O grupo do Terceiro Ato


Verifica-se a nítida tendência do mercado de trabalho brasileiro de alienar os profissionais com mais de 50 anos. A maior parte deles possui conhecimentos, habilidades e, sobretudo, a experiência vivida no trabalho há décadas. Em troca, as empresas colocam jovens, muitas vezes com remuneração inferior, acreditando que fizeram um grande negócio. Nada contra os jovens profissionais, bem ao contrário. Dentre eles, temos algumas sumidades em suas áreas.

Jovem e idoso remando juntos

No entanto, normalmente voltadas para a Tecnologia da Informação (TI). Todavia, o mundo não é feito apenas com esta tecnologia – ainda não comemos computadores, nem vestimos tablets e celulares. De fato, constitui uma eficiente ferramenta de trabalho e nada mais.

Um arquiteto projeta uma residência; um engenheiro a constrói. Ambos usam a TI para que a casa tenha sabor da automação e “divirta seu proprietário”. Resta saber um detalhe: o proprietário irá viver dentro dos equipamentos da automação ou dentro do imóvel? Essa é a diferença básica, elementar, entre atividades-meio e atividades-fim.

O mesmo ocorre em diversas outras áreas, como medicina, biologia, ambiente e segurança operacional, por exemplo. Tudo pode ser automatizado através do uso da informática, posto que ficará mais ágil, objetivo, padronizado e limpo, desde que a informatização tenha sido bem desenvolvida e implantada, pautada por todos os conceitos e premissas das práticas técnicas e científicas a que se propôs automatizar.

Em síntese, sem o domínio de conhecimentos nas áreas-fim, que geram produtos e serviços efetivos em qualquer empresa produtiva, fica difícil aplicar a Tecnologia da Informação, a menos das empresas específicas de serviços de TI.

A capacidade de inovação é o outro argumento usado para alienar profissionais mais antigos. Há certos departamentos de RH que afirmam peremptoriamente: “os profissionais jovens são mais criativos e inovadores por força dos desafios que se auto impõem”.

Esta assertiva é uma grave sandice e, como tal, infantil e simplista. Inovação e criatividade nada têm a ver com o tempo de vida do inovador. Além disso, considerando o uso da TI  (na sua força de padronização de processos) vis-à-vis a capacidade de inovação, respondam-nos duas coisas:

Como fazemos parapadronizar inovações?

Além dos cérebros, humanos ou não, aonde existem fábricas construídas que produzem quilos de inovações?

Sem dúvida, a idade não pode ser considerada um critério inteligente ou sequer razoável para recrutamento, seleção e treinamento de profissionais.

Desejamos às pessoas do chamado Terceiro Ato (da vida), assim como nós próprios, maior disposição física para compartilhar conhecimentos e experiências vividas – inclusive nossas fluentes corredeiras de inovações – com os jovens profissionais do mercado. Sempre lembrando que gênios existem e, definitivamente, são descobertos ainda na tenra idade.

Cumprimentemo-nos para aumentarmos a produtividade da nossa inteligência.

A compartilhar aperto de mão

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