Repleto de perguntas e dúvidas


Olhando um bebê recém-nascido, dormindo em seu berço, é possível imaginar quem será essa pessoinha no futuro. Contudo, será muito difícil concluir qualquer coisa aproveitável. Todas as pessoas ao nascerem são apenas dúvidas. Claro que a família e amigos próximos criam várias expectativas positivas e desejam a plena felicidade do futuro jovem.

Por outro lado, embora muitos tentem, um jovem não pode ser criado como um projeto programado por seus responsáveis; por mais cultos e ricos que sejam, por mais recursos que possam disponibilizar.

Há um fator preponderante que é próprio de todo o ser nascente. Chama-se arbítrio, que desde cedo começa a se manifestar. Cresce a cada dia e segue se consolidando. A liberdade deste exercício de vontades é essencial e precisa ser incentivado para tornar-se legítimo livre arbítrio.

Livre arbítrio

Livre arbítrio

No entanto, para usarmos esta capacidade humana, que nos diferencia dos outros animais, é necessário “ajustarmos nosso livre arbítrio”, sem deixa-lo perdido no tempo e no espaço, sem critérios sociais. A melhor forma de realizar este ajuste é questionando-nos acerca do que desejamos, é criando dúvidas sobre a legitimidade e a oportunidade de nossos anseios. Em suma, fazermos perguntas para responder a nossas dúvidas.

Acreditamos que este processo precisa ser eterno enquanto vivermos, não apenas para os jovens cidadãos. A vida quase nunca é construída sobre certezas. Ao contrário, é erigida a partir de respostas indecisas a dúvidas sistemáticas e permanentes.

Assim, aproveitamos as Festas de Fim de Ano para desejarmos a todos os seguidores deste blog, mais um novo ano repleto de perguntas, dúvidas e reflexões, que sempre ajudam a reconstruir o pleno e livre arbítrio!

2 pensamentos sobre “Repleto de perguntas e dúvidas

  1. Cuidado! Veja uma frase perigosa: “A liberdade deste exercício de vontades é essencial e precisa ser incentivado para tornar-se legítimo livre arbítrio.”

    A vontade individual está limitada pelo interesse coletivo. Como qualquer animal social, há regras de conduta que devem ser observadas. O livre arbítrio produziu a falência educacional do país e de famílias inteiras. Uma psicologia torta que pregava liberdade total para crianças escravizou pais e professores.

    Muito bem aplicada pela mídia, gerou um novo consumidor, o infantil, que exige roupas de grife e até mesmo jóias. Quantos de nós, que temos mais de cinquenta anos, tomamos qualquer decisão sobre o que vestiríamos quando crianças? Em que essa repressão nos afetou?

    O livre arbítrio deve ser estimulado junto com o senso de responsabilidade. Os limites devem ser muito bem esclarecidos, e as punições impostas pela lei também. Dentro desses limites qualquer cidadão pode tomar a decisão que quiser a respeito de sua vida.

    Eu sabia claramente que meu sapato estava furado, assim como o do meu irmão – e também de alguns colegas – porque não havia dinheiro suficiente para arrumar a sola. Eu sabia que não poderia pedir de Natal o famoso “Forte Apache”.

    É isso que falta à educação atual, a definição de limites. O livre arbítrio sem limites leva também a um desajuste social , por vezes, irreversível. Basta ver a frequência de jovens que matam os pais interessados na herança. O excesso de liberdade dado a uma criança não necessariamente faz dele um adulto melhor.

    Rodrigo

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    • Atenção, Dom Rodrigo!

      Uma frase isolada, fora de contexto, é perigosa até nas páginas Bíblia. Dentro do contexto do próprio artigo de Boas Festas, segue o seguinte:

      “No entanto, para usarmos esta capacidade humana, que nos diferencia dos outros animais, é necessário “ajustarmos nosso livre arbítrio”, sem deixa-lo perdido no tempo e no espaço, sem critérios sociais. A melhor forma de realizar este ajuste é questionando-nos acerca do que desejamos, é criando dúvidas sobre a legitimidade e a oportunidade de nossos anseios. Em suma, fazermos perguntas para responder a nossas dúvidas”.

      Acreditamos que este processo precisa ser eterno enquanto vivermos, não apenas para os jovens cidadãos. A vida quase nunca é construída sobre certezas. Ao contrário, é erigida a partir de respostas indecisas a dúvidas sistemáticas e eternas“.

      “Assim, aproveitamos as Festas de Fim de Ano para desejarmos a todos os seguidores deste blog, mais um novo ano repleto de perguntas, dúvidas e reflexões, que sempre ajudam a reconstruir o pleno e livre arbítrio!”

      Fica bastante diferente, não acha?…

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