As geometrias do impossível


A geometria de Escher

Escher (Maurits Cornelis Escher, 1988-1972), nascido na Holanda, foi artista gráfico mundialmente reconhecido por suas xilogravuras, litografias e traços em meio-tom que apresentam construções impossíveis, preenchimentos irregulares de planos, explorações do infinito, e inesperadas metamorfoses, nas quais seus desenhos partem de padrões geométricos, mas que se cruzam e transformam-se, de formal gradativa, em padrões completamente distintos.

Embora não tenha sido um aluno especial na escola, possuía o domínio dos espaços como se fora um grande matemático aliado do desenhista.

Dia e Noite

Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de ótica. Foi em uma visita à Alhambra, na Espanha, que Escher conheceu os mosaicos que havia neste palácio de construção árabe. Achou muito interessante como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos.

Répteis

Este foi o ponto de partida para seus trabalhos mais famosos, que consistiam no preenchimento regular do plano, normalmente utilizando imagens geométricas e não figurativas, como os árabes faziam por causa da sua religião muçulmana, que proíbe tais representações. Ou seja, Escher era um revolucionário visual verdadeiro e inato.

Côncavo e Convexo

A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono primitivo. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado em um plano bidimensional.

Relatividade

Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, no plano bidimensional da folha de papel. Com isto ele criava figuras inimagináveis, representações distorcidas e paradoxos. Mais tarde, foi considerado um grande geômetra e o criador da geometria do impossível através de seus desenhos – somam 92 trabalhos originais.

Desenhando a Mão

A geometria da política

Até parece que alguns políticos (brasileiros, sobretudo) estudaram os paradoxos dos traços de Escher e, na qualidade de especialistas renomados, distorcem e contorcem a realidade a seu favor, como se formassem quadrilhas de desenhistas. Mas, observemos bem, tal como a metamorfose gradual de Escher, desenham-se candidatos à beatificação e tentam voar como pombas da paz.

Aos poucos os cidadãos mais atentos começam a desconfiar das ditas pombinhas, não tão brancas quanto gostam de se apresentar. E é até mesmo possível que nas próximas eleições algumas zebras inesperadas aconteçam.

Quando a zebra se alevanta e vota!

Porém, há outros que acompanham essas pombas em voo, mas sem considerar sua delicadeza, senão os inúmeros rastros e trilhas de detritos (esterco) que deixam para trás e nas áreas de pousio. Causam doenças variadas, algumas fatais, principalmente nos cidadãos mais incautos. Por isso, pelo menos as que sujam mais e todo o tempo, precisam ser retiradas do convívio social. Trata-se de uma substantiva questão de saúde pública.

Justo por isso, o assunto do momento são as reuniões de doutores em medicina sanitária. Eles discutem e debatem como deve ser tratada uma esquadrilha de pombas, apontada como causadora de terríveis infeções sociais. Há médicos que apontam para os dois lados; há os que querem limpeza total e detergente; e, parece, há alguns que sequer conseguiram ver as trilhas, fedorentas trilhas, demarcadas por todo o país.

Um pensamento sobre “As geometrias do impossível

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