PEC dos Descendentes de Alemães


Prática para a igualdade humana

Recebemos pelo correio postal da cidade de Nova Hamburgo, RS, a seguinte carta, assinada pelo Professor Joerg W. Pullmann, a quem não conhecemos pessoalmente ou mesmo por telefone.

No entanto, o Professor solicitou-nos a publicação de sua missiva em nosso site, como forma de pressão política em favor de todos os descendentes germânicos residentes neste país. Dado que os termos da PEC nos pareceram amigáveis e normais, segue a carta.

Obra dos descendentes de alemães no Brasil

Prezada “Presidenta” Dilma Roussef,

Como minoria segregada no Brasil, nós, descendentes de alemães, solicitamos providências do governo federal para sermos igualados aos negros, perdão, afrodescendentes, no que tange aos direitos dos cidadãos. Para tanto, pacificamente reivindicamos seja aprovada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que contemple os seguintes pontos:

  1. Fica estabelecida a cota de 5% para alemães e seus descendentes nas universidades públicas brasileiras;
  2. Fica proibido chamar descendentes de alemães, ucranianos, holandeses e outros europeus de “Polaco”;
  3. Fica proibido chamar um indivíduo de “alemão“, pois o termo é pejorativo e denigre a imagem deste, como ser humano;
  4. Fica estabelecido que os descendentes de alemães devem ser chamados de “germano-descendentes“;
  5. Chama-los de “alemão” passa a ser considerado crime de racismo inafiançável – a despeito do fato de a raça humana ser só uma;
  6. Igualmente deve ser considerado crime de racismo o uso das expressões “alemãozão“, “alemãozinho“, “alemoa“, “alemoazinha“, “bicho de goiaba” e etc, para se referir aos germano-descendentes;
  7. Fica proibido o uso de expressões de cunho pejorativo associadas aos descendentes de alemães. Exemplo: “Coisa de alemão!“, “Alemão porco“, “Só podia ser alemão“, “Alemão batata” , “comedor de chucrute“, “português que sabe matemática” e etc;
  8. Fica estabelecido o dia 25 de julho como “Dia Nacional da Consciência Germânica”, feriado nacional;
  9. Fica estabelecido o dia 25 de novembro, como “Dia Nacional do Orgulho Alemão”, feriado nacional, mesmo que não se possa “chamar alemão de alemão”;
  10. Fica criada a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã, subordinada à Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial;
  11. Fica estabelecido o prazo de 2 anos para a Subsecretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Alemã virar Ministério dos Alemães, juntando-se aos outros 38 ministérios brasileiros, mesmo que não se possa “chamar alemão de alemão”;
  12. Fica proibida qualquer atitude de segregação aos descendentes de alemães, as quais os caracterizem como inferiores a outros seres humanos;
  13. Fica restrita ao governo brasileiro a pressuposição de que os alemães são inferiores, estabelecendo cotas, restrições associativas, nominativas e sanções para as mesmas;
  14. Passa a ser crime de “germanofobia” qualquer agressão deliberada contra um descendente de alemães, mesmo que não se possa “chamar alemão de alemão”;
  15. Toda criança que usar a expressão “alemão batata come queijo com barata” estará cometendo bullying violento e deverá ser encaminhada imediatamente para tratamento psicológico;
  16. Em caso de um negão chamar um alemão de alemão, este adquire automaticamente o direito de chamar o negão de negão, sem os prejuízos legais da aplicação das sanções já previstas no Brasil;
  17. Ficam estabelecidos como Centros Nacionais da Cultura Alemã o bairro do Buraco do Raio, em Ivoti, Rio Grande do Sul; a zona central de Blumenau, Santa Catarina; e o bairro de Drei Parrulho, em Santa Cruz do Sul.

Nada mais havendo a tratar, agradeço a publicação desta carta neste website que tem demonstrado para os descendentes alemães ser clemente e imparcial.

Professor Joerg W. Pullmann

Post Scriptum: Caso descendentes de outros povos do mundo tenham interesse em participar ou ampliar nossa PEC, sintam-se a vontade, criem seus próprios Centros Nacionais de Cultura, bem como as restrições de tratamento que considerarem adequadas à sua própria cultura. Estejam certos de uma coisa: terão total apoio dos germano-descendentes, pois somos todos brasileiros.

Xolmis cireneus, Primavera ou Noivinha Cinza


A “Primavera” mede cerca de 22 cm de altura, pousa ereta e possui penas de colorações cinzenta e branca. Quando em voo apresenta um contraste de branco e preto destacado nas bordas de suas asas (espelhos). Possui olhos relativamente grandes e avermelhados que demonstram sua atenção permanente.

Primavera ou Noivinha Cinza

Ocorre no Suriname, e também do sudeste do Amazonas até o Rio Grande do Sul, seguindo pelo Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia. No sul, emigra durante o inverno.

Seus habitats preferenciais estão em áreas secas de savana e cerrado. Mas, também vivem em áreas tropicais e subtropicais sazonalmente úmidas. Por isso, gostam habitar planícies alagadas.

Especialmente quando estão pousadas, as Primaveras apresentam agitação natural, denunciada por movimentos bruscos em suas asas. Gostam de tomar banho de chuva ou usando a folhagem molhada. Têm o hábito de dormirem em grupos e buscarem lugares mais abrigados para passarem a noite. São pássaros brigões, sobretudo, com outros de mesma estatura.

Seu pio de chamado é longo e agudo, com timbre sonoro alto. Já seu canto, emitido de dia e na madrugada, é suave e replicante.

O que é curioso é o nome vulgar dado ao Xolmis cireneus no Brasil, desrespeitando todos os machos desta espécie: Noivinha Cinza. Contudo, é um pássaro sagaz, que esvoaça rapidamente deixando o vazio de seu lugar e a mensagem “vou ali e volto já”…

Continuando: sobre o Apocalipse do Brasil


Apocalipse da nação.

Nesta semana do início de agosto de 2012 o Supremo Tribunal Federal dará início ao julgamento do “Caso Mensalão“. A expectativa da sociedade brasileira, sul-americana e talvez mundial, é enorme. Todos os cidadãos honestos desejam ver os resultados efetivos do “maior samba enredo da história da corrupção brasileira“.

Ao que tudo indica, do texto final da CPI dos Correios (2005), relatoriado pelo então deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), foram suprimidos trechos e parágrafos importantes que envolviam diretamente outros personagens no esquema dos fundos de pensão.

A Folha de São Paulo apresenta hoje um texto descritivo acerca de uma espécie de “Farra do Boi“, que teria sido realizada em 2004, para suprimir qualquer prova da possível participação de alguns atores de expressiva relevância política no cenário brasileiro do século XXI.

Da divina comedia à farra do boi

Para mais informações sobre a notícia acesse o link da Folha de São Paulo. Para obter informações analíticas sobre o assunto acesse o link da Wikipédia.

O Apocalipse da Terra, segundo José Argüelles


Assistimos a um longo documentário acerca do chamado “Apocalipse Maia”, definido como o fim da humanidade em todo o planeta Terra, que “acontecerá no dia 21 de dezembro de 2012”. Fizemos levantamentos de informações na internet para aferir nosso entendimento sobre a seguinte questão: o mundo acabará mesmo em dezembro deste ano?

O início da manipulação do imaginário coletivo mundial deu-se com o lançamento do livro “Eram os Deuses Astronautas?”, escrito pelo suíço Erich Von Däniken, publicado em 1968. Para quem leu este livro é possível concluir que houve a sorte do autor ao lançar um texto desta natureza um ano antes do homem ir a Lua. Foi sucesso como rastilho de pólvora.

No entanto, o desenfreado líder manipulador chamou-se Joseph Anthony Arguelles, doutor em História da Arte e Estética, que preferiu ser conhecido como o Profeta José Argüelles, com sonoridade mexicana. Apesar de sua titulação universitária, fazia-se de místico, dizia acreditar em crenças de antepassados Astecas e Maias, e as professava abertamente. Com um único objetivo em mente: tornar-se rico e famoso com a venda da “geração da energia humana” e distribuindo as “verdades paranoicas do Apocalipse Maia”, nas quais talvez ele próprio não acreditasse.

José Argüelles, o profeta do apocalipse

Joseph Anthony nasceu em Rochester, Minnesota, em 1931, e faleceu em março de 2011, não tão elegante quanto na foto.

José Argüelles nasceu em local desconhecido, durante a era hippie e do LSD (1960-1970), e renasceu (pirado) em 1987, quando criou sua empresa, a Convergência Harmônica que, segundo ele, foi capaz de “promover a primeira meditação sincronizada do mundo para gerar energia psíquica positiva” e salvar o planeta.

Esta empresa usou o alinhamento dos planetas do sistema solar, ocorrido em agosto de 1987, para associar o fenômeno espacial ao que o Profeta chamava de “Leis da Astrologia e do Calendário Maia”.

Segundo José Argüelles, com a ocorrência deste alinhamento, decorrente da ação de forças astrológicas, “ocorreu uma enorme mudança na energia da Terra, passando-a de Terra Guerreira para Terra Pacífica”. Se for difícil de entender o que isto significa, muito pior era entender as palavras, premunições e profecias de José durante toda sua vida. Até porque não aconteceu nada de novo, muito menos pacífico, com os humanos no planeta. Bem ao contrário, as guerras continuam e ameaçam se intensificar. Mas, propriamente a Terra, fez “montinhos” para o tal “alinhamento da astrologia”.

Argüelles tinha ideias muito estranhas sobre espaço e tempo. Dizia haver descoberto “que a espécie humana está vivendo em um tempo artificial, que está perturbando seu ambiente planetário e destruindo sua civilização”. Ele também alegou que “o tempo é telepático na natureza, mais rápido que a luz e eu posso viajar através dele”. Dizia ainda, em tom de ameaça velada, que “se a raça humana não rejeitar os doze meses o Calendário Gregoriano e substitui-lo pelo Calendário Maia até 26 de julho de 1995, sua autodestruição se dará muito em breve”. Ou seja, mesmo após haver criado a sua empresa em 1987, a Convergência Harmônica, apenas oito anos depois, ainda que viajando telepaticamente e acima da velocidade da luz, sentia-se obrigado a inventar mais mentiras para melhorar seus lucros.

Todas essas palavras e profecias têm um cheiro danado de interesse pessoal monetário e uso de drogas alucinógenas. Por sinal, isso parece ser comum em várias civilizações atuais.

Entretanto, através da sincronia da ignorância e da santa burrice humana, ainda há milhares de crentes espalhados pelo planeta, pontificando estas profecias esotéricas, afirmando que, graças a Convergência Harmônica, “a primeira meditação sincronizada planetária”, inaugurou um período de cinco anos de “Limpeza da Terra”, onde “muitas falsas estruturas de separação do planeta entrarão em colapso”.

Um pouco sobre os Maias

A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, notável por sua língua escrita, sua arte, sua matemática (aritmética com numeração em base 20 e provavelmente usando o conceito do zero), arquitetura e observações astronômicas.

Inicialmente estabelecidas durante o período pré-clássico (2.500 Anos Passados a 2.250 A.P.), muitas cidades maias atingiram seu mais elevado estado de desenvolvimento durante o período clássico (durante todo o século I). Seu colapso se deu no século IX. Mas, em seu auge, foi uma das civilizações mais dinâmicas das Américas, sendo densamente povoada em suas cidades.

O termo pré-colombiano é utilizado especialmente no contexto das grandes civilizações indígenas das Américas, tanto as da Mesoamérica (os olmecas, os toltecas, os astecas e os maias), quanto às da região andina (os incas, os moches e os cañaris).

Os maias construíram grandes cidades como Tikal, Chichém Itzá, Palenque, Copán e Calakmul. Outras, menores, como Dos Pilas, Uaxactún, Altún Ha. Havia ainda centros habitacionais pequenos na mesma região mesoamericana. Jamais chegaram a desenvolver um império, embora algumas de suas Cidades-Estado tenham formado ligas temporárias, associações e mesmo períodos de suserania (dominação entre cidades e seus povos).

Seu colapso como civilização (século IX) ocorreu por vários fatores políticos e ambientais. Muitas cidades possuíram vários Reis que se convenceram de que eram os próprios deuses maias e, portanto, estavam dotados de todos os poderes divinos e terrestres. Em função dessa pretensão real as guerras aumentaram, doenças se intensificaram, ocorreram longas estiagens de quase três séculos (Global Warming!) e finalmente grandes inundações expulsaram os maias de muitas das suas principais cidades, em especial aquelas situadas em áreas de vales e planícies de inundação.

Os cidadãos restantes migraram para a Península de Yucatán e para terras mais altas da Guatemala. Somente restou uma grande cidade – Chichém Itzá –, mas que logo se acabou como o último centro da vida maia original.

Pirâmide de Kukulcán, em Chichém Itzá, Yucatán

Dizem alguns antropólogos que as mesmas forças que criam os movimentos de ascensão de uma civilização ou sociedade preparam a sua própria autodestruição potencial. Talvez nesse aspecto haja alguma conexão entre os Reis Maias e o Profeta José Argüelles: ambos não previram nem profetizaram que se estavam autodestruindo.

Compondo informações e concluindo

Pelo exposto, acreditamos nas seguintes conclusões.

  • A punição dos humanos com o Apocalipse da Terra é um fenômeno decorrente de quem possui complexo de culpa.
  • Não há necessidade de sacrifícios humanos para oferecer alimentos aos “deuses” da política atual. Todos aceitarão, mas nada será melhorado por este caminho, a não ser que eles sejam os sacrificados.
  • Todos os violentos eventos da geodiversidade do planeta são naturais e não possuem focos específicos ou razões místicas e espirituais.

Por fim, devemos lembrar que uma equipe de arqueólogos e pesquisadores norte-americanos anunciou em maio deste ano a descoberta de mais um calendário maia, datado do século IX, mais atualizado do que o que profetizava o fim do mundo em 2012. A descoberta desmonta a teoria nada científica dos profetas do calendário maia.

Novo sítio arqueológico e o calendário Maia atualizado

As inscrições encontradas no sítio descrevem a existência de 17 ciclos no sistema maia — e não 13, como profetizado até agora —, significando que o calendário ainda possui mais de 6 mil anos pela frente. Isso nos dá tempo e espaço para pensar bastante antes da chegada do “fim do mundo”…

Etna: o maior vulcão ativo da Europa


De todos os eventos naturais cataclísmicos, as erupções vulcânicas estão entre os mais impressionantes, dadas sua imprevisibilidade, violência e inúmeras consequências que acarretam: lançamento de rochas, fluxos piroclásticos (correntes de lava), geração de gases tóxicos e efeitos sísmicos.

Existem no continente europeu cerca de 100 vulcões que foram ativos durante os últimos 10.000 anos. Na Grécia e na Itália, foram registradas 140 erupções desde o século XVI.

Pergunta-se: ─ E se, de forma inesperada, alguns desses vulcões saíssem do estado de aparente sossego, tal como aconteceu com o Pinatubo, nas Filipinas, após 4.000 anos de silêncio?

O vulcão Etna situa-se na parte oriental ilha da Sicília, Itália, mais exatamente entre as províncias de Messina e da Catania. Com seus 3.340 metros de altitude (que variam em função de suas constantes erupções), é a montanha mais alta daquele país.

Colunas de fumaça numa das erupções do Etna, em 2012

Traços geológicos do Etna

A atividade do Etna começou há cerca de 500.000 de anos, com erupções sob a superfície marinha, junto à costa da Sicília. O vulcanismo começou a ocorrer há cerca de 300.000 anos, a sudoeste do cume atual do vulcão, para o qual se foi movendo desde 170.000 anos passados. As erupções de então construíram o cone vulcânico principal, formando um “estrato vulcão” em sucessivas erupções.

O crescimento do Etna foi interrompido por erupções maiores que levaram ao colapso do cume então existente para formar grandes caldeirões de rocha e magma.

Entre 35.000 e 15.000 anos passados o vulcão Etna tem experimentado erupções altamente explosivas, gerando fluxos piroclásticos que deixaram extensos depósitos de ignimbrita. As cinzas destas erupções já foram encontradas em lugares distantes, como em Roma, a 800 km ao norte do monte Etna.

Além de ser o vulcão mais alto da Europa, o Etna é também a mais alta montanha da Itália ao sul dos Alpes. A extensão total da base do vulcão é de 1.190 km², com um perímetro de 140 km, o que faz do Etna o maior vulcão da Europa, superando em quase três vezes o vulcão Vesúvio.

Foto do Etna tomada da Estação Espacial Internacional

Palavra de vulcanólogos e da ONU

“É um dos vulcões mais ativos do mundo e está praticamente em constante erupção. Eventualmente, o Etna pode ser bastante destrutivo, mas, normalmente, as erupções não oferecem grande risco à população que vive nas localidades próximas. Os solos vulcânicos em redor propiciam bons campos para a agricultura, com vinhedos e hortas espalhados nas fraldas da montanha e em toda planície de Catania”.

Parece que cientistas estão propondo trocar a estabilidade dos ecossistemas naturais e humanos do entorno do Etna por vinhedos e hortas em solos vulcânicos. Isso seria um disparate. Eles que tentem descobrir e melhorar as formas de sinalização prévia de erupções vulcânicas, pois diversas espécies de animais já o fazem há muito tempo.

Curiosamente, devido à recente atividade vulcânica do Etna e ao fato de estar numa região densamente povoada, o Etna foi designado pelas Nações Unidas como um dos “16 Vulcões da Década”. Mas, o que isso significa? Uma vitória olímpica? Seria uma “premiação da ONU para o vulcão vitorioso”?

Considerações do blog

Uma grande erupção na Europa teria consequências muito graves para a população e o ambiente. É evidente que não se pode evitar este tipo de evento. Por outro lado, é possível prever, ainda que sem exatidão, os sinais de uma erupção e tomar todas as medidas necessárias para salvar vidas humanas e reduzir perdas ambientais e econômicas.

O principal desafio consiste na melhor compreensão dos complexos processos vulcânicos e na detecção antecipada dos sinais precursores de uma erupção. Para isso, é interessante que cientistas combinem e integrem várias abordagens científicas. A concepção de técnicas de medidas normalizadas é elemento relevante para possibilitar a comparação entre vulcões de diferentes tipos e seus comportamentos históricos.

Cinco terremotos fortes nesta semana


Cinco terremotos fortes ocorridos na semana, mas não é o fim do mundo.

Dois fortes terremotos ocorreram em decorrência de movimentos das Placas do Pacífico e da Australiana, nas Ilhas Salomão e na Região de New Ireland, Papua Nova Guiné, ambos superficiais (a 22 e 43 km de profundidade), com 6.5 graus na escala Richter (dia 25 e 28/7, respectivamente).

O terceiro sismo forte ocorreu no dia 25/7, em Simileune, Indonésia, função de choques entra as Placas Eurasiana e da Índia, com 6.4 graus e a 22 km de profundidade.

O quarto terremoto ocorreu no dia 26/7, na região das Ilhas Maurício, fruto de choques entre as Placas Australiana e Africana. Este foi o mais severo, atingindo 6,7 graus Richter, a 9,2 km de profundidade.

Quatro fortes terremotos no Pacífico

O último terremoto ocorreu hoje, consequência dos movimentos das Placas Caribenha e de Cocos. Este foi uma ocorrência offshore (no mar), atingindo a região de Chiapas, México, com 6.0 Richter, a 35 km de profundidade.

Natalia Partyka, a super superação


Natalia Partyka, a super superação

Partyka é tenista de mesa, nascida na Polônia. Hoje é a primeira do ranking mundial das atletas paraolímpicas nesta modalidade. No entanto, mesmo tendo nascido sem o antebraço esquerdo, Natalia enfrenta, de igual para igual, outras atletas olímpicas e muitas vezes as vence, pois seu equilíbrio e foco são estupendos.

Em Pequim, 2008, quando tinha 19 anos, foi considerada uma das maiores jovens atletas da Europa, competindo nos Jogos Paraolímpicos e também nos Olímpicos.

Natalia Partyka em Beijing, 2008

Nesta Olimpíada de Londres está competindo normalmente e já superou algumas atletas de alta qualidade. O que impressiona a quem a assiste é o fato de que sempre joga batendo, em estilo clássico, quando poderia ser esperado que jogasse na defesa.

Natalia Partyka, um fenômeno de superação

As Nações que ocupam o Planeta


Assistindo à abertura dos Jogos Olímpicos de Londres (2012), durante a entrada das delegações dos países participantes no estádio londrino, ficamos abismados com os nomes de alguns países sobre os quais nada sabemos, nem sequer qual a sua posição no mapa do planeta.

Houve ainda países que sabemos existir, mas as controvérsias políticas que atravessaram em tempos recentes nos impediram de localizá-los e de saber quem haviam sido antes. Por exemplo: Bósnia e Herzegovina que, a custa de muita guerra e sangue, já foi território húngaro, turco-otomano, austro-húngaro, sérvio e iugoslavo. Somente tornou-se Bósnia e Herzegovina em 1995, após uma guerra civil devastadora.

Na Lista de Estados Soberanos encontrada na internet consta que existem 203 Estados no planeta, dos quais 193 são Estados-membros das Nações Unidas. A lista não é datada e, portanto, não sabemos se está atualizada.

Conforme a introdução do próprio documento, “compilar uma lista desta envergadura é um processo difícil e controverso, já que não existe uma definição (…) aceita pelos membros da comunidade de nações no que tange aos critérios de soberania”.

Não vamos listar todos os Estados que estão participando das olimpíadas londrinas, mas apenas os que chamaram a atenção para nosso próprio desconhecimento da geopolítica atual do planeta. Os que mais se destacaram quando anunciados foram os seguintes:

  • Burkina Fasso, país situado no noroeste da África.
  • Comores, arquipélago composto por quatro ilhas, situado entre a costa oriental da África e Madagascar.
  • Djibuti, país situado no nordeste da África.
  • Micronésia, país insular formado por um arquipélago com cerca de 607 ilhas, situado no oceano Pacífico, próximo as Filipinas e a Papua Nova Guiné. Quando a entrada da sua delegação foi anunciada, um esportivo comentarista de tv, debochando de seu colega, perguntou-o: “Você já foi lá?…”. ‘Lá’ são apenas 607 ilhas!

Mapa da Micronésia

  • Kiribati, país insular situado na região da Micronésia e da Polinésia.
  • Palau, pequeno país insular situado na Micronésia.
  • Quirguistão, ex-membro da falecida União Soviética, situado na Ásia Central.
  • Suazilândia, pequeno pais africano fazendo fronteira com Moçambique e África do Sul.
  • Tadjiquistão, país situado na Ásia Central, fronteiriço ao Afeganistão, Uzbequistão, Quirguistão e China.

Lembramo-nos quando éramos crianças e juntávamos vários amigos para estudar, mas não sem antes brincar de achar países e capitais no globo terrestre. Era importante ter em casa um globo bem grande e colorido, feito com papelão. Fazíamos uma espécie de sorteio: um de nós procurava um país que achasse bem difícil de encontrar. Achava e continuava a rodar o globo para disfarçar e depois girava-o com maior rapidez, desafiando os demais a encontrar o país selecionado. Bons tempos…

Nova modalidade olímpica: Salto sobre Satélites


É impossível competir em audiência com os Jogos Olímpicos! Assim, resolvemos imaginar uma nova modalidade de esporte que, quem sabe, poderá criar um frenesi internacional à procura de atletas especiais, ou melhor, Espaciais. A princípio será chamada de “Salto sobre Satélites, com ou sem vara”. Para isso, vamos fazer uma breve análise do “material esportivo” de que já dispõe o planeta Terra.

A quantidade de satélites que já foi lançada para o Espaço é fabulosa. E é difícil encontrar alguma informação confiável a respeito de quantos foram lançados. Mas, somente em 16 anos, entre 1957 e 1973, quando a ciência espacial ainda estava a engatinhar, é estimado que, entre sucessos e fracassos, cerca de 120 satélites e sondas foram chutados para o Espaço. Alguns poucos explodiram.

Desde os lançamentos dos dois Sputnik e dos quatro Pionner, alguns países não param de contribuir para a formação da espetacular nuvem de lixo espacial hoje espargida em nosso sistema solar, com a maioria dos equipamentos orbitando a Terra. Volta e meia caiu um caco deles aqui no solo da Terra, mas ainda não fizeram maiores estragos.

Satélite para telecomunicações com finalidades militares

Cada satélite tem finalidades específicas e é classificado pelos tipos funcionais mais óbvios e pacíficos:

  • Satélites astronômicos: são usados para observações astronômicas.
  • Satélites para observação da Terra: são para uso humano e não militar – monitorações ambientais (queimadas, desmatamentos, inundações e etc), levantamentos meteorológicos, mapeamento geográfico e etc.
  • Satélites meteorológicos: destinados a monitorar o tempo e o clima na Terra.
  • Satélites para comunicação: são geoestacionários, utilizados em processos de telecomunicação. São usados tanto para comunicações civilizadas, quanto para fins militares e não pacíficos, portanto não civilizados.

Porém, existem outros, cujas finalidades são definitivamente pouco pacíficas e temerárias.

  • Satélites do Sistema Global de Navegação (GPS): enviam sinais de rádio a receptores móveis na Terra, possibilitando a localização geográfica precisa de objetos dispostos sobre a face do planeta. A recepção direta do sinal dos satélites GPS, combinada com a engenharia eletrônica cada vez mais desenvolvida, permite que se determinem as posições de quaisquer objetos com um erro de poucos centímetros, em tempo real. Sem dúvida, tanto servem para encontrar espécimes da fauna que estejam sendo monitorados, quanto para colocar um míssil balístico na orelha do vizinho, situado a milhares de quilômetros de distância.
  • Satélites de reconhecimento: são projetados para a observação da Terra ou de antigos satélites de comunicação utilizados para fins militares e de espionagem. Pouco se sabe acerca da capacidade real desses equipamentos, pois os países que os desenvolvem e lançam não divulgam maiores informações sobre eles. Estão sob sigilo máximo…
  • Antissatélites: também chamados “satélites assassinos”, são projetados para destruir satélites “inimigos” e outros tipos de alvos que estejam incomodando em sua órbita. Tanto os Estados Unidos da América, quanto a Rússia possuem esses dignos equipamentos.

À exceção dos antissatélites destruidores, todos os demais que apenas visam a Terra, poderão ser saltados (com ou sem vara). Mas, há um problema. Eles a circundam com mais de dez formas diferentes, isto é, possuem caminhos em altitudes distintas (órbitas). Além disso, há os que possuem órbita variável (elíptica), há os que a orbitam em círculos e, por fim, os de órbita geoestacionária, que acompanham a Terra exatamente em sua rotação e velocidade. São os carrapatos espaciais das telecomunicações (internet, telefone e até televisão).

O Saltador de Satélites com vara

Imaginar esta modalidade olímpica parece ser fácil. Temos até a estátua do Atleta Espacial, mesmo que vestindo um traje inadequado para eventuais colisões com restos de satélites e sondas antigas. Difícil mesmo é estabelecer suas regras e apostar que daqui a 64 anos, quando fará parte dos Jogos Olímpicos de Algum Lugar, ainda existirão satélites e estações espaciais que não tenham sido nano transformadas.

Marina Silva e os Jogos Olímpicos de Londres


Marina Silva e os Jogos Olímpicos de Londres

Dois correspondentes do jornal O Estado de São Paulo, Daniela Milanese e Jamil Chade, publicaram matéria acerca da presença de destaque da cidadã brasileira Marina Silva no evento de abertura das Olimpíadas, em Londres.

Como todos vimos, “Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo.”

Marina Silva, uma cidadã do mundo

Sem dúvida, foi grande a surpresa para muitas pessoas do mundo que uma nativa do interior do estado do Acre tenha recebido este importante convite. Decerto, o COI a identificou por sua luta permanente, desde adolescente, na defesa do ambiente do território brasileiro, com ênfase na Amazônia.

Jogando como sempre no ataque, “uma autoridade” brasileira ladrou a seguinte frase: “Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia”. Trata-se da mesma autoridade que, então na qualidade de parlamentar, relatou de forma vergonhosa o projeto de lei do novo código florestal brasileiro em defesa do agronegócio, contrário à postura de Marina.

Sempre jogando para atacar, desguarneceu sua própria defesa e tomou mais um gol pelas costas. E ainda completou sua asneira: “Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?“. A que ponto chegou a pretensão do autoritarismo brasileiro.

Desconhecendo a total independência do COI em suas decisões, outra autoridade brasileira tentou impor ao COI o poder do Estado Brasileiro: “É óbvio que seria mais adequado por parte do COI e da organização do evento que houvesse um diálogo de forma mais concreta com o governo brasileiro para a escolha das pessoas“.

Sem pretender avaliar os serviços prestados ao Brasil pela ex-ministra Marina Silva, nem sua tentativa como candidata a Presidência da República, temos certeza que Marina não gastou um tostão público para estar presente nos Jogos. Diferente da gigante comitiva brasileira, envolvendo diversos membros dos poderes federais e governadores de estado.

Parabéns Marina! Estamos felizes por sua presença em Londres representando nossa luta pelo Ambiente estabilizado, em qualquer parte do mundo! E cantamos para você, juntos com Paul McCartney:

─ “And, in the end, the love you take is equal to the love you made”…

São distintos os pilares do Ambiente dos pilares da política


São distintos os pilares do Ambiente dos pilares da política

Na verdade, o Ambiente possui pilares colossais e duradouros, enquanto à política restam os farrapos e gases humanos da sua demolição.

Os pilares do ambiente são fontes de muitas vidas, que se multiplicam e evoluem. Sua tendência, sem prejuízo de qualquer ser, de qualquer outro indivíduo, qual seja sua espécie, é a de organizar-se em famílias e comunidades de gêneros distintos, porém compatíveis e complementares entre si.

Pilares do Ambiente

Já os farrapos e gases da política demolida são corrosivos, tóxicos e perigosos. Constituem ácidos concentrados capazes de destruir qualquer nação que não possua cultura atuante em sua sociedade civil organizada.

Por hoje, nada mais temos a comparar entre esses pilares e aqueles farrapos.

A delicada arte de um autista


A delicada arte de um autista

Recebemos um slide show (diaporama[1]) feito com muito cuidado, utilizando fotos de um fotógrafo alemão, cujo nome não consta da apresentação. Porém, o mais forte de tudo é a despedida do autor, quando encerra seu último diapositivo:

Obrigado por ter visto esta apresentação. O meu nome é Patrick Notley. Eu sou autista e realizei este diaporama para vós. Por favor, faça-o dar a volta ao mundo… Deixai a beleza brilhar.

O texto foi traduzido por Juvenal Lucas. Desculpe-nos, mas tomamos a liberdade de selecionar apenas dez das cinquenta e duas imagens constantes da apresentação. Dado que Patrick Notley não nomeou as fotos, também deixaremos a critério dos leitores imaginar um nome para cada uma delas.

Fazendo a nossa parte para apoiar o trabalho de Patrick, tentando dar a volta ao mundo, admiramos a beleza a brilhar…

[1] Diaporama é uma projeção de diapositivos fixos com som sincronizado – Dicionário Houaiss.

Comunicação para o Desenvolvimento Rural, FAO/ONU


Um novo projeto revolucionário para a educação e às práticas rurais em todo o planeta.

A FAO – Organização para a Alimentação e a Agricultura da ONU e a Faculdade de Comunicação para o Desenvolvimento da Universidade das Filipinas, situada em Los Baños, têm o prazer de anunciar o lançamento do projeto “Mudança na Comunicação Colaborativa”, uma iniciativa global para fortalecer a capacidade e o compartilhamento de conhecimentos para o desenvolvimento rural planetário.

Para mais informações, que são muitas e do interesse de qualquer cidadão do mundo, basta acessar o site http://www.cccomdev.org/.

Todos podem e devem aprender

Treinamento de comunidades rurais

Assim, os que sabem  fazer ensinam com humildade.

O Pelicano e a Idade das Trevas


Durante a Idade Média, o pelicano foi adotado como um ícone do martírio na Europa, conforme demonstram alguns bestiários daquela época, onde a ave encontra-se como símbolo de autoimolação.

Esta lenda surgiu pelo fato de que o pelicano sofria de uma doença que deixava uma marca vermelha, sanguínea, nas plumas de seu peito. Outra versão sugeria que o pelicano matava seus filhotes e depois ressuscitava-os, usando seu próprio sangue.

Pelo forte cunho teológico-religioso, dominante naquela era, foi mantida a ignorância dos povos europeus em favor do poder da igreja e dos senhores feudais. Resulta assim a Idade das Trevas, fruto da superstição e da política repressora que foram plantadas, pela força, na imaginação e no cotidiano daqueles povos. O objetivo era manter o medo e o silêncio dos povos.

É a partir desse fato histórico que tentaremos falar um pouco acerca dos felizes pelicanos, espécie de ave doce e singela que, “mesmo que entendesse de política”, não seria capaz de entender o uso nefasto de sua imagem.

Pelicano-australiano, Pelecanus conspicillatus

O Pelicano é uma ave da ordem dos pelecaniformes, família Pelecanidae. A sua principal característica é o longo pescoço que possui uma bolsa para armazenar o alimento. Assim como a maioria das aves aquáticas, possui os dedos unidos por membranas. Os pelicanos são encontrados em todos os continentes, exceto na Antártida. Mas, apresentam pelo menos oito espécies distintas:

  • Pelicano-vulgar, Pelecanus onocrotalus.
  • Pelicano-rosado, Pelecanus rufescens.
  • Pelicano-crespo, Pelecanus crispus.
  • Pelecanus philippensis, provavelmente encontrado nas Filipinas.
  • Pelicano-australiano, Pelecanus conspicillatus.
  • Pelicano-branco-americano, Pelecanus erythrorhynchos.
  • Pelicano-pardo, Pelecanus occidentalis.
  • Pelecanus thagus, nativo do Chile e do Peru.

Pelicano nativo do Chile e do Peru, Pelecanus thagus

Pelos fósseis descobertos por arqueólogos, sabe-se que os pelicanos existem há mais de 40 milhões de anos. Dois gêneros pré-históricos são o Protopelicanus e o Miopelecanus (não temos fotos). Também através dos trabalhos arqueológicos foram identificadas dez espécies extintas de pelicanos.

Medidos pelas pontas das asas abertas, eles podem chegar a três metros de envergadura e pesar até 13 quilos. Os machos são normalmente maiores e possuem o bico mais longo do que as fêmeas. Praticam dieta restrita a peixes e, eventualmente, outros frutos do mar.

Em seu processo de reprodução uma fêmea põe dois ou três ovos, entre março e abril. A incubação dos mesmos dura de 28 a 30 dias.

Alimentam suas crias por regurgitação. A formação da plumagem dos filhotes de pelicano se dá entre 63 a 76 dias. A maturidade sexual ocorre em um período de três e cinco anos.

Os bestiários medievais e a atualidade mundial


Referência: As informações sobre Bestiários Medievais foram colhidas da Enciclopédia Itaú Cultural e encontram-se no texto grafadas entre aspas.

“Em sentido estrito, o termo ‘bestiário‘ faz referência a um gênero literário medieval, que se vale da descrição física e de comportamentos de animais, reais ou fantásticos, para a construção de fábulas de caráter moralizante. Em prosa ou verso, esses manuscritos ilustrados tomam a natureza como fonte de ensinamentos úteis ao homem e à sociedade, com uma visão cristã do mundo. A cultura medieval está repleta de animais, em textos e imagens, rituais, folclore, heráldica, canções, provérbios etc. Em geral, esses seres são representados por meio de duas visões distintas: a maior corrente considera o animal imperfeito e inferior e, nesse sentido, radicalmente diferente do homem; a outra, ao contrário, subentende a existência de uma comunidade de seres vivos e um parentesco – não apenas biológico – entre homens e animais. Repletos de sentidos negativos e positivos, representados muitas vezes de forma alegórica e grotesca, o fato é que os animais ocupam o primeiro plano no imaginário medieval cristão: dragões, crocodilos, leões, asnos, porcos, baleias, unicórnios, aves e peixes simbolizam o mal, a imortalidade, a astúcia, o poder etc., de acordo com os atributos de cada um deles.”

Chimera

Certamente, nas devidas proporções, se observamos o mundo atual sob a segunda visão, com certeza os bestiários medievais pareciam prever o futuro homem contemporâneo, especialmente o homem que realiza serviços públicos: a pretensa imortalidade, a astúcia e o poder transferidos de mão em mão para a prática do mal. Nossa iconografia atual guarda alguma similaridade – dragões, crocodilos, leões, asnos, porcos, baleias, unicórnios, parecem continuar presentes, senão nas artes, certamente na vida real.

A origem dos bestiários remonta ao século IX, com base em lendas indianas, hebraicas e egípcias, compiladas na Grécia. O resumo dos conhecimento sobre os bestiários possui diferentes versões e autores, produzidas ao longo do tempo, popularizadas em diversos países, em especial na Inglaterra e na França.

Um dos mais antigos bestiários conhecidos parece datar do século XII. No século XIII foram produzidos diversos. Mas “O Bestiário do Amor, de Richard de Fournival, é um dos poucos totalmente desvinculados de implicações teológicas.”.

“Se o bestiário como gênero declina a partir do século XIII, as diferentes figuras animais que ele projeta passam a fazer parte da iconografia, podendo ser encontradas em vitrais, esculturas e frisos de igrejas de construções romanas e góticas, e em toda da arte posterior. Assim, com o tempo, o termo vai perdendo sua conotação específica para adquirir acepção mais ampla no vocabulário das artes visuais, sendo utilizado para fazer referência à presença de animais nas artes (…).”.

Os bestiários, embora hajam atravessados séculos, foram sendo ajustados em acordo com as culturas dominantes ao longo do tempo: da cultura teológica, com caráter moralizante e hipócrita, no século IX, à cultura da insanidade política, da guerra e da corrupção nos séculos XX e XXI. Mas esta última não se encontra retratada em obras literárias, desenhos, pinturas, músicas e folclore, senão como ironias e sátiras avulsas, que até agora têm-se desgastado mais do que a própria insanidade que desejam extirpar.

No Brasil, mesmo que animais integrem vários trabalhos, alguns artistas contemporâneos retomam especificamente o motivo animal, ensaiando o gênero dos bestiários. Caetano de Almeida é um exemplo que, no período 1986-1991, elaborou a série Bestiário, recriando ilustrações de livros e enciclopédias.

Cremos que é mais do que chegada a hora de retomar, com bastante ênfase, os Bestiários Contemporâneos, assinalando e demonstrando a animalidade dos governantes que jogam para desgraçar o planeta. Não deveremos falar de fantasias, mas apenas da realidade, até por que não há mais a “Santa Inquisição”.

Crocodilos, jacarés e répteis similares


Muito se fala acerca desses animais silvestres. Pelo menos no Brasil parece haver certo desprezo por eles, além do terror, por óbvio. Contudo, suas regiões de ocorrência, a menos da zona oeste do Rio de Janeiro (a do BRT), ficam bem longe dos humanos citadinos.

Usam termos de gíria e de provocações com os crocodilos: “Crocodilagem daquele cara!”, diz um distinto ser superior. E seu parceiro de bar logo responde: ”É sim, mas ele vai chorar lágrimas de crocodilo. Você vai ver, deixa comigo…”, conclui ameaçando.

Esquecendo dessas homenagens indiretas atribuídas a esses répteis, correndo todos os riscos de que este artigo não seja lido, vamos falar de crocodilos e jacarés pelo mundo.

Crocodilos em geral

Os crocodilos, jacarés, aligátores, caimans e o gavial são répteis da ordem Crocodylia, a qual se divide em três famílias – Crocodylidae, Alligatoridae e Gavialidae –, que por sua vez subdividem-se em inúmeras espécies já conhecidas pela zoologia, biologia e ecologia.

Crocodilo é nome comum para catorze espécies dos répteis da família Crocodylidae. O termo também é usado (erroneamente) para incluir todos os membros da ordem Crocodylia: isto é, os crocodilos verdadeiros (africanos e australianos), o gavial (asiático) (família Gavialidae) e os caimans, aligátores e jacarés (família Alligatoridae) que habitam as Américas.

Com essa visão mais abrangente, esses répteis geralmente habitam as margens de rios, enquanto os da Austrália e das ilhas do Pacífico também possuem habitat oceânico. O gavial é o único dos crocodilos que possui um predador natural do crocodilo que é o tigre asiático, mas que raramente se alimenta dele.

Nos dias atuais o maior réptil na face da terra é o Crocodilo-de-água-salgada, encontrado no norte da Austrália e em ilhas do sudeste asiático.

Depois de algumas espécies de aves, os crocodilos em geral são os parentes mais próximos dos dinossauros. Tanto dinossauros quanto crocodilos evoluíram dos tecodontes, assim como as aves podem ter evoluído dos dinossauros. Isso faz com que os crocodilos sejam mais aparentados com as aves do que com todos os outros répteis atuais. Surgiram a 248 milhões de anos aproximadamente, tendo convivido com várias espécies de dinossauros. Apesar de não terem a mesma mobilidade que seus antepassados, já foram registrados répteis correndo nas margens de rios a uma velocidade de até 16 km/h.

A principal arma dos crocodilos em geral é sua poderosa mandíbula cheia de dentes (podem chegar a 80 dentes). Segundo estudos realizados pela Universidade Estadual da Flórida, uma bocada de um destes animais pode chegar à incrível pressão de até 15 toneladas.

Essa explosão de energia pode perfurar o casco de tartarugas adultas, uma de suas presas preferidas. Apesar de ter muitos dentes este réptil não mastiga seu alimento, pois seus dentes não são alinhados adequadamente. Assim sendo, ele arranca pedaços das vítimas girando o corpo e rasgando o couro e a pele das presas. Com a carne na boca ele apenas a engole.

Outro fator que impede que esse réptil mastigue seu alimento deve-se à menor potência do músculo que abre sua boca, quando comparado ao músculo que a fecha. Essa composição de forças favorece mordidas rápidas e violentas. Por isso é comum observar pesquisadores lidando com répteis enormes controlados com apenas uma fita adesiva enrolada na boca.

Os crocodilos em geral podem abrir a boca em um ângulo superior à 75º. Isso auxilia tanto na obtenção de calor em seus “banhos de sol”, quanto na maior facilidade em abocanhar animais de grande porte, como zebras búfalos, gnus e até jovens elefantes.

Engolindo suas presas em pedaços, às vezes até membros inteiros, sua digestão tem de ser extremamente eficaz e rápida. Por muito tempo os cientistas não entendiam como esses répteis consegue metabolizar rapidamente tanto alimento em seu estômago.

Crocodilo

Crocodilo de água salgada no banho-de-sol

Durante a autópsia de um exemplar, liderada pelo biólogo Richard Dawkins (evolucionista), foi descoberta uma artéria a mais no coração desses animais. A artéria passa por trás do músculo cardíaco e chega ao estômago. Assim, com essa estrutura incomum, o aparelho digestivo desse réptil recebe mais irrigação sanguínea e consegue produzir mais suco gástrico para consumir sua pesada alimentação.

Jacarés, Aligátores e Caimans

Jacarés e aligátores são animais muito parecidos com os crocodilos, dos quais se distinguem pela cabeça mais curta e larga e pela presença de membranas interdigitais nos polegares das patas traseiras. Com relação à dentição, o quarto dente canino da mandíbula inferior encaixa num furo da mandíbula superior, enquanto que nos crocodilos sobressai externamente, quando estão com a boca fechada.

O tamanho de um jacaré pode variar de sessenta centímetros (jacaré-anão) até 6,5 metros (jacaré-açu), a pesar de 60 a 500 quilos.

Os jacarés habitam as Américas. Na América do Norte e no México, ocorrem mais o Aligátor e o Caiman. Na América do Sul há ocorrência de diversas espécies e subespécies, tais como o Jacaré normal, o Jacaré-açu, o Jacaré-anão e o Caiman de papo amarelo.

Jacaré-açu

Também conhecido por Jacaré-negro, o Jacaré-açu é um predador do topo de cadeia alimentar. Exemplares adultos de grandes dimensões podem predar qualquer animal de seu habitat, inclusive outros predadores de topo, como onças, jaguatiricas, jiboias e sucuris. Contudo, normalmente, alimentam-se de animais menores, como tartarugas, capivaras, veados e muitas espécies de peixe.

Jacaré-açu

O Jacaré-açu esteve à beira da extinção, devido ao valor comercial do seu couro de cor negra e da sua carne. Atualmente, encontra-se protegido e sua população é estável no Brasil.

Trata-se da maior espécie de jacaré, com tamanho médio de 3,5 metros e mais de trezentos quilogramas. Já foram registrados exemplares com mais de 5,5 metros de comprimento e peso de meia tonelada.

Jacaré-anão

O Jacaré-anão (Paleosuchus palpebrosus) ocorre ao norte da América do Sul. É encontrado na Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Vive principalmente próximo a correntes fluviais rápidas, mas vive também em águas pobres em nutrientes.

Jacaré-anão

É a menor espécie da família dos aligatores alcançando apenas 1,5 metros de comprimento. Os jacarés-anões juvenis alimentam-se de invertebrados, enquanto que os adultos comem peixes e invertebrados. Abriga-se em tocas durante o dia.

Gavial

O Gavial (Gavialis gangeticus) é a única espécie sobrevivente (extante) de crocodilo do gênero Gavialis, família Gavialidae. Pode ser encontrado nos rios da Índia e Nepal. Historicamente também habitava os rios do Paquistão, Butão, Bangladesh e Mianmar.

O estranho Gavial

A espécie difere dos demais crocodilianos pelo focinho estreito e alongado, e pela presença de uma protuberância nos machos adultos, caracterizando um dimorfismo sexual visível. Outra característica única é a exteriorização dos dentes da metade anterior da maxila e da mandíbula quando a boca do animal está fechada (prognata inferior). Com registros de espécimes medindo até seis metros de comprimento, é uma das maiores espécies dentro da ordem Crocodylia.

Essa espécie é considerada uma das mais ameaçadas de extinção atualmente. Sua população não ultrapassa a trezentos animais, além de que seus habitats preferenciais têm sofrido processos de contínua destruição pelo homem, tanto através da expansão urbana quanto da agropecuária, que se apropria das áreas ciliares onde os gaviais se reproduzem e passam uma parte de suas vidas.

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Não peça ao país o que ele não sabe mais fazer


Não, não sabe mais, precisa reaprender.

O país é enorme, muito rico e quase um completo analfabeto. Nele habita um ser nanico que também acredita ser grande e rico, porém, é analfa e beto. Não sabe sequer o que é um projeto. De engenharia, nem imagina como pensar sobre o assunto. No entanto, afirma que tem taco e bolas para qualquer jogo, mas é um obreiro que não tem obras ou graça.

E ainda dizem que são três macacos sábios

O país é muito grande, riquíssimo, mas totalmente cego. Nele habita um nanico que, dizem, não possui visão além da ponta do seu próprio nariz. Nunca viu, não vê e sempre negará ver uma “engenharia de negócio” que não seja de sua propriedade, que não possa manipular. Não vê desonestidade em nenhum de seus conchavos. Além disso, é uma ode à imbecilidade, um Super Pateta sem raça.

O país é um continente, dobrado de bens ambientais, mas completamente surdo. Nele há um nanico serelepe que atravessa ruas e avenidas sem olhar (é metaforicamente cego) e sem ouvir nada, absolutamente nada, posto que é surdo. Surdo mesmo, legalmente surdo. Nunca ouviu o ronco de um motor com descarga aberta ao lado do próprio ouvido. Sequer sabe o que é um motor ou uma descarga. Pensa que é da privada. Mesmo assim, o “herói tampinha” desafia a todos de cima de seu palanque. Só não é faraó porque é uma múmia sem jaça.

O país, grande como uma África, não fala, parece ser mudo. Habita nele um mudo nanico que só fala em silêncio, mesmo assim somente com poucos “companheiros”. Dono de uma esperteza felina, caminha insensível, invisível e em silêncio sobre folhas, galhos e fustes ressecados. Está sempre pronto para atacar e produzir vítimas fatais, bebendo seu sangue e saboreando sua carne. Acredita que assim ganhará força e não cairá em desgraça.

Não peçam a uma nação para realizar o que desaprendeu. Está cega, surda e muda diante da realidade. Trata-se de um notável processo de bestificação ou de analfabetização em massa.

Triste nota….


Triste nota – 5/04/1932 a 25/07/2012

Por Ricardo Kohn

É com muita dor e amargura que comunicamos a perda de nosso querido, melhor e maior mestre, Engenheiro Fernando Penna Botafogo Gonçalves, idealizador de nossos mais positivos sonhos ambientais, falecido às 13:30 horas de ontem, 25 julho de 2012. Seu corpo será cremado no Memorial do Carmo, bairro do Caju, no Rio, às 15:00 horas de hoje.

Gilse e Fernando Botafogo

Gostaria de escrever sua magnífica biografia, rica em detalhes sobre sua inteligência, imaginação e criatividade. Mas, infelizmente não possuo as condições necessárias.

Conhecemo-nos em um escritório de engenharia de projetos, há 42 anos, e Botafogo já era uma universidade gratuita e ambulante, o melhor amigo para orientar ou resolver qualquer situação de outras pessoas, fosse técnica ou pessoal.

Transferiu, para todas as equipes que liderou ao longo de sua vida, o melhor de seus conhecimentos, experiências e traços de sua forte personalidade, sempre amiga e conciliadora. Tive a sorte de participar de várias destas equipes e, sobretudo, de ser quase um filho de sua família.

Amava o mar e velejar era para ele um sonho incomensurável.

Que os ventos dessa nova jornada permitam a você, Botafoguinho, reencontros em diversos portos do passado.

Irrigação e manejo do solo


Sistemas de irrigação e manejo do solo, práticas que precisam ser melhoradas

Não há dúvida que irrigação pode levar ao crescimento de áreas agrícolas verdes, mesmo em ambientes mais áridos, como deverá ser um dia este pomar em Marrocos.

Pomar em Marrocos – foto da National Geographic

No entanto, apresenta um custo elevado em termos das perdas de um recurso cada vez mais escasso no planeta: a água doce.

Estima-se que 1/3 das lavouras do mundo é trabalhada através de sistemas de irrigação. Os sistemas utilizam expressiva quantidade de água e apenas metade da água utilizada é aproveitada pelas culturas. O restante é perdido por evaporação ou por vazamentos de equipamentos ineficientes.

Em algumas localidades, a irrigação também depende de esgotamento da água subterrânea, nem sempre renovável. Isso torna a qualidade do desempenho ambiental de um projeto agrícola uma meta inalcançável e que precisa ser revista. Contudo, muito além da questão da água, existem outros eventos adversos que decorrem da irrigação de áreas inadequadas ao plantio de culturas.

Nas décadas de 1980 e 90 elaboramos alguns estudos ambientais para projetos de irrigação em áreas mais secas e áridas, sobretudo na Bahia e Pernambuco. Especialmente nos anos 80, quando a nação brasileira sofreu todos os males da hiperinflação descontrolada, nossa equipe estabeleceu como premissa básica para a viabilização ambiental desses projetos, a contratação obrigatória de mão-de-obra local para sua implantação e a distribuição dos lotes irrigados para colonos da região. Isto se deveu ao fato que a instituição pública, responsável pelos projetos, desejava realiza-los a qualquer preço e a qualquer custo, sem fundamentos sociais primários.

Chamou-nos a atenção, pelos resultados dos estudos de classificação dos solos, que ocorriam áreas em que o fenômeno da salinização era previsível. Procuramos solucionar parte deste problema transformando as áreas em reserva legal do projeto e mantendo a vegetação nativa.

No entanto, os impactos negativos dos projetos iam muito além disso, basta imaginar o que significa “raspar toda a vegetação de cerrado ou caatinga” em uma área de 80 mil hectares!

Os efeitos danosos, extremamente prejudiciais à própria presença dos colonos, são de várias ordens, tais como: alteração do microclima, processos erosivos, assoreamento de corpos d’água, lixiviação do solo, carreamento de defensivos agrícolas para rios e lagoas, perda da abundância e diversidade da ictiofauna, formação de criadouros de vetores de doenças, ocorrência de endemias e zoonoses, crescimento da demanda por infraestrutura e de serviços básicos (educação, saúde e segurança), formação de vilas de livre comércio (vilas livres), enfim, impactos negativos que representam a destruição de grandes áreas de baixa produção agrícola, refletindo na queda da qualidade de vida das famílias dos colonos.

A questão que se impõe é básica: até quando as tecnologias para a produção de alimentos permanecerão quase congeladas no tempo e no espaço?

Saiba por que compartilhar postagens


Aspectos gerais

Primeiro precisamos entender o que significa “compartilhar”. Na verdade, significa multiplicar e não dividir, como pode indicar uma das possíveis traduções verbo inglês “to share”. Em alguns casos compartilhar é sinônimo de partilhar.

Se estivermos partilhando um prato de comida com várias pessoas, com certeza estaremos dividindo um objeto que possui seus limites finitos. Satisfaremos as necessidades fisiológicas de alimentação, mas seis horas depois elas retornarão a bater em nosso corpo, posto que todos já consumimos o que recebemos.

Servindo pratos limitados que acabam

No entanto, se compartilharmos conhecimentos e experiências, estaremos tentando auxiliar o aumento da capacidade de pensar das pessoas sobre ideias e raciocínios novos, sempre embarcados em postagens. Em verdade, auxiliando na multiplicação de conceitos, teorias e abordagens a um dado objeto ou coisa da vida. Isso não é uma presunção, mas um fato.

Quantas mais pessoas concordarem com os argumentos apresentados, é possível concluir que estaremos participando da democratização do pensamento. E mais, ninguém consumirá o que recebeu, ao contrário, poderá continuar multiplicando ou “compartilhando”.

Esse trabalho não requer qualquer esforço e é um prazer milimetricamente calculado. Por mais abstrato que pareça, suas consequências irradiam luzes em todas as sociedades, dado que temos milhões de blogueiros no mundo falando sobre uma infinidade de temas. Estas luzes irradiando-se são a resposta esperada por quem o executa, além, é claro, de algum feedback dos leitores.

Servindo ideias ilimitadas que não são consumidas

Processo de compartilhamento

O processo é longo, mas não é cansativo, embora demande algum tempo. Mas, como tempo não é dinheiro e sim fruto de uma explosão de ideias de alguns humanos do passado (insight!), vamos gastando o que temos sem nenhum recato.

A propósito, para os calendários solares, acerca da “invenção do tempo”, procurem na internet pelo Imperador Caio Júlio César, em 46 a.C.

Não duvidamos que a primeira etapa importante é pensar sobre o tema que vamos escrever e verificar, dentre eventuais alternativas temáticas, qual será a mais facilmente adaptável ao tema principal do site: Ambiente. Mas, há dias que nada vem à cabeça…

Feito isso, partimos para a “pesquisa de campo”. Primeiro pesquisamos em nossa biblioteca e depois na internet. À medida que encontramos material adequado, criamos um arquivo específico para o trabalho. Para terem uma ideia, somente para este blogue, temos neste momento 239 arquivos de texto e mais outros tantos arquivos de fotos. Total de 478 pastas em um único diretório. Se não formos organizados certamente nos perderemos.

De posse do arquivo de trabalho (Job), iniciamos a alinhavar o que nos interessa, deletando o que não nos serve. Ao fim, revemos o texto praticamente pronto e controlamos nossa ansiedade para não publicá-lo antes de ter certeza de que pode ser defendido de algum comentário inóspito. Isso só aconteceu uma vez e mesmo assim não foi contra o teor da postagem. Foi questão, digamos, política, sobre o artigo do cerco e a invasão do Jardim Botânico do Rio.

Então passamos o corretor de texto e seguimos para o editor do blogue. A preocupação maior nesse momento é aonde colocar as fotos do artigo. Gravamos como rascunho, fazemos a revisão final e por fim postamos o trabalho.

A última etapa é a mais fácil, simples e rápida: compartilhar o trabalho nas redes sociais. Depois resta-nos esperar os resultados, sempre com alguma incerteza.

Os leitores do site

Analisamos o comportamento do site através dos artigos mais visualizados e da origem dos leitores. Verificamos que há textos com mais de 300 visualizações e apenas 60 compartilhamentos. E é tão simples compartilhar… Ao fim de cada artigo o modelo do blogue apresenta quatro alternativas de compartilhamento. Basta um simples clique e talvez um texto bem curto, que oriente aos seus próprios leitores.

Boa leitura para todos. Essa é a breve história do “Sobre o Ambiente”, um menino com 88 dias de nascido.

Atenção, cuidado! BRT a vista!


Atenção, cuidado! BRT a vista! Fujam enquanto não tem murada de espinhos!…

A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) parece que, talvez um dia (por descuido ou fantasia), pretende lançar uma campanha publicitária para comunicar às pessoas que chegam a Barra da Tijuca e Santa Cruz que existe uma pista exclusiva para ônibus acoplados e expressos – quase igual aos trens – que se chama Transporte Rápido de Ônibus (TRO), conhecido como BRT, na sigla inglesa.

Pelo fato de dividir a Avenida das Américas em duas seções de alto risco para o tráfego e, sobretudo, para transeuntes, o BRT, implantado pelo poder público na raça, já causou nove acidentes com vítimas não fatais – três atropelamentos e seis batidas entre veículos.

Por si só, sem esta cangalha de transporte, a avenida já era bastante perigosa desde sua inauguração. E foi piorando governo a governo, até chegar ao cenário lamentável em que se encontra hoje: traçado picotado por transversais, número de pistas reduzido (!), asfalto ordinário e empilhada de condomínios, prédios, lojas, supermercados e residências.

Em breve, os moradores de uma margem precisarão de helicóptero para atravessar a avenida e visitarem parentes e amigos que residem na outra margem. Parece um rio infestado de piranhas esfomeadas, que somente se acalmam quando um transeunte-boi-de-piranha é atropelado.

Segundo reportagem publicada pelo Globo, “a Avenida das Américas ocupa o primeiro lugar no ranking das vias da cidade com mais acidentes. Só entre 17 de maio e 12 de julho, registrou 232 casos, com cinco mortes”. A julgar pelo que já vimos no passado, deve ser verdade, embora estes números nos pareçam um pouco reduzidos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Transporte, o plano de Lúcio Costa para a ocupação da Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes não permite a instalação de passarelas de acesso sobre a via. E, com certeza, os distintos engenheiros de tráfego do governo municipal estão preocupadíssimos em respeitar os traços do Professor. Basta ver a anomalia de tráfego que está sendo implantada na saída do metrô, no Itanhangá: uma brutal ponte de concreto suspensa, segura por cabos de aço, para permitir a passagem do foguete particular do prefeito, morador da Barra. Decerto, Lúcio Costa nunca imaginou tamanha incoerência.

A solução engendrada para “proteger” os pedestres é inteligente e definitiva. A prefeitura está plantando espécimes da flora que possuam espinhos (provavelmente, cactáceas não venenosas) ao longo do canteiro central da Avenida das Américas.

Logo teremos oportunidade de ler grandes outdoors e assistiremos na TV mais publicidade municipal, afirmando que a prefeitura do Rio de Janeiro acaba de criar a primeira linha de “BRT Sustentável” do mundo, envolta em vegetação cactácea que absorve todo o carbono emitido pelos veículos, além de impedir aos atrevidos de causarem acidentes.

Mantis Thistle (Blepharopsis mendica)


O louva-a-deus Mantis Thistle, Blepharopsis mendica

O louva-a-deus é um inseto da ordem Mantodea. Há cerca de 2400 espécies de louva-a-deus, a maioria vivendo em ambiente tropical e subtropical. Seu nome popular decorre do fato de que, quando está pousado, o inseto lembra um indivíduos orando. Os louva-a-deus são insetos relativamente grandes, de cabeça triangular, tórax estreito e bem desenvolvido.

Louva-a-deus tradicional

São predadores agressivos, caçadores de moscas e insetos diminutos (afídeos). A caça é normalmente praticada pela emboscada, facilitada pela sua capacidade de camuflagem. Contam com suas pernas anteriores modificadas em formato de garras para segurar a presa enquanto é consumida (pernas raptatórias).

Sua voracidade leva a que sejam bem-vindos pelos agricultores biológicos, uma vez que, na ausência de pesticidas, são fator relevante para o controle das pragas.

O voo do louva-a-deus é impressionante. Parece um caça supersônico em combate, com capacidade de desviar dos rápidos ataques de morcegos, executando mergulhos inacreditáveis no ar.

Trata-se de uma espécie da fauna venerada na China, por seus movimentos e estilo similares aos dos lutadores de Kung Fu.

Um par de ninfas do Mantis Thistle, ainda sem asas

Porém, as espécies ocorrentes no sudeste asiático e no norte da África são distintas em seu tamanho e coloração. Uma delas é o Mantis Thistle (Blepharopsis mendica), medindo cerca de 6 centímetros – foto acima.

Os Mantis preferem habitats especiais, por isso vivem em ambientes mais secos e com elevada temperatura, variando de 30 a 40 oC.

Uma de suas posições de dissuasão

Suas cores são o branco, creme, bege, azul marinho nos antebraços e listras verdes nas asas. Embora tenham esta aparência agressiva, são mais calmos do que seus primos latino-americanos e temem as presas de maior tamanho. Mas, de qualquer forma, as assustam com suas posições de ataque.

7ª Expo Conferência da Água, em Oeiras, Portugal


7ª EXPO CONFERÊNCIA DA ÁGUA

O DEBATE SOBRE A REESTRUTURAÇÃO DO SECTOR

Dias 16 e 17 de Outubro de 2012

No Hotel Lagoas Park, em Oeiras

A Expo Conferência da Água constituiu-se em Portugal, nos últimos seis anos, como o evento crucial do Sector da Água e do Saneamento, privilegiando o debate em torno dos grandes temas da atualidade nacional e internacional.

A edição de 2012 traz a Portugal Angola como país convidado!

A edição de 2012 traz a Portugal as três individualidades que melhor conhecem a realidade angolana em matéria de Água e Saneamento:

  • Ministro da Energia e Águas de Angola, Mestre Eng. João Baptista Borges.
  • Lucrécio Costa, Diretor Nacional para o Abastecimento de Água e Sanitização do Ministério de Energia e Águas de Angola.
  • Manuel Quintino, Diretor Nacional de Recursos Hídricos do Ministério de Energia e Águas de Angola.

A edição de 2012 traz ainda a Portugal representantes das províncias de Benguela, Huambo e Huila.

Uma oportunidade única, inédita e rara para ficar a par das prioridades e oportunidades de Angola em matéria de abastecimento de água, saneamento e recursos hídricos e dos pressupostos fundamentais para o sucesso no mercado angolano.

Num ano de grandes mudanças para Portugal e, em particular, para o Sector da Água, a 7.ª Expo Conferência da Água não poderia deixar – naturalmente – de se centrar nas novas orientações e estratégias nacionais.

A 7.ª Expo Conferência da Água vai revelar o que vai mudar e debater a reestruturação do Sector da Água e o reforço do papel do Regulador, sem esquecer a importância da Eficiência na Gestão da Água.

Um evento da ABOUT MEDIA que antecipa o futuro pela informação

A Queda do Fogo em Yosemite


Yosemite National Park! A maravilha da Califórnia, EUA.

Yosemite é reconhecido internacionalmente por seus espetaculares desfiladeiros de granito, dezenas de cascatas, arroios claros, bosques de sequoias gigantes e grande biodiversidade. Esse ambiente quase único, forjado por processos vulcânicos, valeram-lhe o título de Patrimônio Mundial da Humanidade, em 1984.

Essa postagem apresenta apenas uma sequência de fotos da Horsetail Falls, chamada Queda do Fogo. Trata-se de uma queda d’água sazonal, não permanente, que somente aparece no inverno chuvoso da região. Possui altura reduzida, no máximo de 40 metros. Todavia, essa efeméride física é de indescritível beleza.

Vista afastada da Queda do Fogo

Quase um perfil da Queda do Fogo

Vista de cima do Arco-Íris da catarata em chamas de água

A última foto desta série:

Anoitecendo na Queda do Fogo. Soberbo!