Boate e servidor público


A desgraça na cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul

Construir uma boate que receba até duas mil pessoas por noite, dançando e bebendo. Esse é o desafio estúpido a ser superado. Mas, no mínimo, há de ser um prédio com segurança absoluta para todos os frequentadores.

Porém, não é o caso da Boate Kiss, que pegou fogo na madrugada de domingo passado e deixou a marca tétrica de mais de 230 jovens mortos, em sua maioria por asfixia com gases tóxicos. O teto parece haver sido rebaixado e recoberto com material inflamável, para “proteção acústica”, pasmem. O espaço interno é bem reduzido, pintado de cor escura, mal iluminado e cheio de labirintos, a facilitar “acidentes coletivos”.

O evento lastimável e fora de controle

O evento lastimável e fora de controle

De acordo com a planta da boate, publicada por diversos meios, a casa tem uma estreita entrada/saída, controlada por seguranças privados que não permitem a saída de qualquer frequentador sem apresentar as “comandas pagas”.

Isso não é uma boate; trata-se de um Campo de Concentração Privado!

Resta saber quais as instituições do setor público que legalizaram esse Campo de Concentração e, com absoluta certeza, quem é o verdadeiro proprietário do Campo Kiss. Certamente, não são os dois laranjas que se apresentaram à polícia.

Há diversas fontes a afirmar que o proprietário do Campo Kiss é um deputado federal, ligado a Marcos Valério e à quadrilha do Mensalão. Isso leva muitos a pensar que todo servidor público brasileiro, seja ele eleito, concursado ou nomeado por ser um “companheiro leal à causa da quadrilha”, pode tornar-se uma ameaça criminosa. E sempre à revelia das necessidades e desejos da maior parte do povo brasileiro.

Se há dez anos esse fato não era nítido, hoje parece ser uma verdade incontestável, pois há hierarquia nas atuais quadrilhas políticas em exercício e é visível até mesmo para qualquer observador cego e desatento.

Há três dias que parte da imprensa brasileira “incendeia e queima” milhões de reais tóxicos para trazer na tela entrevistas com uma pilha de ordinários serviçais públicos de nosso país. E ao narrarem como veem a tragédia, fazem autoelogios, dizendo sempre haver cumprido suas obrigações funcionais. Com cenhos franzidos e severos, tentam demonstrar que são excepcionais gestores públicos. No entanto, comprovam no máximo que são apenas espécimes oportunistas, capatazes vendidos ao exercício de ideologias populistas, lotadas de porca demagogia.

E o que resta deste brutal acidente? Por enquanto dor; muita dor e muito luto.

O Luto e a Dor

Luto e Dor

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