Painéis solares são telhas para residências


Contexto

A ERS Energy, empresa da Filadélfia, desenvolveu telhas para cobertura de casas que, além de suas funções de proteção e escoamento de águas pluviais, geram a energia das residências que cobrem. São muito semelhantes às telhas de barro, apenas são feitas com outro material, o qual lhes dá a tonalidade azul escuro. Além disso, as “telhas solares” são compatíveis em formato e encaixes, com as telhas cerâmicas produzidas nos Estados Unidos.

As telhas solares

A residência com telhas cerâmicas e solares

Não há dúvida de que esta empresa está seguindo a trilha correta, pois em termos de energia tudo indica que, em médio prazo, o mundo segue para o uso intensivo da energia solar. Ou seja, em cerca de cinquenta anos, o Sol poderá ser a principal fonte da matriz energética do planeta, aguardando avanços tecnológicos em desenvolvimento que produzam novas fontes e processos viáveis, tanto econômica quanto ambientalmente.

Por outro lado, empresas de diversos países vêm investindo há anos para a implantação de grandes sistemas de geração solar. Destacam-se o Japão, Alemanha, Estados Unidos, Espanha e Portugal. A visão desses sistemas não é apenas a de atender a residências, mas a cidades de médio e grande porte, abrangendo moradias, infraestrutura e indústrias.

Com certeza, estas duas iniciativas, distintas em envergaduras, convergem para o mesmo objetivo e é muito provável que se complementem com harmonia.

O Brasil e a energia solar

Em países tropicais , a geração de energia solar é viável em praticamente todo o território. Especificamente no Brasil, mesmo em localidades mais distantes dos centros da produção energética brasileira, a energia solar ajudará a atender a demandas de vários locais e, em consequência, reduzirá a perda nos processos de transmissão, estimada em 10% da energia total produzida (causada por aquecimento das linhas e equipamentos, por fraude e furtos). Se considerarmos as regiões mais pobres do país, essa média pode crescer de forma expressiva.

Segundo notícias divulgadas pela mídia brasileira, o estado de Pernambuco está recebendo a primeira indústria para a produção de painéis solares do país – a Eco Solar do Brasil. Está prevista para produzir 850 mil painéis voltaicos por ano, com base em tecnologia suíça.

O presidente da Eco Solar, Emerson Kapaz, explica que uma placa tem capacidade para gerar até 150 watts. Um diferencial da tecnologia adotado pela empresa, ofilme fino‘, é mais eficiente e mais barato”.

Afora o marketing desta declaração, o restante é fato. É uma grande aposta no crescimento da geração de energia solar. Diz Kapaz: “iremos trabalhar com 80% da produção para o mercado brasileiro e apenas 20% para exportação”.

Não há dúvida de que a região nordeste é a que possui a maior vocação para esta produção. Outro empresário brasileiro já instalou um planta solar no estado do Ceará, no município de Tauá, com capacidade pequena (1 MW), suficiente para atender a 1,5 mil moradias e apontando para um caminho que não pode ser esquecido.

Parque solar de Tauá

Outras empresas e investidores estão interessados em apostar neste caminho. E os estados brasileiros, com ênfase para os do nordeste, precisam estar tecnicamente preparados para recebê-los.

Principais iniciativas

Os alemães garantem que possuem a maior usina solar do mundo. Após investimentos de 375 milhões de reais, a cidade de Senftenberg, inaugurou uma usina com capacidade de produzir 78 MW de energia solar, suficiente para abastecer 25 mil moradias. O projeto foi financiado por três bancos alemães. No entanto, prevê crescimento de geração para alcançar a 166 MW de energia solar.

Parque de Senftenberg

Já os norte-americanos também garantem que instalaram na Califórnia o maior sistema de geração de energia solar, com capacidade de gerar até 354 MW, capaz de alimentar 232.500 moradias. A proprietária do sistema, que integra nove usinas solares, é a Solar Energy Generating Systems.

Maior sistema solar instalado no mundo