Espécies com capacidade de regeneração


Nome vulgar: Axolote ou Axolotle.
Família: Ambystomatidae.
Gênero: Ambystoma.
Espécie: Ambystoma mexicanum.

Descrição

Um Axolote adulto pode medir de 15 a 45 cm, embora o comprimento mais comum seja em torno de 23 cm. É raro encontrar um espécime com mais de 30 cm. Os Axolotes possuem características típicas do estado larval das salamandras, incluindo brânquias externas e barbatanas caudais, que vão desde o final da cabeça prolongando-se por toda a extensão da cauda. Isso ocorre porque esses anfíbios apresentam tireoide rudimentar e não há liberação de hormônios tireoidianos, essenciais na metamorfose de anfíbios. Quando um Axolote recebe hormônio tireoidiano, transforma-se em animal adulto com características terrestres: pulmão e patas e perda da cauda por reabsorção, tornando-se muito similar à salamandra-tigre (Ambystoma velasci).

As cabeças são amplas e possuem olhos sem pálpebras. Os machos são identificáveis apenas na época de reprodução pela presença de cloacas muito mais pronunciadas e de aspecto redondo.

Axolote adulto em um aquário

Distribuição e Habitat

O Axolote só vive nos lagos Xochimilco e Chalco, adjacentes à Cidade do México. Xochimilco e Chalco fazem parte de um complexo de cinco lagos, entre os quais os astecas construíram a Cidade do México e em torno do qual a cidade desde então se expandiu. Os lagos foram altamente produtivos e muitas de suas espécies são consideradas nutricional e economicamente valiosas. Hoje, uma grande parte da área foi drenada ou comprometida pelo desenvolvimento de outros projetos. O Lago Xochimilco é conhecido por seus “jardins flutuantes” (chinampas), que são faixas de terra entre os canais de drenagem, onde os moradores cultivam legumes e flores para o mercado. Os Axolotes podem ser encontrados principalmente nesses canais. Na natureza, a espécie vive debaixo d’água. Fora dela, ela é mantida como animal de estimação em aquário e é amplamente utilizada em experimentos de laboratório.

Evolução, Abundância e Comportamento

A característica mais notável da evolução do Axolote é que a espécie apresenta uma forma extrema de neotenia: (em animais, é a propriedade de manter na idade adulta as características típicas da sua forma jovem ou larval). Assim sendo, permanece em sua forma larval aquática durante toda a sua vida, o que significa que, quando atinge a maturidade sexual, com a idade aproximada de um ano e meio, continua a apresentar os aspectos de uma larva.

Enquanto jovem o Axolote se alimenta de algas, mas à medida que envelhece, passa a se alimentar de insetos aquáticos. Se uma localidade onde vive for drenada e secar, o Axolote metamorfoseia a salamandra mexicana. Quanto à reprodução, os machos liberam pacotes de espermatozóides, que são absorvidas pela fêmea para a fertilização interna. A incubação dura de 2 a 3 semanas. Na natureza o Axolote vive de dez a doze anos. Seus predadores principais são aves predadoras, como as garças.

Tendências e Ameaças

O Axolote tornou-se vulnerável no estado selvagem. As principais ameaças à sua existência continuada são a drenagem e o crescimento da Cidade do México. Vários esforços no controle de inundações e esgoto a partir do século XVII levaram a sérios danos ao complexo lago. A escavação de poços para a crescente população da Cidade do México também tem causado a seca da drenagem natural no vale, onde os lagos estão localizados. Ocorre expressiva redução das áreas dos lagos e variações da qualidade de suas águas. Uma ameaça mais específica para a espécie é a sua venda comercial como alimento nos mercados do México.

Experimentos científicos

Os Axolotes são muito usados em laboratório devido à sua capacidade de regeneração. O animal pode se regenerar, tanto que no caso de perder um membro ou a cauda. Já foi demonstrado em experimentos laboratoriais que o Axolote reproduz completamente qualquer parte perdida (exceto a cabeça) em cerca de oito semanas.

Esses experimentos tentam descobrir qual a “chave” genética que esta espécie não possui e que permite esse processo de regeneração espontânea. Isto porque, segundo cientistas, o DNA dos Axolotes é igual ao do ser humano.

Considerações do blog

Assistimos a um documentário no qual um cientista norte-americano, profundo conhecedor dos Axolotes, considera que, caso descubra os fatores genéticos que lhe permitem a recuperação ou regeneração de membros perdidos ou amputados, isto poderia ser aplicado na medicina humana, capacitando-a a promover a regeneração espontânea da perda de um membro de nosso corpo.

Causou-nos certa apreensão o fato de que, caso se desligada essa chave genética no homem, também é provável que o Homem se transforme em um Axolote…

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