Esclarecimentos sobre a bioremediação


As diferenças e vantagens da bioremediação

Pacotes de bactérias especializadas não atuam como dispersantes ou detergentes.

Ontem à noite publicamos um artigo no site – “Conheça as técnicas de bioremediação” –, em https://rrupta.wordpress.com/2012/08/27/conheca-as-tecnicas-de-bioremediacao/. Como era razoável esperar, alguns leitores não compreenderam muito bem o que são os processos da bioremediação, trocando-os por outros processos que utilizam dispersantes químicos (processos de dispersão). Até porque o artigo referido é apenas uma breve introdução ao tema, feito pelo especialista Celso Schneider. Vamos tentar compará-los em seus resultados.

Os processos de dispersão são utilizados para desconcentrar e suavizar manchas de óleo em corpos d’água. No entanto, por usarem produtos químicos, chamados de “surfactantes ou tensoativos”, não consomem a carga poluente, mas apenas quebram as moléculas do hidrocarboneto e o dispersa no ecossistema afetado. É algo como varrer o lixo da sala para debaixo do tapete. Além disso, dependendo do nível de toxicidade dos contaminantes, a legislação brasileira proíbe sua utilização em qualquer ecossistema. Pela lógica e pela química, os dispersantes aumentam as dimensões da sujeira ao invés de limpá-la.

Já as cepas bacterianas realizam o trabalho completo. Geram enzimas que quebram as moléculas dos hidrocarbonetos e, em seguida os consomem. Ao fim, ou perecem pela falta de alimentação, ou são consumidas pelas bactérias nativas. Nas fotos abaixo tem-se o exemplo do uso de bactérias em uma lagoa de estabilização para tratamento de efluentes.

Resultados da bioremediação em lagoa de estabilização

É interessante observar que o litoral brasileiro é um gigante com 7.367 km de comprimento. A quantidade de sistemas lagunares urbanos, bem como de baias/enseadas mais encaixadas, com formato lêntico, é expressiva. A Baía da Guanabara é um bom exemplo. Grande parte desses sistemas ecológicos recebe carga orgânica, às vezes in natura, proveniente de esgotos não tratados. Por parte da sociedade civil e de autoridades públicas melhor informadas há a extrema necessidade de estabilizar esses importantes patrimônios ambientais do país. Contudo, os investimentos em soluções tradicionais são muito elevados e demandam várias obras e muito tempo.

Uma solução pode ser buscada com a aplicação de cepas de bactérias especialistas em estações de tratamento de esgotos, aumentando seu rendimento, bem como aplicando-as nos próprios corpos d’água.

Fica aqui a nossa contribuição para o cenário do saneamento básico brasileiro que, uma vez beneficiado, acarretará grandes economias para a saúde e reduzirá as pressões crescentes sobre o sistema hospitalar.

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