Sopa de entulho da Rio+20


A sopa de entulho é um prato típico da culinária portuguesa, com origem na região de Estremadura. Entretanto, há muitos brasileiros que garantem serem capazes de fazer a melhor, maior e mais complexa sopa com entulhos, jamais vista na história desse planeta. Achamos que já ouvimos algo parecido algum dia…

Feijão manteiga, ossos de porco, nabos, cenouras, batatas, cacos de abóbora, couve, cebola, cravos, azeite, vinagre e sal, em certas medidas e na sequencia correta, dão como resultado a tal sopa da Estremadura.

Uma sopa com diversos entulhos

Na Itália há uma sopa parecida, conhecida como minestrone, recebe, dentre outras coisas, mais alguns ingredientes: macarrão, carne bovina, frango, paio, salsa, alho e queijo ralado.

Poderíamos falar ainda do “puchero” espanhol (com pedaços de toucinho e grão de bico no lugar do feijão branco) e do cozido brasileiro, mas não são exatamente sopas e já estão nos fazendo sentir fome.

Se juntássemos a sopa de entulho, o minestrone, o puchero e o cozido, regados com azeite à vontade e pimenta baiana forte, não teríamos o Entulho Total da Estremadura, mas uma pálida ideia do que estão sendo as reuniões dos Diálogos da Rio+20.

Sobre os temas dos diálogos, que foram publicamente apresentados em site próprio, há personagens capazes de palestrar e debater, integrando conhecimentos de antropologia, economia, climatologia, sociologia, ecologia, engenharia florestal, arquitetura, biologia, ciência política e outras ciências – que os agradam e também à plateia -, das quais resultam as melhores práticas para o “desenvolvimento sustentável”. Realmente formidável!

O que nos causa alguma dúvida é porque esse périplo de conferências da ONU, iniciado há cerca de 40 anos, somente agora acredita que possui as soluções corretas.

“Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável”

Ficamos pensando como devem estar se sentindo os ministros que abriram estes diálogos, bem como os políticos brasileiros que precisarão estar muito atentos a todos os detalhes, pois haverão de criar leis para atender à melhores práticas já demonstradas na Rio+20. Isso será um trabalho extremamente duro, ao fim do qual haverá parlamentares esparramados pelos vales e montes da Estremadura. Ou em Brasília, se quiserem e quando estiverem passando por lá.

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