Considerações sobre a ‘ciência da política’


Falar em poder político, poder econômico, poderes do poder ou poderes sobre o que quer que seja, parece-nos estranho no Brasil deste século XXI. Na verdade, todos juntos, os poderes de tudo, resumem-se no poder da corrupção ou no poder total dos ladravazes, dos grandes e brutais ladrões políticos. Muitos brasileiros morrem diariamente, à míngua, por força das falcatruas dessas bestas sem miolos.

Até parece que gostamos dessa linguagem. Mas, não é verdade. Não gostamos das ditas “discussões políticas”, sobretudo quando a outra parte – arfante e a babar – para defender suas opiniões sobre o momento atual de nossa história cita Nero, Arquimedes, Belzebus, Lula e outros. Compara contextos absolutamente distintos no tempo e no espaço, sempre a jurar que está demonstrado quetudo foi sempre assim”.

Arquimedes, no quadro de Domenico Fetti, 1620

Da maioria absoluta dos citados, desconhecemos o que fizeram pelo do planeta. Aliás, se bem nos recordamos, neste seleto grupo houve de tudo: incendiário, explosivo, matemático, físico, astrônomo, inventor, demônio, ladrão e estúpido. Um timaço de mais de 2.000 anos!

De certa forma, quase todos se consideraram políticos em seu tempo. Mas, realmente o foram? O grego Arquimedes, nascido em 287 a.C., foi morto por um abestado soldado romano durante o cerco a Siracusa. Decerto, não foi nem um pouco político, nem queria sê-lo. Foi sim, um gigante da matemática e um dos maiores cientistas da antiguidade.

Quanto aos demais, nada podemos dizer, pois desconhecemos suas vidas e em que posição jogavam no Timaço da Humanidade. Entretanto, salientamos que o demônio, o ladrão e o estúpido sequer jogaram ou sentaram “no banco”. Poderosos, apenas articulavam escondidos nas alturas das arquibancadas. O incendiário e explosivo fez poucas e boas, marcando vários gols-contra o tempo todo, chegando ao gol do suicídio.

Sendo assim, sobra-nos apenas o astrônomo, físico e matemático que refletiu ser capaz de mover a Terra caso tivesse uma alavanca e um ponto de apoio.

Embora fossem considerados políticos de suas regiões, além de Arquimedes, nenhum desses humanos conseguiu lograr qualquer êxito. Nem atuando em conjunto, muito menos jogando sozinhos, com os próprios pés. No entanto, todos deixaram seus legados: ou para “alguns pequenos povos” ou para toda a Humanidade.

Arquimedes de Siracusa, sem dúvida “fez a cabeça” de Galileu e de Isaac Newton, também verdadeiros expoentes científicos de seu tempo, dentre outros que os sucederam.

A atual ciência da política

Pela manhã, ao abrirmos os jornais de hoje ficamos aturdidos e envergonhados com as notícias e colunas publicadas relativas ao Brasil. O assunto é corrupção nas suas nuances jurídicas – corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro – e em quase todas as páginas.

Dos seis réus julgados na primeira parte do julgamento da Ação Penal 470, o Escândalo do Mensalão, cinco foram condenados, sendo três empresários e dois atuando no sistema corruptivo público. Faltam ainda outras sete partes, com mais 31 réus. O que deve ser esperado?

Entendemos que os desvios do dinheiro público tiveram início ao amanhecer de 2003 e que sua principal motivação foi a de pagar as contas vermelhas do Partido dos Trabalhadores que se encontravam “avermelhadas”. E ao que indicou a primeira parte do julgamento, esse dinheiro também adocicou os bolsos dos ditos “mensaleiros”. Além, é claro, de remunerar os “serviços” prestados pelas empresas privadas (e muito amigas), contratadas a título de formular estratégias de marketing, criar e lançar campanhas político-publicitárias e realizar pesquisas eleitorais.

Diante desse primeiro cenário jurídico, com condenações factuais na última instância, perguntamo-nos por que o partido político beneficiado pelo imbróglio não foi acusado de nada? Como continua a existir? Por que ainda não foi extinto?!

Talvez fosse o caso de processar juridicamente o partido para que devolva aos cofres públicos tudo o que haja recebido para “azular” suas contas bancárias. Claro, com juros e correção monetária.

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