O Ambiente está virado de cabeça para baixo


O Ambiente possui sua própria forma de existir, mesmo sendo submetido a atos e práticas que se comparam ao terrorismo global. Todavia, não pode ficar à mercê de guerras políticas, pois, pelo menos no Brasil, em função desta submissão, está sendo virado de ponta cabeça. É duro de ver e de entender as justificativas da ganância e do poder, em troca da eliminação de parcelas expressivas dos ecossistemas brasileiros.

O desmatamento da Amazônia caiu bastante em maio: foram podados apenas 4.600 km2 de vegetação. Um acinte à Humanidade!

Ambiente de ponta cabeça…

O Ambiente está perdendo suas indispensáveis capacidades de auto gerir-se e de realizar a coevolução de seus elementos básicos – o Ar, a Água, o Solo, a Flora, a Fauna e o Homem, conformando seus ecossistemas. Eliminar os ecossistemas é exatamente eliminar qualquer um de seus elementos básicos, à exceção do Homem, que, acreditem, pretende sobreviver sem ele.

Mas, afinal, o que estará acontecendo com o Ambiente brasileiro?

Vemos algumas obras bastante expressivas que inexplicavelmente são consideradas por políticos como obras limpas, livres de causarem impactos ambientais adversos. E, por que? Ora, por que não produzem gases, os “tais gases do dito aquecimento global” [1].

Parece que temos um novo conceito para impactos: é tudo o que afeta nosso nariz e o restante do sistema respiratório humano. O resto não é impacto adverso.

Por exemplo, usinas hidrelétricas e nucleares não geram quantidades expressivas de gases em sua operação e, consequentemente, produzem “energia limpa”. Já mil cabeças de gado reunidas em um pasto são muito agressivas ao ambiente (pecuaristas que se mordam). Basta pensarmos em seus sistemáticos foguetes de gás metano, mesmo sem levar em conta suas contribuições diárias de tortas orgânicas. Compreenderam o raciocínio? Pois é, nós também não.

Porque políticos e seus coligados somente consideram impactos sobre o Ar e o Homem? Os demais elementos básicos deixaram de existir?

De qualquer forma, ao considerar o “impacto da emissão de gases do efeito estufa” é imprescindível incluir seus odores e os particulados que ficam em suspensão no ar. Do contrário as análises e avaliações ficam capengas e inacabadas. Contudo, por outro lado, ficam perfeitas para aqueles que desejam implantar e operar os empreendimentos qualquer que seja o custo a ser pago pelos contribuintes, monetário e ambiental. Já disseram eles:

─ “Apesar do ‘meio-ambiente’ conseguimos investir na melhoria de vida do ‘povo’ brasileiro”.

Assim como todos os cidadãos brasileiros que possuem educação e consciência, nós também desejamos o desenvolvimento de nosso país. Mas com visão e planejamento adequado, com prioridades muito bem estabelecidas, com resultados previstos e, sobretudo, minimizando as perdas de nossos recursos naturais que, apesar de abundantes, tornam-se escassos diante de projetos e programas megalômanos e inconsequentes.

Finalizando este texto, apresentamos a foto da devastação acima, agora na posição correta. Não sabemos se é a foto de um desmatamento ilegal ou do desmatamento da área próxima à captação de água do reservatório para movimentar as turbinas de uma usina hidrelétrica.

Desmatamento ilegal ou desmatamento profissional?…


[1] Não prosseguiremos a discutir este tema, dado que já foi motivo de dois artigos publicados neste blog.

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