Sem curiosidade não há ciência


Vimos recebendo mensagens nos perguntando de onde são as fotografias que se alternam aleatoriamente neste blog. Vamos fazer uma breve apresentação. Algumas delas já foram postadas em artigos passados. Mas, como sempre, a boa curiosidade deve sempre ser atendida; seguem as fotos e seus conteúdos, bem com a respectiva localização geográfica.

A fotografia abaixo foi registrada na República de Palau – um pequeno país insular, isolado no meio de Oceano Pacífico, ao norte de Papua-Nova Guiné. A foto traz um belo Peixe-Mandarim (Synchiropus splendidus), típico daquela região tropical cheia de corais, embora também seja encontrado no Oceano Índico e no Caribe.

Peixe-Mandarim, em águas de Palau

Esta foto foi tomada na grande barreira de corais, situada no nordeste da Austrália. Mostra o ambiente marinho protegido pelas anêmonas, onde vive um grande número de espécies da ictiofauna e, dentre elas, as 27 espécies conhecidas do Peixe-Palhaço. Neste caso, temos o Amphiprion ocellaris (pequeno e ao centro) e mais dois parceiros não identificados.

Peixe-Palhaço, em Barreira de Corais

Fazendo um grande giro pelo planeta, mudamo-nos para as dunas de Genipabu, no litoral Rio Grande Norte. Nesta foto ficou encoberta pela duna uma deliciosa pousada, situada na foz de um rio, desaguando no Oceano Atlântico. Tem-se o rio, o mar aberto e as dunas que com eles se integram nas varandas das choupanas da Pousada do Sol.

Praias e dunas de Genipabu, no nordeste do Brasil

Situado na borda do arco dos Alpes italianos, em Tirol do Sul, o pequeno Lago de Carezza, encaixado em rochas e solos dolomíticos, é uma grande atração ao turismo e à conservação ambiental da ponta nordeste da Itália. Já publicamos uma nota com esta foto inteira.

Lago de Carezza, no nordeste da Itália

Na era Mesozoica, há cerca de 350 milhões de anos, não existiam máquinas fotográficas, por óbvio. Mas foi nessa oportunidade que o continente Pangeia iniciou sua fragmentação, segundo a teoria da deriva continental. Esta foto registra um pequeno “caco da Pangeia” que foi parar em terrenos que formaram o Canadá.

Costa ocidental da Pangeia, deixada no Canadá

Esta foto também foi registrada na barreira de corais da Austrália. É provável que apresente uma outra espécie do Peixe-Palhaço. Contudo, o espécime encontra-se muito escondido entre as anêmonas para ser identificado. Tudo leva a crer pelo formato do corpo e pelas barbatanas dianteiras, com a mancha circular clara atrás da linha dos olhos, que se trata de um Amphiprion rubacinctus.

O pequeno peixe assustado dentre corais

Por fim, como não poderia deixar de ser, chegamos a Amazônia. Escolhemos esta foto por vários motivos. Menor densidade da mata tropical, focalizando em talvegue inclinado, com base de pedras, que apresenta vegetação baixa, arbustiva e arbórea. Com apenas uma certeza: pode transformar-se em pequenos lapsos de tempo, sempre e várias vezes, de modo aleatório, mas buscando um novo estágio de sustentabilidade ambiental.

Os ecossistemas amazônicos em coevolução

4 pensamentos sobre “Sem curiosidade não há ciência

    • Agradecemos o elogio. Mas é um bom trabalho descobrir as fotografias, sua localização e quem são “os fotografados”. Depois ainda resta a necessidade de uma edição para beneficiar as imagens.

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