Esse “animal” vai chegar às…


Forças Armadas norte-americanas…

Reprodução parcial de matéria do site Inovação Tecnológica.

Parece que finalmente cientistas e pesquisadores entenderam que o espaço biótico do ambiente primitivo é uma excepcional fonte de criatividade e inspiração. Talvez concluam que será espelhando a fauna e a flora que evoluirão em pesquisas e produtos. Por sinal, acabam de reproduzir em detalhes a asa robótica de um morcego.

Asas de morcego robóticas

Asas de morcego robóticas

Dinâmica de voo dos morcegos

Além de obter informações valiosas sobre a dinâmica do voo desses mamíferos voadores, eles esperam equipar os robôs voadores com mecanismos de locomoção mais eficientes e com menor consumo de energia.

Os testes em túnel de vento mostraram que a asa biomimética reproduz de forma muito fiel os parâmetros básicos de voo do morcego, sendo capaz de gerar sustentação suficiente para suportar um robô com o mesmo peso corporal do morcego real.

O trabalho é resultado da colaboração entre o engenheiro Kenneth Breuer e a bióloga Sharon Swartz, da Universidade Brown, nos EUA.

A asa de morcego robótica promete se tornar um mecanismo perfeito para a locomoção de pequenas aeronaves e robôs autônomos, mais eficientes do que, por exemplo, um robô beija-flor e micro-aviões que voam como pássaros.

Robôs voadores

As asas ainda não foram acopladas a um robô real – quando eles falam em robô, referem-se à estrutura que é fixada para movimentar as asas e decolar o robô.

A equipe testou o rendimento da asa de morcego robótica, ligando-a a um equipamento que registra as forças aerodinâmicas geradas pelo seu movimento (transdutor) em um túnel de vento.

Medindo a potência de saída dos três pequenos motores que controlam as juntas móveis da asa robótica, os pesquisadores podem avaliar a energia necessária para fazê-la bater de forma mais adequada em condições reais.

Isto está permitindo definir os níveis de batimento das asas que produzem a melhor sustentação e dão o maior impulso, para fornecer maior velocidade aos futuros robôs.

Joseph Bahlman, o construtor da asa de morcego robótica confirma as questões já solucionadas pelo projeto:

— “Nós já respondemos a questões do seguinte gênero: como aumentar a frequência dos batimentos de asa para melhorar sua sustentação; qual é o custo de energia com o aumento desta frequência; e como medir a relação entre esses parâmetros cinemáticos, as forças aerodinâmicas e o consumo de energia”.

Agora que o modelo encontra-se operacional, Bahlman afirma ter muitos planos para ele, antes de colocar as asas para voar em um robô voador:

— “O próximo passo é começar a variar os materiais. Nós queremos testar diferentes materiais para as asas, com distintos graus de flexibilidade para os ‘ossos’, para vermos se há benefícios decorrentes da variação dessas propriedades dos materiais utilizados.”

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