A Arte da Fotografia


O termo fotografia tem origem na língua grega e significa “desenhar com luz e contraste”. Em sua essência envolve a técnica de captação de imagens por equipamentos que realizando a exposição luminosa de um objeto, o guardam em uma superfície sensível à luz.

Data de 1826 a primeira fotografia de que se tem conhecimento, produzida pelo francês Joseph Nicéphore Niépce. No entanto, outro francês – Louis Jacques Mandé Daguerre – também está vinculado à criação da fotografia. Niépce e Daguerre “associaram-se” em 1829, três anos após a produção da precária “primeira foto“. A finalidade desta associação foi justamente desenvolver as primeiras práticas e equipamentos da fotografia. Assim nasceu um processo conhecido por daguerreotipo, cabendo-lhe na história “a invenção da fotografia”. Tanto o equipamento, quanto suas produções passaram a ser conhecidos indistintamente por “daguerreotipo”.

Peça de museu: um antigo daguerrotipo

Produto do daguerrotipo – fotografia

A evolução dos equipamentos, abrangendo seu desenho, o corpo das máquinas, as lentes e os filtros foi espantosa a partir de meados do século 19 até a década de 1990. Foram industrializadas excelentes câmeras analógicas e lentes que alcançavam tanto estupendo poder de alcance da captura de imagens, quanto à sua capacidade de fazer micro e macrofotografias. Com motores especiais acoplados ao corpo das máquinas elas se tornaram verdadeiras metralhadoras de fotos e capturavam tudo em séries fotográficas.

Naquela oportunidade, para produzir uma única boa foto, além da excelência do profissional fotográfico, era necessário que, ou ele próprio ou um seu auxiliar, soubesse trabalhar no laboratório, manusear vários equipamentos acessórios e realizar um processo de revelação, contraste manual (com os dedos) e impressão capaz de realçar a qualidade da tomada fotográfica (ou exterminá-la). Neste período as fotos em preto e branco eram verdadeiras buscas da Arte através da fotografia.

O ancião, por Ronaldo Etienne Kohn, década de 1970

Atualmente, assiste-se à eclosão de sucessivas gerações das câmeras digitais. Acabou-se o trabalho nos laboratórios tradicionais e a resolução dos registros fotográficos digitais atinge a níveis que o próprio cérebro e olhos humanos não são capazes de perceberem em detalhes. No entanto, há uma espécie de laboratório eletrônico onde os fotógrafos trabalham sobre as imagens digitais que produziram. São aplicativos especialistas feitos para o tratamento digital de fotografias. Há os que se limitam a pequenos ajustes de tonalidade, limpeza de detalhes da imagem e outras práticas similares, sem distorcer o objeto das suas fotografias. Não tiram gordura de hipopótamos, nem alisam cenhos de macacos. São especiais porque conhecem os segredos de desenhar com luz e contraste.

Porém, há fotógrafos que “pintam quadros” sobre suas capturas digitais, desvalorizam seus produtos e cobram bem caro para fazê-las. Podem até mesmo se considerarem profissionais, mas em nossa opinião, leigos na matéria, são oportunistas e não artistas, não possuem qualidade.

Dentre os muitos profissionais desta arte, sem fazer comparações dentre eles, apresentamos registros digitais intercalados de dois jornalistas fotográficos brasileiros: Ronaldo Etienne Kohn e Nilton Ricardo.

Por do Sol, por Ronaldo Etienne Kohn (Urca, RJ)

Mestre sala e Porta bandeira, por Nilton Ricardo

Luar, por Ronaldo Etienne Kohn

Pairando no espaço, por Nilton Ricardo

Finalizando, desejamos destacar que a tecnologia digital tem modificado de forma incrível os fundamentos da fotografia. Os equipamentos disponibilizam ao usuário leigo recursos cada vez mais sofisticados, qualidade de imagem e facilidade de uso. A simplificação dos processos de captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens proporcionada pelo ambiente digital, aliada à facilidade de integração com os recursos da informática, têm ampliado e democratizado o uso da imagem fotográfica nas mais diversas aplicações. A incorporação da câmera digital aos aparelhos de telefonia móvel tem levado a fotografia ao cotidiano particular do indivíduo.

No entanto, estejam certos de uma coisa: a qualidade das fotos amadoras não se compara às fotos profissionais. Há muita arte pessoal e intuitiva, quase heranças genéticas próprias dos profissionais, que, qualquer que seja a evolução tecnológica anunciada, nunca será digitalizada no cérebro, no dedo e no tempo de clique de um amador.

Irmãos de Paraty, por Ronaldo Etienne Kohn

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