É essencial continuar batendo!


Batendo palmas, fazendo loas e ovações, para os “bem feitos” públicos e privados no Brasil. No entanto, é provável que mesmo com muito entusiasmo, as mãos não sofram qualquer ardência ou vermelhidão. Em sã consciência, infelizmente não há muito a ser aplaudido e ovacionado nos últimos séculos.

Vejamos o exemplo do esporte. Participando dos Jogos Olímpicos, desde 1920, em 19 edições dos Jogos, sem considerar Londres 2012, o Brasil acumulou um total de 91 medalhas, sendo 20 de Ouro, 25 de Prata e 46 de Bronze. Em contrapartida, a China, participando, desde Helsinque (1952), em apenas 8 edições dos Jogos, alcançou 100 medalhas somente nos Jogos de Pequim (2008). Por sinal, sem contar com Londres 2012, totaliza 386 medalhas conquistadas, sendo 163 de Ouro!

Parabéns Sarah Menezes, a judoca de Ouro do Piauí!

As modalidades da Vela e do Voleibol, totalizando respectivamente 6 e 5 medalhas de Ouro, foram as responsáveis pelas melhores classificações do Brasil em Olimpíadas. Isto sem levar em conta a exceção ocorrida nos Jogos de 1920, realizados em Antuérpia, Bélgica, quando obteve sua melhor classificação de sua história: 15º lugar com uma delegação de apenas 22 atletas. Gostaríamos de saber quantos foram os cartolas que acompanharam a equipe brasileira – técnicos fora, é claro. Será que naquela oportunidade a prática da “cartolagem” já existia? De qualquer forma, palmas! Foi um feito extraordinário com quase um século de idade: abocanhar 3 medalhas olímpicas, sendo uma de Ouro, uma de Prata e uma de Bronze.

O máximo de medalhas alcançadas pelo Brasil, durante 92 anos participando de dezenove Olimpíadas, aconteceu em Atlanta (1996) e em Pequim (2008): 15 medalhas por evento.

Mas, seu melhor desempenho e classificação foram obtidos em 2004, nos Jogos Olímpicos de Atenas, Grécia: 16º lugar, com 5 Ouros, 2 Pratas e 3 Bronzes (total de 10 medalhas). Palmas e louvações também para os países ainda menos afortunados, afinal o Brasil lidera o quadro de medalhas olímpicas na América do Sul. Não pensem que isso não tem qualquer significado. Com absoluta certeza, tem sim: significa “P.N. para o país da deseducação“.

Para fazermos uma análise mais consubstanciada do que o esporte significa em termos da Educação cidadã de qualquer país, vamos seguir apresentando os dados Olímpicos dos Estados Unidos da América, onde a maioria absoluta de seus atletas nasceu dentro de Universidades.

Os Estados Unidos enviaram atletas para todas as edições dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, exceto para os Jogos Olímpicos de 1980, relizados em Moscou, então capital da União Soviética[1]. Para podermos realizar poucas comparações razoáveis entre Brasil, China e Estados Unidos, somente abordamos os Jogos Olímpicos de Verão.

Os Estados Unidos participaram de 25 edições dos Jogos Olímpicos, tendo sido sede em quatro dos eventos de verão. Sem considerar Londres 2012, alcançaram a marca de 2.298 medalhas conquistadas, assim distribuídas: 931 de Ouro, 729 de Prata e 638 de Bronze!

Muito embora tenha sido bastante difícil acompanhar o desempenho dos atletas norte-americanos, a partir de Beijing 2008, a China começou a demonstrar seus valores humanos, pelo menos nas modalidades classificadas como olímpicas. E, decerto, não foi a primeira colocada em Beijing porque estava jogando em casa. Essa afirmação é uma baboseira e somente cabe na cabeça de analistas pouco informados.

Em Beijing 2008 os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 110 medalhas totais, sendo 36 de Ouro, 38 de Prata e 36 de Bronze. Já a China obteve menos medalhas olímpicas (100), mas distribuídas de forma vencedora: 51 de Ouro, 21 de Prata e 28 de Bronze. Nós conseguimos o 23º lugar (3 ouros, 4 pratas e 8 bronzes), atrás do Quênia (15º) e da Etiópia (18º).

No momento em que publicamos este artigo quase cômico, a China lidera os Jogos, com 29 medalhas de Ouro, e os Estados Unidos vêm em 2º lugar, com 27 Ouros. O Brasil encontra-se pior do que em 2008, classificado em 27º lugar (com 1 Ouro do Piauí), mas liderando a América do Sul. Ufa!…

Esperamos e torcemos para que outros atletas brasileiros consigam elevar a posição do Brasil nestes Jogos de Londres. Palmas e ovações para a torcida!

Um ambiente para a alma olímpica: Vie de Spello, Itália


[1] É impossível não recordar que os atletas soviéticos tinham em seus uniformes a sigla CCCP, que significava na tradução portuguesa “União das Repúblicas Socialistas Soviéticas”, a pátria do sistema comunista. Logo, logo CCCP ganhou um nome extenso um tanto diferente no Brasil. Especialmente no futebol seu extenso passou a ser “Cuidado Com o Crioulo Pelé”. Palmas para a alegria brasileira e para as derrotas soviéticas!

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