A gestão do apocalipse


Não há consenso acerca das causas antropogênicas do aquecimento global, há sim consenso (…) ao redor do fato que apocalipse sempre deu dinheiro. Gastava-se dinheiro com indulgências na Baixa Idade Média, por que não seria o medo do fim do mundo ainda hoje uma mina de dinheiro?

O mercado do apocalipse verde tem seus sábios-profetas-cientistas, mágicos, gurus espirituais, nutricionistas-sacerdotes de alimentação sagrada, mercado de cristais sustentáveis, enfim, tudo que há nos fanatismos humanos.”

Luiz Felipe Pondé

Se tantas organizações e pessoas ganham toneladas diárias de dinheiro vendendo a ideia fanatizada do apocalipse , do fim do mundo, do planeta torrado em berço esplêndido, porque nós – céticos, burros ou inocentes – não criamos o espetacular Sistema de Gestão do Apocalipse?

Talvez assim, participando da massiva campanha profética, alimentada diariamente pela mídia, que noticia o medo que os humanos precisam ter do aquecimento global antropogênico do planeta, tornemo-nos capazes de criar um bom seguro de vida para nós mesmos e várias gerações de nossos descendentes.

Não será necessário pagar profissionais e cientistas de qualidade sobre o tema. Basta criarmos um website com o endereço Gestão do Apocalipse. Esta página deve convidar a qualquer humano convicto do planeta para participar da nova religião de cura da humanidade: tornar a Terra livre do carbono, “Terra Carbono-Zero”, não importa o que isso queira significar. Em um mês, no máximo, teremos milhares ou até milhões de voluntários atuando de graça para a ASA – Apocalipse SA, nome da empresa que ganha dinheiro por trás da ONG de fachada.

Quase com carbono-zero…

Decerto, alguém há de perguntar:

─ “Mas vocês têm alguma ideia de como desenvolver este Sistema?”

E nós responderemos de pronto:

─ “Nossas pesquisas estão bastante avançadas neste sentido. Temos um grupo de experts internacionais em apocalipses que já há dois anos vem trabalhando duro para estrutura-lo. Estão em permanente contato com agências do clima de todo o mundo, com artistas de cinema renomados que financiam parte dos trabalhos, com políticos e jornalistas que os divulgam pelo planeta. Na verdade, seremos ainda mais ágeis quando aceitarmos as doações em dinheiro que nos são oferecidas. Mas nem todos – como você – têm esta visão global para o Bem da Humanidade”.

O Homem de Tollund, a múmia do pântano