O melhor contrato bate dentro do peito


Há acontecimentos inexplicáveis que acontecem ao acaso, sem dia ou hora marcada, e que reúnem espontaneamente muitas pessoas desconhecidas até aquele momento. Por exemplo, imaginem um foco de incêndio em uma área vegetada. É bem possível que várias pessoas, que nunca se viram antes, se juntem para tentar interromper o início de uma possível grande queimada. Correm riscos até de vida, todos arriscam-se, sem haver combinado nada, sem terem contratos ou pagamento para realizar esta tarefa arriscada.

Podemos citar várias situações similares em que esta motivação realmente humana se faz presente e fala bem mais alto do que a nossa própria integridade pessoal. Diríamos que talvez se trate da consequência do sentimento elementar da luta pela sobrevivência de nossa própria espécie, quem sabe.

Mas, houve uma situação especial e inusitada que precisa ser conhecida por todos. Aconteceu na praia de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos, Estado do Rio, há cerca de um ano ou mais. Em um belo dia de sol, com céu de Brigadeiro, um grupo de golfinhos nadou em direção da areia, seguindo seu líder. Estavam completamente desorientados, o que é um fenômeno muito raro de acontecer com golfinhos.

Golfinhos desorientados na praia de Arraial do Cabo

Havia poucas pessoas na praia além de um cinegrafista amador estrangeiro. Ele filmava o mar, certamente encantado, quando observou que na área da arrebentação um grupo de peixes vinha reto e rápido em direção da areia. E realmente foi o que aconteceu, todo o grupo de golfinhos encalhou na areia. Debatiam-se sem alternativa, decerto tentando corrigir o incorrigível raro engano.

Quase todas as pessoas que estavam na área ou passavam na hora uniram-se para salvar os golfinhos. Raros foram os que ficaram apenas olhando. Nada poderia ter sido combinado, pois todos estavam surpreendidos com o fato. Poucos sabiam o quê e como proceder. Mas, em poucos segundos todos se tornaram doutores em salvar golfinhos encalhados.

Com absoluta certeza asseveramos que os “guarda-vidas de golfinhos“, nunca antes treinados, jamais se esquecerão do dia em que enfrentaram e venceram a luta pela sobrevivência de uma outra espécie animal, não sapiens sapiens.

Em nossa opinião, mesmo que leigos na matéria ambiental, estas pessoas descobriram de forma espontânea que podem salvar o Ambiente Planetário. Sem acordos ou contratos, apenas com disposição voluntária.

2 pensamentos sobre “O melhor contrato bate dentro do peito

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