Um pássaro, uma planta, duas aves-do-paraíso


Segundo especialistas em ornitologia, desde o século XIX foram identificados 14 gêneros e cerca de 43 espécies das chamadas Aves-do-Paraíso. A espécie Parotia berlepschi foi a primeira descrita naquela ocasião. Seu nome científico é uma referência a Hans von Berlepsch, ornitólogo alemão do mesmo século. Acreditava-se estar extinta, mas uma expedição, realizada em dezembro de 2005, redescobriu-a nas Montanhas Foja, em Papua-Nova Guiné.

Ave do Paraíso com matizes em azul

O grupo é típico da chamada “Australásia” e está presente nas regiões tropicais do norte da Austrália, Nova Guiné, Indonésia e Ilhas Molucas. As Aves-do-Paraíso habitam zonas de floresta tropical e manguezais. Sua característica mais marcante é a plumagem dos machos da maioria das espécies, utilizada como estimulante nos rituais de acasalamento, quando disputam a preferência da única fêmea com uma espécie de dança em que eriçam as penas ao som do próprio canto.

Bird of Paradise

São pássaros de pequeno a médio porte, medindo entre 15 a 120 cm de comprimento, incluindo sua cauda. As espécies maiores têm dimensões aproximadas a de um corvo. O grupo apresenta dimorfismo sexual: as fêmeas têm plumagem monótona, em tons de cinzento e castanho, enquanto que os machos da maioria das espécies são muito coloridos, por vezes em tons contrastantes, com caudas e penas longas que se destacam na cabeça e pescoço. Há, no entanto, espécies nas quais o macho não é ornamentado e é semelhante à fêmea. O bico é curto, forte e adaptado à alimentação omnívora, baseada em frutos, folhas, anfíbios, insetos e outros invertebrados.

Os machos são normalmente solitários, enquanto que as fêmeas vivem em pequenos bandos juntamente com os juvenis. Na maioria das espécies onde há dimorfismo sexual significativo, a fêmea toma conta da incubação e das crias sozinha. Mas, quando o macho é semelhante em plumagem à fêmea, também toma parte desses cuidados. A hibridização é um fenômeno comum dentro deste grupo e resulta em espécimes com aparências intermédias.

No final do século XIX, princípio do século XX, foram abatidas muitas Aves-do-Paraíso para fins comerciais, para atender a diversas demandas. Muitas espécies foram extintas ou ficaram à beira da extinção. As plumas dessas Aves eram símbolos de status social nas sociedades nativas da Nova Guiné. Quando a ilha foi descoberta e investigada por naturalistas europeus, as Aves-do-Paraíso causaram sensação pelo seu exotismo e diversidade. As plumas tornaram-se adorno nos chapéus das mulheres de classe média e alta. Por outro lado, os museus de história natural e os colecionadores privados competiam pelo maior número possível de exemplares taxidermizados.

Hoje em dia a IUCN (International Union for Conservation of Nature) discrimina somente doze espécies de Aves-do-Paraíso, mas todas se encontram protegidas nas regiões em que ocorrem. A importação de plumas dessas aves é proibida na maioria dos países.

Também chamada “ave do paraíso”, há uma planta de rara beleza: a estrelícia, que possui outros nomes populares como rainha-do-paraíso, bico-de-tucano, flor-do-paraíso, flor-da-rainha, bananeirinha-do-jardim.

Flor Ave do Paraíso

Seu nome científico é Strelitzia reginae. Trata-se de uma planta herbácea, rizomatosa, com folhas duras, grandes, ovaladas e pecíolos bastante compridos, originária da África do Sul, com porte aproximado de 1,20 m de altura. É cultivada em jardins de regiões tropicais e subtropicais e bastante apreciada pela beleza das suas flores que, com aproximadamente 15 cm, possui várias cores onde se destacam o laranja e o azul. Assemelham-se à cabeça de uma Ave-do-Paraíso.

Trata-se de uma planta muito decorativa e, em razão de sua grande durabilidade, é bastante difundida tanto como flor para corte como para o plantio em jardins. A espécie de maior interesse para flores cortadas é a Strelitzia reginae, mas também são cultivadas as espécies Strelitzia juncifolia, Strelitzia nicolai, Strelitzia alba e Strelitzia caudata.

Strelitzia reginae

O nome científico desta planta (Strelitzia reginae) vem do latim, significando estrelícia da rainha, em homenagem à rainha Carlota de Mecklemburgo-Strelitz, esposa do rei Jorge III de Inglaterra.

2 pensamentos sobre “Um pássaro, uma planta, duas aves-do-paraíso

    • Lúcia, boa tarde.

      Este artigo é antigo no blog, desde junho de 2012. Fizemos uma boa pesquisa para publica-lo. Folgamos em saber que apresenta boas informações.

      Saudações.

      Equipe de Sobre o Ambiente

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