha de Chichijima, quase 1.000 quilômetros ao sul de Tóquio.

A Lula de Humboldt (Dosidicus gigas) é uma espécie que vive em águas profundas no leste do Pacífico – costa do México, dos EUA e em parte da costa canadense. É adaptada a águas temperadas, bem menor e mais leve do que suas primas. Atinge a mais de 1,5 metro de comprimento, com cerca de 50 quilos de peso. Possui bico afiado e tentáculos providos com garras cortantes, sendo um carnívoro agressivo, dotado de incrível propulsão e de meios imprevisíveis de mobilidade.

As agressivas lulas de Humboldt

A selvagem e agressiva Lula de Humboldt

As Humboldt, diferentemente da Colossal e da Gigante, sempre caçam em bandos. E esses bandos crescem rapidamente em função da quantidade de presas disponível. O que não chega a ser propriamente uma alegria, pois elas atacam e se alimentam de quase tudo que se mexe. Além disso, sua capacidade de reprodução é elevada e sua adaptação ao ambiente também. O que está comprovado é que a duas ou três décadas as Humboldt ocorriam apenas na costa mexicana e da parte da Califórnia. Hoje chegam em quantidade até o Canadá, atacando e consumindo a fauna marinha de interesse alimentar humano.

As lulas de Humboldt apresentam capacidade de mimetismo bastante elevada, mudando as cores de seu corpo – tentáculos, cabeça e manto – de acordo com a dinâmica do ambiente em que se encontram. Usam essa camuflagem para surpreender suas presas e mesmo nos encontros com humanos, quando estes podem sofrer elevados danos físicos.

Há poucos vídeos mostrando as ações dessas lulas. Consideramos que este parece ser o mais informativo: “Lula de Humboldt”.

Visão do blog

As ações sistemáticas dessas “quadrilhas de Lula” põem em risco a pesca e o comércio de peixes na costa californiana. Consideramos uma saída razoável a resposta dos restaurantes, colocando vários pratos de Humboldt em seus cardápios. Consumi-las é melhor do que atura-las em seus ataques selvagens e destrutivos.

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