O Pelicano e a Idade das Trevas


Durante a Idade Média, o pelicano foi adotado como um ícone do martírio na Europa, conforme demonstram alguns bestiários daquela época, onde a ave encontra-se como símbolo de autoimolação.

Esta lenda surgiu pelo fato de que o pelicano sofria de uma doença que deixava uma marca vermelha, sanguínea, nas plumas de seu peito. Outra versão sugeria que o pelicano matava seus filhotes e depois ressuscitava-os, usando seu próprio sangue.

Pelo forte cunho teológico-religioso, dominante naquela era, foi mantida a ignorância dos povos europeus em favor do poder da igreja e dos senhores feudais. Resulta assim a Idade das Trevas, fruto da superstição e da política repressora que foram plantadas, pela força, na imaginação e no cotidiano daqueles povos. O objetivo era manter o medo e o silêncio dos povos.

É a partir desse fato histórico que tentaremos falar um pouco acerca dos felizes pelicanos, espécie de ave doce e singela que, “mesmo que entendesse de política”, não seria capaz de entender o uso nefasto de sua imagem.

Pelicano-australiano, Pelecanus conspicillatus

O Pelicano é uma ave da ordem dos pelecaniformes, família Pelecanidae. A sua principal característica é o longo pescoço que possui uma bolsa para armazenar o alimento. Assim como a maioria das aves aquáticas, possui os dedos unidos por membranas. Os pelicanos são encontrados em todos os continentes, exceto na Antártida. Mas, apresentam pelo menos oito espécies distintas:

  • Pelicano-vulgar, Pelecanus onocrotalus.
  • Pelicano-rosado, Pelecanus rufescens.
  • Pelicano-crespo, Pelecanus crispus.
  • Pelecanus philippensis, provavelmente encontrado nas Filipinas.
  • Pelicano-australiano, Pelecanus conspicillatus.
  • Pelicano-branco-americano, Pelecanus erythrorhynchos.
  • Pelicano-pardo, Pelecanus occidentalis.
  • Pelecanus thagus, nativo do Chile e do Peru.

Pelicano nativo do Chile e do Peru, Pelecanus thagus

Pelos fósseis descobertos por arqueólogos, sabe-se que os pelicanos existem há mais de 40 milhões de anos. Dois gêneros pré-históricos são o Protopelicanus e o Miopelecanus (não temos fotos). Também através dos trabalhos arqueológicos foram identificadas dez espécies extintas de pelicanos.

Medidos pelas pontas das asas abertas, eles podem chegar a três metros de envergadura e pesar até 13 quilos. Os machos são normalmente maiores e possuem o bico mais longo do que as fêmeas. Praticam dieta restrita a peixes e, eventualmente, outros frutos do mar.

Em seu processo de reprodução uma fêmea põe dois ou três ovos, entre março e abril. A incubação dos mesmos dura de 28 a 30 dias.

Alimentam suas crias por regurgitação. A formação da plumagem dos filhotes de pelicano se dá entre 63 a 76 dias. A maturidade sexual ocorre em um período de três e cinco anos.

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